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06 março, 2026

É aceitável que inocentes sofram pelo bem maior?

Pouco antes de eu vir para cá, o Google anunciou a aquisição da Nest, uma fabricante de termostatos de luxo. Nunca imaginei que usaria essas duas palavras juntas. A Nest possui sensores que detectam quem está em um cômodo e quando, então, naturalmente, havia a preocupação de que o Google agora aprendesse todas essas informações extras sobre você e soubesse a temperatura da sua casa.
O Google rapidamente designou o CEO da Nest, que prometeu que haveria salvaguardas, uma política de privacidade e todos os tipos de limites para garantir que tudo permanecesse dentro da lei. E não tenho motivos para duvidar dele.
Mas eu não deveria precisar da palavra dele, nem do lema corporativo do Google, nem da Magna Carta, nem do Tratado de Waitangi para me proteger do meu termostato. Meu termostato antigo não era tão assustador assim! Era burro demais para dedurar. E ninguém conseguia ouvi-lo gritar.
Este novo termostato, por outro lado, tem advogados, assessores de imprensa, uma política de privacidade, está por aí escrevendo posts para o blog e possivelmente comendo a minha pizza que sobrou. Parece mais um colega de quarto suspeito do que um termostato.
Deixe-me esclarecer o que me preocupa aqui. Não tenho medo dos meus eletrodomésticos. Não tenho medo de que o Google me mande para o Googlag para minerar bitcoins.
Nem temo uma Nova Zelândia maior, embriagada pela vigilância eletrônica, expandindo-se agressivamente para controlar a região do Pacífico. Isso sim seria uma mudança bem-vinda! Se acontecer, estarei esperando nos cais de São Francisco, com uma cesta de abacates, pronto para receber nossos senhores neozelandeses.
O que me assusta é a sociedade em que já vivemos. Onde pessoas como você e eu, se permanecermos dentro das regras, podemos desfrutar de vidas confortáveis e relativamente fáceis, mas que Deus ajude quem for considerado fora dos limites. Essas pessoas sentirão todo o poder do Estado moderno e altamente tecnológico.
Considere seus vizinhos do outro lado do Mar da Tasmânia, administradores de um continente vazio, que estabeleceram campos de internação nas partes mais remotas do Pacífico por medo de que alguns milhares de indigentes chegassem de barco, aceitassem empregos de baixa remuneração e, assim, destruíssem sua sociedade.
Ou o país em que vivo, onde temos um consenso bipartidário de que a única maneira de preservar nossa liberdade é pilotar aviões controlados remotamente que ocasionalmente lançam bombas sobre crianças . É coisa de Dostoiévski.
Só que Dostoiévski precisou de um calhamaço para abordar a questão: "É aceitável que inocentes sofram pelo bem maior?" E os americanos, um povo mais prático, responderam a isso em duas palavras: "Claro que sim!"
Em sua palestra de ontem, Erika Hall questionou o que Mao ou Stalin poderiam ter feito com os recursos da internet moderna. É uma boa pergunta. Se analisarmos a história da KGB ou da Stasi, veremos que elas consumiam recursos enormes apenas para manter e cruzar informações de suas montanhas de papelada. Há uma passagem em Admirável Mundo Novo, de Huxley, onde ele menciona "800 metros cúbicos de fichários" na fábrica de bebês eugênicos. Imagine o que Stalin poderia ter feito com um servidor MySQL decente.
Ainda não vimos do que um governo verdadeiramente ruim é capaz com a tecnologia da informação moderna. O que os governos bons conseguem fazer já é suficientemente assustador.
Não estou dizendo que não podemos ter a internet divertida da próxima geração, onde todo mundo usa óculos de realidade virtual e tem conversas profundas com a geladeira. Só estou dizendo que não podemos improvisar como temos feito até agora e esperar que tudo se resolva sozinho.
A boa notícia é que se trata de um problema de design! Vocês são todos designers aqui — podemos tornar isso divertido! Podemos construir uma internet distribuída, resiliente, irritante para governos do mundo todo e livre no melhor sentido da palavra, como sonhávamos nos anos 90. Mas isso exigirá esforço e determinação. Significará abandonar a vigilância em massa permanente como modelo de negócio, o que será doloroso. Significará aprovar leis em um sistema jurídico esclerosado. Será preciso muita insistência.
Mas se não projetarmos essa internet, se simplesmente continuarmos a construí-la, eventualmente ela atrairá pessoas notáveis e visionárias. E não gostaremos delas, e isso não fará diferença.
Precisei me estender nesse desabafo porque não sabemos muito sobre a segunda metade da vida de Termen. Ele não gostava de falar sobre isso.
A Segunda Guerra Mundial salvou sua vida. Ele foi designado para trabalhar em uma instituição que só a União Soviética poderia ter inventado, uma prisão repleta dos maiores engenheiros e especialistas em aerodinâmica do país.
Após a guerra, ficou claro que ele trabalhou em muitos dispositivos de escuta. Além de "The Thing", ele desenvolveu um sistema ainda mais inovador chamado Buran, que captava as vibrações em um vidro de janela refletindo um feixe de luz nele. Isso ainda é tecnologia de ponta hoje em dia. Termen construiu um microfone a laser antes mesmo de existirem lasers ou correção digital de ruído. Isso lhe rendeu o Prêmio Stalin e sua liberdade.
Stalin não sabia que Buran estava sendo usado contra ele, pelo seu próprio chefe de segurança. Esses bolcheviques malucos!
Termen estava agora livre, mas aquela mancha em sua ficha criminal o tornava inelegível para emprego. Então, ele voltou a trabalhar na KGB.
OUR COMRADE THE ELECTRON (NOSSO CAMARADA, O ELÉTRON) - 9.ª parte desta palestra, que Maciej Ceglowski proferiu em 14/02/2014, na Webstock, em Wellington, Nova Zelândia.
[http://idlewords.com/]
Traduzida por Paulo Gurgel.

16 fevereiro, 2026

Omissão da Nova Zelândia nos mapas

A Nova Zelândia tem sido frequentemente omitida dos mapas do mundo. Considera-se que isso se deve ao uso generalizado da projeção de Mercator e à prática comum de mapeamento de colocar a Europa no centro, o que deixa a Nova Zelândia no canto inferior direito dos mapas, às vezes fazendo com que ela passe despercebida pelos cartógrafos, seja facilmente removida por um corte acidental ou simplesmente não adicionada por conveniência, ignorância ou preguiça.
Essa omissão recorrente se tornou um meme mundial. Há uma comunidade no Tumblr intitulada World Maps Without New Zealand e uma comunidade no Reddit, ou subreddit, conhecida como r/MapsWithoutNZ, ambas focadas nessa questão. No Reddit, há também comunidades semelhantes sobre a omissão da Flevolândia, nos Países Baixos; do Havaí, nos Estados Unidos; e da Tasmânia, na Austrália, nos mapas-múndi.
Finalmente, a justiça cartográfica.

11 maio, 2024

A Comunidade Internacional

 Segundo Arthur Charpentier (no Mastodon):

- Puxa! Até a Nova Zelândia [1] [2] que não é muito de aparecer nos mapas!

17 agosto, 2022

01 novembro, 2021

A "indústria" de óleo de pinguim

Extraído da resposta de Bruce Graham à pergunta What are some interesting lesser known facts abouts penguins?, no Quora em inglês:
O que muitas pessoas não sabem é que provavelmente os pinguins ainda existem por causa de uma campanha feita após a Primeira Guerra Mundial.
Naquela época, o abate desenfreado de pinguins alimentava uma "indústria" de óleo de pinguim, e as ilhas ao sul da Nova Zelândia se tornaram grandes fornecedores desse óleo. 
Joseph Hatch, um "empresário", construiu uma usina de óleo na ilha Macquarie. Durante um período de 30 anos, e apesar das difíceis condições locais, Hatch abateu mais de 3 milhões de pinguins.
Em 1909, a produção da usina de Hatch era maior do que nunca. Suas duas caldeiras nunca esfriavam, e as equipes de funcionários queimavam também mais de 500 pássaros por dia como combustível nas fornalhas, para complementar o carvão. Durante uma temporada de seis meses, já estavam produzindo mais de 100 toneladas de óleo de pinguim.[imagem abaixo: veja que há muitos barris do lado de fora do prédio]


Apsley Cherry-Garrard, que mais tarde escreveu "A Pior Viagem do Mundo", juntou-se à campanha em favor dos pinguins, escrevendo para o britânico The Times:
"Os relatos da ilha Macquarie “fazem com que as atrocidades da Bélgica (no Congo) pareçam um mimo de escola dominical."
H. G. Wells, no auge de seu sucesso na época, escreveu em seu livro de 1919, "The Undying Fire":
"Mas o pinguim-rei está chegando ao fim da sua história. Deixem que eu conte como sua história está se encerrando. Me deixem contar o que está acontecendo nos tranquilos Mares do Sul neste momento. Este meu velho amigo está em grande perigo por causa de um tráfico vil que surgiu... E, a menos que seja interrompido, vai destruir totalmente essas colônias de pinguins. Essas aves estão sendo assassinadas em massa por causa do seu óleo. Grupos de homens atacam e os abatem a golpes de porrete ainda em seus ninhos, que as pobres aves se recusam a abandonar, de onde os mortos, os moribundos e os apenas atordoados são arrastados e jogados em caixotes de ferro para serem fervidos para a extração do seu óleo."
Um ano depois, em 1920, o primeiro-ministro australiano cancelou a licença para caçar pinguins, pondo fim à matança.
Estas informações vieram do livro "Pinguin", de Stephen Martin, altamente recomendado para os que buscam um livro curto e cheio de informações sobre os pinguins.

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Comentário
Como se não bastassem as atrocidades cometidas contra os pinguins na ilha Macquarie - NZ (descritos por Bruce Graham), ainda há o novo comportamento sexual dos pinípedes (a superfamília de mamíferos aquáticos que inclui focas, lobos-marinhos, leões-marinho e morsas).
Este novo comportamento sexual dos pinípedes não é de agora. Em 2006, biólogos do periódico Polar Biology viram, pela primeira vez, um lobo-marinho tentando copular com um pinguim-rei, em Marion Island, uma ilha subantártica que é lar de ambas as espécies.
Eles publicaram detalhes desse incidente e especularam, na época, que o ato sexual pode ter sido o comportamento de um animal frustrado, sexualmente inexperiente.
Em três dos quatro incidentes já registrados, o pinípede pagou o preço combinado pelo ato e deixou o pinguim ir embora. Mas, no quarto, a foca comeu, matou e depois comeu de verdade o pinguim. (Paulo Gurgel)
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12 julho, 2021

A fuga do polvo

Se você achava que o polvo Hank, personagem da animação Procurando Dory, era um mestre das fugas por acaso, é bom aprender mais sobre estes animais. Um caso curioso é do polvo Inky, que vivia no Aquário Nacional da Nova Zelândia – até decidir voltar para o oceano.
A fuga aconteceu em 2016, quando o animal teria escapado do seu tanque de aquário por meio de uma abertura deixada acidentalmente pela equipe do local. Quando seguiram as pegadas de Inky, eles descobriram que o animal havia fugido através de um buraco de drenagem que media cerca de 15 centímetros. Inky chegou ao aquário em 2014 após ser capturado por pessoas que pescavam lagostas. Na época, seus tentáculos estavam feridos e seu corpo cheio de cicatrizes – mas a recuperação foi tão boa que não impediu a fuga, dois anos depois.


De acordo com o The Washington Post, os polvos são animais bastante maleáveis, o que permitiu que Inky levasse a cabo sua incrível fuga. Sem deixar nenhuma nota de despedida, o animal aproveitou-se dessa característica para voltar ao oceano e se tornou conhecido graças ao feito, sendo aplaudido por defensores de animais do mundo todo.


O recado do polvo (outro caso relacionado com a locomoção desses octópodes fora da água).

07 setembro, 2020

Cabanas para náufragos

Após uma série de naufrágios no século XIX, o governo da Nova Zelândia começou a estabelecer cabanas em ilhas subantárticas remotas para o uso de náufragos, que de outra forma poderiam morrer de fome ou por exposição ao frio. Eram depósitos periodicamente abastecidos com lenha, rações, roupas, equipamentos de caça e pesca, remédios e fósforos.


As cabanas provaram seu valor em 1908, quando 22 tripulantes do barque francês Presidente Félix Faure naufragaram nas Ilhas Antípodas. (1) Uma delas ajudou a sustentá-los até que eles pudessem sinalizar a um navio de guerra que passava na costa.
Esse projeto foi descontinuado após cerca de 1927, quando a tecnologia de rádio melhorou e a antiga rota clipper (2) ficou fora de uso.

Castaway Depots, Futility Closet

N. do E.
(1) Ilhas vulcânicas inóspitas e desabitadas no Oceano Pacífico, ao sul da Nova Zelândia. Os britânicos consideravam essas ilhas antípodas da Grã-Bretanha, embora na realidade sejam antípodas do norte da França.
(2) A rota clipper caiu em desuso comercial com o aparecimento dos navios movidos a vapor e pela abertura dos canais de Suez e do Panamá. Contudo, ela continua a ser o percurso mais rápido para velejar ao redor do mundo.

04 maio, 2020

Mapas sem NZ

Um dos grupos hilariantes do Reddit é o MapsWithoutNZ (Mapas sem Nova Zelândia), dedicado à busca de mapas em que a Nova Zelândia não aparece.
Como neste tapete encontrado no Instagram:


A respeito de outro mapa sem NZ, o grupo discute:
  • Está faltando o lado do mapa. Não estou dizendo que estaria lá, mas não podemos ver que não está.
  • Sim, esta parece ser uma maneira muito fácil de obter toneladas de mapas sem NZ.
  • Mapa de Schrödinger.

23 abril, 2020

Um rio de pedras

Parece um rio completamente coberto por algum tipo de entulho, mas o que você vê no vídeo abaixo não é água. É literalmente um rio de pedras e cascalhos derramando por uma encosta. O fenômeno é chamado de fluxo granular e aconteceu na Nova Zelândia após a passagem do ciclone Gita.


(Heavy Rain From Ex Cyclone Gita Turns Rakaia River into a River of Rock)

O geólogo Dave Petley explica em que consiste um fluxo granular no Landslide Blog (o Blog dos Deslizamentos de Terra):
É um exemplo magnífico de fluxo granular. Embora pareça muito exótico, na verdade é um fenômeno bastante comum e muito bem descrito na literatura científica. Em essência, seixos e pequenas pedras se comportam como partículas de um fluido. Obviamente, a densidade desse fluido é muito maior que a da água e suas partículas são muito maiores, mas o rio de rochas que ele forma ainda é capaz de gerar as mesmas estruturas geológicas que os rios de água. Este caso, em particular, parece ter partículas bastante homogêneas, provavelmente greywacke (uma variedade de arenito). Essa uniformidade é o que torna o fluxo tão espetacular.
A propósito, se o vídeo não parecer perturbador o suficiente, é apenas para avisar que tentar se jogar em uma corrente semelhante é quase uma morte certa e nada agradável, afogado em poeira e rocha.
(http://es.gizmodo.com/este-es-el-aterrador-aspecto-de-un-rio-de-piedras-tras-1823318668)

Arquivo
formigas como fluidos
http://blogdopg.blogspot.com/2015/03/formigas-como-fluidos.html
o piche através do funil
http://blogdopg.blogspot.com/2012/12/uma-experiencia-de-longa-duracao.html
http://blogdopg.blogspot.com/2013/07/uma-experiencia-de-longa-duracao-2.html

30 maio, 2019

Força, kakapo!

"Esse pássaro não voa, mas vai pousar em seu coração."
O kakapo (Strigops habroptilus), também conhecido como caçapo ou papagaio-mocho, é uma espécie de papagaio noturno, endêmico da Nova Zelândia, notável por ser a única espécie da ordem dos psitacídeos incapaz de voar. Chega a pesar 4 kg, pode viver até 90 anos e produz filhotinhos apenas uma vez em períodos de 3 a 6 anos.
O kakapo é uma ave em perigo crítico de extinção. Em 2017, havia apenas 154 membros da espécie no mundo.
Cada um deles é conhecido por um nome exclusivo como Adelaide, Félix etc. E o mais famoso deles é o Siroco (imagem GIF), que já fez um documentário para a BBC.

Siroco tem uma conta no Twitter: https://twitter.com/Spokesbird

Força, kakapo!
Per ardua ad astra = Por (caminhos) árduos aos astros.
A insígnia da Força Aérea Real da Nova Zelândia é o kiwi, um pássaro que não sabe voar.
http://blogdopg.blogspot.com/2014/02/per-ardua-ad-astra.html

14 fevereiro, 2019

Não se meta em briga de polvo com foca

👩 O que causou esse arranhão em você?
👨 Acredite. Foi uma foca que me bateu no rosto com um polvo,
👩 Ora, conte outra...



Australiano estava remando em um caiaque, quando foi atingido pelos tentáculos de um molusco. O episódio ocorreu na Nova Zelândia.
Ele estava remando perto de uma ilha da Nova Zelândia quando notou uma movimentação estranha nas águas. Era uma briga feroz entre uma foca e um polvo. Ao perceber o conflito entre os animais, levou um susto maior ainda: foi atingido, no rosto, pelos tentáculos do molusco.
O passeio de caiaque estava sendo registrado por uma câmera - mal sabia o surfista que aquele dispositivo registraria imagens tão inusitadas. "Vi o polvo se debater no meio da luta, mas meu rosto estava no lugar errado, na hora errada", comentou Masuda ao site Yahoo News.
Ele contou que, apesar de o polvo ter quase sido engolido pela foca, ele (o polvo, bem entendido) conseguiu se agarrar ao caiaque no fim da luta e se salvar.

28 março, 2018

Gatos de ilhas

Em 1914, a borda do vulcão Whakaari (White Island), na Nova Zelândia, entrou em colapso, enterrando uma operação de mineração de enxofre e matando 10 homens.
"Notavelmente, houve um sobrevivente: o gato do acampamento, Peter the Great", observa Sarah Lowe, na Nova Zelândia Geográfica . "O gato voltou a Whakatane, talvez com uma vida a menos, mas com a virilidade intacta: muitos donos de gato da região rastrearam a genealogia de seu animal de estimação até essa besta robusta".


Diz-se que um gato despachou a última cotovia da Ilha Stephens, também na Nova Zelândia, tornando-se o único caso conhecido de um indivíduo ter extirpado uma espécie inteira.
Em 1893, foi instalado um farol na ilha, que passou a ter pela primeira vez ocupação humana. Com o faroleiro David Lyall, chegou também um gato doméstico chamado Tibbles, apenas um mas o suficiente para provocar uma hecatombe. Ao longo dos meses seguintes, o gato caçou e matou todas as cotovias que, como não voavam, não lhe conseguiam fugir. O gato trouxe várias das suas presas ao dono, que achou graça nos passarinhos e vendeu cerca de nove corpos ao Barão Walter Rothschild, um ornitólogo que os identificou como espécie: a cotovia-da-ilha-stephens. Era tarde demais, pois a voracidade do gato já tinha feito o seu trabalho.

Em seu diário, Mark Twain escreveu: "Um gato é mais inteligente do que as pessoas acreditam e pode ser ensinado a cometer qualquer crime".

Ver também: OS GATOS PLANEJAM MATAR VOCÊ

24 outubro, 2009

Uma cena do "cãotidiano"

A senhora Robyn Crook leva a passear seus dezoito cães em um carrinho de bebê. Esta situação (fotografada em Tauranga, Nova Zelândia) só é possível por dois motivos:
- os animais (da raça chihuahua) são de pequeno porte;
- o carrinho de bebê é o que se utiliza para trigêmeos.

Um leitor desconfiado desse número de animais, e que esteja pensando em contá-los, deve incluir em sua contagem aqueles cachorrinhos que se encontram no "porão" do carrinho.