Mostrando postagens com marcador diplomacia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador diplomacia. Mostrar todas as postagens

29 novembro, 2023

A Guiana Brasileira

Sempre que olhamos para a parte norte do mapa da América do Sul, vemos as "guianas", territórios cuja integração cultural e social é quase inexistente conosco. Inclusive, sabemos muito pouco sobre esses locais. Contudo, muita gente também desconhece os encantos da Guiana Brasileira — sim, o Brasil tem uma guiana para chamar de sua!
Estamos falando do estado do Amapá, no extremo norte do Brasil. Essa região é considerada a guiana brasileira, mas não por ser vizinha da Guiana Francesa. Acontece que a palavra "guiana" era usada pelos colonizadores europeus para identificar essa vasta região do continente.

Wikimedia

Com o passar dos anos, a disputa entre os países europeus fez com que surgissem divisões nessa região, como a Guiana Espanhola (Venezuela), a Guiana Britânica (Guiana), a Guiana Holandesa (Suriname), a Guiana Francesa e a Guiana Brasileira (Amapá).
A região da Guiana Brasileira foi motivo de disputas diplomáticas e conflitos violentos por séculos. No começo, os portugueses e franceses disputavam a região da "Tucujulândia", como também era conhecida a região que hoje chamamos de Amapá.
Durante os anos de 1700 e 1900, franceses, portugueses e brasileiros travaram guerras na região reivindicando o território. Tratados foram assinados para tentar conter os conflitos, mas eram constantemente desrespeitados.
Após a independência do Brasil, os franceses não reconheciam que a antiga Guiana Portuguesa era, agora, a Guiana Brasileira. Em 1890, houve um julgamento internacional para tratar do caso, na Convenção de Genebra.
O diplomata José Paranhos, conhecido como Barão do Rio Branco, apresentou provas de que os franceses não tinham nenhum direito ao território contestado e o Brasil foi oficialmente reconhecido como dono daquelas terras.
O território da Tucujulândia foi incorporado à região do Pará, mas em 1943 foi desmembrado do estado pelo presidente Vargas. Com a Constituição de 1988, finalmente tornou-se um estado brasileiro.

19 fevereiro, 2021

Uma reunião com Himmler

Na madrugada de 21 de abril de 1945, o sueco Norbert Masur, como representante do Congresso Judaico Mundial, se reuniu com o chefe da Gestapo, Heinrich Himmler. Uma reunião para uma conversa cheia de perigos em que a diplomacia levada ao extremo demonstrou ser útil.
Naquela época, Himmler sabia que a guerra estava perdida, mas precisava se explicar sobre as atrocidades cometidas contra os judeus.
Ele defendeu a necessidade dos campos de concentração, concluindo: "Para acabar com as epidemias fomos forçados a incinerar os corpos das muitas pessoas que morreram das doenças. Foi, por isso, que tivemos que construir os crematórios".
O representante judeu odiou especialmente essa explicação, mantendo-se em silêncio.
Mas...
Como resultado da visita de Masur, Himmler permitiu que cerca de 7.000 mulheres judias deixassem o campo de concentração de Ravensbruck, sob a proteção da Cruz Vermelha Sueca.
Via Metafilter

Um mês depois desse encontro, Himmler se matou ingerindo uma cápsula de cianureto.

18 dezembro, 2014

EUA e Cuba reatam relações diplomáticas

- Quando volveremos a hablar con los Estados Unidos, Fidel?
- Quando el papa sea argentino como tu, Che.
- Quê?
- Y el presidente americano sea negro, democrata y Nobel de la Paz.
- No me jodas, Fidel!!!
Felipe Pena



Tuitaram...
– EUA e Cuba retomando as relações diplomáticas, e o que isso quer dizer: são tempos difíceis para um "reaça". ~ Alexandre Silva
– Alguém tem dúvida que o San Lorenzo atropelará o Real Madrid no sábado? ~ Otávio Fortes
– "Coxinhas" e a direita tupiniquim vão cortar os pulsos. Obama teve um ataque bolivariano. ~ Fábio Gomes
– PSDB pede que ONU reconheça Fulgêncio Batista como verdadeiro presidente cubano. ~ Rodrigo Vianna
– Com a aproximação entre EUA e Cuba, quanto tempo vai demorar para o PSDB dizer que a ideia do Porto de Mariel é deles? ~ Fabrício Condé

30 julho, 2014

O diplomata Paranhos

O brasileiro José Maria da Silva Paranhos Júnior, Barão do Rio Branco (Rio de Janeiro, 20 de abril de 1845 — Rio de Janeiro, 10 de fevereiro de 1912), foi advogado, diplomata, geógrafo e historiador.
É uma das figuras mais importantes da história do Brasil.
Sua maior contribuição ao País foi a consolidação das fronteiras brasileiras, em especial por meio de processos de arbitramento ou de negociações bilaterais, dos quais se destacam três questões de fronteiras:
Palmas
Em 1895, conseguiu assegurar para o Brasil uma boa parte do território dos Estados de Santa Catarina e Paraná, em um litígio contra a Argentina que ficou conhecido como a questão de Palmas. Essa arbitragem foi decidida pelo presidente norte-americano Grover Cleveland.
Amapá
Obteve uma vitória sobre a França, em 1900, a respeito da fronteira do Amapá com a Guiana Francesa, uma causa ganha pelo Brasil numa arbitragem do governo suíço. A fronteira foi definida pelo rio Oiapoque.
Acre
O prestígio obtido nos dois casos anteriores fez com que Rodrigues Alves escolhesse Paranhos para o posto máximo da diplomacia em 1902, quando o Brasil estava justamente envolvido em uma questão de fronteiras, desta vez com a Bolívia.
Esta tentava arrendar uma parte do seu território a um consórcio empresarial anglo-americano. A terra não era reclamada pelo Brasil, mas era ocupada quase que integralmente por colonos brasileiros, que, liderados por Plácido de Castro, resistiam às tentativas bolivianas de expulsá-los, no episódio que ficou conhecido como "Revolução Acreana".
Em 1903, assinou com a Bolívia o tratado de Petrópolis, pondo fim ao conflito dos dois países em relação ao território do Acre, que passou a pertencer ao Brasil mediante compensação econômica e pequenas concessões territoriais. Esta é a mais conhecida obra diplomática de Rio Branco, cujo nome foi dado à capital daquele território, hoje Estado.
Sua morte, durante o carnaval de 1912, alterou o calendário da festa popular naquele ano, para que os brasileiros guardassem luto e lhe rendessem as homenagens.
"Morreu ontem o Barão do Rio Branco. Há dias a sua vida era a agonia prolongada pelos recursos da ciência. A cidade, os estados, o país inteiro, as nações vizinhas, a América, o mundo indagavam ansiosa da saúde do grande homem. E o grande homem caíra para não se levantar. Fora como um imenso soble (sic), que resistindo anos e anos ao vendaval e à intempérie, dominando a vida, de repente estala e cai. Dizer do Barão do Rio Branco uma rápida impressão de dor, de luto, de lágrimas, quando o país inteiro soluça é bem difícil. E sua obra foi enorme e grandiosa. Ele teve duas vidas: a do jornalista de talento que se fez cônsul e a do cônsul que se transformou no maior dos brasileiros pelo seu desinteressado amor à Pátria, e no maior dos diplomatas contemporâneos pelo seu alto espírito, pela alta compreensão da função que exercia. Ele foi o dilatador do Brasil, alargando-o e aumentando-o em terras, graças ao seu engenho, sem um leve ataque à justiça e ao direito." Gazeta de Notícias, 11 de fevereiro de 1912
Por ajudar na consolidação do território nacional, sempre buscando soluções pacíficas para os conflitos com os vizinhos do Brasil, o Barão do Rio Branco é o patrono da diplomacia brasileira. Ele, sem um leve ataque à justiça e ao direito, acrescentou cerca de 900 mil quilômetros quadrados ao território brasileiro.

Manu militari
Ya poca Palestina queda: paso a paso, Israel la está borrando del mapa, Eduardo Galeano

01/08/2014 - Como era a Palestina em 1896
Uma filmagem da Palestina por cinegrafistas contratados pelos irmãos Lumière, em 1896, foi divulgada recentemente graças a Lobster Films. Ela mostra os palestinos de todas as fés - cristãos, judeus e muçulmanos - vivendo, lado a lado, e rezando, lado a lado.