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26 junho, 2022

Uma viagem aos tempos passados

Faça uma viagem aos tempos passados em uma máquina do tempo steampunk. (*)
Esta animação foi criada com uma projeção de câmera baseada em fotos. O resultado é algo maravilhoso - embora espantoso - à medida que o passado ganha vida diante de seus olhos.
(Vídeo https://www.kuriositas.com/2016/03/the-old-new-world.html)

(*) Como posso saber se eu sou um steampunk?

A música de fundo é "Guilty" (1931), de "Al" Bowlly.

Albert Allick "Al" Bowlly (7 de janeiro de 1898 - 17 de abril de 1941) foi um popular guitarrista, cantor e crooner de jazz no Reino Unido e mais tarde nos Estados Unidos da América durante a década de 1930, realizando mais de 1.000 gravações entre 1927 e 1941. Na noite de sua morte, em 17 de abril de 1941, Bowlly e Messene tinham acabado de se apresentar no Rex Cinema em High Wycombe. Ambos tiveram a oportunidade de passar a noite na cidade, mas Bowlly optou por pegar o último trem de volta para seu apartamento na Jermyn Street, em Londres. A decisão de Bowlly foi fatal; ele foi morto por uma mina de paraquedas da Luftwaffe que detonou do lado de fora de seu apartamento naquela noite. O corpo de Bowlly parecia sem marcas: embora a enorme explosão não o tivesse desfigurado, havia arrancado a porta de seu quarto das dobradiças e o impacto contra sua cabeça foi fatal. Bowlly foi enterrado com outras vítimas do bombardeio em uma vala comum no cemitério da cidade de Westminster, Uxbridge Road, Hanwell, Londres, onde seu nome é escrito Albert Alex Bowlly.

Is it a sin, is it a crime
Loving you, dear, like I do?
If it's a crime, then I'm guilty
Guilty of loving you
Maybe I'm wrong
Dreaming of you
Dreaming the lonely night through
If it's a crime, then I'm guilty
Guilty of dreaming of you
What can I do
What can I say
After I've taken the blame?
You say you're through
You'll go your way
But I'll always feel just the same
Maybe I'm right
Maybe I'm wrong
Loving you, dear, like I do
If it's a crime, then I'm guilty
Guilty of loving you.
É um pecado, é um crime
Amar você, querida, como eu?
Se for um crime, então sou culpado
Culpado de amá-la
Talvez eu esteja errado
Sonhando com você
Sonhando a solitária noite toda
Se for um crime, então eu sou culpado
Culpado por sonhar com você
O que posso fazer
O que posso dizer
Depois de assumir a culpa?
Você diz que acabou
Você seguirá seu caminho
Mas eu sempre sentirei o mesmo
Talvez eu esteja certo
Talvez eu esteja errado
Amar você, querida, como eu amo
Se for um crime, então eu sou culpado
Culpado de amar você.

26 outubro, 2021

Quantas pessoas já viveram na Terra?

Foi escrito durante a década de 1970 que 75% das pessoas que nasceram estavam vivas naquele momento.

Isso era totalmente falso.

Supondo que comecemos a contar por volta de 50.000 aC, a época em que o moderno Homo sapiens apareceu na Terra (e não a partir de 700.000 aC, quando os ancestrais do Homo sapiens apareceram, ou vários milhões de anos atrás, quando os hominídeos estavam presentes), levando em consideração que todos os dados populacionais são uma estimativa grosseira e assumindo uma taxa de crescimento constante aplicada a cada período até os tempos modernos, que um total de aproximadamente 106 bilhões de pessoas nasceram desde o início da espécie humana, tornando a população atualmente viva em 7,9 bilhões de pessoas (cerca de 6% de todas as pessoas que já viveram no planeta Terra).

Outros estimaram o número de seres humanos que já viveram em algo entre 45 bilhões e 125 bilhões, com a maioria das estimativas caindo na faixa de 90 a 110 bilhões de pessoas.

25 outubro, 2019

O passado nos espreita

por Fernando Gurgel Filho
O Brasil, que dizem ser "o país do futuro", está sempre forçando seu povo a andar para trás.
Há décadas e décadas e décadas que os países de melhor qualidade de vida deram uma guinada certeira em direção ao bem-estar da sociedade, graças aos investimentos em educação, saúde e proteção social, e conseguiram, desta forma, se desenvolver e, indiretamente, obter ganhos de segurança e qualidade de vida para toda a população. Elogiamos sempre esses países que tiveram a felicidade de se livrar do passado, algumas vezes tenebroso, e partiram felizes rumo ao futuro. Portugal é um belo exemplo para nós.
Mas não seguimos seu exemplo. Ficamos atrelados, submissos e rastejamos para um passado que nos aponta uma política de hegemonia mundial - - mais atrasada e ultrapassada do que certos artefatos que nossos bisavós usavam.
Assim como, por exemplo, achar que o mundo está ameaçado por comunistas que irão comer nossas criancinhas e tomar nossos carros e nossas casas, enquanto os bancos nos tomam os carros financiados por não termos como pagar, o neoliberalismo e a preocupação com o futuro nos fazem perder nossas casas e a fome come nossas criancinhas por não termos como alimentá-las. Triste e infeliz realidade, esta que sempre assombra a nossa sociedade.
Enquanto isso, o país, que nos faz retroceder econômica e socialmente, em nome de uma hegemonia que não existe mais - - e talvez nunca tenha existido - - e de um liberalismo que nunca aqui existiu, faz com que nossos doutos analfabetos funcionais (com diplomas de doutorados) abominem uma China maoista que não existe mais, uma Rússia stalinista que não existe mais, uma Cuba comunista que não existe mais... Isto ainda depois de décadas e décadas e décadas. Tudo isto para nos jogar no esgoto da história e nos levar a um passado tenebroso, do qual apenas eles têm saudades.
Assim, como dizia o grande Millôr Fernandes: "O Brasil tem um enorme passado pela frente". (*) Talvez até mais cruel do que o passado de nossos antepassados portugueses que invadiram a Terra Brasilis em 1500.
Talvez até anterior a isto. O passado e o atraso não têm limites.

(*) "No momento em que aumentam as nossas descobertas arqueológicas fica evidente que o Brasil tem um enorme passado pela frente. Ou um enorme futuro por detrás, se preferem." (Millôr, ampliado)

A exposição do Instituto Moreira Salles, que esteve em cartaz no Rio, em 2016, foi a primeira retrospectiva dedicada exclusivamente ao trabalho plástico de Millôr, que, também escritor e tradutor, se definia a si mesmo como jornalista. Grande parte da sua obra plástica se desenvolveu para veículos de imprensa impressos, da revista "Cruzeiro" ao histórico "Pif-Paf", que teve poucos números durante a ditadura, à revista "Veja". Um dos motivos explorados foram os militares e sua vaidade, na série em que aparecem ao lado de pavão. Desenho, s.d. Nanquim, ecoline e grafite sobre papel, 26,3 x 22,2 cm. ACERVO MILLÔR FERNANDES / INSTITUTO MOREIRA SALLES

03 julho, 2017

O radar humano

Com os avanços da tecnologia certos postos trabalhos, que já foram considerados necessários, deixaram de existir. O radar humano foi um deles.
Seu trabalho consistia em detetar a aproximação dos aviões inimigos, uma função muito solicitada nas décadas de 1920 e 1930, antes do aparecimento dos radares por ondas de rádio de alta frequência.


15 profesiones que han desaparecido por culpa de la tecnología

A estranha história de ouvir antes do radar
http://mashable.com/2015/02/16/war-tubas-radar-wwi/

21 junho, 2013

Para mudar o passado

Benditas frases com "Se..."! Se não fossem elas não poderíamos jamais mudar o passado!
"Se Paris fosse pequena caberia numa garrafa."
"Se meu avô usasse saia não seria meu avô, seria minha avó."
"Se eu tivesse um par de ases..."
"Se meus joelhos / não doessem mais / diante de um bom motivo / que me traga fé..." O Rappa
"Se tivéssemos algum presunto, poderíamos ter algum presunto e ovos, se tivéssemos alguns ovos." Cassius Bordelon

10 outubro, 2012

Sons perdidos e recuperados

Há quanto tempo você não ouve certos sons?
Seus filhos ou netos talvez nunca tenham escutado-os. Porque só são produzidos por objetos que saíram de nosso cotidiano, tais como telefone de discar, coador de café, máquina de escrever, seletor de canal de TV, caixa registradora, projetor de cinema etc.
Descubro um museu virtual em que esses sons, onze ao todo, ainda podem ser reproduzidos.

Curiosidade
O telefone celular de discar da Samsung, projeto do designer Raymond Bessemer, que associa a modernidade do atual telefone móvel ao estilo retrô do velho telefone fixo.

Post relacionado: O som da internet discada.

Leitorado
Sr. Paulo, muito oportuna e interessante a matéria postada.
Eu mesma fui testemunha de um telefone discado, o meu avô paterno teve um destes antigos e de cor preta. Aqui em casa já foi um modelo mais moderno, cor cinza.
Os sons podemos curtir por este site, em - serviço - que o Sr. postou acima?
Abraços direto da Baixada Santista.
Neila Bittencourt
Resposta - Exatamente, Neila. O site Mental Floss (link) disponibilizou onze sons que já foram do nosso cotidiano até que o progresso os banisse.São mostrados em vídeos, o que ficou ainda mais interessante. Percebendo que faltava o "som da internet discada", eu tratei de acrescentá-lo no post relacionado. Curta-os todos.
PGCS