20 abril, 2009

A Sinfônica do YouTube

Coroando um processo colaborativo internacional, estreou no Carnegie Hall, em Nova Iorque, a Orquestra Sinfônica do YouTube.
Reuniu músicos profissionais e amadores dos vários continentes (de mais de 30 países), selecionados por um painel julgador de alto nível, antes de serem convocados para os ensaios coletivos. 
O processo seletivo foi inicialmente on line - em vídeos postados pelos candidatos nos quais executavam duas peças em seus instrumentos - e incluiu entre os escolhidos dois músicos do Brasil: a brasileira Larissa Ferreira (violoncelo) e a búlgara Irina Kodin (violino), aqui radicada.
Em sua estréia, no último dia 15, a orquestra foi regida por Michael Tilson Thomas. No programa, entre conhecidas peças do repertório erudito, constaram a "Internet Symphony", composta para a ocasião pelo chinês Tan Dun, e a "Bachiana Nº. 9", de Villa-Lobos.

Onde assistir aos vídeos do concerto: no YouTube, claro.

Um caminhão no buraco

O caminhão mostrado na primeira figura apresenta as seguintes dimensões:
comprimento: 13,36 metros,
largura: 7,78 metros,
altura: 6,65 metros.

Na segunda figura, o referido veículo não passa de um pequeno ponto.


Um pequeno ponto perdido nesse imenso buraco que é a mina de diamantes Mirny (situada na Sibéria), a qual tem um diâmetro de 1200 metros com uma profundidade de 525 metros.

19 abril, 2009

Pela blogosfera - 32

Duas notas deste blog foram recentemente comentadas por Nonato Albuquerque:
Dicas de "jeitologia", em "Antena Paranóica", e Os blogados do Nonato, em "Gente de Mídia". Esta última nota, aqui publicada há bastante tempo e apresentada a este jornalista por um clique sem bússola, motivou-o a escrever Egos do Passado, cuja conclusão é que "nada acontece por acaso".
Por conta de uma ilustração de Marcos Andruchak, que inseri em Arraias, paquetões e bolachinhas, post de EntreMentes em 21/07/08, Jandira Moura enviou comentário em que considera fantástica a obra desse artista. E sugere-me dar uma espiada no site Construindo a Nação, dedicado ao recém-criado "Projeto Andruchak Arte Brasil".

Adoração por Carmina

"É bem verdade que sou um ente contemporâneo, nascido há cinquenta e poucos anos (o grifo é meu), enquanto “Carmina” é do medievo, “gerada” por volta de 1300, mas somente secularizada no limiar do século XIX e convertida na obra prima de Carl Orff, estreada em Frankfurt em 1937; contudo, o descompasso cronológico entre nós não configura um impeditivo para a minha saudável e duradoura adoração por ela, e espero que seus plangentes acordes iniciais sejam entoados quando me for permitido ver a face do Pai.
Carmina Burana significa Canções de Benediktbeurn, tendo sido oriunda de um rolo de pergaminho, com cerca de duzentos poemas e canções medievais, encontrado na biblioteca da antiga Abadia de Benediktbeurn, na Alta Baviera."

Depois de ler no Blog do Marcelo Gurgel suas candentes palavras sobre Carmina Burana, eu fui rever essa obra prima de Carl Orff no acervo do YouTube. 

18 abril, 2009

Em constante queda

Em 15/04, inseri neste blog o slideshow VIDA DE FOTÓGRAFO, no qual apresento algumas das agruras que acontecem nas vidas desses profissionais. Depois disso, tomei conhecimento dos trabalhos de Kerry Skarbakka, um fotógrafo norte-americano de 38 anos, que se especializou em fotografar a si próprio em situações de queda e escorregão.


Isso tudo já lhe tem custado "costelas quebradas, hematomas, torções no tornozelos e muitas dores de cabeça". Principalmente, porque Kerry não se exime de levar um determinado tipo de queda até quinze vezes para obter a imagem perfeita.



Para se motivar e prosseguir em seus arriscados trabalhos, ele busca inspiração no filósofo alemão Martin Heidegger que descreveu a existência humana como "um processo de constante queda".

Um acidente aeronaval




Os construtores do Titanic o consideraram à prova de naufrágio. Estavam equivocados. Bastou a colisão de uma gaivota para que o transatlântico fosse ao fundo do mar. 
Iniciando-se o estrago a partir do rosto de uma figura de proa daquela fatídica viagem.

17 abril, 2009

Fênix

Na década de 1990, funcionou na avenida Alberto Sá (nas proximidades da Via Expressa), em Fortaleza, o restaurante Fênix. Uma casa noturna bem acolhedora que apresentava, além da área central coberta, alguns estratégicos caramanchões. Nestes, redes de tucum ficavam dependuradas à disposição dos boêmios mais sonolentos.
Um bom atendimento, tira-gostos saborosos e preços justos asseguravam uma boa frequência ao restaurante. Onde se podia também ouvir uma música popular da melhor qualidade, a cargo de seus proprietários: Tony, bom cantor e exímio violonista, e Cecília, sua esposa, que cantava muito bem. É quase desnecessário acrescentar que outros cantores e instrumentistas também subiam ao palco do restaurante para mostrar suas habilidades artísticas.
Ah, como era divertido ouvir Tony cantar "O Pato", um dos sucessos de João Gilberto! Que ele cantava imitando a voz grasnante do Pato Donald. E Cecília, quando interpretava as músicas do Chico, então arrasava... Soube depois que Tony fizera parte do famoso Trio Irakitan. Após 1965, preenchendo a vaga deixada por Edinho que se suicidara, e, assim integrando, até por volta de 1980, a segunda formação do trio. 
Cogitei em realizar nesse restaurante a festa dos meus 50 anos. Aconteceu num buffet. Mas a ideía, embora eu não a concretizasse no Fênix, demonstra o quanto me agradava estar por lá. 
Um dia, o Fênix fechou para sempre suas portas. Disseram, na ocasião, que o casal optara por ir morar em Salvador. E acabo de confirmar isso ao ler os comentários sobre um vídeo do Trio Irakitan, no YouTube. Tony e Cecília residem atualmente em Salvador onde, com a ajuda de filhos músicos, dirigem uma escola de música.

Medicina digital - 5


Fonte: web
Preenchendo o campo pesquisar blog com a expressão medicina digital o leitor vê outros cartuns desta série.

16 abril, 2009

Árvore em brotamento?

O colega Nelson Cunha enviou-me uma mensagem eletrônica com a seguinte pergunta:
O pneumologista amigo já viu isto?

A mensagem se conectava a uma notícia, publicada no G1/Planeta Bizarro, sobre o surpreendente achado de uma cirurgia pulmonar que foi realizada num paciente russo de 28 anos. Acreditavam os cirurgiões que iriam retirar um tumor do pulmão do paciente, quando encontraram uma planta - de cerca de cinco centímetros - "que crescia" no interior desse órgão. Tratava-se de um abeto, uma árvore conífera muito comum na região, e que se originara provavelmente de "uma semente que o paciente inalara".
Resposta
As situações em que sementes são inaladas para a árvore brônquica acontecem com certa frequência. No entanto, como ocasionam complicações pulmonares que dão sintomas, elas acabam sendo retiradas por broncoscopias. Neste caso, cuja extração foi através de cirurgia, e supostamente como já sendo uma pequena planta, duas questões precisam ser esclarecidas:
1) Como a semente de uma planta, que se achava alojada num órgão do corpo humano, conseguiu apresentar condições de germinação em meio a reações humorais e celulares que lhe seriam impróprias?
2) Como essa semente obteve luz solar para a fotossíntese, energia indispensável para que se desenvolvesse até a etapa de planta?
Parece mais plausível se pensar que o achado, ao invés de uma planta em crescimento, seja o de um pequenino galho da própria conífora, que o paciente tempos atrás inadvertidamente aspirou. Como, aliás, algumas das imagens publicadas na internet sugerem ser, quando olhadas atentamente. 
O caso em discussão me fez lembrar o de um paciente local, operado no Hospital de Messejana, cujo exame da peça operatória revelou a presença de um corpo estranho. Consistia de um fragmento de madeira que, após ter acidentalmente penetrado pela parede torácica, fora se alojar num de seus pulmões, onde provocara uma intensa reação inflamatória. A suspeita inicial, antes da cirurgia que esclareceu o caso, havia sido de tumor e o paciente era também jovem.
Na descrição das tomografias de tórax é comum o radiologista empregar a expressão "árvore em brotamento" (vai servir para o título desta nota), mas aí, Nelson,  já estou me distanciando ...

14 abril, 2009

Da arte de alimentar pássaros

1 - com migalhas de pão                         2 - com néctar










PGCS

A sabedoria


O mestre ao discípulo:

Quando fores como eu dirás a teu discípulo:
Quando fores como eu dirás a teu discípulo:
Quando fores como eu dirás a teu discípulo:
Quando fores...

É nisso que constitui a sabedoria.

(anônimo)

13 abril, 2009

Uma honra que cola


O United States Postal Service (o Correio dos Estados Unidos) anuncia a impressão de selos com as efígies dos Simpsons. Esses "novos selos da América" serão colocados à venda a partir de 7 de maio.
"Esta é a maior e mais 'colável' honra que eles já receberam, declarou Matt Groening, criador e produtor executivo dos Simpsons."
Espera-se que a presença do filatelista Bart, no meio dos homenageados, resulte num aumento do interesse por colecionar selos entre os jovens norte-americanos.

Um país para chamar de seu

Você já pensou em ter um país? Um país para chamar de seu, cujas leis fossem aquelas que você decidisse? 
Algumas pessoas, sim.
E transformaram essa idéia em realidade, ocupando algum pequeno lugar desabitado do planeta. Para, a seguir, reclamar o direito de propriedade, ainda que fossem por tais atitudes considerados insanos.

Vejamos o exemplo de Sealand, esse minúsculo país a seis milhas da costa inglesa. Originado do Fort Roughs, uma fortaleza marítima abandonada pela Inglaterra após a II Guerra Mundial. Foi para lá que Paddy Roy Bates mudou-se, com a sua família, e fundou Sealand. Uma decisão que, ao final, obteve o reconhecimento legal por parte da Inglaterra.
A população de Sealand é supostamente de 27 pessoas. O país tem um site oficial. E sua área habitável é tudo o que você pode ver na figura abaixo:

Cracas têm surgido na existência dessa minúscula nação. Como a história de Alexander Achenbach, ex-primeiro ministro de Sealand, que criou um governo no exílio para o principado. E que, no controle de um site, espera um dia retornar ao poder.

O Neatorama, que me serviu de fonte para a nota,  traz ainda as descrições de cinco outros países do tipo, a saber:
  • Reino de Redonda
  • Cidade Livre de Christiania
  • Sark
  • Império Aericano
  • República da Molóssia
- Ah, eu não morro sem conhecer todos eles!

12 abril, 2009

Coelhos de chocolate

Outro cartoon com esses "personagens" do período:


28/03/2016 - Atualizando ...
Variações sobre um tema

28/03/2016 - Comentários ...
Steve Schuller: Humor meia-boca!
John Walkenbach: O quê? Isso é quase inédito!
Bob Daniel: Uma metáfora para a minha vida. Quando falo de minha bunda, ninguém escuta.

É Páscoa!

E um certo coelho tem um rude e doloroso despertar...

Traduzido por PGCS

11 abril, 2009

Trinados treinados

Um assovio trinado é coisa de passarinho, disse alguém. Um tema para se pensar que, em vida passada, esse "Getúlio, o Assoviador" tenha sido um.
Ouçam-no, pois, em "Fascination", "Aquarela do Brasil" e "Garota de Ipanema".

Louvor ao assovio


Nos tempos de antanho, quando um garoto se punha a assoviar em casa logo aparecia um adulto para advertir:
- Não faz isso, menino. Chama cobra.
Não tinha o menor fundamento, claro. E o menino, surdo à advertência, prosseguia exercitando o futuroso bico. Até que um dia virava a adulto. E, quando menos se esperava, lá estava ele a mostrar a sua arte de assoviar em algum programa radiofônico.
Eram comuns as apresentações de pessoas assoviando canções naqueles programas de rádio. Havia inclusive quem gravasse discos apelando para o tal recurso. Como o cantor Sílvio Silva, "O Garoto Assobiador", que inseria solos de assovio nas canções que interpretava. E como o gaúcho Getúlio Rubens dos Santos, "Getúlio, o Assoviador", que, em 1978, gravou um LP inteiro com músicas assoviadas. O qual, em 1966, foi relançado como CD, segundo informa Marcelo Duarte em seu Blog do Curioso.
Outro assoviador famoso é o gaitista belga "Toots" Thielemans. O destacado gaitista, que já tocou com grandes nomes da música popular brasileira, é também um assoviador profissional. Tendo assoviado,  ao longo de sua carreira, diversos comerciais para a televisão européia. Num de seus sucessos musicais, "Bluesete", Thielemans usou gaita de boca e assovio - em uníssono - na gravação (original) que fez dessa música, em 1962.
De tanto falar em assovio, eu tinha que acabar me lembrando de uma canção. A "Canção De Não Cantar", de Sérgio Bittencourt, que foi gravada por Elis Regina. Não levou assovio, mas faz o devido louvor a ele.
"Guarda o meu violão
Já nos faltam canções
São muitas as razões que temos pra cantar
Mas, hoje, amor, melhor é não cantar
Enquanto houver em nós vontade de fugir
De um canto que na voz não vai saber mentir.
Meu canto, para ser um canto certo,
Vai ter que nascer liberto e morar no assovio
Do ocupado e do vadio
Do alegre e do mais triste.

Só há canto quando existe muito tempo e muito espaço
Pra canção ficar, se eu passo, e dizer o que eu não disse.
Ai, que bom se eu ouvisse o meu canto por aí.
Por isso, meu violão prefere emudecer
E vem pedir perdão por não poder cantar
Que, hoje, amor, melhor é não cantar."
P.S.
A ilustração acima foi a que se usou na divulgação do I Encontro de Assoviadores do Brasil, realizado em Volta Redonda - RJ, em data que não consegui precisar.

10 abril, 2009

Um leitor compulsivo

Comenta-se que o professor Delfim Netto tem a maior e melhor biblioteca particular do país. Nela existem 270 mil títulos. E que, quando ele vai à livraria Strand (foto), em Nova York, faz-se acompanhar de uma "van".
Fonte: Elio Gaspari, Gazeta do Povo

Comentário
Não vou precisar de um transporte extra quando for comprar o "Leite Derramado", do Chico Buarque. Já que eu não tenho a tara de ser um comprador leitor compulsivo.

O elo mais fraco

Não é preciso ser um Houdini para entender a veracidade desta frase: "Nenhuma corrente é mais forte do que o seu elo mais fraco."

Inspirado no ensinamento contido nessa frase, há alguns anos foi criado na Grã-Bretanha o Weakest Link (O Elo Mais Fraco). Uma espécie de reality-game show da televisão, o qual já conta com versões em muitos países. O formato do programa prevê o seu início com nove concorrentes que participam de rodadas em que respondem perguntas sobre conhecimentos gerais. O objetivo de cada rodada é formar uma corrente de nove respostas consecutivas corretas, à qual corresponde um certo montante de dinheiro acumulado pelo grupo. Com uma resposta incorreta, o concorrente quebra a corrente e faz o grupo perder dinheiro. E, no término da rodada, ele "candidata-se" a ser eliminado do programa (o elo mais fraco), numa votação feita dentro do grupo. É, assim, pela progressiva eliminação de seus concorrentes que se chega ao vencedor da edição do programa.

Apreciem também a criatividade desta imagem (do fotógrafo espanhol Chema Madoz) que arranjei para ilustrar a presente nota.

22/10/2013 - Atualizando...
Clique aqui para ver em GIF animado uma máquina de fazer correntes.

09 abril, 2009

Aspectos epidemiológicos do tabagismo

"Atualmente, o tabagismo é considerado a principal causa de morte evitável em todo o mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) calcula que, somente no ano de 2008, aproximadamente 5 milhões de pessoas morreram devido ao cigarro, número bem superior à somatória dos óbitos provocados pela tuberculose, AIDS e malária. Se nenhuma medida urgente for tomada, no ano de 2030 teremos mais de 8 milhões de óbitos relacionados ao tabagismo e, em todo século 21, o número de mortes deve alcançar a quantidade assustadora de um bilhão. Em face desses números alarmantes, a OMS classificou o tabagismo como uma epidemia global.
Para tentar conter o tabagismo em todo o mundo, a OMS coordena um tratado internacional multilateral denominado de “The WHO Framework Convention on Tobacco Control”, que elaborou um programa para auxiliar os países na redução do fornecimento e do consumo de tabaco. Este programa se baseia em seis diretrizes, que receberam o nome MPOWER:

  • M – monitorar o consumo do tabaco e as políticas de prevenção do tabagismo;
  • P – proteger as pessoas do tabagismo secundário;
  • O – oferecer ajuda para auxiliar no abandono do tabagismo;
  • W (warn) – informar as populações sobre os perigos do tabagismo;
  • E (enforce) – reforçar a proibição de propaganda e campanhas de marketing favoráveis ao tabagismo;
  • R (raises) – aumentar os impostos sobre os produtos do tabaco.

Quando completamente implementadas, essas seis ações teriam a capacidade de prevenir o consumo de cigarros entre os jovens, auxiliar os tabagistas a cessarem com este hábito e proteger os não-fumantes do tabagismo passivo. Neste boletim iremos apresentar os dados epidemiológicos mais recentes disponibilizados pela OMS e, especificamente, alguns dados brasileiros."

(extraído do Pneumo Atual Express News Nº 198, de 03/04/09 - um boletim de website com acesso restrito a médicos e estudantes de medicina)

08 abril, 2009

Posso ser útil?


"Digno é o cidadão que exime os demais de sustentá-lo se tem meios de fazê-lo por si. O Estado não pode ser asilo dos capazes. Feliz é a sociedade em que o cego contribui com as mãos, o aleijado com a voz, o velho com o conselho, o político com a responsabilidade e todos com a solidariedade."
O médico oftalmologista Nelson Cunha, autor dessa reflexão, falou e disse.

Abril, chuvas mil

'Stamos em plena quadra invernosa. Neste período, um objeto se torna certamente o foco das atenções: o guarda-chuvas. Que tal conferirmos algumas de suas inovações? 

07 abril, 2009

Velha mídia

Eis uma das explicações por que os jornais não são mais lidos.

O cara e a coroa


Encosto ou não encosto? Só o joelho. O que pode acontecer? Ela dizer “Mr. Lula, please!” Aí eu recolho o joelho, peço desculpas, “aimsórri, aimsórri” e pronto. Se eu soubesse falar inglês, explicaria. Sabe o que é, Elizabeth? Eu estava aqui pensando: quando é que, lá em Pernambuco, eu ia imaginar que um dia estaria sentado ao lado da rainha da Inglaterra? Não sei quem é que me botou aqui para tirar esta fotografia dos G-20. Não acho que tenha sido um pedido seu, “Quero o bonitinho de barba à minha esquerda”. Claro que não. Mas o fato é que estou aqui e o Barack está aí atrás em algum lugar, de pé e se perguntado o que eu tenho que ele não tem. O Sarkozy não deve nem estar aparecendo. Ficou atrás da Merkel e não vai sair na foto. E eu aqui ao seu lado, na primeira fila. (...)

Vamos por partes, como diria Jack o Estripador. O cara é o que aparece nessa charge do Clayton, publicada em O Povo. A sonhar colorido depois dos muitos encômios que recebeu do Presidente Barack. A coroa, com o devido respeito, é a que representa a Coroa inglesa. Considerando-se que os dois, por posarem juntos para a fotografia dos G-20, passaram a protagonistas de uma crônica do Veríssimo.
Essa crônica - Lado a lado - de 05/04/09, que foi postada por Helô no Portal Luis Nassif, é simplesmente imperdível.

06 abril, 2009

"É grego pra mim"

Quando um inglês  não entende a língua que alguém fala, desabafa: it's Greek to me. Numa repetição do que já acontecia nos antigos tempos shakespearianos (Julius Caesar, Ato I, Cena II).
O sueco, o norueguês, o espanhol e o português procedem também da mesma forma: "é grego para mim". Dizendo essa frase em seus idiomas nativos, obviamente.
Quanto ao grego, diante de uma fala que não compreende, tem como reação dizer que é árabe. 
O russo, o polonês e o húngaro apelam para o chinês. Que, por sinal, é a segunda opção para o espanhol e o português.
Já o romeno apela para o turco; este, para o francês; e este último, para o javanês - um idioma que só um homem ocidental "conhece" (o do conto "O homem que sabia javanês", de Lima Barreto). 
Todos, enfim, dispõem de uma língua preferencial para enquadrar a algaravia que não entendem. Pensando nisso, foi que o Strange Maps  elaborou um, digamos, mapa da incompreensão linguística.

Curiosidade
Nem aqueles que cultivam uma língua artificialmente construída escapam desse tipo de comportamento. Diante de um linguajar que não entendem, dizem os esperantistas: "é Volapük para mim".

26/01/2013 - Atualizando...
O link do Strange Maps não está funcionando.
Futility Closet, através da postagem Babel Fishing, apresenta uma versão para o "mapa da incompreensão linguística".

05 abril, 2009

Zé Erra

:-(

"A Dança do Sabre"

Composta para o balé pelo armênio Aram Khachaturian, em 1942.
Sobre ela disse o autor:
"Dentro da minha criação musical existe uma criança desobediente e barulhenta. É 'A Dança do Sabre', do balé Gayane. Se eu soubesse que ela se tornaria tão popular a ponto de obscurecer minhas outras obras, eu jamais a teria escrito."
Aqui executada pela Filarmônica de Berlim sob a regência de Simon Rattle.



Nas ondas do rádio
Durante muitos anos foi a música de fundo do programa "Nos Bastidores Policiais", do radialista Edson Silva.

04 abril, 2009

Enquanto a imortalidade não chega

Pergunta
- É verdade que 90 por cento das pessoas morrem? Eu vi isso no Programa do Jô.
Principais respostas
- Vou fingir que não li isso.
- Cem por cento delas morrem; podem demorar mas morrem.
- É só uma estimativa. Não se pode afirmar com certeza.
- Os anões (um por cento das pessoas) não morrem, viram pombos. Ninguém nunca viu enterro de anão e filhote de pombo.
- Você está pensando que é imortal?
- Excluindo-se os imortais, todos morrem. Ou morrerão.
- Parabéns por sua pergunta, muito inteligente e informativa.
- Exatamente: 90 por cento morrem e 10 por cento falecem.
Yahoo! Respostas

Intocáveis

Uma intocável indiana. Não fazendo parte do corpo de Brahma, ao qual pertencem as quatro grandes castas indianas, esta mulher é uma representante da "poeira sob os pés". As pessoas das castas não ousam sequer tocá-la. Ela e todos os seus companheiros dalits são considerados impuros, cabendo-lhes, na estratificada sociedade hindu, os trabalhos mais desprezados (lixeiros, coveiros e talhantes). Os dalits vestem as roupas dos mortos, comem em cacos de louças e só podem entrar nos templos se lá não estiver alguma pessoa das castas.



Uma intocável inglesa. Dias atrás, em visita à Grã-Bretanha, a Primeira-Dama dos Estados Unidos Michelle Obama, aplicou-lhe um tremendo quebra-ossos. Talvez ignorando a existência por lá de um protocolo real. Que diz o tal protocolo sobre o contato da Rainha Elizabeth II com seus súditos? Que estes não podem nem casualmente tocá-la. OK, Michelle Obama, por não ser britânica, não deve mesmo se obrigar a essas descabidas exigências. Ora, mas assim até eu. 

03 abril, 2009

Trate o cão como pessoa




É a mensagem que eu captei após uma visita ao Dogs Looking LiKe People, um site que reúne um grande acervo de fotografias em que aparecem cães... "humanizados".

Noites de cão

Triiim... Triiim... Triiim...
Mary Rose despertou, enfiou os pés nos chinelos e dirigiu-se ao telefone.
- Alô?!
- Uuuu. Uuuu. Uuuu. Uuuu.
Do outro lado do fio, a voz que uivava - a quinta noite consecutiva que isso acontecia - e, como nas vezes anteriores, às três horas da madrugada.
Mary Rose, no resto da noite, não mais conseguiu dormir. Por mais que contasse cobras e lagartos... cobras e lagartos.... cobras e lagartos... não conseguiu dormir. Amanhã, cretino, iria ter outra vez com o policial Smith Joe. Quem sabe, Smith Joe, a essa altura, já tivesse no bolso do colete, junto com o pirulito, o nome do engraçadinho dos uivados telefônicos. Amanhã, maldito. A vingança, aprendera algures, é um prato que se come frio.
Hoje, maldito. Mary Rose pôs-se fora da cama. Manhã, com azia e olheiras. Não quis, não estava a fim de alimento algum: "breakfastio" (ou, talvez, por desejar apenas aquele prato frio). Procurou Smith Joe no Departamento de Trotes da Polícia. Smith Joe, do DEPTROT, era um corpulento policial que, nas horas vagas, gostava de tocar piano à maneira de acordeão. Também gostava de ser eficiente. Durante a noite, em operação conjunta com um "trotecista" da Companhia de Correios e Telefones, mantivera sob escuta o telefone de Mary Rose. Então, quando ela o procurou, Smith Joe já sabia qual fulano fizera a chamada das três horas da matina.
- O telefone está no nome de Kenneth Paul. Conhece-o?
- Kenneth Paul? Co'os diabos, é meu vizinho.
- Existe alguma rixa entre ambos?
- Não.
Smith Joe solicitou o comparecimento de Kenneth Paul no DEPTROT. Comparecimento amigável, querido Paul. Venha, querido Paul. Ou, do contrário, irei eu, aí, lhe aplicar uns telefones. Telefones na gíria policial, querido Paul. Quem pergunta se penico de barro faz zoada, acaba mais cedo ou mais tarde... pedindo penico. (Esta última frase era a cara de Smith Joe. Ele a citava por todo, qualquer ou nenhum pretexto.)
Meia hora após, Kenneth Paul estava no DEPTROT. Enfrentando o olhar feio de Mary Rose, sob o olhar de leguleio de Smith Joe.
- Paul, meu vizinho, por que esses trotes bestas?
- Mary Rose, a senhorita tem um cão...
- Que tem Vociferous com isso? Não faz mal a uma aranha.
- Vociferous uiva à noite. Um pouco antes das três horas da madrugada.
- Não percebo. Nessa hora estou numa fase REM (rapid eye movements) do meu sono.
- Também estou numa fase REM. Mas Vociferous me acorda.
- Por isso, me dá aqueles telefonemas eivados de uivados?...
- Sim, até que você se desfaça do cão.
- Eu me desfazer de Vociferous? Never.
- Então, vamos ser solidários na insônia.
- Fico sem telefone, mas Vociferous continua comigo. Com casa, comida e coleira lavada.
- Comida, você falou? Carne com vidro moído, por exemplo?...
- Atreva-se, Paul.
Foi quando o pirulito de Smith Joe acabou. E, para descer à bombonière, ele precisava antes de tudo pôr um termo àquela discussão. Pensando nisso, Smith Joe sentenciou:
- Bote uma focinheira no cão, senhorita.
Valeu. Com Vociferous agora de focinheira, durante a noite, os dois vizinhos voltaram às boas.
Vejamos, então, o que acontece  a Mary Rose quando ela, às três horas da calada, atende o seu telefone:
- Alô?!
- Mupf. Mupf. Mupf. Mupf.

02 abril, 2009

É fogo!




Nada se compara à quantidade de energia liberada pela explosão de um fogo de artifício. Medida essa incrível energia no ânimo de quem contempla a cena, bem entendido (PGCS).

Batman x Batman


Batman tem agora um novo adversário: Batman.
De acordo com MovieNation, Variety, CNN e outras fontes, a companhia Warner Brothers e o diretor Chistopher Nolan estão sendo processados por Huseyn Kalkan, prefeito de Batman, uma cidade do sudeste da Turquia. O motivo do processo é o uso - sem permissão - do nome da cidade turca pelo super-herói do cinema. Apesar de o homem morcego já ser chamado de Batman nas revistas em quadrinhos, desde 1939.
Numa hora dessas, como estarão reagindo os habitantes de Hellboy, uma cidade da Lituânia? Consultando seus advogados?


01 abril, 2009

Primeiro de abril

É o Dia dos Bobos. A melhor forma de aderir ao espírito do dia é ter nas mãos algum exemplar da revista Veja. Onde bobos e neobobos, manuseando suas ludibriosas páginas, podem escolher a mentira em que vão acreditar. 

Uma conversa para "boimate" dormir
Em 1984, a Veja nº. 764 divulgava uma matéria que falava de um cruzamento de boi com tomate, do qual resultava "uma carne que já vinha com o molho". Essa experiência, que abria uma nova fonteira científica, teria sido realizada pelos biólogos Barry MacDonald e William Wimpey na Universidade de Hamburgo. A fonte da então absurda notícia era uma brincadeira de primeiro de abril da revista New Science. E os nomes inventados para os biólogos (referências às lojas de alimentação McDonald's e Wimpys) e para o local das pesquisas (que lembrava hambúrguer) foram as pistas deixadas pela New Science de que a notícia não passava de uma "pegadinha". Tratando-a como verdadeira e exagerando-a, Veja fez a "barriga" que entraria para a história do jornalismo brasileiro. E, somente sob o achincalhe de outros órgãos de imprensa, é que viria a se retratar - dois meses depois.

Tempos bons aqueles em que a revista era apenas bisonha. E não havia ainda se transformado numa central de maldades a serviço de espúrios interesses.