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06 dezembro, 2015

Cercas de mel

Os elefantes podem ser belos e majestosos, mas também são um incômodo quando eles entram nas plantações. Isso, por exemplo, é um sério problema na África Oriental.
Mas a zoóloga Lucy King desenvolveu uma solução.
Os elefantes têm medo das abelhas, porque suas picadas são muito dolorosas. E, quando ouvem o zunir das abelhas – de abelhas africanas, para piorar a situação – eles fogem imediatamente.
Então, Lucy inventou uma barreira para elefantes (foto) que consiste de uma longa sequência de fio com colmeias a cada 10 metros. Quando os elefantes batem no fio, eles irritam as abelhas que começam a deixar suas colmeias para ir ferroá-los. E só esse movimento preparatório das abelhas para o ataque já é suficiente para afugentar os elefantes intrusos.
Edible Geography chama poeticamente de "honey fences" (cercas de mel) o dispositivo inventado pela zoóloga.

Boas cercas, bons vizinhos, diz o provérbio.

Formigas: trombando com os elefantes

08 junho, 2014

O mel de abelha é realmente vômito?


Cecil Adams (*) responde:
Sim. Isso não é algo a ser colocado na peça central da próxima campanha publicitária, mas o fato é que o mel é feito a partir do néctar que as abelhas operárias regurgitam.
Regurgitar é uma maneira educada de se dizer vomitar.
As abelhas recolhem o néctar das flores e o armazenam em seus "estômagos de mel", separadamente de seus verdadeiros estômagos. No caminho de volta para a colmeia, elas secretam enzimas que começam a converter o néctar em mel. Uma vez na colmeia, as abelhas despejam o material diretamente nos favos. Em seguida, batem suas pequenas asas para ventilar a colmeia e evaporar o excesso de água que existe no mel. Finalmente, fecham os favos de mel com cera, pensando: ei, nós trabalhamos duro, mas pelo menos agora nós vamos poder fazer um lanche quando quisermos.
Tolinhas. Os humanos roubam o mel, embala-o em garrafas, e lá vai ele para os seus estômagos.
Eu sei o que você está pensando. Você deve estar pensando, meu Deus, que outros fatos divertidos você sabe sobre as abelhas?
Bem, na minha opinião, você nunca sabe o suficiente sobre a vida sexual de um inseto.
Você sabia que, proporcionalmente ao tamanho do corpo, os órgãos genitais de uma abelha zangão estão entre os maiores de qualquer animal na Terra?
O tamanho de seus equipamentos foi planejado para ser diretamente relacionado ao destino pós-coito do zangão, ou seja, a morte. Seus órgãos genitais estão contidos no abdômen e, presumivelmente, só saem do lugar com a finalidade de acasalamento. Mas saem mesmo. Pelo que entendi, a causa imediata da morte do zangão é que seus equipamentos são arrancados durante o ato.
Mais uma razão para termos cautela, rapazes, quando estivermos tateando no escuro.
Uma última coisa. Apesar de sua dedicação à causa, o zangão não é produzido como resultado de sexo. Pelo contrário, desenvolve-se a partir de um ovo não fertilizado. Ovos fertilizados se tornam abelhas operárias ou rainha e, por ser esta capaz da partenogênese, o abelhão não tem pai, só avô.
Você, que acha a sua família disfuncional, não ficou agora feliz em saber que não é uma abelha?

Is honey really bee vomit? In: The Straight Dope

(*) Cecil luta contra a ignorância desde 1973. Não esperava que fosse por tanto tempo.

30 junho, 2013

Formigas melíferas

Conheça as formigas melíferas (honeypots ants) cujos abdomes podem se expandir até o tamanho de uma uva. Durante tempos difíceis, regurgitam extratos açucarados com que nutrem as demais formigas de sua colônia. E, por serem armazéns vivos de alimentos, são disputadas pelas formigas das colônias rivais - que inclusive tentam raptá-las!
Os aborígenes australianos apreciam comê-las como doces.

07 fevereiro, 2013

Abelha sem ferrão

Uruçu, uma das espécies
Ferroada de abelha dói e ninguém gosta de levar. No entanto, quem se interessa em criar o inseto e não quer correr risco de receber uma picada pode optar pelas espécies que possuem o ferrão atrofiado. Entre as mais conhecidas, estão as pertencentes à subfamília Meliponinae, com mais de 200 variedades. Também chamadas de abelhas indígenas ou sem ferrão, elas recebem diferentes nomes populares de acordo com a região onde estão localizadas.
A meliponicultura, como é denominada essa criação, já era conduzida pelos indígenas. Hoje, a atividade é praticada por pequenos e médios produtores de todas as regiões, com destaque para o Nordeste, onde é importante fonte de renda devido à venda de mel.
O produto é mais fluido e cristaliza-se mais lentamente que o da Apis mellifera, a abelha de origem europeia. Com a adoção de técnicas adequadas, é possível coletar de cinco a oito litros ao ano por caixa (usada para substituir os ninhos onde as abelhas se reproduzem e fabricam o mel).
A criação de abelhas sem ferrão tem baixo custo e manejo fácil. Como as espécies são dóceis, não é necessário o uso de roupas e equipamentos de proteção para lidar com elas. Outra vantagem é que a atividade pode ser realizada até em áreas urbanas, como o quintal de uma residência, convivendo com pessoas e animais domésticos, desde que haja vegetação na vizinhança.
Com ou sem ferrão, as abelhas têm uma função importante na natureza. São polinizadoras de plantas, permitindo a floração e a produção de sementes e frutos.

Globo Rural - Notícias, João Mathias / Consultor: Pierre J. Alonso, zootecnista

VÍDEO

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O jumento apicultor, Furto de mel, Quando o mel vira "mé", Pais "protetores" - 4 e Com mel é melhor

24 maio, 2008

Com mel é melhor

Mel, se o achaste come o que baste.
A ventre farto o mel amarga.
Não comas figo nem mel onde água não houver.
Quem come fel, não pode cuspir mel.
Quem com mel lida, tem chance de uma lambida.
Azeite de cima, mel do fundo e vinho do meio.
Não provar do mel que é servido na ponta de uma faca (imagem).
Apanham-se mais moscas com mel do que com fel.
Quem nunca comeu melado, quando come se lambuza.

Gurgel, Gurgel, não tens abelhas mas vendes mel.

17 março, 2008

Furto de mel

Na Macedônia, um urso foi julgado – à revelia – por furto de mel.
Cansado de proteger as suas colméias das investidas de um urso, um apicultor da cidade de Bitola, Macedônia, denunciou o intruso à Justiça. E, com o ganho desta questão, deverá receber uma indenização de cerca de US$ 3,5 mil.
A ser paga pelos cofres públicos já que o animal, além de não ter dono, pertence a uma espécie protegida pelo Estado.

Fonte: BBC

29 dezembro, 2007

Quando o mel vira “mé”

Notícia do Portal G1 dá conta de um casal em Igarassu, cidade pernambucana, que produz cerveja a partir do mel. Fabricada de forma artesanal, a "Melina" (nome comercial da cerveja), apresenta a tradicional cevada substituída pelo mel em seu processo de fermentação. Longe de se tornar uma concorrente importante das grandes marcas de cerveja do país, a "Melina" já tem feito muita gente parar no “Delícias da Roça”, onde é comercializada, a fim de conhecer a tal cerveja de mel.
Contudo, não há nada de novo sob o sol nordestino. Os antigos gregos e romanos já consumiam o hidromel, uma beberagem alcoólica de produção mais simples a partir do mel diluído na água. Depois, outros grandes consumidores deste produto de fermentação à base do mel foram os celtas, os saxões, os vikings e os maias. E, na Mitologia Nórdica, o hidromel aparecia como a bebida favorita dos deuses.
Foi a tradição de que os recém casados deveriam consumir o hidromel, durante o primeiro ciclo lunar após as bodas (para que viessem a ter um filho varão), que deu origem à expressão lua-de-mel.