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11 novembro, 2024

Fé em Encélado e pé na tábua

(Quem foi Enceladus?)

A Agência Espacial Europeia (ESA) acaba de tornar público o estudo com o qual procurou escolher o objetivo da sua próxima missão tipo L, que será a L4. O alvo principal escolhido é Encélado (nome de um gigante da mitologia grega), uma das luas de Saturno. Quanto a Titã, já é a próxima opção. E Europa, que também estava sob consideração, foi finalmente descartada porque tanto a sonda JUICE da ESA como o Europa Clipper da NASA já a têm como alvo.
As missões L, para Large, são as mais ambiciosas e complicadas da agência. As anteriores são: JUICE, um orbitador de Júpiter e Ganimedes que já está viajando em direção a seu destino; Athena , um observatório de raios X com lançamento previsto para 2035; e LISA, um observatório de ondas gravitacionais baseado no espaço com lançamento previsto para 2035.
A conclusão do relatório foi que Encélado é a lua mais interessante para L4 do ponto de vista científico, porque existem lá, pelo que sabemos, as três condições para um ambiente potencialmente habitável acolher vida. Pelo menos a vida como a conhecemos: a presença de água líquida, uma fonte de energia e um conjunto específico de elementos químicos como carbono, hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre. Os gêiseres que emergem de sua crosta congelada são ricos em compostos orgânicos; e o oceano abaixo da sua superfície gelada também parece abrigar uma poderosa fonte de energia.
O objetivo é que, seja qual for a lua escolhida, L4 decole na primeira metade da década de 2040 para chegar a Saturno cerca de dez anos depois. A verdade é que os prazos destas missões começam a nos deixar bastante tontos: eles estão confiando também em nós por muito tempo.
(https://www.microsiervos.com/archivo/espacio/agencia-espacial-europea-encelado-destino-proxima-gran-mision.html)

10 agosto, 2023

Pontos de Lagrange

Pontos de Lagrange são posições no espaço onde as forças gravitacionais de um sistema de dois corpos como o Sol e a Terra produzem regiões aprimoradas de atração e repulsão. Estes podem ser usados por naves (e telescópios) espaciais para reduzir o consumo de combustível necessário para permanecer na posição.
Os pontos de Lagrange são nomeados em homenagem ao matemático ítalo-francês Josephy-Louis Lagrange. Existem cinco pontos especiais onde uma pequena massa pode orbitar em um padrão constante com duas massas maiores. Os Pontos de Lagrange são posições onde a atração gravitacional de duas grandes massas é precisamente igual à força centrípeta necessária para um pequeno objeto se mover com elas.
Este problema matemático, conhecido como o "Problema Geral dos Três Corpos" foi considerado por Lagrange em seu artigo premiado (Essai sur le Problème des Trois Corps, 1772).
Dos cinco pontos de Lagrange, três são instáveis e dois são estáveis. Os pontos instáveis de Lagrange - rotulados L1, L2 e L3 - estão ao longo da linha que liga as duas grandes massas. Os pontos de Lagrange estáveis - rotulados L4 e L5 - formam o ápice de dois triângulos equiláteros que têm as grandes massas em seus vértices.


O ponto L2 do sistema Terra-Sol era o lar da espaçonave WMAP, atual lar do Planck, do Telescópio Espacial James Webb (e do observatório russo-alemão de raios-X Spektr-RG). L2 é ideal para astronomia porque uma espaçonave está próxima o suficiente para se comunicar prontamente com a Terra, pode manter o Sol, a Terra e a Lua atrás da espaçonave para energia solar e fornece uma visão clara do espaço profundo para nossos telescópios. Os pontos L1 e L2 são instáveis em uma escala de tempo de aproximadamente 23 dias, o que requer que os satélites que orbitam essas posições passem por correções regulares de curso e atitude.
É improvável que a NASA encontre qualquer uso para o ponto L3, uma vez que permanece escondido atrás do Sol o tempo todo. A ideia de um planeta oculto tem sido um tema popular na literatura de ficção científica.
What is a Lagrange Point?
Os grifos são nossos.

Microsiervos, 05/08/23 - Após um mês de seu lançamento, o telescópio espacial Euclides da Agência Espacial Europeia (ESA) chegou a seu destino no ponto L2 Lagrange do sistema Sol-Terra, onde já está enviando imagens de teste. L2 é um ponto localizado a 1,5 milhão de quilômetros do nosso planeta em direção ao exterior do sistema solar e é muito procurado para observatórios espaciais porque a partir daí o Sol, a Terra e a Lua estão sempre voltados um para o outro e não atrapalham as observações. Além do fato de que a Terra também pode atuar como um guarda-sol.

26 agosto, 2019

🚀Plano para desviar um asteroide gigante

Brian May, estrela de rock e astrofísico, explicou que as agências espaciais dos EUA e da UE irão testar sua capacidade de desviar asteroides que ameaçam a Terra.
A próxima missão espacial pode ser crucial para salvar nosso planeta, pois seu objetivo é preparar a Terra para evitar uma ameaça real de um asteroide, afirmou Brian May.
O astrofísico e guitarrista explicou como a NASA e a ESA estariam se preparando para enfrentar a hipotética ameaça.
As agências devem testar a capacidade de desviar o Didymos 65803, (*) um asteroide potencialmente perigoso de 775 metros, orbitado por uma "lua" de 160 metros, informalmente chamada de "Didymoon".
"Apenas esta lua, aparentemente minúscula, já seria grande o suficiente para destruir uma cidade se ela colidisse com a Terra. Mas vamos descobrir se será possível desviá-la. Isso será muito, muito difícil", ressaltou May.
Primeiramente, a NASA vai atingir o asteroide menor com sua espaçonave impactadora DART (sigla para Teste de Redirecionamento de Asteroides Binários), a uma velocidade de seis quilômetros por segundo (21.600 km/h), informou May.
Logo após, a sonda HERA, da ESA, entrará para mapear a cratera resultante do impacto e medir a massa do asteroide, enquanto um par de CubeSats (satélites miniaturizados) examinará a rocha espacial a uma distância mais próxima, ou até mesmo, pousando nela.
"A escala desta experiência é muito grande, algum dia esses resultados poderão ser cruciais para salvar nosso planeta. A observação cuidadosa da sonda HERA após o impacto da DART ajudará a provar se os asteroides podem ou não ser desviados, bem como se essa será uma técnica de defesa eficaz ou não [...]", completou May.

Fonte: Sputink Brasil

(*) N. do E.
"Os antigos estavam corretos em sua crença de que os céus e o movimento dos corpos celestes afetam a vida na Terra - mas não da maneira como imaginavam", explica Martin Rees, um dos signatários da Declaração Asteroide 100X.

30 abril, 2018

O contador de estrelas - 2

25 de abril de 2018. A a segunda versão da Missão Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA) produziu o mais completo catálogo de estrelas até à data, com medições de alta precisão de quase 1,7 bilhão de estrelas e detalhes da nossa galáxia nunca antes vistos.
A análise preliminar destes abundantes dados revela detalhes precisos sobre a formação e o movimento das estrelas que integram a Via Láctea, informação essencial para poder compreender a formação e a evolução da galáxia que nos hospeda.
"As observações coletadas por Gaia estão redefinindo os fundamentos da astronomia", diz Günther Hasinger, diretor de ciências da ESA. No caso de algumas das estrelas mais brilhantes do estudo, o nível de precisão seria equivalente ao de um observador que, da Terra, pudesse ver uma moeda de um euro na superfície da Lua.
Gaia também observa outros objetos do nosso Sistema Solar, compreendendo as posições de mais de 14.000 asteroides conhecidos, o que nos permite determinar suas órbitas com precisão. Versões futuras do Gaia irão compilar uma amostra muito maior de asteroides.
Muito além, Gaia identificou as posições de meio milhão de quasares distantes, galáxias brilhantes alimentadas pela atividade de buracos negros supermassivos em seus núcleos. Essas fontes são usadas para definir um quadro de referência para as coordenadas celestes de todos os objetos no catálogo Gaia, algo que normalmente é feito com ondas de rádio, mas que agora, pela primeira vez, também está disponível em comprimentos de onda ópticos.

Escalas cósmicas cobertas por Gaia

O contador de estrelas - 1

09 março, 2016

O contador de estrelas

Gaia é um satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), um observatório em forma de disco voador projetado para medir as posições e velocidades das estrelas com uma precisão incrível. A ideia é construir um mapa 3-D de um bilhão de estrelas.
Sim. Um bilhão .
Ele faz isso varrendo o céu continuamente, levantando dados extremamente precisos de cada estrela que entra em seu campo de visão. Uma missão de cinco anos em que o satélite está a fazer 40 milhões de observações a cada dia.
Lembre-se:
O que você está vendo abaixo não é, na verdade, uma imagem das próprias estrelas. É um mapa criado a partir das estrelas contadas pelos detectores de Gaia.

Para ver ampliado: www.slate.com

No Preblog: O VENDEDOR DE ESTRELAS

17 junho, 2015

O Philae acordou

O robô Philae da Rosetta está fora de hibernação!
Os sinais foram recebidos em 13 de junho, no Centro de Operações Espaciais da ESA, em Darmstadt, Mais de 300 pacotes de dados foram analisados ​​pela equipe de controle de Philae no Centro Aeroespacial Alemão (DLR).
"Philae está indo muito bem: Ele tem uma temperatura de operação de –35 ºC e tem 24 watts disponíveis", explica o diretor do Projeto Philae do DLR, Dr. Stephan Ulamec. "O robô está pronto para as operações".
Por 85 segundos Philae "falou", através da Rosetta, em seu primeiro contato com a Terra desde que entrou em hibernação a 15 novembro.
Ao analisar os dados de status, ficou claro que Philae esteve apresentando algum "microdespertar" (o termo é nosso) anteriormente: "Recebemos dados históricos", acrescenta Dr. Stephan, "mas o robô não tinha sido capaz de entrar em contato conosco antes".
Agora, os cientistas estão esperando pelo próximo contato. Há ainda mais de 8.000 pacotes de dados, na memória de Philae, com informações sobre o que tem acontecido no distante Cometa 67P / Churyumov-Gerasimenko.
Parece que é primavera no Cometa 67P.

Os capítulos anteriores da saga Rosetta/Philae no EM Blog
22/01/2014 - A Rosetta acordou
12/11/2014 - Robô Philae faz pouso histórico em cometa (com a atualização de 16/11/2014)
16/11/2014 - O canto do cometa

16 novembro, 2014

O canto do cometa

A Agência Espacial Europeia (ESA, sigla em inglês) divulgou em sua página a descoberta de um som emitido pelo cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko que está sendo comparado com uma espécie de canto. De acordo com o texto, o fenômeno do som causou surpresa (*) até mesmo para os cientistas.
O fenômeno foi percebido pela primeira vez em agosto deste ano, quando a nave Rosetta, que transportava a sonda, se aproximou a cerca de 100 quilômetros do cometa.
Confira aqui:



O som captado pela sonda Philae tem uma frequência que não é percebida pelo ouvido humano. Está entre 40-50 milihertz (1 milihertz é igual a 0,001 hertz), enquanto o ouvido humano capta sons entre 20 hertz (Hz) e 20 kHz. Para tornar a música audível para o ouvido humano, as frequências tiveram que ser amplificadas cerca de 10 mil vezes.
Os cientistas acreditam que o som esteja sendo causado por partículas neutras que estão se soltando do cometa e ganhando carga. Mas o mecanismo físico por trás do fenômeno ainda é desconhecido.

(*) O som não se propaga no vácuo, mas talvez para o canto de um cometa exista a exceção. N. do E.

Questão de prova
– Que corpos celestes são habitados exclusivamente por robôs?
– Marte e o cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko.

12 novembro, 2014

Robô Philae faz pouso histórico em cometa

O robô Philae pousou na superfície do cometa 67P/ Churyumov-Gerasimenko, nesta quarta-feira (12), às 14h03 (horário de Brasília), a aproximadamente 500 milhões de quilômetros de distância da Terra.
O pouso foi confirmado pela Agência Espacial Europeia (ESA), em Darmstadt, na Alemanha. Pelo Twitter, a agência anunciou: "Estamos no cometa". Trata-se de um feito inédito na história da exploração espacial, que permitirá aos cientistas ter mais informações sobre a origem da vida na Terra.
Lançado ao espaço em 2004, por uma aeronave que percorreu cerca de 6 bilhões de quilômetros para se encontrar com o cometa, o robô Philae é um laboratório miniaturizado que enviará dados para os cientistas da agência espacial na Terra, até o final da missão em dezembro de 2015.



O Gigante das Buscas fez esse doodle especialmente para comemorar o sucesso do pouso do robô Philae no cometa.

Blog EM, 22/01/2014: A Rosetta acordou

16/11/2014 - Atualizando...


"Merda, o carregador..."

Últimas horas de actividad –probablemente– para Philae, Microsiervos
Philae duerme sobre 67P, Microsiervos