07 fevereiro, 2008

O colecionador

Numa conversa com o empresário Gaudêncio Lucena, com o qual tenho laços de família, eu descubro que ele é um numismata. Coleciona cédulas do Brasil e de muitos países, sendo ele um grande estudioso sobre a história da moeda.
Além disto, o empresário colecionador mantém um website sobre a numismática com muitas interessantes seções. Que vão do utilitário ao curioso, fazendo a abordagem dos seguintes temas: padrões monetários, índices econômicos, cédulas raras e engraçadas, cotações das moedas, cédulas brasileiras, curiosidades etc. Neste, existe ainda uma reprodução de sua coleção particular de cédulas para a apreciação dos interessados.
O website também disponibiliza para leitura e download o livro “HISTÓRIA DO DINHEIRO”, de Newton Freitas, com ilustrações do chargista Sinfrônio, e um mural eletrônico para que os adeptos do hobby negociem suas cédulas e moedas.

06 fevereiro, 2008

666, finalmente

Desde que a Bíblia relacionou este número com a Besta (Apocalipse, 13:17, 18) que as pessoas tentam ver a sua presença em nosso mundo. Assim, em tempos passados, ela já foi identificada com Nero, Napoleão e Hitler, dentre outros. E, na época atual, são Bush e Bin Laden que emitem os mais fortes sinais de sua presença.
A verdade é que quase todo nome pode ser decodificado como 666. Dependendo do sistema de cálculo e/ou da língua escolhidos pelo aprendiz de Nostradamus com o fim de chegar ao nome desejado.
Isto inclui, ultimamente, o uso das línguas da computação.
Mas, aqui, 666 só quer dizer uma coisa: o número da postagem que hoje alcancei no Blog.

05 fevereiro, 2008

Um trocadilho médico


Observa-se na legenda do cartoon.
A frase que o paciente diz ao médico, cuja tradução é: “Eu tive parte do meu cólon removida.”
Mas que, como trocadilho, faz sentido apenas em inglês. Porque:
1) semicolon = parte do cólon (intestino grosso);
2) semicolon = ponto-e-vírgula.

Pirâmide humana

- Recomendação do Blog:
Não tente fazer isto sozinho.

04 fevereiro, 2008

Ruminando...

Entraram para a história da propaganda estes versos que Bastos Tigre fez para o Rhum Creosotado:

“Veja ilustre passageiro
O belo tipo faceiro
Que o senhor tem a seu lado
E, no entanto, acredite
Quase morreu de bronquite
Salvou-o o Rhum Creosotado.”


Eram lidos em “reclames” colocados nos bondes do Rio antigo. Vamos e venhamos que os versos publicitários de Bastos Tigre tenham ajudado a dar longa vida ao Rhum Creosotado, pois até hoje o tal xarope existe. Confira.
Ainda que o poeta, com planos literários mais altos, não gostasse de assumir a paternidade dos versos. Deixando sem graça o responsável pelo Blog, que neles foi se inspirar para a seguinte paródia:

Veja ilustre internauta
Que nem assunto me falta
Quando dão por confirmado
Que esse triste bagulho
Quase morreu num mergulho
Salvou-o um Pum arretado.


02 fevereiro, 2008

A sociedade

Já está se acostumando a tanta violência que há risco de o estupro passar a ser considerado um ato cordial. PGCS

Eis uma cena do tempo em que gritar valia a pena.

Ponto e Vírgula

Era uma vez uma Vírgula que vivia na página tal de um livro. Colocada entre duas orações coordenadas assindéticas, ela se julgava a mais infeliz das criaturas. E fazia da linha onde virgulava o seu muro das lamentações. Por algum tempo, pensou-se que o problema da Vírgula seria apenas inveja da Aspa (com a qual guardava certo parentesco). Pois a Vírgula tinha sido vista, em diversas ocasiões, a dizer coisas depreciadoras sobre a Aspa. Que esta, além de não botar os pés no chão, só servia para aspear gírias etc.
Pelas asperezas que eram endereçadas à outra, a invídia realmente acontecia. Porém, o que infelicitava a Vírgula era mais embaixo: um outro tipo de ressentimento. Uma paixão desmedida, cega e doentia pelo tal Ponto Parágrafo. Do tipo paixão não correspondida, uma vez que o Ponto nem sequer olhava para ela. Mas, espere aí... Pontuando a palavra "timidez", não padeceria ele de igual defeito?... Ah, a Vírgula se perguntava e não obtinha uma resposta convincente. O Ponto era um fechado em si mesmo.
Formavam-se rodas para discutir a situação da desolada Vírgula.

Leia o conto todo no Preblog.

01 fevereiro, 2008

Fototrova # 2



Fazendo backups diários
(em que só há um senão:
os disquetes ordinários.)
Só Cristo salva, meu'rmão.



PGCS

Lego

Meio século de existência deste brinquedo que já vendeu 400 bilhões de peças em todo o mundo.
Leia a notícia aqui.
Para homenagear o cinqüentenário do Lego organizei um slideshow. À base de objetos feitos com os famosos “tijolinhos”.
Aviso
Slide.com fechou suas portas em 6 de março de 2012. A partir desta data, este slideshow deixou de estar disponível na web. Contudo, as imagens que faziam parte do mesmo podem ainda ser vistas sob a forma de álbum no Google+.

30 janeiro, 2008

O dínamo literário Marcelo Gurgel

Não bastasse o seu imenso trabalho na organização do livro “Dos Canaviais...”, que foi lançado com grande sucesso na noite de 28/01, no auditório da OAB – Ceará (em solenidade presidida pelo Dr. Hélio Leitão, presidente da entidade e a quem a nossa família agradece os préstimos), Marcelo Gurgel (foto) vai estar hoje no Centro Cultural Oboé para uma nova noite de autógrafos.
Trata-se do lançamento do livro “Medicina da UFC 1977 – 2007: 30 Anos de Formatura da Turma Prof. José Carlos Ribeiro”, do qual ele foi também o organizador. Contando com cerca de 40 textos, produzidos por 24 colegas, nos moldes de um memorial da saudade, esta obra representa uma alentada contribuição ao resgate da História da Medicina no Ceará nas últimas décadas.

Serviço
Dia: 31 de janeiro de 2008 (quinta-feira)
Hora: 19h30min
Local: Rua Maria Tomásia, 531. Fone: 3264 7038

O urso cor de rosa

No mês de dezembro, esteve em exposição na Galleria L’Immagine, em Milão - Itália, este simpático urso.


Uma obra que o artista plástico Maurizio Savini esculpiu (mais provavelmente, “escuspiu") com um material bem atípico: goma de mascar.
No sabor morango, presume-se.

A fantasia onipotente

De Rubem Alves, em "O Médico":
“Houve um tempo em que nosso poder perante a Morte era muito pequeno. E, por isso, os homens e as mulheres dedicavam-se a ouvir a sua voz e podiam tornar-se sábios na arte de viver. Hoje, nosso poder aumentou, a Morte foi definida como inimiga a ser derrotada, fomos possuídos pela fantasia onipotente de nos livrarmos de seu toque. Com isso, nós nos tornamos surdos às lições que ela pode nos ensinar. E nos encontramos diante do perigo de que, quanto mais poderosos formos perante ela (inutilmente, porque só podemos adiar...), mais tolos nos tornaremos na arte de viver.

Ilustração: “Ciência y Caridad”, de Pablo Picasso (1897), obtida na galeria “Arte e Medicina” do e-emergencia.com, um site em que podem ser vistas reproduções de quadros de outros pintores célebres sobre o tema.

Na blogosfera - 21

Foi republicado em Antena Paranóica, de Nonato Albuquerque, o meu texto “A Mulher do Próximo”. Profissional da mídia, Nonato edita urbi et orbi um dos melhores blogs de que tenho conhecimento.
Dentre os últimos comentários, agradeço o que me enviou o médico Augusto, após haver lido a postagem “Adios Nonino”. Augusto publica na Argentina um blog em que a poesia é destaque: Un lugar, mi lugar, ao qual recomendo visita.

29 janeiro, 2008

Pé chato

De cara, digo, de pé, o conscrito que apresenta o problema é dispensado do serviço militar. Por ser considerado que tem um impedimento para fazer as marchas de longa distância.
Ortopedistas e podólogos discutem a respeito das variações do arco plantar e de suas conseqüências em reuniões científicas.
Mas é de um popular, entrevistado num programa de televisão, a melhor definição do que é um pé chato:

“É o que pisa no pé dos outros e não pede desculpa.”

28 janeiro, 2008

Um livro para Luiz Carlos da Silva

É hoje (às 19h30min) a solenidade de lançamento do livro “Dos canaviais aos tribunais – a vida de Luiz Carlos da Silva”. Uma obra comemorativa dos 90 anos de idade (se vivo estivesse) do professor e advogado Luiz Carlos, meu pai.
Faz a sua apresentação o médico Marcelo Gurgel Carlos da Silva, um dos organizadores da obra e filho do homenageado.

Local: OAB – Seção Ceará, na Avenida Pontes Vieira, 2.666 – Dionísio Torres, em Fortaleza.

27 janeiro, 2008

“Adios Nonino”

Lindíssima música de Astor Piazzola (1921 – 1992) aqui tocada por seu Quinteto, com Piazzola ao bandoneón. Pelas circunstâncias em que foi composta (morte recente do pai, a quem Piazzola dedicou esta música), "Adios Nonino" transmite ao ouvinte uma densa carga emotiva. E, ao lado de "Libertango" e "Balada para um loco", está entre as composições mais conhecidas e interpretadas do maestro argentino.
Todavia, as suas músicas nem sempre foram bem recebidas nos redutos dos tangueros tradicionais. A estes críticos, Astor Piazzola dizia que compunha "música contemporânea de Buenos Aires". Com a qual, porém, obteve o reconhecimento público de haver sido, na segunda metade do século XX, o grande inovador do tango argentino.
Dentre os amigos que teve no Brasil, podemos citar o poeta Vinicius de Morais e o maestro Tom Jobim (com quem Piazzola chegou a tocar).

(vídeo incorporado em 04/12/2020, substituindo outro)

25 janeiro, 2008

A Mulher do Próximo

A mulher do lojista é de fechar o comércio.
A do estelionatário é uma falsa.
A do escritor não está prosa.
A do motorista é uma cheia de curvas.
A do teatrólogo vive a fazer cena.
A do jardineiro tem minhocas na cabeça.
A do lenhador é de lascar!
A do militar é uma parada.
E a do estuprador, coitada!

A mulher do cabeleireiro é uma cabeça feita.
A do maître é uma para quinhentos talheres.
A do surfista vai na onda dos outros.
A do metalúrgico é um mulheraço.
A do tipógrafo não dorme no ponto.
A do andarilho é um pedaço de mau caminho.
A do guarda-florestal vive na moita.
A do estivador tá com tudo em cima.
E a do gay nem vem que não tem.

Publicado em 1989 na antologia "Letra de Médico", com a precaução de não incluir a mulher (adivinhe como ela é) do pneumologista. Texto postado também no Preblog.

O Homem do Contra

Começa pelo signo, que é aquele dos peixinhos, um no sentido contrário do outro. Sua cor é a amarela. Em contrapartida, sua pedra é qualquer uma que incomode no sapato.
Seu prato favorito, o contrafilé, e sua bebidinha, o licor "Cointreau". No círculo de amizade, apenas estão os contraparentes.
O medo que sente do mar. Para contrabalançar tentou a carreira na Marinha. Desistiu, porém, ao perceber que levaria tempo demais para chegar a contra-almirante.
Numa contradança, conheceu a mulher de sua vida. Era contramestra. Depois de avaliar todos os contras, topou o himeneu. Mas ainda não têm filhos por causa dos contraceptivos.
Nas horas de ócio, toca contrabaixo pelo prazer de estar nas contra-oitavas. Ou, então, lê livros e mais livros embora não passe das contracapas.
Rigoroso no ato de comprar, não admite ser logrado no contrapeso. No entanto, quando a mercadoria é de contrabando fecha negócio na contraluz, isto é, no escuro.
Não receia andar na contramão. Se flagrado, sorri contrafeito e enfrenta a multa com uma contraproposta. Quando necessário vai fundo na contravenção.
Periodicamente, sofre de uma contratura muscular que contraverte a lógica. Porque só experimenta alívio quando toma um medicamento contra-indicado.
E acha que os tempos mudaram para melhor, mercê dos contratempos. Está firme no contrapé. E, contra tudo e contra todos, crê na vitória definitiva do contra-senso.
Eis aí a resenha comportamental de um homem do contra. Um homem do contra em meio às contradições de sua época.

Publicada em 1989 na antologia "Letra de Médico". Também postada no Preblog.

24 janeiro, 2008

Coisa com coisa

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Geração de ouro

Registro os vinte anos de falecimento do jornalista Morais Né (Antonio Alves de Morais) que fez parte da chamada “geração de ouro” do jornalismo cearense. Graças à amizade que tive (ainda tenho) com o seu filho, o médico cardiologista Vladimir Morais, eu passei também a privar da amizade ao pai jornalista.
De quem recordo a lhaneza, a conduta ética, o amor à família, a competência profissional, a cultura, o compromisso social, a devoção à causa ecológica, dentre os muitos atributos deste cearense de Campos Sales, que é ainda hoje um dos referenciais da nossa imprensa.
No transe mais difícil de sua vida, acometido de grave enfermidade, honrou-me ao confiar em meus saberes profissionais para que eu cuidasse de sua saúde. Dou o testemunho da bravura com que enfrentou todos os sofrimentos infligidos pela doença.
Neste dia de saudades, integro-me aos que estão a lembrar o grande homem que foi Morais Né.

22 janeiro, 2008

Uma regra aérea


"Quando em dúvida mantenha a sua altitude. Ninguém colidiu jamais com o céu."

No original: "When in doubt, hold on to your altitude. No one has ever collided with the sky."
In: When in Doubt, Kiss the Fish, por John Kremer com ilustrações de Phil Frank.

Paradoxo

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O relógio é do sol...

mas é a sombra que marca as horas.

Indecisão

Ainda não decidi qual "japa" fez o melhor cartaz.

Longevidade feminina - 2



Outra das razões encontradas para explicá-la é que os homens desconhecem que, pela ação da gravidade, as balas apresentam uma trajetória em parábola.

21 janeiro, 2008

"Dos canaviais aos tribunais"

“Em janeiro de 2007, em uma das costumeiras reuniões domingueiras de nosso ‘clã’ familiar, apresentei aos meus irmãos uma proposta de organizar um livro sobre o nosso pai, Luiz Carlos da Silva, a ser lançado em janeiro de 2008, por ocasião do seu nonagésimo natalício, se vivo ele fosse.”

Com estas palavras, o médico Marcelo Gurgel, meu irmão, inicia a apresentação do livro “Dos canaviais aos tribunais”, do qual foi o principal organizador, sobre a vida do professor e advogado Luiz Carlos da Silva, nosso pai. Na organização do livro, Marcelo contou também com a incansável colaboração da jornalista Márcia Gurgel, uma de nossas irmãs. E, na obtenção de muitos dos textos que compõem a obra, com os pendores memorialistas que iam se revelando em todos nós, filhos do biografado.
Alguns textos de autoria paterna, localizados após muita busca e pesquisa por Marcelo, foram oportunamente incorporados ao livro. Como também os depoimentos que foram feitos por colegas, amigos, clientes e alunos de Luiz Carlos a respeito de nosso genitor.
E a obra “Dos canaviais aos tribunais” ainda incluiu muitos registros fotográficos e ilustrações. Sendo a fonte para estas últimas as peças de tapeçaria criadas por Elda Gurgel e Silva, a mãe tecelã da qual admiramos a arte (e outros dons).
Completam as homenagens ao biografado a data e o local que estão escolhidos para o lançamento do livro: o dia 28 de janeiro (às 19h30), por ser a data em que ele nasceu, e a sede da OAB – Ceará (na avenida Pontes Vieira, nº. 2.666, em Fortaleza), uma entidade à qual Luiz Carlos tinha muito orgulho em ser filiado.

20 janeiro, 2008

Bororó

Nascido no bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, o violonista e compositor Bororó (1898 – 1986), cujo nome completo era Alberto de Castro Simões da Silva, não deixou uma obra musical vasta. Registra o Dicionário de Cravo Albin de Música Popular Brasileira apenas seis composições de Bororó. Duas delas, porém, são páginas musicais antológicas: “Da cor do pecado” e “Curare”, que já foram gravadas por muitos grandes cantores da MPB.
Bororó era também conhecido pelo mau humor. Como mostra esta passagem de sua vida, relatada por Chico Buarque numa entrevista (*) a Luiz Roberto de Oliveira, em 16/11/96.
Chico Buarque: Um dia eu encontrei o Bororó num escritório de direitos autorais, e eu não o conhecia. Falei: “Bororó, que coincidência, muito prazer, Chico Buarque, e tal! Você sabe que ontem (e era verdade), ontem à noite eu estive na casa do Tom, e ele ficou tocando músicas suas?” E, então, Bororó respondeu: “Ele toca, mas não grava.”
Tom Jobim anularia esta crítica, algum tempo depois. Ao entrar em estúdio para gravar com Miúcha a canção “Sublime tortura” de Bororó.

Abaixo, interpretações para duas composições de Bororó:
1) "Curare" com João Gilberto, em vídeo


2) "Da cor do pecado" com Fagner, em áudio
www.paixaoeromance.com

(*) a entrevista completa está disponível aqui.

19 janeiro, 2008

A conferir

Deu na Folha Online...

Que a Microsoft solicitou patente para um novo software capaz de acompanhar o desempenho de um indivíduo na frente do computador ao monitorar suas expressões faciais, ritmo cardíaco, pressão sanguínea, temperatura corporal etc. - tudo por meio de sensores sem fio.

Isto talvez controle algumas cenas deploráveis que vêm acontecendo em certas empresas, ultimamente.

Tradução: PGCS

Cordeiros

Vendo a reportagem na televisão eu tomei conhecimento de que o carnaval baiano passa por uma dificuldade: recrutar cordeiros. Os cordeiros são aquelas pessoas contratadas pela organização dos blocos para garantir a segurança dos foliões pagantes. Fazendo o trabalho por meio de cordas que criam um espaço exclusivo para os foliões dos blocos, isolando estes dos chamados “pipocas”. Como lidam com cordas são conhecidos por cordeiros. Agora, porque não estão se apresentando para o trabalho desta temporada a explicação parece óbvia. O anúncio de diárias de apenas 20 reais para os cordeiros que estiverem dispostos a encarar o empurra-empurra da avenida.
Mas será que existe mesmo a ocupação de cordeiro?
Uma consulta on line na Classificação Brasileira de Ocupações (CBO) do Ministério do Trabalho e Emprego me mostra que a ocupação existe oficialmente.


Só que os cordeiros da CBO são de outro "rebanho". Pois pertencem ao grupo dos mantenedores de edificações, têm o código 9914-10 e são descritos como conservadores de fachadas. O que significa dizer que dependem de cordas para o trabalho, também.
Aliás, dependem das cordas para a vida.

18 janeiro, 2008

Branca das Neves

Era uma vez uma moça de coração bom (frise-se isto) que se chamava Branca das Neves. Órfã de pai, mãe e ama-seca, ela vivia na companhia de uma senhora de estranhos poderes. Má Drástica, a que tinha os cabelos pretos como a asa do corvo. E que planejava, sem que Branca soubesse, arrancar-lhe o coração para substituí-lo por um "Jarvik-7". Para tanto, a senhora Má contava com um grande trunfo: a faca de ponta do terrível Gargamel.
Mas Gargamel era um boquirroto. Num porre de hidromel, ali por volta da "ônzima" caneca, ele foi, bateu com a língua nos dentes (embora não tivesse estes). A inconfidência de Gargamel, feito ondulação de trigal, propagou-se por todo o reino e todos tomaram conhecimento do plano da senhora Má. Branca das Neves também soube, mas ficou sem acreditar. Foi preciso que pessoas chegadas lhe mostrassem a guia de importação do "Jarvik-7", logo após surrupiá-la de Má Drástica.
A moça Branca ficou apavorada. Se a idéia de vir a ter um coração novo, de plástico mais alumínio, já a inquietava, imagine a de viver atrelada a um trepidante compressor... Era de tremer nas bases. Defendendo o recôndito, passou a usar um califom reforçado em seus passeios na floresta. Com isso, o dia "D" que chegasse.
Numa tarde sépia de outono, Gargamel levou Branca das Neves a um passeio na floresta. Tinha a ordem da senhora Má para arrancar o coração de Branca, mesmo sem anestesia local. Era o dia "D". Então, mata adentro, os dois caminharam durante muito tempo. Chegando a uma clareira, Gargamel consultou o seu relógio "Seiko-No-Iê" a ver se já era a hora "H". Era. Mas nisso, Branca das Neves levou Gargamel a um passeio no talão de cheques. E por 3$800 teve a vida poupada. A bem dizer, o "Jarvik-7" era só uma encenação de Má Drástica. Depois de sacado o coração, Branca não teria direito a reposição nenhuma.

Continue a ler este conto no Preblog.

17 janeiro, 2008

Decifrando a dengue

O Ministério da Saúde (MS) está a enviar para a classe médica um material técnico (CD-ROM, revista e fôlder) de orientação sobre a dengue. Contando, nesta sua ação educativa, com o apoio do Conselho Federal de Medicina (CFM).
Inicial, mitos e erros, aspectos clínicos, epidemiologia, casos clínicos, manejo, organização dos serviços e bibliografia compõem o material distribuído.
Dele extraí um pequeno trecho para a divulgação no Blog:

A ocorrência de mortes durante uma epidemia de dengue pode estar relacionada com a cepa do vírus circulante ou com a situação de imunidade da população. Entretanto, independentemente dessas características, a letalidade pode ser reduzida se o doente for abordado de maneira correta e o serviço de saúde estiver preparado adequadamente.
Isso significa que o paciente com dengue deve receber tratamento individualizado dentro de um sistema de saúde com profissionais capacitados.
Tão importante quanto evitar a transmissão da doença é a capacitação dos médicos e a organização dos serviços de saúde, desde os centros de atenção primária até os hospitais de maior complexidade.
É sabido que não há vacinas ou droga específica contra a dengue, entretanto, isso não significa que a doença não tem tratamento. Medidas simples tais como identificar os sinais de alerta/alarme e iniciar hidratação podem ser salvadoras ao impedirem a evolução para as formas graves da dengue.

Não esqueça: a dengue se combate todos os dias!

Penso, logo cito - 5

Woody Allen, cineasta e escritor norte-americano:


O leão e a ovelha poderão se deitar juntos, mas a ovelha não conseguirá dormir.

16 janeiro, 2008

Caminhando e aprendendo – 12

O UMARIZEIRO
Faz algum tempo que eu não atualizo esta seção. Mas, há alguns dias, em minha caminhada pelo Parque do Cocó encontrei o assunto que faltava. Ao me deparar com um solitário umarizeiro em pleno estado de floração. E a exibir, com seus cachos de flores amarelas, uma beleza que simplesmente me surpreendeu.
Situado na trilha principal do parque, num trecho em que há poucas árvores, costuma ser o umarizeiro um “oásis” pelos momentos de sombra que oferece aos caminhantes. Em decorrência de haver crescido no meio de uma trilha muito percorrida, justamente em sua parte mais ensolarada. Apesar de não passar de uma árvore de pequeno porte (pelo menos o exemplar que ora descrevo).
Em sua nova beleza, o umarizeiro estava a sediar uma convenção de besouros-do-cão. Aqueles besouros grandes, escuros, zunidores e que nos assustam pela mania de voar em nossa direção. E que são também chamados de mangangás (ou mangagás, os quais significam grandes, enormes) pela nossa gente.
Havia-os ali em grande número, voejando e zumbindo em torno da copa do umarizeiro. E eles pairavam, de instante a instante, sobre aqueles cachos de flores amarelas. Detive-me alguns minutos para apreciar o espetáculo, e também para fotografar árvore e besouros. Estes eram muitos, muitíssimos, alguns simplesmente enormes, porém eu não sentia medo algum.