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09 setembro, 2019

A singularidade de Prandtl-Glauert


É uma imagem incrível: um cone de vapor aparecendo em torno de uma aeronave que está viajando em uma velocidade transônica. Conhecida como a singularidade de Prandtl-Glauert, esse surpreendente efeito nos faz simultaneamente abrir os olhos e cair a mandíbula.
No entanto, como isso ocorre?
Embora seja compreensível o que é naturalmente assumido, o cone de vapor (como a singularidade também é conhecida) não é criado quando um avião quebra a barreira do som. Também ele é frequentemente associado a um boom sônico, o que é incorreto. Os motores a jato podem criar a singularidade na velocidade de decolagem, e isso ocorre porque as pás dos ventiladores estão operando em uma velocidade transônica, mas não o próprio veículo.
A singularidade de Prandtl-Glauert tem vários nomes — já nos referimos a ela como um cone de vapor. Outros nomes incluem colar de choque ou ovo de choque. Foi até mesmo chamado de "avião a jato em um tutu". Uma singularidade matemática na aerodinâmica pode não soar como o mais interessante dos assuntos, mas a ciência por trás da singularidade é fascinante.
Primeiro, imagine um objeto que esteja viajando na velocidade transônica. A velocidade transônica é diferente da velocidade do som. A barreira do som é quebrada a 768 milhas por hora. A velocidade transônica está abaixo ou acima da velocidade do som e varia de 600 a 900 milhas por hora. Assim, a singularidade pode ocorrer quando um jato está a uma velocidade menor que a do som ou, na verdade, igual ou acima da barreira do som.
É, no entanto, o som um dos dois ingredientes essenciais para um cone de vapor se tornar visível para nós. A forma do cone é causada pela fonte sonora - nos casos, os jatos - viajando mais rápido que as ondas sonoras produzidas. A singularidade ocorre simplesmente como resultado da natureza ondulatória dos sons.
Para que a singularidade de Prandtl-Glauert seja visível ao olho humano, você precisa de mais uma coisa — a umidade. Quando a umidade é suficientemente alta, o ar ao redor do cone se condensa e forma a nuvem que podemos ver. Assim que a pressão do ar retorna ao normal, a nuvem se dissipa. Isso explica a singularidade ser frequentemente vista em jatos voando acima do oceano no verão — a combinação de água e calor cria um nível de umidade alto o suficiente para formar a nuvem.
Outro mito pode ser explodido aqui. Alguns supõem que a singularidade de Prandtl-Glauert é causada como resultado da queima de combustível de aviação. Você provavelmente seria perdoado por pensar que o efeito é uma contrail — as nuvens não naturais que aparecem como rastros visíveis de vapor d'água condensado produzido pela exaustão dos motores das aeronaves. No entanto, este não é o caso. O vapor d'água já está lá — está no ar antes que o jato passe por ele.
O efeito de singularidade não está restrito a aviões a jato. Eles podem ser vistos frequentemente quando o ônibus espacial é lançado (foguetes em geral, na verdade) quando o veículo começa a viajar em velocidades transônicas. Isso geralmente ocorre em torno de 25 segundos após a decolagem.
A singularidade foi assim designada por dois cientistas proeminentes da aerodinâmica que primeiro escreveram sobre isso. Ludwig Prandtl (1875 — 1953), um cientista alemão conhecido por desenvolver análises matemáticas sistemáticas para fundamentar a aerodinâmica, e Hermann Glauert (1892 — 1934), que foi um aerodinamicista britânico. Ele foi diretor científico do Royal Aircraft Establishment até sua morte em um trágico acidente aéreo, aos 41 anos de idade.
Acredite ou não, se você quiser, você pode criar uma singularidade de Prandtl-Glauert por conta própria. Você precisa de duas coisas, no entanto: um chicote e um dia úmido. Se você puder fazer como Indiana Jones, que estala o chicote com sucesso, então será capaz de ver o efeito. Quando o chicote é estalado, uma nuvem perceptível é produzida na posição em que a ponta do chicote atinge a velocidade transônica.
Quem teria pensado que uma singularidade matemática na aerodinâmica poderia ser tão interessante?
Fontes
The Prandtl–Glauert Singularity – Amazing Jet Plane Shock Collar, Kuriositas
Como quebrar a barreira do som... em casa, blog EM
https://youtu.be/VeN67KgDaOs, YouTube

11 novembro, 2018

A voz de hidrogênio

Antes de se tornar a primeira vítima da aviação, tentando a travessia aérea do Canal da Mancha em 1785, Rozier estava acostumado a viver perigosamente. Uma de suas demonstrações preferidas nas palestras de Química que ele dava consistia em inalar o hidrogênio e depois falar com a voz modificada pela inalação.
Hoje, tende-se a usar o hélio. [1] [2] [3] [4] [5]
O floreio final era acender o hidrogênio exalado pela boca. Tal homem era obviamente o "Right Stuff" para pilotar aquele balão híbrido de hidrogênio e ar quente em 1785.
Em "A Short History of Nearly Everything" ("Uma breve história de quase tudo"), Bill Bryson escreveu:
"Na França, um químico chamado Pilatre de Rozier testou a inflamabilidade do hidrogênio engolindo um bocado desse gás e soprando-o através de uma chama acesa."
Com isso, provando de uma só vez que o hidrogênio é de fato um combustível explosivo e que as sobrancelhas não são necessariamente uma característica permanente do rosto de uma pessoa. "

31 julho, 2017

MEMÓRIA. Saint-Exupéry aterrissa, finalmente

"Seu desaparecimento gerou um fascínio agora revivido com a descoberta dos destroços de seu avião." Stacy Schiff — "The New York Times" — abril de 2004

Durante quase 60 anos, a lenda de Antoine de Saint-Exupéry, o aviador e autor de "O Pequeno Príncipe", eclipsou a vida. Coisas mais substanciais e valiosas desapareceram - Atlântida, Santo Graal, 18 minutos e meio de uma fita da Casa Branca -, mas poucas geraram o fascínio eternamente associado ao escritor que, tomando emprestado um truque de sua criação mais conhecida, simplesmente desvaneceu-se no ar.
Às 8h45 de 31 de julho de 1944, Saint-Exupéry decolou da Córsega numa missão de reconhecimento sobre a França ocupada. Devia estar de volta à 0h30. Às 3h30, foi oficialmente dado como desaparecido. Em abril de 1945, uma missa foi celebrada em sua homenagem.
Mas ele nunca exatamente morreu. Ao ler sobre seu desaparecimento, Anne Morrow Lindbergh pôs o dedo na ferida que isso causou. Há uma terrível diferença, escreveu ela, entre "desaparecido" e "morto". Há também uma receita não tão secreta do que se transforma numa lenda.
Os destroços de um avião retirado do Mediterrâneo foram identificados neste mês (abril de 2004) como da aeronave de Saint-Exupéry. Já se sabia da probabilidade de que o Lockheed P-38 estivesse a poucos quilômetros da costa de Marselha, de onde, em 1988, um pescador retirou de sua rede o bracelete de prata que identificava o piloto. Esta descoberta soluciona um mistério sobre o fim de Saint-Exupéry: ele estava onde se supunha que estivesse. As instruções que tinha naquele dia o teriam levado a voar sobre Lyon e foi na volta à Córsega que seu P-38 mergulhou no oceano.
É improvável que o motivo da queda seja resolvido pelos destroços; mas não se pode dizer que o acidente tenha sido inesperado. Saint-Exupéry era o recordista dos quase-desastres de sua esquadrilha. Tendo se empenhado numa campanha para conseguir sua volta à ativa, pilotava um avião dentro do qual não cabia e no qual não podia voar confortavelmente. Não conseguia se comunicar com a torre de controle em inglês. A operação dos freios hidráulicos eram também um desafio para ele. Costumava confundir pés com metros.
Os pilotos franceses na Córsega o conheciam como um escritor premiado e pioneiro da aviação. Já, para os americanos, era apenas um grandalhão desastrado, velho demais e mal treinado, que em apenas oito semanas com eles destroçou uma aeronave de US$ 80 mil. Por causa desse revés, foi sem cerimônia impedido de voar. Ele implorou por clemência; afirmou que estava disposto a morrer pelo seu país. "Não ligo a mínima se você vai morrer ou não pela França", informou-lhe o coronel Leo Gray, "mas não vai fazer isso num de nossos aviões". Era um caso de um tesouro nacional contra outro.
Também foi um caso no qual Saint-Exupéry conseguiu o que queria. Já passara havia muito da época em que se sentia confortável; não conseguia se imaginar em nenhum outro lugar que não fosse na cabine de uma aeronave. A vida inteira tinha sonhado em escapar, ansiado por horizontes mais amplos, e ameaçado trocar de planeta. Sentindo-se cada vez mais afastado de seus conterrâneos, cuja luta interna criticara; ferozmente antinazista, não apoiou nem De Gaulle nem os comunistas. Previu que a libertação não tiraria a França de seu infortúnio.
Das suas frustrações pessoais e da sua incapacidade para se fazer entender em suas posições políticas surgiu "O Pequeno Príncipe". Publicado em 1943, só mais tarde virou best-seller. Seu texto é interpretado sinistramente como uma morte anunciada, sua mística intensificada pela comparação entre o escritor e o assunto: arrogantes inofensivos cujas vidas consistem em partes iguais de vôo e amor fracassado, que caem na Terra, ficam pouco impressionados com o que vêem e acabam desaparecendo sem deixar rastros.
Naturalmente que é fácil prever sua própria morte se você está disposto a cometer suicídio e, para aqueles inclinados a tais interpretações, há a mística questão dos pores-do-sol. O pequeno príncipe vive num planeta tão pequeno que consegue ver o sol se pôr precisamente 44 vezes ao dia - por coincidência, a idade de Saint-Exupéry quando morreu. (Por uma razão inexplicável, o príncipe assiste a 44 pores-do-sol somente na tradução inglesa. No original, são 43). O fato de Saint-Exupéry não ter desejo de continuar vivendo era evidente, porém não estava claro que pretendia se matar.
Mas, com a descoberta da sua aeronave, essa teoria tem sido novamente trazida à tona na mídia da França. Foi para protegê-lo da indignidade de tal acusação - ou para sustentar um mito valioso - que sua família por muito tempo se opôs a todas as buscas. O destino de Saint-Exupéry permanece constante. Parece que o mito sempre será cultivado às custas do homem.
O que muda é "O Pequeno Príncipe", finalmente devolvido ao que foi na vida de seu autor: uma obra de ficção. Por muito tempo, carregou um ônus pesado, mais do que qualquer livro deve ter. Ninguém nunca esperou que P.L. Travers fosse transportado pelo vento oeste. O conto de fadas de Saint-Exupéry está novamente livre para se entrelaçar não com o enigma do autor, mas com os mistérios que tanto o aturdiram: é solitário no meio dos homens; a linguagem continua sendo uma fonte de mal-entendidos; mais do que nunca corremos afoitamente, sem saber bem o que estamos procurando. Pode ser mais difícil agora perder uma aeronave no Mediterrâneo do que era, mas alguns mistérios perduram.
Como acontece com algumas verdades sobre o fim de Saint-Exupéry. A dele foi uma morte nobre. Como observou sua viúva, a saída foi sob encomenda, uma queda meteórica no fim de uma vida perseguindo estrelas.
Também seu desaparecimento mostra todos os sinais de ter sido o fim que Saint-Exupéry queria. Na década de 1930, foi-lhe perguntado, dada sua já impressionante lista de escapadas por um triz, que tipo de morte preferiria.
Escolheu a água. "Você não sente que está morrendo. Simplesmente sente que está caindo no sono e começando a sonhar." E lá, certamente, podemos deixá-lo.

Notícia de "The New York Times", publicada em "O Estado de S. Paulo" em 20 de abril de 2004.
Via www.consciência.net

26/04/2019 - Atualizando ...
Diz a lenda popular que Horst Rippert, o piloto de caça alemão que abateu o avião do autor (em 31 de julho de 1944), desmoronou e chorou ao ouvir as notícias - Saint-Exupéry tinha sido seu autor favorito. Que forma trágica de contato, a guerra.

07 agosto, 2016

Terminal B

Uma abelha traquinas toma a atenção de um controlador de pista.



Código 3425 :: Técnicos em transportes Aéreos na Classificação Brasileira de Ocupações
Descrição sumária
Elaboram e implementam programa de segurança de vôo e plano de emergência aeronáutica. Controlam tráfego aéreo em solo e no ar; promovem a segurança aeroportuária. Planejam vôos; despacham vôos; embarcam e desembarcam passageiros. Realizam inspeção em áreas restritas de segurança. Fiscalizam atividades do sistema de aviação civil e ministram treinamento.

30 março, 2016

O voo espacial de Pontes

Há 10 anos...
Em 30 de março de 2006, Marcos Cesar Pontes (nascido em Bauru, SP, a 11 de março de 1963) tornou-se, a bordo da Soyuz TMA-8, o primeiro brasileiro e primeiro lusófono a ir para o espaço.
Era a coroação de um acordo de cerca de US $ 20 milhões, firmado em 2 de setembro de 2005, entre os governos do Brasil e da Rússia.
Após o acordo, Pontes, o único brasileiro que havia então completado o programa de treinamento de astronautas da NASA, transferiu-se para a Cidade das Estrelas, perto de Moscou, onde pôde aprender sobre os sistemas operacionais e de suporte da Soyuz, antes de voar para a Estação Espacial Internacional (ISS).
Durante sua estada na ISS, Pontes realizou oito experimentos selecionados pela Agência Espacial Brasileira.
Em 8 de abril de 2006, a Soyuz pousou no Casaquistão.
O voo de Pontes coincidiu com as celebrações do centésimo aniversário do 1º voo de um avião a motor, realizado pelo pioneiro da aviação Santos Dumont, no Campo de Bagatelle, em Paris, em 23 de outubro de 1906.

https://en.wikipedia.org/wiki/Marcos_Pontes
https://en.wikipedia.org/wiki/List_of_space_travelers_by_nationality

31/10/2018 - Atualizando ...
Menos de um mês depois de ir ao espaço, ele passou para a reserva aos 43 anos. O custo com o treinamento de Marcos Pontes no exterior foi estimado em US$ 30 milhões.
Ler AQUI.

07 novembro, 2015

Acidentes por etapas de voo

Este gráfico de acidentes por etapas de voo, da Reuters, distribui os acidentes fatais da aviação comercial no mundo, entre 2005 e 2014, segundo as fases em que eles aconteceram:

amplie gráfico

Resumo
Quase a metade de todos os acidentes aéreos ocorreram em algum momento das duas últimas fases de voo: aproximação final e aterrissagem.

19 outubro, 2014

A Europa curvou-se ante o Brasil

O feito de Alberto Santos Dumont, contornando a Torre Eiffel em seu balão dirigível n° 6, no dia 19.10.1901, inspirou diversas composições, entre as quais a marcha "A Conquista do Ar", sucesso de 1902. Uma criação de Eduardo das Neves, a canção glorifica o inventor da aviação em versos desbragadamente ufanistas, que o público da época adorou ("A Europa curvou-se ante o Brasil / e clamou parabéns em meigo tom / brilhou lá no céu mais uma estrela / apareceu Santos Dumont.").
Palhaço de circo, poeta, compositor e principalmente cantor, Eduardo das Neves foi o nosso artista negro mais popular no início do século. Pai do também compositor Cândido das Neves, deixou modinhas, lundus, cançonetas, sendo de sua autoria os versos em homenagem ao encouraçado Minas Gerais, feitos sobre a melodia da valsa "Vieni sul Mar", do folclore veneziano. VÍDEO COM LUCIANO PAVAROTTI
Aliás, ainda sobre a mesma melodia, o radialista Paulo Roberto escreveria, em 1945, nova letra exaltando o estado mineiro ("Lindos campos batidos de sol / ondulando num verde sem fim..."), mantendo o refrão popular ("Ó Minas Gerais / ó Minas Gerais / quem te conhece não esquece jamais...").
No auge da carreira, Dudu das Neves apresentava-se nos palcos de smoking azul e chapéu de seda (Figura: a capa da partitura da canção "A Conquista do Ar", de autoria de Eduardo das Neves, em homenagem a Santos Dumont).
Fonte: MPB CIFRANTIGA – c/ áudio

06 janeiro, 2014

Jogo rápido

Veja primeiro a posição em que ficou o avião na propaganda.


Agora responda: está animado a voar por esta companhia aérea?

17 setembro, 2013

Paternidades do ar

Nós, brasileiros, e toda a torcida do Paris Saint-Germain sabemos que o verdadeiro Pai da Aviação é o conterrâneo de Nelson Cunha, o brasileiro Alberto Santos Dumont. O homem que primeiro voou em um aparelho mais pesado do que o ar, sem a necessidade de uma rampa especial para o seu lançamento.
Daí não aceitarmos a empulhação de conferir esse título aos irmãos Wright, construtores do Flyer, o qual precisava de uma catapulta e de bons ventos para sair do chão.
Mas sejamos justos. Há um título que Orville Wright, o irmão que pilotava o Flyer na demonstração de 1903, merece de fato e ninguém tasca.
Em 1908, ele foi o piloto do primeiro voo da história em que um passageiro morreu
.
Acidente do Flyer em Fort Myer (17 de setembro de 1908)
Imagem Wikimedia Commons

Isso o habilita para ser considerado o Pai do Acidente da Aviação. O que não é pouco para quem tirou o seu brevê com 12 segundos de voo.

20 setembro, 2012

Sem mãos!

Jessica Cox nasceu sem braços devido a uma enfermidade congênita.
Isto não a impediu de praticar dança, ginástica, natação e outros esportes. Nem de escrever, dirigir, e sozinha secar o cabelo; nem de fazer a maquiagem e trocar as lentes de contato.
Graduou-se em Psicologia pela Universidade de Arizona e atua como oradora motivacional.
É a primeira mulher na história da aviação que pilota sem ter braços.

Jessica Cox Motivacional Services: rightfooted.com

No último Dia das Mães voou sozinha rebocando um letreiro que dizia:

OLHA MAMÃE, SEM MÃOS!

Jessica é uma heroína da luta contra a adversidade física.

Matéria enviado em slides pelo médico Carlos Gurjão, a quem agradeço a lembrança do assunto.

31 julho, 2012

A queda de Houdini

No clímax do filme "The Grim Game" ( de 1919) o personagem principal (Harry Houdini) deveria descer por uma corda entre dois aeroplanos. Durante a filmagem, os aviões colidiram: um deles mergulhou de uma altura de 4.400 pés em direção ao solo (a partir de 4:40, no vídeo abaixo).
Ninguém ficou ferido, mas o acidente foi filmado e a história foi reescrita para incorporar a sequência da queda do aeroplano.
O mágico Houdini se vangloriou de que "todas as acrobacias tinham sido efetivamente realizadas". Ofereceu ainda US $ 1.000 "para quem provasse que a colisão mostrada no filme não tinha acontecido."
Era genuína, tudo bem, mas o ator naquela cena não era Houdini. Era um ex-piloto da Força Aérea dos EUA, chamado Robert E. Kennedy, que tinha realizado as acrobacias e que, na edição do filme, foram entrecortadas com closes de Houdini.
Durante o acidente, Houdini tinha estado em segurança no chão, com o braço numa tipoia, em consequência de uma queda de três pés de altura.

23 julho, 2012

Santos Dumont

Santos Dumont contornando a Torre Eiffel
com o dirigível número 5. Esta fotografia
é frequente e erroneamente identificada
como sendo do dirigível número 6. 
Alberto Santos Dumont nasceu a 20 de julho de 1873, em Palmira (cidade renomeada em sua honra para Santos Dumont) - MG, e faleceu a 23 de julho de 1832 em Guarujá - SP. É hoje o 80° aniversário de sua morte.
Ele projetou e construiu os primeiros balões dirigíveis com motor a gasolina. Esse mérito lhe é garantido internacionalmente pela conquista do Prêmio Deutsch, em 1901, quando, em um voo, ele contornou a Torre Eiffel com o seu dirigível Nº 6, transformando-se em uma das pessoas mais famosas do mundo no século XX. Com essa proeza, Santos Dumont foi o primeiro aeronauta a cumprir um circuito pré-estabelecido sob testemunho oficial de especialistas, jornalistas e populares.
Ele também foi o primeiro a decolar a bordo de um avião com um motor a gasolina. Em 23 de outubro de 1906, voou cerca de 60 metros a uma altura de dois a três metros com o Oiseau de Proie, no Campo de Bagatelle, em Paris. Menos de um mês depois, em 12 de novembro, diante de uma multidão de testemunhas, percorreu 220 metros a uma altura de 6 metros com o Oiseau de Proie III. Esses voos foram os primeiros, homologados pelo Aeroclube da França, de um aparelho mais pesado que o ar e, possivelmente, a primeira demonstração pública de um veículo que levantou voo por seus próprios meios, sem a necessidade de uma rampa para seu lançamento.


Apesar de os brasileiros considerarem Santos Dumont o inventor do avião, na maior parte do mundo esse crédito é dado aos irmãos Wright. Em 17 de dezembro de 1903, decolando com a ajuda de uma catapulta, os irmãos Wright voaram em seu Flyer 1 durante 19 segundos.
rsrsrsrsrs...
EntreMentes acha que o mundo deve a eles, principalmente, a invenção da expressão "voo da galinha".

08 junho, 2012

MEMÓRIA. A tragédia de Aratanha

Há exatos trinta anos um Boeing 727-200 da Vasp colidia com a Serra de Aratanha, em Pacatuba. Esse acidente, que aconteceu às 2h45 do dia 08/06/1982, resultou na morte de todos os passageiros (128) e tripulantes (9) do avião do voo 168. A razão do acidente foi um erro do piloto.

Como aconteceu

06 dezembro, 2010

O piloto voltou...

Antes de 1918, os pilotos não dispunham de paraquedas nos aviões de combate e muitos perdiam a vida por isso.
Melhor sorte teve Grahame Donald, um piloto escocês da Royal Air Force (RAF). Numa tarde de verão, em 1917, quando ele pilotava (A), a uma altura de 6.000 pés, o seu Sopwith Camel, o cinto de segurança se rompeu durante uma manobra. E, por estar o avião virado para baixo (B), Grahame despencou para o vazio.
Enquanto ele caía, o avião também descia fazendo um loop (C).

blogdopg
Numa entrevista concedida 55 anos após, Grahame explicou:
"Os primeiros 2.000 pés passam muito rápido. Enquanto caía, eu comecei a ouvir meu pequeno e fiel Sopwith Camel como se ele estivesse cada vez mais próximo. De repente, caí nele."
De fato, o piloto caiu sobre uma das asas do avião, mas conseguiu retornar para a cabine e reassumir o seu controle.
Como comandante da RAF, Grahame Donald ainda combateria na Segunda Guerra Mundial.

Comentário
Cenas deste tipo são frequentemente exibidas em filmes de aventuras. E custa a crer que este fato, relatado por Joshua Levine em seu livro On a Wing and a Prayer, tenha realmente acontecido. Rudolf Erich Raspe (1737-1794), que criou as "Aventuras do Barão de Münchhausen", a partir de incidentes compilados em várias fontes, adoraria ter conhecido o nosso escocês voador. PGCS