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06 dezembro, 2010

O piloto voltou...

Antes de 1918, os pilotos não dispunham de paraquedas nos aviões de combate e muitos perdiam a vida por isso.
Melhor sorte teve Grahame Donald, um piloto escocês da Royal Air Force (RAF). Numa tarde de verão, em 1917, quando ele pilotava (A), a uma altura de 6.000 pés, o seu Sopwith Camel, o cinto de segurança se rompeu durante uma manobra. E, por estar o avião virado para baixo (B), Grahame despencou para o vazio.
Enquanto ele caía, o avião também descia fazendo um loop (C).

blogdopg
Numa entrevista concedida 55 anos após, Grahame explicou:
"Os primeiros 2.000 pés passam muito rápido. Enquanto caía, eu comecei a ouvir meu pequeno e fiel Sopwith Camel como se ele estivesse cada vez mais próximo. De repente, caí nele."
De fato, o piloto caiu sobre uma das asas do avião, mas conseguiu retornar para a cabine e reassumir o seu controle.
Como comandante da RAF, Grahame Donald ainda combateria na Segunda Guerra Mundial.

Comentário
Cenas deste tipo são frequentemente exibidas em filmes de aventuras. E custa a crer que este fato, relatado por Joshua Levine em seu livro On a Wing and a Prayer, tenha realmente acontecido. Rudolf Erich Raspe (1737-1794), que criou as "Aventuras do Barão de Münchhausen", a partir de incidentes compilados em várias fontes, adoraria ter conhecido o nosso escocês voador. PGCS

02 outubro, 2010

Normas de voo

Trata-se de uma curiosa e humorística relação de normas orientadoras para um bom voo de avião.
  1. Toda decolagem é opcional. Todas as aterrissagens são obrigatórias.
  2. Voar não é perigoso. Espatifar-se, sim, é perigoso.
  3. Sempre é melhor estar aqui em baixo e querer estar lá em cima do que estar lá em cima e querer estar aqui em baixo.
  4. O único momento em que se tem bastante combustível é quando o avião arde em chamas.
  5. A hélice é simplesmente um ventilador enorme, na frente do avião, utilizado para manter fresco o piloto. Quando para, o piloto começa a suar.
  6. Em dúvida, mantenha a altitude. Ninguém jamais se chocou contra o céu.
  7. Uma boa aterrissagem é aquela em que o piloto sai andando. Uma perfeita aterrissagem é quando o avião pode ser utilizado outra vez.
  8. Aprende com os erros dos outros. Nunca viverá o suficiente para cometer você mesmo todos os erros.
  9. A probabilidade de sobreviver é inversamente proporcional ao ângulo de descida. Maior o ângulo, menor a probabilidade e vice-versa.
  10. Nunca deixe que um avião vá a um local que você não tenha decidido pelo menos cinco minutos antes.
  11. Fique fora das nuvens. Os sábios dizem que as montanhas se escondem por detrás das nuvens.
  12. Tente manter sempre o mesmo número de desembarques e de decolagens.
  13. Existem três regras simples para a realização de pousos suaves. Mas ninguém sabe quais são.
  14. Você começa a voar com uma sacola cheia de sorte e outra vazia de experiência. O truque é completar a sacola de experiência antes de esvaziar a de sorte.
  15. A sabedoria vem da experiência. Infelizmente, a experiência é geralmente o resultado de más decisões.
  16. É sempre uma boa idéia manter o nariz do avião apontado para a frente, tanto quanto possível.
  17. Lembre-se, gravidade não é apenas uma boa idéia, é a lei. E não deve ser rejeitada por capricho.
  18. As três coisas menos úteis para um piloto são: a altitude que está acima, a pista que está por trás e a fração de segundo antes.
Traduzido por PGCS de normas de vuello, 1de3.com

12 agosto, 2007

Deu galho

.

Ironia do destino?
Ou uma peça publicitária (bem bolada) de uma escola para formação de pilotos?
A propósito deste tema, o leitor está sendo convidado a ler a nota “Pilotagens”, em nossos arquivos de fevereiro de 2007 (dia 5).

05 fevereiro, 2007

Pilotagens

Sentindo-se ameaçado pela vizinha Coréia do Norte, que vem realizando experiências atômicas, o Japão resolveu recriar a sua Força Aérea.
A cena ao lado mostra cadetes japoneses sendo treinados em aviões de caça. Na última e mais difícil fase do treinamento, quando eles têm de voar baixo para enganar os radares inimigos.