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16 fevereiro, 2026

Omissão da Nova Zelândia nos mapas

A Nova Zelândia tem sido frequentemente omitida dos mapas do mundo. Considera-se que isso se deve ao uso generalizado da projeção de Mercator e à prática comum de mapeamento de colocar a Europa no centro, o que deixa a Nova Zelândia no canto inferior direito dos mapas, às vezes fazendo com que ela passe despercebida pelos cartógrafos, seja facilmente removida por um corte acidental ou simplesmente não adicionada por conveniência, ignorância ou preguiça.
Essa omissão recorrente se tornou um meme mundial. Há uma comunidade no Tumblr intitulada World Maps Without New Zealand e uma comunidade no Reddit, ou subreddit, conhecida como r/MapsWithoutNZ, ambas focadas nessa questão. No Reddit, há também comunidades semelhantes sobre a omissão da Flevolândia, nos Países Baixos; do Havaí, nos Estados Unidos; e da Tasmânia, na Austrália, nos mapas-múndi.
Finalmente, a justiça cartográfica.

28 setembro, 2020

Mercator - com inserção do tamanho real dos países


Há diversas projeções cartográficas (Mollweide, Narukawa etc.) para representar a Terra, sendo a mais famosa delas a projeção de Mercator, que é mostrada acima.
Amplamente usada nas cartas marítimas, o problema da projeção de Mercator é que ela distorce o tamanho dos países. Perto do Equador, está tudo ok, mas, quando você começa a se aproximar dos polos, tudo fica distorcido.
A Groenlândia, por exemplo, parece maior do que a América do Sul, onde estão o Brasil e mais onze países.
O mapa abaixo insere o tamanho real dos países na projeção de Mercator:


26 novembro, 2018

A projeção cartográfica de Mollweide

Karl Brandan Mollweide (3 de fevereiro de 1774 em Wolfenbüttel, Brunswick, agora Alemanha - 10 de março de 1825 em Leipzig, Alemanha)
Ele é lembrado pela projeção de Mollweide da esfera, uma projeção cartográfica que ele inventou para corrigir as distorções na projeção de Mercator, usada pela primeira vez por Gerardus Mercator em 1569. Mollweide anunciou sua projeção em 1805. Enquanto a projeção de Mercator está bem adaptada para as cartas marítimas, seu grande exagero de áreas terrestres em altas latitudes a torna imprópria para a maioria de outros propósitos. Na projeção de Mercator, os ângulos de interseção entre paralelos e meridianos e a configuração geral da terra são preservados, mas, como consequência, as áreas e distâncias são cada vez mais exageradas à medida que se afastam do equador. Para corrigir esses defeitos, Mollweide desenhou sua projeção elíptica:


August Ferdinand Möbius foi seu aluno notável.

O mapa-múndi de Narukawa

09 janeiro, 2016

Oceanos são enormes

A área mostrada sem terras é maior do que a China, o Canadá ou a Europa. Qual seria a sensação de estar no meio do Pacífico?

04 dezembro, 2013

Sobre os mapas que distorcem a Terra

As projeções cartográficas que representam a Terra em um plano distorcem a realidade. Todas. De sobra, é conhecido o caso da projeção de Mercator – a mais conhecida (e uma leve variação desta que é utilizada no Google Mapas) –, a qual distorce a forma e o tamanho dos elementos do mapa em função da latitude dos mesmos. Contudo, qualquer outra projeção que usemos terá alguma distorção. Um dos problemas do planeta em que vivemos, a Terra, é que esta se assemelha muito a uma esfera. E a esfera não é um corpo "desenrolável" (quer dizer, não é um corpo que se possa estender em um plano).
Muitas vezes é complicado entender as distorções dos mapas se não se está familiarizado com o globo terrestre com o qual possamos comparar a realidade frente à distorção de um mapa. Por isso aqui apresentamos uma forma intuitiva de ver como uma projeção cartográfica distorce notavelmente a realidade.
A cabeça sobre uma projeção do globo terrestre
Na imagem abaixo, veem uma projeção do globo terrestre sobre a qual foi pintada uma cabeça humana.
A cabeça transformada em uma projeção de Mercator
Ao mudar a projeção do globo para a projeção de Mercator vemos a aberração da cabeça. A cabeça sofre uma grande distorção em área e forma. As partes superior e inferior da cabeça carecem praticamente de qualquer valor visual, sendo praticamente irreconhecíveis o crânio normal e a presença de um pescoço.

Mas, se a projeção de Mercator é tão deplorável... por que é a principal projeção utilizada nos últimos quatro séculos? Não é porque estejamos diante de um sistema opressor que pretende dar importância ao hemisfério norte, como dizia Peters. Mas, sim, porque esta projeção preserva o rumo. Se nos situarmos em algum ponto do mapa em um navio e traçarmos uma linha seguindo uma orientação (noroeste, por exemplo), se mantivermos essa orientação de forma constante, precisamos recorrer à linha que traçamos no mapa. Esta característica foi a chave para a navegação até alcançarmos os avanços tecnológicos das últimas décadas.[...]
Resumindo
Todas as projeções sobre um plano distorcem a realidade. A única representação da Terra que não a distorce é o próprio globo terrestre.
Vídeo
Abaixo, um vídeo da série "West Wing" (versão em espanhol) no qual se fala sobre o tema.