Mostrando postagens com marcador terrorismo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador terrorismo. Mostrar todas as postagens

29 outubro, 2020

O terrorismo estocástico

Em 2011, um escritor anônimo cunhou o termo "terrorismo estocástico" para se referir ao "uso da comunicação de massa para incitar atores aleatórios a realizar atos violentos ou terroristas que são estatisticamente previsíveis, mas individualmente imprevisíveis", ou, em outras palavras, "remotos" (assim como controlar o terror pelo lobo solitário).
🎲Em teoria probabilística, o padrão estocástico é aquele cujo estado é indeterminado, com origem em eventos aleatórios. Por exemplo, o lançar de dados resulta num processo estocástico, pois qualquer uma das 6 faces do dado tem iguais probabilidades de ficar para cima após o arremesso.
Estocástico, portanto, significa "ter uma distribuição de probabilidade aleatória ou padrão que pode ser analisado estatisticamente", mas que são difíceis de prever com precisão. Mensagens vitriólicas divulgadas por especialistas como Glenn Beck, Sean Hannity e Bill O'Reilly terão o mesmo efeito que as chamadas gravadas por Osama bin Laden à violência, alertou o escritor em 2011.
Alguém, em algum lugar, reagiria - é difícil prever quem e quando.
Trump foi frequentemente acusado de incitar a violência. Em agosto de 2016, como candidato à presidência, ele sugeriu que o "pessoal da segunda emenda" poderia fazer algo para impedir que sua adversária, Hillary Clinton, escolhesse juízes liberais, se ela vencesse a eleição daquele ano.
A implicação era clara: as pessoas que confiam no direito constitucional de portar armas (presumivelmente proprietários de armas) tinham um meio único de impedir seu rival democrata. Trump negou que ele estivesse incentivando para Clinton para ser baleada. Rolling Stone e outros apelidaram de um caso de terrorismo estocástico .
O termo foi rapidamente adotado pelo Pell Center for International Relations and Public Policy, entre outros, para descrever as declarações de campanha tingidas pela violência de Trump. Pell também lembrou um possível exemplo de terror estocástico dos anos 60: os jornais e panfletos de Dallas acusaram John F. Kennedy Jr. de ser um "traidor" e um "comunista" pouco antes de ele ser por lá assassinado.
Os motivos do assassino de Kennedy, Lee Harvey Oswald, nunca foram totalmente compreendidos. Mas alguns biógrafos acreditam que a atmosfera de "ódio, histeria e medo" em Dallas culminou em sua morte.
Durante anos, autoridades dos EUA vêm dizendo que o terrorismo doméstico está aumentando, particularmente à direita. Mas depois que Trump assumiu o cargo, o governo cortou o financiamento para o programa Combate ao Extremismo Violento (CVE) do Departamento de Segurança Interna - exceto para abordar o terrorismo de inspiração islâmica. Foi um erro perigoso, disseram ativistas anti-terrorismo na época .
"Temos centenas de milhares de cidadãos soberanos e milicianos locais ligados ao nacionalismo branco, treinando em campos paramilitares nos EUA e armados diante das mesquitas para intimidar os americanos marginalizados", advertiu Christian Picciolini, um ex-skinhead que foi co-fundador Life After Hate, para reabilitar extremistas, no ano passado. "A maior ameaça terrorista que enfrentamos como nação já está dentro de nossas fronteiras, mas nos recusamos a chamar de terrorismo quando isso acontece."
Sob Trump, o DHS se concentrou em restringir a imigração, apesar de o fato de que os imigrantes são menos propensos a cometer crimes violentos do que os residentes dos EUA. Enquanto a investigação continua sobre os dispositivos explosivos enviados recentemente a democratas proeminentes e críticos de Trump, o governo federal permanece relutante em publicamente chamá-lo de terrorismo.
"Independentemente de qual seja o motivo, este incidente deve servir como um grande alerta não apenas para esta administração, mas para autoridades eleitas em todo o país", disse Cohen. De uma "perspectiva de segurança pública", os políticos precisam parar de "demonizar as pessoas por suas opiniões políticas e enfatizar uma mentalidade de 'nós contra eles'", disse ele.

03 agosto, 2020

Unabomber italiano


Entre 1994 e 2006, um indivíduo misterioso aterrorizou o norte da Itália com mais de 30 explosivos improvisados.
Sua assinatura? A maioria de seus explosivos que eram minúsculos e escondidos em objetos do cotidiano. O agente do terror foi tão longe a ponto de abrir ovos, colocando no interior explosivos em miniatura, colar as cascas de volta e, em seguida, retornar os ovos para as bandejas.
(Veja, é por isso que você sempre checa a integridade dos ovos no supermercado.)
Por causa de sua onda de terror minúsculo, a mídia apelidou-o de Unabomber italiano. Ao contrário do Unabomber americano, o italiano nunca se comunicou com o público para divulgar algum manifesto bombástico. Na verdade, a única coisa que a polícia descobriu foi que ele gostava de machucar as crianças - plantando bombas dentro de doces, potes de Nutella, sopradores de bolhas e uma caneta de feltro que quase custou a uma garota a mão e os olhos dela.
O homem-bomba nunca foi pego, mas os incidentes cessaram depois de 2006.


Umabomber (americano)

03 fevereiro, 2020

Unabomber

Theodore Kaczynski (nascido em 22 de maio de 1942), também conhecido como Unabomber, é um terrorista doméstico americano, ex-professor de matemática e autor anarquista. Um prodígio da matemática, ele abandonou uma carreira acadêmica em 1969 para buscar um estilo de vida primitivo. Entre 1978 e 1995, ele matou três pessoas e feriu outras 23 em uma tentativa de iniciar uma revolução conduzindo uma campanha nacional de bombardeio direcionada a pessoas envolvidas com tecnologias modernas.
Em 1971, Kaczynski mudou-se para uma cabana remota sem eletricidade ou água corrente, perto de Lincoln, Montana, onde ele viveu como um recluso enquanto aprendia habilidades de sobrevivência em uma tentativa de se tornar autossuficiente. Depois de testemunhar a destruição da natureza em torno de sua cabana, ele concluiu que viver na natureza era insustentável e iniciou sua campanha de bombardeio em 1978.
Em 1995, ele enviou uma carta ao The New York Times em que prometia "desistir do terrorismo" se o Times ou o Washington Post publicassem seu ensaio, "Sociedade Industrial e seu Futuro", no qual argumentou que seus bombardeios eram extremos, mas necessários para atrair a atenção para a erosão da liberdade e da dignidade humanas por tecnologias modernas que exigem uma organização em grande escala.
Kaczynski foi o alvo da investigação mais longa e mais cara da história do Federal Bureau of Investigation (FBI). Antes que sua identidade fosse conhecida, o FBI usou a sigla UNABOM (University and Airline Bomber - bombardeio de universidades e linhas aéreas) para se referir a seu caso, o que resultou em ser nomeado na mídia como "Unabomber". O FBI e a Procuradoria Geral pressionaram pela publicação da "Sociedade Industrial e seu Futuro", o que levou a uma denúncia do irmão de Kaczynski, David Kaczynski, que reconheceu o estilo da escrita.
Após sua prisão em 1996, Kaczynski tentou sem sucesso demitir seus advogados nomeados pelo tribunal porque eles queriam que ele alegasse insanidade para evitar a pena de morte, e ele, por sua vez, não acreditava que fosse insano. Em 1998, uma barganha foi alcançada, sob a qual ele se declarou culpado de todas as acusações e foi condenado à prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional.
Atualmente, Kaczynski cumpre a pena de oito sentenças de prisão perpétuas e sem a possibilidade de liberdade condicional, em ADX Florence, uma prisão de segurança "supermáxima" no Colorado.

Fonte: WIKI, com alterações de forma.

04 agosto, 2019

O terrorismo nos EUA

Deu no G1: Ataques a tiros nos EUA deixam 29 mortos em 12 horas
Criminoso assassinou 9 na madrugada deste domingo na cidade de Dayton, em Ohio. Na tarde de sábado, outro atirador matou 20 em El Paso, no Texas. Os ataques deixaram, ainda, 42 feridos, parte deles em estado grave.

O terrorismo está aumentando nos EUA e caindo ao redor do mundo, mostra o Banco Mundial de Dados sobre Terrorismo. Esse aumento é alimentado principalmente por grupos de direita e filiados religiosamente, como escreveu Luiz Romero, do Quartz.
Vide GRÁFICO 
Extremistas violentos caseiros "representam claramente a mais imediata e onipresente ameaça para nós aqui dentro dos Estados Unidos", disse Nick Rasmussen, chefe do Centro Nacional de Contraterrorismo dos EUA, em novembro passado. "A maioria dos terroristas nascem ou são criados aqui, ou só se radicalizaram muito depois de terem vindo para os Estados Unidos", disse ele.
Nos últimos anos, os EUA experimentaram um "aumento dramático nos ataques por pessoas descontentes ou em busca de algum senso de realização", disse Cohen. Eles se conectam com uma "causa", seja a supremacia branca ou a Al Qaeda, e depois "usam-na como um motivo para cometer um ataque violento", estimulados pelo que veem nas redes sociais e na internet. As pessoas mais facilmente influenciadas pela retórica odiosa frequentemente "procuram legitimidade e um senso de validação para suas tendências violentas", disse Cohen.
O Instituto Nacional de Justiça, o braço de pesquisa do Departamento de Justiça dos EUA, publicou um relatório em junho sintetizando diferentes pesquisas que financiou nos últimos anos sobre o problema de terrorismo doméstico dos EUA. Os chamados "terroristas do tipo lobo solitário" frequentemente combinavam queixas pessoais (ou seja, percepções de que tinham sido pessoalmente prejudicados) com queixas políticas (isto é, percepções de que uma entidade governamental ou outro ator político havia cometido uma injustiça) ", constatou o relatório.
Em particular, "sentir que um (ou um grupo) foi tratado injustamente, discriminado ou alvejado por outros pode levar indivíduos a buscar justiça ou vingança contra aqueles que eles culpam por esta situação", observa o relatório.
Essas queixas alimentam um ciclo de reforço e radicalização que culmina em um ato violento, conclui o relatório.

A continuar: O terrorismo estocástico

06 junho, 2017

Um pouco de normalidade

Depois dos mais recentes ataques terroristas que deixaram 7 mortos e 48 pessoas feridas em Londres, no último sábado, uma foto inusitada ganhou destaque nas redes sociais. A imagem que mostra um grupo de pessoas correndo da cena de terror – entre elas, um homem com um copo de cerveja na mão.

Pessoas fugindo #LondonBridge, mas o cara da direita não é de derramar uma gota. Deus abençoe os ingleses! @hmanella

A foto já foi retuitada mais de 38 mil vezes. O The Independent diz que as pessoas estão se identificando com a imagem porque ela traz "um pouco de normalidade a um dia horrível".

17 julho, 2016

Quem é este homem que parece morrer em cada ataque terrorista?

Após o ataque terrorista no aeroporto Atatürk, em Istambul, Turquia, os usuários de uma mídia social compartilharam esta foto, alegando que este homem estava entre as 42 pessoas mortas. Sua foto também foi compartilhada após o acidente da EgyptAir no mês passado e, mais uma vez, acreditou-se que ele seria uma das vítimas. Este mesmo homem misterioso apareceu também entre as vítimas do tiroteio em uma boate gay em Orlando, Flórida, em 12 de Junho. E isso não é tudo.


Em 19 de junho, por exemplo, a polícia mexicana atirou em uma multidão que protestava contra a reforma da educação, matando pelo menos oito pessoas. E os usuários de uma mídia social, no México, compartilharam sua foto novamente, só que desta vez informando que ele era o oficial que dera a ordem para a polícia atirar. Foi no México, por sinal, o país em que foram postadas as primeiras notícias sobre ele.
Acho que este depoimento explica tudo:
"Este homem costumava ser meu amigo, mas ele me enganou com dinheiro. A mim e, pelo menos, a  mais quatro pessoas que eu conheço. Apresentamos as queixas civis e criminais contra ele, mas como os processos judiciais por aqui se arrastam, e ele ainda não nos devolveu o nosso dinheiro, decidimos então puni-lo postando sua foto na internet. Nosso objetivo é arruinar sua reputação. Queremos que o mundo inteiro reconheça seu rosto."
http://observers.france24.com/en/20160705-mexican-man-dies-every-terrorist-attack-mystery

05 janeiro, 2016

Réplicas do Templo de Bel

O Templo de Bel (foto), em Palmira, Síria, era uma relíquia cultural  da humanidade. Inicialmente, foi um templo da Mesopotâmia, depois, uma igreja bizantina e, em seguida, uma mesquita. Conseguiu sobreviver até 30 de agosto do ano passado, quando o Estado Islâmico (EI) destruiu o que restava do templo com intenção de apagar os vestígios da história pré-islâmica da região.
O EI também assassinou um arqueólogo de 82 anos que vivera por quatro décadas em Palmira.
Agora, como uma forma de honrar a história e como um método de resistência contra o terrorismo, pesquisadores da Universidade de Harvard, Universidade de Oxford e Museu do Futuro de Dubai estão trabalhando juntos para transformar as imagens 2D do templo em um modelo 3D, que será então reproduzido pela maior impressora 3D do mundo e colocado em exposição em Londres (Trafalgar Square) e Nova Iorque (Times Square).


O diretor-executivo do Instituto de Arqueologia Digital, entidade que faz parceria com a Unesco nesse projeto, disse a The Guardian:
"É realmente uma declaração política, uma chamada à ação para o que está acontecendo na Síria, no Iraque, e agora na Líbia. Estamos dizendo aos extremistas religiosos que, se vocês destruírem algo, poderemos reconstruí-lo em seguida."
As réplicas estarão em exposição, em abril de 2016, como parte da Semana do Patrimônio Mundial da UNESCO.

16 novembro, 2015

13 setembro, 2015

Comissão da Verdade elucida atentado terrorista que matou Lyda Monteiro

Isabela Vieira, repórter do Portal EBC
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) recorrerá ao Ministério Público Federal para denunciar os agentes do Exército envolvidos na morte da secretária Lyda Monteiro. Ela foi assassinada em 27 de agosto de 1980, ao abrir uma carta-bomba endereçada ao então presidente da entidade, seu chefe, Eduardo Seabra Fagundes, e entregue na sede da entidade, no Rio, por militares do Centro de Informação do Exército (CIE). O desfecho do caso veio a público sexta-feira (11), após investigações da Comissão Estadual da Verdade do Rio de Janeiro.


De acordo com a Comissão da Verdade, a bomba que matou Lyda Monteiro foi confeccionada pelo sargento Guilherme Pereira do Rosário e entregue na OAB pelo sargento Magno Cantarino Mota, o Guarany, a mando do coronel Freddie Perdigão Pereira, à época, comandante do Centro de Informação do Exército (CIE). Eles estavam também envolvidos no fracassado atentado do Riocentro, em 1981, quando planejavam colocar uma bomba no pavilhão onde ocorria um show comemorativo do Dia do Trabalho, mas explodiu no colo do sargento Rosário, quando manipulava o artefato dentro do carro no estacionamento do centro de exposição, na zona oeste da capital fluminense. O sargento morreu no local.
A elucidação do atentado que matou Lyda Monteiro foi possível após depoimentos de uma testemunha-chave, à época funcionária da OAB, que viu o sargento Guarany – único dos envolvidos ainda vivo, morando no Rio – deixar a carta na sede da entidade. Ela reconheceu o militar após analisar fotos em que ele aparece socorrendo colegas no atentado do Riocentro. Para proteger a testemunha de qualquer represália, a Comissão da Verdade não divulgou o seu nome.
O presidente nacional da OAB, Marcus Vinicius Furtado Coêlho, disse que a Lei de Anistia, aprovada em 1979, não perdoa os crimes cometidos por agentes do Estado após a sua promulgação. O atentado que matou Lyda Monteiro aconteceu em agosto de 1980. "A Lei da Anistia diz respeito aos fatos ocorridos previamente. Ela não pode anistiar fatos que irão acontecer", disse o presidente da entidade após participar do evento que anunciou o desfecho do caso.
A presidenta da Comissão da Verdade do Rio de Janeiro, a advogada Rosa Cardoso, que integrou a Comissão Nacional da Verdade, disse que o sargento Guarany vem sendo convidado a esclarecer o ocorrido desde 2014, mas se recusa a falar sobre o assunto. Segundo Rosa, o esclarecimento do atentado na OAB ajuda a reafirmar a democracia, em um momento que pessoas saem às ruas pedindo a volta do regime militar.

30 abril, 2015

O atentado do Riocentro

Aconteceu a 30 de abril de 1981 o frustrado atentado do Riocentro. A bomba, planejada pelo SNI e armada pelo DOI-CODI carioca, explodiu minutos antes, ainda no estacionamento do Riocentro, dentro do Puma onde estavam dois agentes do DOI do I Exército. Ao explodir, a bomba matou o sargento do DOI Guilherme Pereira Rosário, que a levava no colo, e feriu gravemente o motorista a seu lado, o capitão do DOI Wilson Machado.
O desastrado atentado do Riocentro, que o Exército nunca assumiu "nem como desvio de conduta", só não se transformou em uma tragédia nacional por conta da incompetência dos terroristas.
No site da Comissão Nacional da Verdade (CNV), com todas as letras, os comissários concluem que o atentado foi “um minucioso e planejado trabalho de equipe realizado por militares do I Exército e do Serviço Nacional de Informações (SNI) e o que o primeiro inquérito policial militar (IPM) sobre o caso, aberto em 1981, foi manipulado para posicionar os autores diretos da explosão apenas como vítimas”. Para o coordenador da CNV, Pedro Dallari, o caso Riocentro foi o último de uma série de 40 atentados, ocorridos entre janeiro de 1980 e abril de 1981, “que visavam dificultar a abertura política iniciada em 1979 e dar uma sobrevida ao regime militar”.
O almirante Júlio de Sá Bierrenbach, que depôs na CNV sobre o caso, era ministro do Superior Tribunal Militar (STM) quando o inquérito policial militar sobre o Riocentro chegou ao tribunal para ser julgado. O caso já veio arquivado da auditoria militar onde tramitou e o militar da Marinha foi o único a votar contra o arquivamento do processo e pedir que o capitão Machado continuasse como investigado e a apuração, retomada.
Para Bierrenbach, “o IPM (do Riocentro) foi uma vergonha e isso é facilmente demonstrável”. Ele afirmou considerar absurdas a absolvição e a promoção até coronel que Wilson Machado, co-autor do atentado, recebeu na carreira. “Vítimas, uma ova! Eles fizeram o atentado. O capitão vai ao Riocentro com uma bomba, a bomba explode. O colega morre. E ele é promovido. Isso é um absurdo!”, torpedeou o almirante. Ao contrário do que seria previsível num país sério, a explosão não implodiu a carreira do militar sobrevivente. O capitão terrorista do Riocentro, apesar de seu estrondoso fracasso, é hoje general reformado do Exército.
Segundo o relatório da CNV, apresentado pelo gerente de projetos Daniel Lerner, cerca de 20 mil pessoas estavam no Riocentro, na noite de 30 de abril de 1981, para assistir a um show organizado por Chico Buarque de Hollanda para o Dia do Trabalhador. O grupo que planejou o atentado conseguiu até que a Polícia Militar recebesse uma ordem para não realizar policiamento dentro do espaço onde ocorria o show.
Os dois militares terroristas do DOI-CODI — o sargento morto e o capitão socorrido com as vísceras de fora — não foram as únicas baixas da ditadura. A evisceração do regime foi ainda mais notável nos meses seguinte. O general João Figueiredo infartou na presidência, o general Golbery do Couto e Silva demitiu-se da Casa Civil, o general Octávio Aguiar de Medeiros (chefe do SNI) implodiu como virtual candidato a uma sexta presidência fardada e o regime militar definhou até morrer, sem choro nem vela, no remanso do Colégio Eleitoral que sagrou Tancredo Neves como primeiro presidente civil desde 1964.
Naquela noite, data do maior "acidente de trabalho" da escalada terrorista do DOI-CODI do Exército, o número de mortos e feridos do atentado poderia ser muito maior. Além da bomba que explodiu no estacionamento, outro artefato explodiu na casa de força do Riocentro. O objetivo era o corte de energia que impedisse o show e causasse tumulto, mas o artefato não causou o efeito desejado. Depoimentos apontam que duas bombas sob o palco foram retiradas do local antes de serem detonadas e testemunhas afirmam que havia outras duas bombas no Puma do DOI-CODI, que foram retiradas da cena do crime.
O tumulto previsível de explosões coordenadas em recinto fechado, com as portas de saída criminosamente trancadas com cadeados, certamente provocaria uma tragédia amplificada na plateia de 20 mil pessoas. E as bombas sob o palco, detonadas no momento esperado do encerramento, quando todos os artistas se reúnem para a apoteose final do show, produziriam uma hecatombe na Música Popular Brasileira. Junto com Chico Buarque, lá estavam 30 dos mais famosos e carismáticos astros da MPB. Entre eles, Paulinho da Viola, Luiz Gonzaga e o filho Gonzaguinha, Cauby Peixoto, Clara Nunes, Gal Costa, Ivan Lins, João Bosco, Alceu Valença, Elba Ramalho, Djavan, Fagner, Moraes Moreira, Ângela Ro-Ro, Simone, Zizi Possi, MPB-4 e Beth Carvalho.
(extraído deste artigo do jornalista Luiz Claudio Cunha para o Jornal JÁ, via site QTMD?)

07 janeiro, 2015

Je suis Charlie

"Vivo sob a lei francesa. Não vivo sob a lei do Corão." – Stéphane Charbonnier

Com cerca de três décadas de história, a Charlie Hebdo sempre incomodou alguns grupos ao desafiar tabus e usar o escárnio e a sátira escrachada para expressar seu ponto de vista.
Em 2006, muitos muçulmanos se irritaram com o fato de a publicação ter reimpresso as charges do profeta, originalmente publicadas no jornal dinamarquês Jyllands-Posten. Na época, a polícia teve de ser mobilizada para proteger a redação.
Em 2011, a sede da revista foi atacada com uma bomba incendiária depois de ter publicado na capa uma charge de Maomé com a manchete "Charia Hebdo" – em referência à lei islâmica.
O editor-chefe da publicação, Stéphane Charbonnier, um dos 12 mortos no ataque terrorista perpetrado hoje (em que houve também 11 feridos), já havia recebido ameaças de morte e andava com guarda-costas há três anos.
"Ele desenhou primeiro"

10/01/2015 - Lembrando a irreverência de Wolinski
"Wolinski (um dos quatro cartunistas do Charlie Hebdo trucidados) dizia para a esposa que, quando morresse, queria que suas cinzas fossem atiradas no vaso sanitário. Assim, ele veria a bunda dela todos os dias. Espero que a viúva faça essa delicadeza." – Marco St.

13/01/2015 - O direito à blasfêmia
Edição do semanário satírico francês alvo de ataque de extremistas islâmicos na semana passada sairá dos tradicionais 60 mil para 3 milhões de exemplares nesta quarta-feira (14); segundo Richard Malka, advogado da publicação, revista será traduzida para 16 idiomas e trará charges de políticos, autoridades e, "obviamente", do profeta Maomé, cuja representação gráfica, considerada ofensiva pelos muçulmanos em qualquer aspecto, está na raiz do atentado contra a redação do jornal; para o colaborador da revista, o espírito do "Eu Sou Charlie" inclui o direito à blasfêmia.
Deu no jornal digital 247.

13 fevereiro, 2014

Um treinador de homens-bomba explode a turma

Deu no NY Times:
PARA LÁ DE BAGDÁ – Na última segunda-feira (10), um homem que dava aula para aspirantes a ataques suicidas, em um acampamento ao norte de Bagdá, detonou os explosivos que estavam presos ao próprio corpo, matando 22 e ferindo 15.

"PRESTEM ATENÇÃO: EU SÓ VOU FAZER UMA VEZ."

11 setembro, 2012

Desejo

Eis uma história muito simples que vai tocar você. Houve um terrível fato em 11/09, aqui apresentado pela primeira vez em desenho de animação (acho). Numa versão dos acontecimentos que reúne um pai e sua filha, cujo vínculo não é para ser quebrado pela história e, sim, para ultrapassá-la. "Will (director's cut)" é uma peça ousada de animação - tão emocionalmente carregada como o 11/09 - que, trazida para a área do entretenimento, pode inclusive atrair a hostilidade de alguns setores. Mas Eusong Lee, um cineasta independente da Califórnia, revisitou aquele dia terrível com uma grande dose de sensibilidade. Como já disse, eu espero que a história o comova. É honesta nas intenções, além de ter um forte conteúdo.

08 junho, 2012

EUA. Gratuidades em Saúde

:-)

Se você não pode pagar um médico, 
vá a um aeroporto: 
vai conseguir grátis uma radiografia e um exame de mama; 
agora, se você mencionar Al-Qaeda
vai ter uma colonoscopia também grátis.

Ver também...

11 setembro, 2011

Dez anos atrás

Nova Iorque, 11 de setembro de 2001, às 7 da manhã...

WTC
a teoria conspiratória
na nota de 20 dólares
O sujeito despede-se da esposa e vai para o seu escritório no 85º andar de uma das torres do World Trade Center. No caminho resolve mudar os planos e segue direto para a casa de sua amante...
Chegando lá, desliga o seu celular, despe-se, e vai com ela para a cama.
Às 11h, já satisfeito e bem disposto, resolve ir para o escritório. Veste-se, liga o seu celular...
Que toca na mesma hora, Priiiii Priiiii Priiii..., era sua mulher gritando em pânico e aos prantos:
- Graças a Deus!!! Querido... Onde você está???
- Estou aqui no escritório, querida... Tomando um cafezinho... Aconteceu alguma coisa???

Repassada por Fernando Gurgel Filho

Posts relacionados

14 junho, 2010

Um professor terrorista

Um professor da escola pública norte-americana foi detido hoje, no Aeroporto Internacional John F. Kennedy, quando tentava embarcar em um voo doméstico conduzindo os seguintes objetos: uma régua comum, uma régua de cálculo, um transferidor, um compasso e uma calculadora.
Numa conferência de imprensa, ontem, o procurador-geral Eric Holder disse acreditar que o homem é um membro da perigosa organização Al-Gebra. Mas não divulgou o nome do suspeito, a quem acusará pelo porte de armas de ensino da matemática.
"Al-Gebra é um grande problema para nós", disse o procurador. "Eles encontram soluções através de meios extremos, e, por vezes, em busca de valores absolutos, saem pela tangente. Eles também usam códigos secretos, como 'x' e 'y', e se referem a si mesmos como 'incógnitas'. Mas já sabemos que eles apresentam um denominador comum com coordenadas em vários países."
Instado a comentar sobre essa detenção, o presidente Obama disse: "Se Deus quisesse que nós tivéssemos melhores armas de ensino da matemática, Ele nos teria feito com mais dedos nas mãos e nos pés."
Traduzido de Airport arrest report, Bits & Pieces
Comentário
É como o grego Isósceles costumava dizer: "Existem 3 lados para cada triângulo".

12 julho, 2008

Contra o terrorismo

O site Neatorama traz as dez mais bizarras invenções contra o terrorismo.
A última delas é para quando todas as demais não funcionaram a contento. E torna-se necessário dar um destino aos corpos das infelizes vítimas de um atentado terrorista em grande escala.
Trata-se do crematório móvel, uma câmara de combustão sobre rodas, que inclusive evita o surgimento do problema dos zumbis.


Foi patenteado sob o nº. 6729247 nos Estados Unidos.

17 janeiro, 2007

Com quem ficou a varíola?

A varíola já foi uma doença de grande impacto na saúde mundial. Ao matar em surtos e epidemias 25 a 30 por cento das pessoas infectadas que não estavam imunizadas. Contudo, foi graças à vacina de Jenner que se conseguiu interromper a circulação da doença em escala mundial. Registrou o Brasil o seu último caso de varíola em 1971; o mundo, em 1977 (na Somália). Portanto, desde 1977 é uma doença mundialmente erradicada.
O Guia de Vigilância Epidemiológica do Ministério da Saúde (ano 2005, páginas 768 – 777) informa que, oficialmente, apenas dois laboratórios conservam estoques do vírus da varíola: um, nos Estados Unidos da América; o outro, na Rússia. Mas há receio quanto à possibilidade de existirem outros estoques em locais desconhecidos.
A relativa estabilidade e a alta transmissibilidade do vírus, a suscetibilidade geral das pessoas com relação a ele, a moléstia com alta letalidade que ocasiona, sem que haja um tratamento específico eficaz preenchem as condições para o retorno - artificial - da varíola. Como uma arma biológica a serviço do terrorismo.

Revolta da Vacina - Charge publicada, em 1904, sobre o motim popular no Rio de Janeiro contra as medidas sanitárias de Oswaldo Cruz, que incluíam a obrigatoriedade da vacinação anti-variólica