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18 julho, 2025

Keith e Cher

Keith Richards e Cher nos bastidores do Grammy de 1890. Fotografados pelo cantor country Willie Nelson

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11 julho, 2025

Ímãs de citações

São pessoas que atraem citações incorretas com a mesma força gravitacional com que um sol coleta satélites. Essas estrelas das citações incluem figuras ilustres como Mark Twain, Oscar Wilde, Winston Churchill, Dorothy Parker e Benjamin Franklin.
O domínio das citações é altamente competitivo. Poranto, há uma pressão evolucionária que opera no processo de seleção e replicação.
Pesquisando as origens das citações atribuídas incorreamente e de como elas sofrem mutações ao longo do tempo, Garson O'Toole, do Quote Investigator, chegou a esta conclusão:
"Quando uma declaração astuta atribuída a uma figura menor é reatribuída a um nome importante, ela instantaneamente se torna mais fascinante, mais memorável e mais transmissível. A nova combinação é selecionada e replicada em uma taxa muito maior."
"Insanidade é digitar as mesmas palavras repetidamente no Google e esperar resultados  diferentes". Não, não foi Einstein que citou isto.

24 fevereiro, 2023

Bar Zeppelin

Em 1972 fui frequentador do Zeppelin, no Rio de Janeiro.
Inaugurado em 1937, o bar e restaurante Zeppelin ficava na Rua Visconde de Pirajá, 499, em Ipanema. Seu dono era o austríaco Oskar Geidel, um trapezista de circo que se encantou com a Cidade Maravilhosa. E o nome do point era uma homenagem ao dirigível alemão Graf Zeppelin que fazia a rota Frankfurt-Rio.
No livro "Ela é Carioca", diz Ruy Castro, que o Zeppelin, em algum momento da II Guerra Mundial, chegou a ser depredado por estudantes da esquerda. Ainda assim, Oskar reconstruiu o bar e manteve o mesmo nome.
Nos anos 1950, era frequentado por nomes como Albino Pinheiro, Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Fernando Sabino, Sérgio Porto, Ary Barroso e Dorival Caymmi.
Na década seguinte, ganhou a frequência de Vinicius de Moraes, Cacá Diegues, Arnaldo Jabor, Cecil Thiré, Betty Faria, Claudio Marzo, Ferdy Carneiro (fundador da Banda de Ipanema), Nelson Motta e toda a nata do Cinema Novo.
Também no Zeppelin, em 1968, surgiu a ideia de criar um dos jornais mais críticos da ditadura militar: "O Pasquim" (fundado no ano seguinte por Ziraldo, Jaguar, Millôr e Paulo Francis).
Em setembro de 1968, Oskar decidiu pendurar as chuteiras e vendeu o bar para Ricardo Amaral. Antes de passar o restaurante adiante, deu uma festa de despedida que ficou famosa como um dos maiores porres da história de Ipanema.
Por cortesia da casa, os chopes no Zeppelin davam direito a doses da Steinhäger, uma bebida destilada alemã que o garçom trazia em minúsculos copos. A dose era para ser acrescentada ao chope, de modo a fazer uma mistura conhecida por "submarino" que, dizia-se, realçava o sabor do chope.
Quadros com "Os Chopnics" do Jaguar eram vistos em suas paredes. Um deles, com o personagem BD (Hugo Bidet, na vida real), divulgava uma célebre frase do Paulo Francis: "Intelectual não vai à praia, intelectual bebe".


Em 1972, o Zeppelin cerrou as portas definitivamente e "ficou como uma lenda na noite etílica de Ipanema".
Fontes:
http://bafafa.com.br/turismo/historias-do-rio/bar-zeppelin-aberto-em-1937-encantou-varias-geracoes-em-ipanema
http://almanaquedomalu.blogspot.com/2012/07/chopnics.html
http://blogdopg.blogspot.com/2020/07/feijoada-no-bide.html
http://historietologo.blogspot.com/2013/06/jaguar.html

12 setembro, 2009

Um cafajeste

O Rio de Janeiro sempre teve a facilidade e a felicidade de adotar talentos de outros estados e países.
Muitos vieram para a "Cidade Maravilhosa" e ficaram. Assumiram a carioquice e, a partir daí, tiveram o talento reconhecido, aplaudido e até mesmo contestado, porém sem perder a atenção de todos.
Uma dessa figuras que empunharam o título de amado e odiado, foi Carlos Imperial (1935-1992), que nasceu em Cachoeiro de Itapemirim, Espírito Santo.
Em 1968, ele foi preso por enviar cartões de Natal, onde aparecia nu, sentado numa privada. Para os amigos, o texto era o seguinte:
“Espero que Papai Noel não faça no seu sapato o que eu estou fazendo nesse cartão."
E para os não amigos, a frase ia sem o "não".
Ficou em cana alguns dias, porém não sofreu torturas, que eram comuns naqueles anos.

Fonte: Carlos Imperial, um cafajeste nota 10, post do Blog de Guará Matos no Portal Luis Nassif.

01 junho, 2009

As matrioshkas

"Essas bonecas russas que se caracterizam por serem ocas e porque dentro delas há outras parecidas, porém progressivamente menores, lembram as múltiplas 'personalidades' que 'habitam' cada um de nós.
Geralmente supomos que ao superar as condutas da infância ou da adolescência acabamos com as 'personalidades' dessas etapas da vida e que agora adquirimos outra.
Convido-os a pensar em que essas formas antigas de resolver problemas apresentam também aspectos positivos. O fato de estarmos numa rota de crescimento não requer que aniquilemos as matrioshkas passadas. Ao contrário, requer que aproveitemos os seus talentos para convertê-las em nossa aliadas. A fim de que cada um de nós seja uma equipe." Miguel Esteban Balderrama, Líneas de Pensamiento
(traduzido do espanhol por PGCS)
P.S.>
Encontro dois pensamentos que se relacionam com o tema acima:
“Eu sou eu e minhas circunstâncias.” Ortega y Gasset
“A criança é o pai do homem.” William Wordsworth
(PGCS)

04 abril, 2009

Intocáveis

Uma intocável indiana. Não fazendo parte do corpo de Brahma, ao qual pertencem as quatro grandes castas indianas, esta mulher é uma representante da "poeira sob os pés". As pessoas das castas não ousam sequer tocá-la. Ela e todos os seus companheiros dalits são considerados impuros, cabendo-lhes, na estratificada sociedade hindu, os trabalhos mais desprezados (lixeiros, coveiros e talhantes). Os dalits vestem as roupas dos mortos, comem em cacos de louças e só podem entrar nos templos se lá não estiver alguma pessoa das castas.



Uma intocável inglesa. Dias atrás, em visita à Grã-Bretanha, a Primeira-Dama dos Estados Unidos Michelle Obama, aplicou-lhe um tremendo quebra-ossos. Talvez ignorando a existência por lá de um protocolo real. Que diz o tal protocolo sobre o contato da Rainha Elizabeth II com seus súditos? Que estes não podem nem casualmente tocá-la. OK, Michelle Obama, por não ser britânica, não deve mesmo se obrigar a essas descabidas exigências. Ora, mas assim até eu.