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17 agosto, 2017

"O homem que matou 1 bilhão de pessoas"

Thomas Midgley Junior (18 de maio de 1889 — 2 de novembro de 1944), engenheiro mecânico e químico estadunidense.
Midgely foi uma figura chave na equipe de químicos, liderados por Charles Kettering, que desenvolveu o chumbo tetraetila, um aditivo para a gasolina, bem como alguns dos clorofluorocarbonos (CFCs).
Ao longo de sua carreira, foi concedida a Midgely mais de uma centena de patentes. Apesar de elogiado por suas contribuições científicas (Priestley Medal, 1941), os impactos ambientais negativos de algumas das inovações de Midgley mancharam seu legado, a ponto de ser conhecido, na cultura popular, como "O homem que matou 1 bilhão de pessoas".
Midgley morreu três décadas antes dos efeitos do CFC na camada de ozônio da atmosfera se tornarem amplamente conhecidos.
Outro efeito negativo do trabalho Midgely foi a liberação de grandes quantidades de chumbo na atmosfera, como resultado da combustão em larga escala de gasolina com chumbo em todo o mundo. Altos níveis de chumbo na atmosfera tem sido associada com sérios problemas de saúde, uma vez que o chumbo se acumula no corpo humano (estima-se que um estadunidense tenha em seu sangue hoje 625 vezes mais chumbo do que uma pessoa que tenha vivido antes de 1923 - data do início da adição de chumbo à gasolina).
J.R McNeill, um historiador do ambiente, observou que Midgley "teve mais impacto na atmosfera do que qualquer outro organismo na história da Terra".
Wikipedia


Em 1940, com a idade de 51, Midgley contraiu poliomielite, que o deixou gravemente incapacitado. 
Isso o levou a inventar um elaborado sistema de cordas e roldanas para ajudar os outros a levantá-lo da cama. Este sistema foi a provável causa de sua própria morte, ao enredá-lo em suas cordas e matá-lo por estrangulamento, com a idade de 55 anos. O chumbo tetraetila e os CFCs foram colocados na ilegalidade, mas não há nenhuma informação de que o invento que o matou foi depois banido.

03 dezembro, 2008

"Bombinhas" sem CFC

A partir de 2011, as "bombinhas" para doenças pulmonares que usam os CFC como gás propelente terão o uso proibido em todo o território nacional. É o que estabelece a Resolução Nº. 88, de 25 de novembro de 2008, aprovada pela Direção Colegiada da Anvisa.
CFC é a sigla que identifica os clorofluorcarbonos, um grupo de gases ainda utilizados (mas que estão sendo gradativamente abolidos em escala mundial) para "dar impulso" a medicamentos encontrados nessas "bombinhas". E estas, por sua vez, constituem um recurso prático e quase indispensável para a administração desses medicamentos, por via inalatória, em casos de asma e de outras pneumopatias.
No Brasil, 12 medicamentos que usam CFC como gás propelente encontram-se registrados na Anvisa. Seus fabricantes, porém, vão dispor de um prazo (até 01/01/2011) para se adequarem à proibição, substituindo-o por outro gás (o hidrofluoralcano - HFA, por exemplo).
O motivo da proibição dos CFC nas "bombinhas" é que a emissão destas substâncias contribui para destruir a camada de ozônio da atmosfera, de modo a resultar em efeitos adversos à saúde humana (câncer de pele, danos à visão, supressão do sistema imunológico) e ao meio ambiente.