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16 setembro, 2024

O Velho: uma constelação brasileira

Rodrigo Guerra, Instagram

O céu estrelado sempre motivou histórias... curiosamente, de lendas e dramas muito semelhantes entre si, mesmo que de povos tão distintos e distantes.
Por aqui, as constelações de Orion e do Touro representam uma tragédia: a de um homem velho traído e morto.
Conta o mito tupi-guarani que essa região do céu representa um idoso cuja esposa estava interessada em seu irmão mais jovem. Para ficar com o cunhado, a esposa mata o marido, cortando-lhe a perna. Os deuses, penalizados com o velho índio, o transformam em uma constelação.
As Plêiades são o penacho do seu cocar, as Híades sua cabeça; da estrela Bellatrix à Betelgeuse, sua perna amputada; daquela, passando pelas “três Marias” (joelho) até Saiph, o pé remanescente.
Este relato foi descrito pela primeira vez em 1612 pelo missionário francês Claude d’Abbeville, que passou quatro meses com os Tupinambá do Maranhão, no seu livro "Histoire de la Mission de Pères Capucins en l’Isle de Maragnan et terres circonvoisins" (Paris, 1614).

21 setembro, 2023

As Três Marias

Três estrelas alinhadas que são vistas a olho nu tanto no hemisfério norte quanto no sul. São estrelas azuis de brilho poderoso, muito maiores do que o Sol, e que estão a cerca de 1500 anos-luz da Terra. O trio faz parte da Constelação de Órion, compondo o chamado Cinturão de Órion.
Foram batizadas com nomes árabes: Mintaka, Alnilam e Alnitak, que significam o cinto, a pérola e a corda.
Cada cultura dá às Três Marias um diferente significado. Na tradição cristã, as estrelas são associadas às três mulheres (Maria de Cleofas, Maria Madalena e Maria Salomé, mãe de Tiago) que visitaram o túmulo de Jesus na ressurreição.


"As Três Marias" é também o título de um romance da escritora cearense Raquel de Queirós (Rachel de Queiroz).

12 setembro, 2023

Estrela de 8 pontas

Quando o James Webb registra a imagem de uma estrela, a difração da luz (devido à geometria hexagonal do espelho primário do telescópio) é a causa deste padrão típico em forma de "estrela de 8 pontas" (imagem).


As imagens estelares registradas por seu antecessor, o Telescópio Espacial Hubble (com um espelho primário quase circular), apresentam imagens estreladas com 4 pontas, e não oito como o James Webb.

estrela de 3 pontas: Mercedes Benz
estrela de 4 pontas: de Belém
estrela de 5 pontas: da maçonaria e da cabala; também a estrela do mar
estrela de seis pontas: também a estrela de Davi (hexagrama)
estrela de 7 pontas: no budismo
estrela de 8 pontas: no hinduísmo e no islamismo

28 agosto, 2023

A matemática bandeira estelar dos EUA

And the star-spangled banner in triumph shall wave
O'er the land of the free and the home of the brave!

Se você é gente desde os anos sessenta, provavelmente sabe que a bandeira de 48 estrelas da nação norte-americana, de 1912 a 1959, era um retângulo de 6 fileiras com oito estrelas. Em pouco menos de dois anos, eles adicionaram uma 49.ª estrela e depois uma 50.ª. Se você comparar os dois campos estelares, poderá notar alguma semelhança.

No entanto, algumas delas se afastaram muito da distribuição retangular das estrelas. Como na bandeira de 38 estrelas, de 1877 até 1890.

Mas a preferência por um campo retangular sobre um campo quadrado foi claramente demonstrada na bandeira de 25 estrelas, que parece ser uma das bandeiras menos simétricas de todos os tempos, na bandeira de 36e na bandeira de 49 estrelas com 7 linhas de 7, hasteada brevemente, mas não apresentando um campo quadrado. Veja essas versões no Pat's Blog do matemático aposentado Pat Ballew.

Então, como você acha que a bandeira de 51 estrelas pode parecer?

13 janeiro, 2022

Ora direis, ver estrelas

Qualquer animal com o tipo adequado de olhos pode ver as estrelas, mas se eles de fato prestam atenção nelas é uma questão a ser discutida. Há pelo menos três grupos de animais (além dos seres humanos) que são conhecidos por olharem as estrelas: alguns pássaros, algumas focas e alguns besouros.
Todos os três usam a luz das estrelas para a navegação, mas o mecanismo é bastante diferente. Os pássaros determinam o ponto ao redor do qual o céu estrelado gira, o que lhes permite determinar a direção norte / sul. As focas são ainda mais expeditas: elas realmente parecem ser capazes de seguir os caminhos individuais das estrelas - uma técnica de navegação usada por marinheiros polinésios - embora não tenhamos ainda visto os polinésios fazendo isso na selva, o que torna tal hipótese um tanto especulativa.
Finalmente, os besouros de esterco: os insetos têm olhos muito ruins em termos de resolução, então eles provavelmente não conseguem distinguir as estrelas individualmente. Em vez disso, os besouros usam toda a Via Láctea como uma dica de navegação! Os pesquisadores demonstraram isso fazendo com que os besouros rolassem suas bolas de esterco ao redor de uma arena com uma faixa branca difusa no teto para simular o brilho da galáxia.
Em 29 de julho de 2021, deu no New York Times:
Em uma noite sem lua, há pouco mais de uma década, Marie Dacke e Eric Warrant, especialistas em visão animal da Universidade de Lund, na Suécia, fizeram uma descoberta surpreendente na África do Sul.
Os pesquisadores observaram besouros de esterco noturnos, Sísifos em miniatura da savana, enquanto rolavam bolas gigantes de esterco. Os besouros pareciam ser capazes de rolar notavelmente em linha reta, embora não tivessem pontos claros de referência.
"Achamos que talvez eles estivessem usando nossas câmeras, talvez alguém tivesse acendido o fogo em algum lugar", disse Dacke. "Estávamos realmente confusos". Então, foi quando eles perceberam que os besouros estavam sendo guiados pela faixa de 100.000 anos-luz da Via Láctea.. Nós, humanos, somos também famosos por esse tipo de coisa.

A bola e o besouro | A vida vertiginosa de um rola-bosta | Uma maneira fantástica de navegar

14 julho, 2021

Os Pilares da Criação

Muitas das imagens astronômicas que o telescópio Hubble capturou já se tornaram ícones culturais. Como, por exemplo, a imagem dos Pilares da Criação, na Nebulosa da Águia, localizada na constelação de Ophiuchus e que tem aparecido em inúmeras mídias desde 1995.
Sua inegável beleza lhe rendeu considerável fama entre todas as imagens do Hubble. Mostra o que os astrônomos chamam de glóbulos de gás em evaporação, que emergem dos enormes pilares presentes na nebulosa e que, por sua vez, estão associados a um aglomerado estelar. Conhecido como M16, e no qual são abundantes as estrelas jovens, o aglomerado está localizado a cerca de 7.000 anos-luz de nosso Sistema Solar.


Nesta imagem, podemos ver como alguns desses glóbulos encontram-se presos às coluna de gás hidrogênio e poeira, como pequenos botões de uma árvore, enquanto outros já se separaram e se destacam como imagens cósmicas singulares.Os pilares, autênticas estalagmites de gás interestelar e com extensões de vários anos-luz, têm densidade suficiente para que novas estrelas se formem em seu interior.
Eles continuam a crescer à medida que capturam mais material de seu ambiente. Jeff Hester, da Arizona State University, explicou que as imagens do Hubble nos permitem fazer arqueologia cósmica para revelar o nascimento das estrelas.
A radiação que elas emitem ajuda a erodir as colunas, dispersando o gás no meio interestelar. Este verdadeiro vento estelar finalmente vencerá a batalha pois, conforme mais e mais estrelas nascem e novos aglomerados de estrelas se formam, sua radiação coletiva definitivamente destruirá o que foram os pilares de sua própria criação.

Los Pilares de la Creación, MÉTODE

14 setembro, 2020

O país do céu escuro


O pequeno país Niue, uma ilha do Pacifico com pouco mais de 2 mil quilômetros quadrados e 1624 habitantes, se tornou o primeiro país do mundo a se tornar um International Dark Sky Place. O país recebeu da Associação Internacional do Céu Escuro esta acreditação formal. Isso significa que a visualização do céu é muito melhor por lá, o que é importante para a observação de planetas e estrelas.
O local (foto), entretanto, não é o primeiro a receber o título: já existem alguns pontos ao redor do globo terrestre com essa mesma designação, como o Parque Nacional do Grand Canyon, nos Estados Unidos. Ainda assim, essa é a primeira vez que um país inteiro recebe o título — e os moradores de lá parecem estar gostando.
"A Via Láctea, com as grandes e pequenas nuvens de Magalhães, e a constelação de Andrômeda são realmente um espetáculo de se ver", disse em um comunicado Felicity Bollen, CEO da agência Niue Tourism.
Os niueanos têm uma longa história de navegação guiada pelas estrelas e uma vida regulada por ciclos lunares e posições estelares. O conhecimento dos céus noturnos, mantido pelos anciãos da comunidade, vem sendo transmitido através das gerações. Os anciãos niuianos agora esperam que a paixão de aprender o posicionamento das estrelas seja reacesa nas gerações mais jovens.

A poluição luminosa
Os impactos biológicos, econômicos e astronômicos nas regiões em que esta forma de poluição acontece.

15 junho, 2020

Qual é a maior estrela?

O Sol pode parecer ser a maior estrela do céu, mas isso é apenas porque está mais próximo. Em uma escala estelar, o Sol é de tamanho médio - cerca de metade das estrelas conhecidas são maiores e metade são menores.
A maior estrela conhecida no universo é UY Scuti, uma hipergigante com um raio cerca de 1.700 vezes maior que o Sol. E não está sozinha em se tratando de ofuscar a estrela dominante da Terra.


Se UY Scuti substituísse o Sol no centro do sistema solar, sua fotosfera se estenderia além da órbita de Júpiter. A nebulosa de gás que escapa da estrela se estenderia ainda mais além, além da órbita de Plutão, até 400 vezes a distância entre o Sol e a Terra.
O grande raio de UY Scuti também não a torna a estrela mais massiva. Essa honra vai para a R136a1, que pesa cerca de 300 vezes a massa do Sol, mas mede apenas cerca de 30 raios solares. UY Scuti, em comparação, é apenas cerca de 30 vezes mais massivo que o Sol.

Extraído de: What Is the Biggest Star?, SPACE.com

02 junho, 2019

Catálogos de estrelas

A astronomia observacional produziu apenas três catálogos de estrelas significativos nos dois mil anos que antecederam o século 18. O primeiro, o catálogo grego de Hiparco e Ptolomeu, publicado por Ptolomeu no século II A.C., que continha pouco mais de 1000 estrelas mapeadas com precisão O segundo, contendo pouco mais de 700 estrelas com 300 outras emprestadas do catálogo Ptolemeu, foi produzido pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe no último quartel do século XVI, com uma exatidão muito melhor do que a de seus predecessores gregos. Esses catálogos foram produzidos com observações a olho nu.O primeiro catálogo a ser produzido usando miras telescópicas nos instrumentos de medição foi o de John Flamsteed (1646-1719), publicado postumamente em 1725,que contém mais de 3000 estrelas medidas com um grau de precisão muito maior do que o de Tycho.

https://pballew.blogspot.com/2018/12/on-this-day-in-math-december-31.html#links

O site The Renaissance Mathematicus corrige aqui alguns equívocos comu(mente)2 repetidos sobre a vida de Flamsteed.

O contador de estrelas: 1 e 2

06 agosto, 2018

Por que o céu noturno é escuro?

O que Karen B. Kwitter, professora de Astronomia no Williams College, em Williamstown, Massachusetts, tem a dizer:
Nós vemos as estrelas no firmamento, então porque a sua luz combinada não faz o nosso céu noturno e o espaço circundante, pela mesma razão, se apresentarem brilhantes? O físico alemão Heinrich Wilhelm Olbers colocou o mesmo quebra-cabeça dessa maneira, em 1823: se o universo é de tamanho infinito, e as estrelas (ou galáxias) estão distribuídas ao longo deste universo infinito, então estamos certos de ver uma estrela em qualquer direção que observemos. Como resultado, o céu noturno deveria ser claro. Por que não é?
Na verdade, a resposta é muito mais profunda do que parece. Houve muitas tentativas de explicar este quebra-cabeça, apelidado ao longo dos anos de Paradoxo de Olbers. Uma versão implicava a existência de poeira entre as estrelas e, talvez, entre as galáxias. A ideia era que o pó bloquearia a luz de objetos distantes, resultando disso o céu escuro. Na realidade, no entanto, caso a luz incidisse no pó, ela acabaria por aquecê-lo de modo que este brilhasse tão fortemente quanto às suas fontes originais.
Outra resposta proposta para o paradoxo sustentava que o tremendo deslocamento das galáxias distantes - com o alongamento do comprimento de onda da luz que elas emitem devido à expansão do universo - deslocaria a luz do alcance visível para o infravermelho invisível. Mas se essa explicação fosse verdadeira, uma luz ultravioleta de comprimento de onda mais curta também seria deslocada para o alcance visível - o que não acontece.
A melhor resolução para Paradoxo de Olbers no momento tem duas partes. Em primeiro lugar, mesmo que o nosso universo seja infinitamente grande, não é infinitamente antigo. Este ponto é crítico porque a luz viaja na velocidade finita (embora muito rápida!) de cerca de 300.000 quilômetros por segundo. Podemos ver algo apenas depois que houve tempo para a luz emitida nos alcançar. Em nossa experiência diária, o atraso no tempo é minúsculo: mesmo sentado na varanda de uma sala de concertos, você verá o maestro levantar a batuta a menos de um milionésimo de segundo depois que ele realmente o fez.
Quando as distâncias aumentam, o mesmo acontece com o tempo atrasado. Por exemplo, os astronautas na Lua experimentam um atraso de 1,5 segundo em suas comunicações com o controle da missão, devido ao tempo que demora nos sinais de rádio (que são uma forma de luz) para viajar de ida e volta entre a Terra e a Lua. A maioria dos astrônomos concorda que o universo tem entre 10 e 15 bilhões de anos. E isso significa que a distância máxima a partir da qual podemos receber luz está entre 10 a 15 bilhões de anos-luz de distância. Então, mesmo que haja galáxias mais distantes, a luz deles ainda não terá tido tempo para nos alcançar.
A segunda parte da resposta reside no fato de que estrelas e galáxias não duram para sempre. Eventualmente, elas extinguem. Veremos esse efeito mais cedo nas galáxias próximas, graças ao menor tempo para a viagem da luz. A soma desses efeitos é que em nenhum momento estão cumpridas todas as condições para a criação de um céu brilhante. Nunca podemos ver a luz de estrelas ou galáxias de todas as distâncias ao mesmo tempo; ou porque a luz dos objetos mais distantes ainda não nos alcançou ou, então, porque tanto tempo teria passado que os objetos mais próximos estariam consumidos e escuros.

Why is the night sky dark?, Scientific American

A poluição luminosa, blog EM

30 abril, 2018

O contador de estrelas - 2

25 de abril de 2018. A a segunda versão da Missão Gaia da Agência Espacial Europeia (ESA) produziu o mais completo catálogo de estrelas até à data, com medições de alta precisão de quase 1,7 bilhão de estrelas e detalhes da nossa galáxia nunca antes vistos.
A análise preliminar destes abundantes dados revela detalhes precisos sobre a formação e o movimento das estrelas que integram a Via Láctea, informação essencial para poder compreender a formação e a evolução da galáxia que nos hospeda.
"As observações coletadas por Gaia estão redefinindo os fundamentos da astronomia", diz Günther Hasinger, diretor de ciências da ESA. No caso de algumas das estrelas mais brilhantes do estudo, o nível de precisão seria equivalente ao de um observador que, da Terra, pudesse ver uma moeda de um euro na superfície da Lua.
Gaia também observa outros objetos do nosso Sistema Solar, compreendendo as posições de mais de 14.000 asteroides conhecidos, o que nos permite determinar suas órbitas com precisão. Versões futuras do Gaia irão compilar uma amostra muito maior de asteroides.
Muito além, Gaia identificou as posições de meio milhão de quasares distantes, galáxias brilhantes alimentadas pela atividade de buracos negros supermassivos em seus núcleos. Essas fontes são usadas para definir um quadro de referência para as coordenadas celestes de todos os objetos no catálogo Gaia, algo que normalmente é feito com ondas de rádio, mas que agora, pela primeira vez, também está disponível em comprimentos de onda ópticos.

Escalas cósmicas cobertas por Gaia

O contador de estrelas - 1

17 julho, 2017

Aurora colorida sobre a Islândia

O médico José Simões Albuquerque, natural de Aurora, Ceará, me enviou para publicação esta belíssima imagem de uma aurora (boreal) na Islândia. É do acervo da NASA, disponibilizada em sua página Astronomy Picture of the Day (Imagem de Astronomia do Dia).
Cada dia uma imagem ou fotografia diferente do nosso fascinante universo é apresentada na referida página, juntamente com uma breve explicação escrita por um astrônomo profissional. Esta é a foto que foi publicada em 6 de março de 2017.


Explicação
Você nem sempre vê uma cena tão bonita quando você caminha para um vulcão antigo — você tem que ter sorte. Quando o astrofotógrafo percebeu que as auroras estavam visíveis duas semanas atrás, ele fez uma viagem noturna ao topo da cratera para capturar esta aurora também refletida no lago central. Quando chegou, descobriu que... as luzes do norte eram ainda mais brilhantes e mais impressionantes do que antes! E a imagem que fez delas é o mosaico panorâmico de 13 quadros. O lago da cratera no centro é chamado Kerid (em islandês: Kerið) e tem aproximadamente 3 mil anos de idade. A "cabeça" da aurora mostra cores e bandas, com as cores vermelhas em situação mais alta na atmosfera da Terra do que as verdes. O céu do fundo é preenchido com os ícones da noite do norte inclusive a Polaris, o conjunto de estrelas das Plêiades e aquelas que compõem o punho da Big Dipper.

02 junho, 2017

A poeira das estrelas - 2

É uma grande verdade dizer que somos a poeira das estrelas, literalmente. Se considerarmos os mais de 60 elementos químicos que compõem o corpo humano, 96% seriam oxigênio, carbono, hidrogênio e cálcio; o resto seria fósforo, potássio e 1% de outros elementos.
(A preço de mercado, os componentes de um ser humano poderiam ser comprado por 120 euros.)
De onde vieram os átomos de uma pessoa?
O hidrogênio veio diretamente do primordial Big Bang, o início de tudo. O oxigênio veio das supernovas de estrelas maciças, o carbono, das estrelas semimortas de baixa massa (anãs brancas), e o cálcio, da explosão dessas anãs brancas e de outras estrelas mais maciças.

Esta versão da tabela dos elementos do sistema solar de acordo com a sua origem, atualizada pelo Blog de Ciência do SDSS, permite saber rapidamente a origem de cada tipo de átomo no universo. Ela cobre eventos como a época do Big Bang , as supernovas e a fissão de raios cósmicos.


http://www.microsiervos.com/archivo/ciencia/tabla-elementos-origen-universo.html

Ver também
HOMENAGEM. A poeira das estrelas | Corpo humano e nucleossíntese estelar

14 maio, 2016

Uma fantástica maneira de navegar

Se você é um escaravelho, você deve passar uma boa parte de sua vida dançando por aí sobre o topo de uma bola – uma bola de cocô que, com alguma sorte, acabará por se tornar o jantar. Mas os pesquisadores que dedicam suas vidas ao estudo dessas criaturas da coprofagia dizem que eles adquiriram uma adaptação surpreendente.
De acordo com um estudo publicado na revista Current Biology, escaravelhos podem tirar "snapshots" (instantâneos) de seus arredores e usá-los para navegar. Os cientistas acreditam que eles navegam à noite, orientando-se pela parte visível da Via Láctea – aquele pálio aberto que cintila nos céus dos locais onde não há poluição luminosa.


Ora (direis) olhar estrelas! Certo, perdeste o senso! E eu vos direi, no entanto, que os escaravelhos olham para as estrelas. E que, por conta dessa aptidão, já foram homenageados em outro estudo que deu o prêmio Ig Nobel à bióloga Marie Dacke.

A bola e o besouro | A vida vertiginosa de um rola-bosta | Rola-bostas

09 março, 2016

O contador de estrelas

Gaia é um satélite da Agência Espacial Europeia (ESA), um observatório em forma de disco voador projetado para medir as posições e velocidades das estrelas com uma precisão incrível. A ideia é construir um mapa 3-D de um bilhão de estrelas.
Sim. Um bilhão .
Ele faz isso varrendo o céu continuamente, levantando dados extremamente precisos de cada estrela que entra em seu campo de visão. Uma missão de cinco anos em que o satélite está a fazer 40 milhões de observações a cada dia.
Lembre-se:
O que você está vendo abaixo não é, na verdade, uma imagem das próprias estrelas. É um mapa criado a partir das estrelas contadas pelos detectores de Gaia.

Para ver ampliado: www.slate.com

No Preblog: O VENDEDOR DE ESTRELAS

16 dezembro, 2007

Um presente durável

É o que garante dispor um site especializado em dar nome às estrelas. Muito procurado por pessoas que gostam de ser diferentes na difícil arte de presentear.
Acertados os detalhe$, o cliente faz jus a um kit com:
- um certificado personalizado, tipo pergaminho, com o nome, a data de registro e as coordenadas da estrela, tudo em impressão colorida;
- um mapa estelar personalizado contendo o nome, a data de registro da estrela e a constelação de que ela faz parte (com a estrela em destaque, colocada no centro de um círculo vermelho).
Isto em sua versão mais simples. Pois, para os clientes mais abonados, há outros kits ainda mais completos – com estrelas de primeira grandeza.
Eis o nome deste cartório: www.starregistry.com
(Guaramiranga, CE)