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14 julho, 2026

Rei dos Ratos

Ele chega a ser considerado um ser criptídeo a ser estudado pela criptozoologia, porém é um fenômeno real.
Na biologia, um "rei dos ratos" é uma condição em que vários roedores ficam presos pelo rabo. As caudas entrelaçam-se devido a nós, sujeira, sangue ou fezes, quando muitos ratos estão amontoados em um espaço apertado. Incapazes de se moverem ou de se alimentarem, os animais acabam morrendo.
A primeira menção documentada data de 1576, registrada pelo historiador húngaro Johannes Sambucus. Há inclusive uma xilografia medieval retratando esse fenômeno e exemplos mumificados são mantidos em museus da Europa. 
O maior caso registrado ocorreu na Alemanha em 1828, envolvendo 32 ratos unidos.
O fenômeno pode ter escasseado quando o rato-marrom (R. norvegicus) substituiu o rato-preto (R. rattus) no século XVIII. Os avistamentos tem sido esporádicos na era moderna; sendo o caso mais recente o que foi descoberto numa fazenda  na Estônia, em 2005.
Esquilos   
No ano de 2018, noticiou-se o aparecimento de um "rei dos ratos" formado por cinco esquilos-cinzentos (S. carolinensis). Encontrados por um morador em Wisconsin, nos EUA, e levados para um centro de reabilitação da vida selvagem, foram submetidos a uma operação de quase meia hora de separação de suas caudas.

11 novembro, 2019

Nem sombra das sombras

Este fenômeno acontece quando o Sol fica em seu ponto de maior verticalidade sobre a Terra, o que faz que as sombras laterais dos habitantes desapareçam.
Nesses dias, o Sol estará bem acima das nossas cabeças e, por isso, as pessoas não projetarão sombras durante alguns minutos. O mesmo acontecerá com os edifícios.

24/05/1919 - A passagem do "sol no topo" em Yucatán, México
(https://zap.aeiou.pt/fenomeno-astronomico-deixou-mexico-sem-sombras-3-dias-258892)

A passagem do Sol pelo topo ocorre duas vezes por ano, quando a nossa estrela se dirige para o norte na primavera e, em seu regresso, após o solstício de verão.
O fenômeno acontece diariamente nos lugares entre o Trópico de Câncer e o de Capricórnio. As datas são estas:
21/3 Equador
21/6 Trópico de Câncer
21/9 Equador
21/12 Trópico de Capricórnio.
Na verdade, só exatamente ao meio dia solar LOCAL (atenção para esta última palavra!) é que não há sombra NO LOCAL. À medida que o Sol vai descrevendo o seu movimento "aparente" (na realidade, é a Terra que vai rodando) o LOCAL em que não há sombra vai mudando (porque o meio dia solar vai mudando, claro).

09 setembro, 2019

A singularidade de Prandtl-Glauert


É uma imagem incrível: um cone de vapor aparecendo em torno de uma aeronave que está viajando em uma velocidade transônica. Conhecida como a singularidade de Prandtl-Glauert, esse surpreendente efeito nos faz simultaneamente abrir os olhos e cair a mandíbula.
No entanto, como isso ocorre?
Embora seja compreensível o que é naturalmente assumido, o cone de vapor (como a singularidade também é conhecida) não é criado quando um avião quebra a barreira do som. Também ele é frequentemente associado a um boom sônico, o que é incorreto. Os motores a jato podem criar a singularidade na velocidade de decolagem, e isso ocorre porque as pás dos ventiladores estão operando em uma velocidade transônica, mas não o próprio veículo.
A singularidade de Prandtl-Glauert tem vários nomes — já nos referimos a ela como um cone de vapor. Outros nomes incluem colar de choque ou ovo de choque. Foi até mesmo chamado de "avião a jato em um tutu". Uma singularidade matemática na aerodinâmica pode não soar como o mais interessante dos assuntos, mas a ciência por trás da singularidade é fascinante.
Primeiro, imagine um objeto que esteja viajando na velocidade transônica. A velocidade transônica é diferente da velocidade do som. A barreira do som é quebrada a 768 milhas por hora. A velocidade transônica está abaixo ou acima da velocidade do som e varia de 600 a 900 milhas por hora. Assim, a singularidade pode ocorrer quando um jato está a uma velocidade menor que a do som ou, na verdade, igual ou acima da barreira do som.
É, no entanto, o som um dos dois ingredientes essenciais para um cone de vapor se tornar visível para nós. A forma do cone é causada pela fonte sonora - nos casos, os jatos - viajando mais rápido que as ondas sonoras produzidas. A singularidade ocorre simplesmente como resultado da natureza ondulatória dos sons.
Para que a singularidade de Prandtl-Glauert seja visível ao olho humano, você precisa de mais uma coisa — a umidade. Quando a umidade é suficientemente alta, o ar ao redor do cone se condensa e forma a nuvem que podemos ver. Assim que a pressão do ar retorna ao normal, a nuvem se dissipa. Isso explica a singularidade ser frequentemente vista em jatos voando acima do oceano no verão — a combinação de água e calor cria um nível de umidade alto o suficiente para formar a nuvem.
Outro mito pode ser explodido aqui. Alguns supõem que a singularidade de Prandtl-Glauert é causada como resultado da queima de combustível de aviação. Você provavelmente seria perdoado por pensar que o efeito é uma contrail — as nuvens não naturais que aparecem como rastros visíveis de vapor d'água condensado produzido pela exaustão dos motores das aeronaves. No entanto, este não é o caso. O vapor d'água já está lá — está no ar antes que o jato passe por ele.
O efeito de singularidade não está restrito a aviões a jato. Eles podem ser vistos frequentemente quando o ônibus espacial é lançado (foguetes em geral, na verdade) quando o veículo começa a viajar em velocidades transônicas. Isso geralmente ocorre em torno de 25 segundos após a decolagem.
A singularidade foi assim designada por dois cientistas proeminentes da aerodinâmica que primeiro escreveram sobre isso. Ludwig Prandtl (1875 — 1953), um cientista alemão conhecido por desenvolver análises matemáticas sistemáticas para fundamentar a aerodinâmica, e Hermann Glauert (1892 — 1934), que foi um aerodinamicista britânico. Ele foi diretor científico do Royal Aircraft Establishment até sua morte em um trágico acidente aéreo, aos 41 anos de idade.
Acredite ou não, se você quiser, você pode criar uma singularidade de Prandtl-Glauert por conta própria. Você precisa de duas coisas, no entanto: um chicote e um dia úmido. Se você puder fazer como Indiana Jones, que estala o chicote com sucesso, então será capaz de ver o efeito. Quando o chicote é estalado, uma nuvem perceptível é produzida na posição em que a ponta do chicote atinge a velocidade transônica.
Quem teria pensado que uma singularidade matemática na aerodinâmica poderia ser tão interessante?
Fontes
The Prandtl–Glauert Singularity – Amazing Jet Plane Shock Collar, Kuriositas
Como quebrar a barreira do som... em casa, blog EM
https://youtu.be/VeN67KgDaOs, YouTube

28 janeiro, 2017

O Diamante Fuji

Nesta época do ano os japoneses podem apreciar um fenômeno chamado Diamante Fuji. É quando o Sol nasce atrás da boca do Monte Fuji, a montanha mais famosa do país.



O Monte Fuji é a montanha mais alta do Japão, com 3776 metros. O vulcão de simetria quase perfeita, cercado por vales e lagos, pode ser visto de várias regiões e há séculos é inspiração para artistas, que o retratam de todos os ângulos. O vulcão é ativo, e sua última erupção foi em 1708. A cada estação do ano, ele está diferente: com ou sem neve no topo, servindo de pano de fundo para as cerejeiras, as cores do outono ou a paisagem branca do inverno. Taiga Corrêa, Miscelânea

Um fato curioso é que o Monte Fuji possui um "sósia" na Austrália, o monte Taranaki. Dependendo do ângulo em que este é observado, fica evidente a semelhança com aquele. Para se ter uma idéia: o Taranaki é tão parecido que fez parte do cenário do filme "O ultimo samurai", representando o Monte Fuji. The Otaku Exception

18 fevereiro, 2016

A timidez do dossel

O dossel florestal é o estrato superior das florestas. Situa-se, nas florestas tropicais, entre 30 a 60 metros de altura e. ao que tudo indica, ele guarda as maiores biodiversidades do planeta,
Devido à dificuldade de acesso e de observação, é um ambiente ainda pouco conhecido.
A partir da década de 1980, biólogos e ecólogos, interessados em realizar pesquisas neste campo, passaram a adaptar técnicas de escalada utilizadas em alpinismo para a ascensão às copas das árvores. Essa técnica é conhecida como arvorismo.
A timidez do dossel (crown shyness, em inglês) é um fenômeno observado em algumas espécies de árvores. Acontece quando copas de árvores vizinhas de altura semelhante não se tocam, mas ficam separadas por espaços, o que forma bordas persistentes, visíveis a partir do solo, em torno das copas individuais. O fenômeno é mais prevalente entre as árvores da mesma espécie, mas pode também ocorrer entre árvores de espécies diferentes.

Crown shiness, The Presurfer
Discutida na literatura científica desde 1920, a timidez do dossel ainda não é bem explicada. Uma teoria sugere que os espaços entre as copas são resultantes das colisões entre os ramos balançados por ventos e tempestades. Mas não há escoriações que evidenciem esses contatos. Outra teoria, porém, sugere que as pontas em crescimento das árvores parem de crescer ao se aproximarem de folhagens adjacentes por serem mais sensíveis a níveis da luz.
De qualquer modo, este fenômeno deve contribuir para que as larvas de insetos se espalhem menos entre as árvores.

19 fevereiro, 2013

Nos picos do tráfego

1. Há um fenômeno que ocorre nos picos do tráfego que desnorteia a mente. Quando você vê os carros completamente parados na pista em que você está... enquanto os carros da pista vizinha estão a fluir, normalmente.
2. Aí decide mudar de pista.
3. O fenômeno acontece.