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22 março, 2021

Biomimética

É a ciência que estuda a natureza, seus modelos, sistemas, processos e elementos e, em seguida, imita ou tira inspiração criativa deles para resolver problemas humanos de forma sustentável.

O Brainz descreve 15 casos de biomimética.

O primeiro é o velcro que foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele se inspirou nas sementes de uma planta (Arctium) que grudavam tenazmente em sua roupa e no pelo de seu cão, durante as caminhadas que faziam pelos Alpes.

Velcro
O velcro do século 21

07 dezembro, 2017

Quem foi Rube Goldberg?

Reuben Garrett Lucius Goldberg (4 de julho de 1883 - 7 de dezembro de 1970)
Cartunista americano que satirizava a preocupação americana com a tecnologia. Seu nome, por causa de seus desenhos humorísticos retratando "inventos", se tornou sinônimo de processo simples feito de forma complicada. Goldberg usou sua formação como engenheiro e suas habilidades de desenhar e contar histórias para criar "inventos" que poderiam funcionar, apesar de envolver armas, rodas, engrenagens, alças, copos e hastes que eram colocados em movimento por esferas, gaiolas canário, baldes, botas, banheiras, pás, e até mesmo animais vivos para tarefas simples como espremer uma laranja para tirar o suco ou fechar uma janela no caso de uma chuva começar.


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17 agosto, 2017

"O homem que matou 1 bilhão de pessoas"

Thomas Midgley Junior (18 de maio de 1889 — 2 de novembro de 1944), engenheiro mecânico e químico estadunidense.
Midgely foi uma figura chave na equipe de químicos, liderados por Charles Kettering, que desenvolveu o chumbo tetraetila, um aditivo para a gasolina, bem como alguns dos clorofluorocarbonos (CFCs).
Ao longo de sua carreira, foi concedida a Midgely mais de uma centena de patentes. Apesar de elogiado por suas contribuições científicas (Priestley Medal, 1941), os impactos ambientais negativos de algumas das inovações de Midgley mancharam seu legado, a ponto de ser conhecido, na cultura popular, como "O homem que matou 1 bilhão de pessoas".
Midgley morreu três décadas antes dos efeitos do CFC na camada de ozônio da atmosfera se tornarem amplamente conhecidos.
Outro efeito negativo do trabalho Midgely foi a liberação de grandes quantidades de chumbo na atmosfera, como resultado da combustão em larga escala de gasolina com chumbo em todo o mundo. Altos níveis de chumbo na atmosfera tem sido associada com sérios problemas de saúde, uma vez que o chumbo se acumula no corpo humano (estima-se que um estadunidense tenha em seu sangue hoje 625 vezes mais chumbo do que uma pessoa que tenha vivido antes de 1923 - data do início da adição de chumbo à gasolina).
J.R McNeill, um historiador do ambiente, observou que Midgley "teve mais impacto na atmosfera do que qualquer outro organismo na história da Terra".
Wikipedia


Em 1940, com a idade de 51, Midgley contraiu poliomielite, que o deixou gravemente incapacitado. 
Isso o levou a inventar um elaborado sistema de cordas e roldanas para ajudar os outros a levantá-lo da cama. Este sistema foi a provável causa de sua própria morte, ao enredá-lo em suas cordas e matá-lo por estrangulamento, com a idade de 55 anos. O chumbo tetraetila e os CFCs foram colocados na ilegalidade, mas não há nenhuma informação de que o invento que o matou foi depois banido.

19 janeiro, 2014

Laranjas em forma de pentágono

Deu no DailyMail:
Agricultores japoneses criam laranjas em forma de pentágono
Paulo,
O próximo passo destes inventores será o ovo quadrado para conseguir maior compactação nas embalagens. O problema agora é mudar o orifício da ave que será chamado de CUbo da galinha graças ao seu novo formato quadrangular.
Nelson Cunha
Resposta
Criando estas frutas cítricas em pentágono estes japoneses não estão sendo lá muito espertos. Se o fossem, estariam produzindo-as em hexágono para facilitar a arrumação. É a lição das abelhas. Os polígonos cujos ângulos possibilitam os encaixes de suas unidades em mosaico são: o triângulo (60º), o quadrilátero (90º) e o hexágono (120º). O pentágono (108º) deixa o arranjo incompleto. Quanto ao ovo quadrado, considerado geometricamente inteligente, inventores de vários locais do mundo (inclusive do Japão) já o criaram. Nelson, isso já faz tanto tempo que, às vezes, eu me pergunto: o que surgiu primeiro foi o ovo oval ou o ovo quadrado? E, ao criarem o tal ovo quadrado, nenhum deles se atreveu a mexer no design da cloaca da galinha. Preferiram lidar com o ovo cozido.
PGCS

02 dezembro, 2013

Antes do fonógrafo de Edison

Em 1877, Thomas Edison fez a primeira gravação de som.
Não, isso não é verdade. Nos séculos anteriores, outras pessoas já tinham conseguido fazer registros de som.
Edison foi a primeira pessoa a obter um áudio que podia ser imediatamente reproduzido.

Phonautographe d'Édouard-Léon Scott de Martinville. Modèle de 1859. Wikimedia

Recuando no tempo, BuzzFeed mostra 7 gravações de som realizadas antes de Edison. Um delas remonta a 980 a.C.

17 setembro, 2013

Paternidades do ar

Nós, brasileiros, e toda a torcida do Paris Saint-Germain sabemos que o verdadeiro Pai da Aviação é o conterrâneo de Nelson Cunha, o brasileiro Alberto Santos Dumont. O homem que primeiro voou em um aparelho mais pesado do que o ar, sem a necessidade de uma rampa especial para o seu lançamento.
Daí não aceitarmos a empulhação de conferir esse título aos irmãos Wright, construtores do Flyer, o qual precisava de uma catapulta e de bons ventos para sair do chão.
Mas sejamos justos. Há um título que Orville Wright, o irmão que pilotava o Flyer na demonstração de 1903, merece de fato e ninguém tasca.
Em 1908, ele foi o piloto do primeiro voo da história em que um passageiro morreu
.
Acidente do Flyer em Fort Myer (17 de setembro de 1908)
Imagem Wikimedia Commons

Isso o habilita para ser considerado o Pai do Acidente da Aviação. O que não é pouco para quem tirou o seu brevê com 12 segundos de voo.

10 maio, 2013

Inventores mortos por suas criações - 2

Inventores passam anos com seus projetos, modificando-os, aperfeiçoando-os até que eles estejam prontos para mostrá-los ao mundo. A maioria deles trabalha firme no anonimato durante um grande tempo de suas vidas, embora ocorram as exceções óbvias. No entanto, há aqueles cujas inovações, não só atraem a atenção do mundo, como também - de uma maneira ou de outra -, resultam infelizmente na morte dos próprios inventores.
O submarino HL Hunley
Sabe-se que colecionou mortes em seu "currículo".
Sua primeira tripulação foi tragada pelas águas após um navio passar próximo ao submarino, o qual estava com as escotilhas abertas Cinco morreram.
Um segundo grupo foi recrutado e, durante um exercício de rotina, o próprio Hunley decidiu assumir o comando. Em 15 de outubro de 1863, o submarino afundou e todos seus oito tripulantes perderam a vida.
Apesar dos contratempos, o HL Hunley foi o primeiro submarino da história a afundar um navio inimigo.


1 - O alfaiate voador

25 janeiro, 2013

O colar elizabetano

É um instrumento utilizado no pós-operatório veterinário para restringir os movimentos de um animal e, dessa forma, impedir que ele atrapalhe o processo de recuperação.
Acredita-se que o colar elizabetano tenha a origem na Inglaterra, durante o século XVI. Baseado no modelo de um aparelho que a rainha Elizabeth usava, quando era criança, a fim de evitar que roesse as unhas dos pés (um hábito, por sinal, muito esquisito para uma futura monarca).
Logo, os funcionários do palácio adaptaram o aparelho para animais, a fim de evitar que estes lambessem as chagas. Por tal razão, ficou conhecido como colar elizabetano.
É também conhecido por colar isabelino, devido a versão lusa do nome Elizabeth, e pelos nomes de capacete cirúrgico e cone restringente.
Novos usos para o colar
1. Só para as mulheres
Finalidade: impedir que uma macarronada e seus cabelos se confraternizem.


Deve o homem usar esta versão do colar para proteger a barba?
Não. O que ele deve fazer: colocar a barba debaixo da camisa para protegê-la dos salpicos do macarrão. Mas aí a camisa vai ficar toda manchada. Última forma, então. Barba existe para proteger a camisa.
2. Só para os homens
Finalidade: evitar que cocem o saco.

17 janeiro, 2013

Velcro

O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele se inspirou nas sementes de uma planta (Arctium) que grudavam frequentemente em sua roupa e no pelo de seu cão, durante as caminhadas que faziam pelos Alpes. Após examinar atentamente essas sementes, através de um microscópio, Georges distinguiu nelas filamentos entrelaçados que terminavam em pequenos ganchos: era isso a causa da aderência das sementes a pelos ou tecidos.
E concluiu ser possível a criação de um produto que unisse os dois materiais de uma maneira simples, porém reversível. Desenvolveu e patenteou o VELCRO, e passou em seguida a comercializá-lo através de sua companhia Velcro S.A. O nome faz referência a duas palavras em francês: velours (que significa veludo) e crochet (que significa gancho).
A partir do relatório descritivo de sua patente nos Estados Unidos (US 2,717,437) pode-se ver a simplicidade dessa invenção.  Atualmente, as aplicações do produto são inúmeras e a palavra velcro tornou-se um termo genérico para se referir ao material.

Tensiômetro aneróide: VELCRO na braçadeira

É uma das funcionalidades da vida moderna com a origem em um projeto "bio-inspirado".

30 novembro, 2012

Inventos malucos em medicina - 5


A rede neonatal
Nohl Braun patenteou, em 1990, este invento (gravura) que evita acidentes a quem está entrando no mundo.
A invenção aqui apresentada compreende, essencialmente, uma rede com elementos de ligação que armam a rede entre a mesa de parto e o obstetra. O que proporciona total proteção ao recém-nascido, caso este escorregue acidentalmente das mãos do obstetra.
É particularmente útil se a mãe está girando em uma centrífuga.

Better Safe, Futility Closet

16 julho, 2012

Inventores mortos por suas criações

Inventores passam anos com seus projetos, modificando-os, aperfeiçoando-os até que eles estejam prontos para mostrá-los ao mundo. A maioria deles trabalha firme no anonimato durante um grande tempo de suas vidas, embora ocorram as exceções óbvias.
No entanto, há aqueles cujas inovações, não só atraem a atenção do mundo, como também - de uma maneira ou de outra -, resultam infelizmente na morte dos próprios inventores.
O Alfaiate Voador


Franz Reichelt (1879 - 1912) estava convencido de que poderia desenvolver um traje que se transformasse em um paraquedas para aviadores. Conhecido como o "Alfaiate Voador" (inclusive pela profissão), o francês nascido na Áustria perdeu a vida, em 4 de fevereiro de 1912, ao saltar de uma das plataformas da Torre Eiffel usando seu modelo. Ele deveria utilizar-se de um boneco para o salto, porém, no último minuto, ele decidiu testar a invenção em si mesmo. Infelizmente para Reichelt e para seu legado, a crença de que este ia funcionar acabou se revelando uma ilusão (wishful thinking).

7 Great Inventors Who Were Killed By Their Own Creations, Environmental Graffiti

09 abril, 2012

Inventos malucos em medicina - 4

Para exercícios localizados
Este aparelho, o penis exerciser, corresponderia a halteres para o pênis do homem. Consistia de uma caixa com uma haste que se projetava a partir dela. O usuário colocaria o pênis sob a haste para levantar pesos, o que, supostamente, "fortaleceria os músculos responsáveis pela função sexual e aumentaria a circunferência do pênis."
Eu tenho certeza de que esta última parte (em negrito para dar ênfase) não passava de uma ideia.
Tal como acontece com todos os aparelhos de ginástica, recomendava-se limpá-lo após o uso.


Penis Exerciser (1995), LIFE SUPPORT

Postagens da série: 1, 2 e 3

03 novembro, 2011

As ideias do Dr. Kellogg

Nos anos finais de 1800, o Dr. John Harvey Kellogg era o médico-chefe do famoso sanatório de Battle Creek, em Michigan (EUA), uma estância de saúde de alta qualidade que inspirou ao filme "The Road to Wellville." Dr. Kellogg, foi quem inventou o alimento à base de flocos de milho, tornando-se mais adiante um dos fundadores da Kellogg's. O outro dos fundadores desta empresa de processamento de cereais  foi o seu irmão Will Keith Kellogg.
Se, por um lado, o Dr. Kellogg pregava ideias que são amplamente aceitas pela medicina de hoje, tais como a dieta, o exercício, o consumo de fibras e do iogurte probiótico, a abstenção do fumo e a prevenção das doenças venéreas, por outro lado, defendia algumas ideias heterodoxas. Dentre estas, o celibato, a mutilação genital feminina, a terapia do eletrochoque, a eugenia, a segregação racial e a terapia da imersão em água gelada e irradiada.
Dr. Kellogg também criou equipamentos especiais. Como esta cadeira (imagem) que ele, utilizando-se de seus conhecimentos sobre a eletricidade (recém-descoberta), inventou em 1900. Era uma cadeira vibradora para ajudar a esvaziar os intestinos, aliviar as dores lombares e tonificar os músculos de seus pacientes. Por ser muito desconfortável quase ninguém se habilitava a usá-la.

Machines That Exercise for You, Collectrors Weekly

01 setembro, 2011

Inventos malucos em medicina - 3

Em seu pedido de patente (nº. 3216423, nos Estados Unidos), o inventor desta centrífuga para parturientes argumentava que era uma forma de tornar o parto mais fácil.
Fundamento
Deitada no aparelho (figura), que giraria a 33, 45 ou a 78 RPM, a mãe contaria com a ajuda da força centrífuga para puxar o bebê para fora do canal de parto.
Este projeto ficou apenas na concepção concepção, jamais foi construído.


A propósito...
Dance Flick Baby Part

28 abril, 2011

Inventos malucos em medicina - 2

O blog Life Suport tem imagens e descrições de dez inventos médicos incomuns que não "prosperaram". Outro deles foi a máscara facial antigulodice. Fabricada com uma série de ganchos, fios, correias, fechaduras e um protetor de boca, esta invenção se parecia com algo mais apropriado a Hannibal Lecter (personagem de "O Silêncio dos Inocentes") do que a um fanático por dietas que emagrecem.

Inventos malucos em medicina - 1

10 outubro, 2010

Unplugging - 2

Em dezembro de 2006, eu mostrei no blog esta "máquina de desligar":


Sobre a qual comentei:
Não é que um cientista inventou uma máquina dessas?!
Apresenta uma forma que lembra uma caixa de ferramentas. Num dos lados, há um botão para ser obviamente apertado. Pressionado o botão, a tampa se abre e, movimentado por uma engenhoca pneumática que existe no interior, um braço mecânico sai da caixa. O braço, por sua vez, tem uma mão cuja única tarefa é apertar o citado botão. A fim de que a caixa, após recolhido o braço, seja fechada novamente.
Confiram a performance aqui.

Agora, descubro na internet que alguém criou outra máquina do gênero... à base de LEGO. Vejam no vídeo abaixo como é sua estrutura e funcionamento.


07 outubro, 2010

Inventos malucos em medicina - 1

O blog Life Suport tem imagens e descrições de dez inventos médicos incomuns e que eram inúteis ou perigosos para quem quisesse usá-los. Por isso, nunca "pegaram"
Entre eles, está o Old Age Rejuvenator Centrífuge, de 1935, que pretendia reverter os efeitos do envelhecimento nas pessoas. O Rejuvenator (um nome que certamente agradaria a turma do Casseta & Planeta) era uma grande centrifugadora que, ao ser posta em funcionamento, "neutralizava" os efeitos da gravidade sobre o corpo humano.

Bônus
(para mostrar a necessidade de reinventar o Rejuvenator)
Quando o homem envelhece
tudo acontece
a barriga cresce
o cabelo embranquece
a junta endurece
a memória enfraquece
a vista escurece
o pinto amolece
o saco desce
a vontade esmorece
a mulher oferece
ele agradece
e diz: ah, se eu pudesse...

10 julho, 2010

Como surgiu o zíper?

Foi o engenheiro e inventor americano Whitcomb Judson quem registrou em 1893 a primeira patente de um feixe tipo zíper, para substituir os laços das botas de cano alto. Era ainda um artefato rudimentar – uma sequência de ganchos e furos. Talvez por isso, passou despercebido. Dezessete anos passaram-se até aparecer o zíper moderno, obra do engenheiro sueco-americano Gideon Sundback. Mas os primeiros fechos davam dor de cabeça: Não era fácil fechar os colchetes e havia a necessidade de descosturá-los antes de lavar as roupas, para evitar a ferrugem. Essas dificuldades foram resolvidas com o uso de novos materiais nas zipper boots, criadas em 1923 pelo famoso fabricante de pneus B.F. Goodrich – o mesmo, por sinal, que cunhou o nome zipper, baseado no som que fazia ao fechar as suas botas de borracha.

Na ilustração: Como funciona
o zíper (segundo EntreMentes)

+ informação
Em 1993, os cientistas James F. Nolan, Thomas J. Stillwell e John P. Sands Jr. concluíram o seu trabalho "Gestão Aguda de Pênis Presos no Zíper" (Acute Management of the Zipper-Entrapped Penis). Por essa misericordiosa pesquisa, eles foram os agraciados do ano com o Prêmio IgNobel de Medicina.

24/04/2012 - Atualizando...
O Google presta hoje (24/04/2012) uma homenagem ao engenheiro elétrico Gideon Sundback, inventor do zíper. Para celebrar o aniversário dele, que nasceu em 24 de abril de 1880, o maior site de buscas do mundo transformou seu logo em uma zíper virtual.
O internauta pode clicar sobre a imagem e “abrir” o zíper, que resulta na página de buscas sobre Sundback.

12 julho, 2008

Contra o terrorismo

O site Neatorama traz as dez mais bizarras invenções contra o terrorismo.
A última delas é para quando todas as demais não funcionaram a contento. E torna-se necessário dar um destino aos corpos das infelizes vítimas de um atentado terrorista em grande escala.
Trata-se do crematório móvel, uma câmara de combustão sobre rodas, que inclusive evita o surgimento do problema dos zumbis.


Foi patenteado sob o nº. 6729247 nos Estados Unidos.

16 novembro, 2007

Inventos brasileiros

O que deveria ser o maior de todos os nossos inventos, o avião, encontra-se sub judice. Devido a uma torpe ação movida pelos norte-americanos que, com a sua máquina publicitária invencível, “vendem” ao mundo a pipa dos Wright Bros. Anunciando-a como “o primeiro avião do mundo”.
Ah, é? Mas, no relógio de pulso, eles não tascam. Foi este relógio uma ideia que Santos Dumont, em boa hora, deu a Louis Cartier. E que coube ao relojoeiro francês a tarefa de transformá-la num objeto (dos mais úteis).
Sobre essa tradição brasileira de voar: não começou com o Pai da Aviação. Remonta a Bartolomeu de Gusmão, um padre jesuíta nascido em Santos, que projetou a Passarola. Um aeróstato aquecido a ar quente, com o qual o "padre voador" antecedeu os Montgolfier com seus balões.
Já a invenção do radio é creditada ao padre Landell de Moura, com as suas experiências de transmissão da voz humana a distância, feitas no final do século 19. Embora obtivesse as patentes, no Brasil e nos Estados Unidos, o padre não conseguiu o reconhecimento que merecia. Nem o financiamento necessário para produzir em escala industrial os seus equipamentos. Aliás, acusado de pacto com o diabo, o padre teve o dissabor de vê-los destruídos.
E esta nossa lista, recheada de padres-cientistas, ainda prossegue. Com o padre Azevedo, que inventou a máquina de escrever. É verdade que, com o surgimento das impressoras domésticas, a máquina de escrever foi mais adiante desinventada. Como também desinventado foi o aparelho de abreugrafia, do médico Manuel de Abreu, após décadas de grande sucesso do invento.
Na área da moda, contribuímos com várias peças. O fio dental, por exemplo. Só que algumas delas aumentamos, mas não inventamos. Como os tais sapatos-plataforma, que a pequena Carmen Miranda criou para se tornar, sobre eles, ainda mais notável.
E, no futebol, registremos a folha seca do Didi, os múltiplos disfarces para o jogador fugir da concentração, as placas luminosas (que anunciam as substituições dos atletas nas partidas) e o Hino Nacional cantado a cappella, digo, a stadium. Pois bem, até quando metemos as mãos pelos pés somos criativos, como fomos ao criar o futevôlei.
Além de tudo, quantos gadgets foram inventados aqui no Brasil! Aí estão o bina, o walkman e a urna eletrônica que não nos deixam mentir. O filtro de barro, o escorredor de arroz, o orelhão do telefone e o lacre de segurança de plástico. Também aí estão a caipirinha que, segundo o historiador português Alexandre Borges, foi a única contribuição positiva de Dona Carlota Joaquina ao Brasil, e o trio elétrico, atrás do qual "só não vai quem já morreu".
E, last but not least, o cheque pré-datado.