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13 fevereiro, 2019

O fim da Mars One

Mars One, a ambiciosa missão que pretendia fundar a primeira colônia humana em Marte, deixou de existir. O Tribunal Civil da cidade de Basel, na Suíça, declarou a falência da Mars One Ventures, dissolvendo-a em 15 de janeiro.
O sonho de uma viagem a Marte sem retorno desapareceu para os 100 finalistas que foram selecionados (uma delas foi a professora Sandra Maria Feliciana, de Rondônia) há quase quatro anos. A Mars One era uma missão privada de Bas Lansdorp, um empreendedor holandês que achava que poderia financiar com um reality show a complexa tarefa de colocar humanos no Planeta Vermelho.
Os planos iniciais indicavam que 2023 seria o ano em que o primeiro ser humano seria enviado a Marte para a colonização. Apesar de ser uma missão suicida, o processo de seleção recebeu mais de 200.000 pedidos de todo o mundo, dos quais apenas cem foram aprovados.

O projeto da Mars One
Os planos para colonizar Marte agora estão nas mãos de Elon Musk, o fundador da SpaceX que tem esse objetivo em mente. ~ Hipertextual

10 setembro, 2014

O sistema de alerta de incêndios em Detroit

A economia e as finanças do governo de Detroit, Michigan, estão em terrível situação. O Corpo de Bombeiros da cidade, em particular, está se esforçando para lidar com as 11,000–12,000 queimadas anuais de Detroit – com pouco dinheiro.
Não existe por lá um sistema de alerta de incêndios centralizado e moderno. Mas os bombeiros têm encontrado novas formas de serem avisados sobre incêndios para que possam responder "rapidamente".
Um método comumente usado em postos de bombeiros da cidade é uma lata de refrigerante recheada com moedas e parafusos. Os bombeiros equilibram uma lata dessas próximo à bandeja de uma impressora do escritório do posto. Quando um alerta de fogo é enviado por fax, o papel bate na lata que cai fora da impressora fazendo barulho.
É o sinal: os bombeiros leem de onde veio a mensagem e saem para o atendimento da chamada.


A falência de Detroit
Da outrora orgulhosa Detroit, durante décadas a Capital Mundial do Automóvel, restou uma cidade quase fantasma. Com 78 mil imóveis vazios e depredados, inclusive muitos de seus arranha-céus, a quinta cidade mais populosa dos EUA em 1950, com 1,8 milhão de habitantes, desabou para a atual 18ª posição, com 700 mil habitantes.
Os serviços públicos estão à beira do colapso. Apenas um terço de suas ambulâncias públicas funciona. A taxa de homicídios (36 por 100 mil habitantes) é quase o dobro da taxa de homicídios da cidade do Rio de Janeiro. A polícia demora em média 58 minutos (11 minutos é a média nacional) para atender uma ocorrência. E o subfinanciado Departamento de Bombeiros da cidade recorre a improvisos – criativos, é verdade – para fazer o seu trabalho.
Diante de uma dívida impagável de 18,5 bilhões de dólares (em 2013), o governo de Michigan já requereu na justiça a falência de Detroit.

12 maio, 2012

O saque veio a cavalo

Em 18 de fevereiro de 1855, o franco-canadense comerciante de gado Louis Remme depositou 12.500 dólares na agência de Sacramento do banco Adams and Company. Pouco depois, ele recebeu a notícia de que, devido à falência de uma grande empresa de St. Louis, o Adams and Company iria inevitavelmente à bancarrota. Retornou ao banco, encontrando-o liquidado e cercado pelos depositantes desesperados.
Então, Remme saltou num cavalo e cavalgou 1.070 quilômetros para o norte, em 143 horas, incluindo 10 horas para dormir e breves paradas para comer. Ele chegou em Portland, Oregon, em 26 de fevereiro, e foi direto para a agência local do Adams and Company, onde apresentou o certificado de depósito bancário, e assim retirou seus 12.500 dólares.
Ele ganhou a corrida contra o navio que levava para lá a notícia da falência do banco - e Portland ainda não tinha telégrafo.

Beating the News, Futility Closet

O mundo ainda não tinha o Google Maps. Mas Remme pode ter feito esta rota:


26 janeiro, 2012

A falência da Kodak

A longa batalha da Eastman Kodak, empresa fundada há 131 anos e que desempenhou um papel crucial na transformação da fotografia num passatempo popular, mas que nunca conseguiu entrar verdadeiramente na era digital, chegou ao fim na quinta-feira passada (19/01), com o anúncio de abertura de falência e pedido de proteção contra os credores.

- Pobre Kodak! Algum tempo atrás eles deviam ter inventado uma câmera com telefone.