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28 julho, 2025

Uma homenagem a Blaise Pascal

Aqui uma homenagem ao inventor do transporte público, o filósofo francês Blaise Pascal.
http://www.straphanger.blog/the-inventor-of-transit/
Depois de inventar a calculadora mecânica, o filósofo pré-iluminista voltou sua mente para o problema do trânsito em Paris, que, com uma população de meio milhão, era então a segunda cidade mais populosa do mundo e a mais densamente povoada. Os ricos se locomoviam em carruagens particulares, puxadas por cavalos, pelas quais pagavam grandes somas para mantê-las. E os pobres andavam a pé.
Pascal imaginou um sistema pelo qual "les petites gens" pudessem se mover, se não com tanto conforto quanto os ricos, pelo menos com a mesma rapidez e confiabilidade. Seus "carrosses à cinq sous" eram carruagens puxadas por cavalos, cada uma com a capacidade para oito passageiros, "infinitamente convenientes", como Pascal as descreveu em seu apelo por uma patente real, e "saindo em horários regulares, mesmo quando vazias".
Por uma tarifa de cinco "sous", "les carrosses" transportavam passageiros por cinco linhas, em ambos os lados do Rio Sena. Mas um aumento da tarifa para seis "sous" levou a protestos e, após quinze anos de atividade, o serviço foi encerrado.

14 junho, 2025

Nikolaus Otto

Nikolaus August Otto (14/06/1832 - 26/01/1891), engenheiro alemão que desenvolveu o motor de combustão interna de quatro tempos, que ofereceu a primeira alternativa prática à máquina a vapor como fonte de energia. Um engenheiro francês, Alphonse Beau de Rochas, formulou o projeto básico do motor de combustão interna de quatro tempos e o patenteou em 1862, mas nunca construiu um modelo funcional. Em 1876, Otto usou princípios de Beau de Rochas e outros para construir o protótipo dos motores de automóveis atuais. Ele vendeu milhares de cópias antes de Beau de Rochas processá-lo e invalidar a patente de Otto. Mas os motores leves e eficientes do ciclo Otto permitiram em grande parte a criação de automóveis, lanchas, motocicletas e até aviões.
Otto, o pai do ottomóvel (desculpem). (Pat's Blog)

05 julho, 2024

Toda invenção é uma descoberta?

Não, nem toda invenção é uma descoberta, e vice-versa. As palavras "invenção" e "descoberta" têm significados distintos.

Uma descoberta refere-se a encontrar algo que já existia, mas que era até então desconhecido. Exemplos: a descoberta de um novo planeta, de uma espécie animal ou de uma ilha ignorada. Envolve o reconhecimento ou a revelação, por meio de observação, pesquisa ou exploração, de algo que já estava presente no mundo.

Uma invenção, por outro lado, envolve a criação de algo totalmente novo que não existia antes. Pode ser um objeto, um processo, um conceito ou qualquer outra coisa que seja concebida pela mente humana e trazida ao mundo real. Exemplos: a invenção da lâmpada elétrica, do telefone ou de uma nova tecnologia. Requer criatividade, imaginação e a aplicação de conhecimentos e habilidades para desenvolver algo original.

Exemplos combinados: às vezes, uma descoberta pode servir como base para futuras invenções. Por exemplo, a descoberta da eletricidade que levou à invenção dos dispositivos elétricos. E invenções podem também levar a descobertas. Como instrumentos científicos avançados, que podem levar a novas descobertas ao permitirem a observação mais detalhada do mundo natural.

Em resumo, enquanto a descoberta está relacionada a encontrar algo que já existe, a invenção está relacionada a criar algo novo. Há áreas onde os limites podem parecer turvos, mas a distinção geral entre descoberta e invenção permanece.

27 novembro, 2023

O relógio de pêndulo mais preciso do mundo

A invenção ocorreu a Daniel Valuch, que havia adquirido um Elektročas HH3 com pêndulo, um enorme relógio originário da antiga Tchecoslováquia, com seu gabinete original de dois metros de altura. 
Esse tipo de relógio era considerado até anos atrás uma ferramenta comum em laboratórios de todo o mundo.
Em sua encarnação básica, tinha a precisão de cerca de 0,1 segundo por dia, o que já era bom, mas nada comparável com a precisão dos relógios atômicos.
A ideia do cientista maluco foi conectá-lo a um relógio de fonte de césio do Laboratório Nacional de Física do CERN.
Por meio de um mecanismo controlado por eletrônica que lia a hora exata do relógio de césio, Valuch podia mover ligeiramente o centro de gravidade do pêndulo, de modo a compensar periodicamente os atrasos/avanços, que poderiam ser devidos a mudanças de temperatura e de pressão atmosférica, vibrações de máquinas próximas e assim por diante.
O resultado é uma engenhoca que parece velha e tem ponteiros tradicionais, mas é o relógio de pêndulo mais preciso do mundo. Valuch diz em sua página que ele desacelera apenas 1 segundo a cada 158 milhões de anos.

Por Alvy, Microsiervos. Trad.: PGCS

08 julho, 2023

Ioiô

É um dos brinquedos mais antigos do mundo.
Não se sabe ao certo em que local foi inventado. Uns dizem ter sido na Grécia, outros na China ou até mesmo nas Filipinas, onde veio a adquirir sua forma atual.

Fig. Garoto brincando com um ioiô de terracota (Grécia, 440 a.C.)

É constituído de dois discos, geralmente de plástico, mas podendo ser também de madeira ou metal, unidos no centro por um eixo no qual se prende um cordão. Deixando-se cair o ioiô de um certo modo, ele sobe com o impulso, e o cordão se enrola; deverá outra vez cair e subir, sucessivamente, até que termine o impulso inicial.
Na Europa, o ioiô começou a popularizar-se no final do século XVIII, principalmente na França e Inglaterra. Em 1928, o filipino Pedro Flores levou o ioiô para os Estados Unidos, onde começou a comercializá-los. 
De lá para o resto do mundo, foi um "cachorrinho pulando a cerca".

22 junho, 2023

A invenção da máquina de costura (2)

Somente em 1755 foi que se iniciou a costura mecânica, cuja patente teve como titular Charles Wiesenthal. Em 1790, Thomas Saint inventou uma máquina de costura para trabalhos em couro. Ela servia para costurar sapatos, principalmente botas militares.

A cópia da máquina de costura de Saint por Newton Wilson. Wikiwand

Em 1807, apareceu a primeira máquina de costura realmente funcional, criada pelo alfaiate francês Barthelemy Thimmonier. Ele se inspirou na forma de trabalhar das costureiras da cidade de Lyon, que empregavam uma técnica rapidíssima em ponto de cadeia. Essa máquina, com apenas uma agulha de gancho, chegava a dar 200 pontos por minuto, o que representava um grande avanço ao ser comparado com os 30 pontos por minuto que então se alcançava manualmente.
Em 1841, os artesões e alfaiates, apavorados diante da perspectiva de perderem seus empregos, se revoltaram e puseram fogo nas máquinas, destruindo também as oficinas de costura. Ele teve que fugir e se refugiar por algum tempo na Inglaterra.
Dez anos após esta revolta, ou seja, em 1851, surgiu nos Estados Unidos a primeira máquina de costura com pedal, inventada por Isaac Singer. Ele introduziu muitas outras melhorias, o que fez com que ela ganhasse rapidamente o mercado. Com o sucesso alcançado, ele fundou a empresa Singer que difundiu mundialmente esse tipo de máquina.
Hoje em dia, as modernas máquinas de costura domésticas alcançam 1.500 pontos por minuto e as industriais até 7.000 pontos por minuto. Algumas destas máquinas já vêm com pontos de bordado e agulhas duplas, para decorar tecidos. Com o passar do tempo foram criadas máquinas especializadas como as botoneiras, caseadeiras, pespontadeiras, zigue-zague, overloque e muitas outras variedades
.
http://blogdopg.blogspot.com/2018/08/a-invencao-da-maquina-de-costura.html
http://www5.pucsp.br/maturidades/curiosidades/curiosidades_ed63.html
http://www.wikiwand.com/pt/M%C3%A1quina_de_costura

23 fevereiro, 2023

A invenção do Carnaval e do Brasil

Você está correto, o Brasil não inventou o carnaval. O carnaval é uma tradição que tem raízes bem antigas e é comemorado em várias partes do mundo, incluindo a Europa, América Latina e Caribe. No entanto, o carnaval brasileiro é conhecido por sua grande escala e animação, tornando-se um dos mais famosos do mundo. A celebração do carnaval no Brasil remonta ao século XVII e é influenciada por várias culturas, incluindo a europeia, africana e indígena. (ChatGPT)

Quem foi que inventou o Brasil? / Foi seu Cabral! / Foi seu Cabral! / No dia vinte e um de abril / Dois meses depois do carnaval. (Lamartine Babo)

"O Brasil não inventou o Carnaval, mas o povo do Brasil se aconchegou de tal forma à folia, dando sentidos encruzilhados ao Carnaval, que ocorreu o inverso: foi o Carnaval que inventou um país possível e original, às margens e nas frestas desse projeto de horror que nos constituiu." (Luiz Antonio Simas)

O carnaval é invenção do Diabo / Que Deus abençoou / Deus e o Diabo no Rio de Janeiro / Cidade de São Salvador. (Caetano Veloso)

01 fevereiro, 2023

Tocando o intangível

Então hoje eu quero falar sobre o passado, sobre o homem que projetou aquele aparelho de escuta inteligente, Lev Sergeyevich Termen.
Termen foi um visionário cujas invenções estavam décadas à frente de seu tempo, mas em sua vida pessoal lutou contra o inesperado. O pobre rapaz sempre parecia estar pisando no ancinho do Destino.
Termen nasceu em Petersburgo em 1896, em uma família aristocrática. Ele era uma criança musical e se tornou um violoncelista talentoso, mas seu maior amor sempre foi a física e a engenharia.
Em 1917, Termen participou da revolução bolchevique e foi designado para trabalhar em um novo laboratório de pesquisa soviético.
Uma de suas primeiras tarefas foi construir um sensor capacitivo para medir as propriedades elétricas dos gases. Consistia em duas placas de metal; introduzindo uma amostra de gás entre as placas, você pode fazer uma leitura.
Em vez de dar a este instrumento um mostrador regular para fazer leituras, Termen teve a ideia inspirada de conectar seus fones de ouvido.
O tom do sinal nos fones de ouvido correspondia ao valor da leitura. Termen notou que quando ele movia as mãos perto das placas de metal, isso afetava o tom.
Ele aprendeu sozinho a tocar algumas melodias, e seus colegas ficaram empolgados. "Termen está tocando o voltímetro!"
E essa foi a última vez que o mundo ouviu falar do analisador de gás. Termen começou a trabalhar e logo construiu o primeiro instrumento musical eletrônico do mundo. Seus colegas o chamavam de 'Termenvox', em sua homenagem. Nós, é claro, o chamamos de theremin (O teremim).
Aqui está um vídeo de um gato tocando o theremin.
Você vê que o instrumento tem uma antena vertical que controla o tom. À medida que o gato aproxima as patas da antena, ou a morde, o som fica mais alto.
Há também uma bobina horizontal, que o gato optou por não usar, que controla o volume.
Você não toca o theremin ao tocá-lo – basta apenas mover suas mãos (ou patas) para perto.
Aqui está um ser humano tocando o theremin, com um pouco mais de habilidade.



Por favor, perdoem a qualidade do vídeo, mas este é o próprio Termen, demonstrando sua invenção.
Você notará como o theremin é sensível a pequenas mudanças na posição da mão.
Bem, isto foi um grande sucesso com os rapazes do laboratório. E logo Termen foi convidado ao Kremlin para dar uma demonstração a Lenin, um grande nerd da tecnologia. Ele atingiu o grande momento!
Há dois temas recorrentes na obra de Termen. A primeira é essa ideia de tocar o intangível, palpar o impalpável, efetuar o inefável. Termen adorava conectar o mundo invisível do elétron aos nossos sentidos físicos, de maneiras surpreendentes. Você vê isso no theremin e também em The Thing ("A Coisa"); ambos os dispositivos acoplam o som a um campo eletromagnético de alta frequência.
E esse é o outro tema, que tudo em que Termen trabalhou parecia ter um lado sombrio.
Parte disso não era culpa dele, apenas devido à natureza amoral da física. Você não pode ter um mundo com um theremin sem também poder construir "A Coisa". Os elétrons não se importam.

OUR COMRADE THE ELECTRON (NOSSO CAMARADA, O ELÉTRON) - 3.ª parte desta palestra, que Maciej Ceglowski proferiu em 14/02/2014, na Webstock, em Wellington, Nova Zelândia.
[http://idlewords.com/]

23 junho, 2021

Edison bancou a cadeira elétrica para eletrocutar a competição

Thomas Edison não inventou a cadeira elétrica, mas um de seus colaboradores sim. Edison promoveu a cadeira elétrica de uma forma tal que se associou às suas origens.
Na década de 1880, um funcionário de Edison, Harold P. Brown, criou um projeto baseado no projeto de George Westinghouse, que usava a corrente alternada. Edison favoreceu a corrente contínua e até consultou Tesla sobre a melhor forma de usar a eletricidade, embora rejeitasse o conselho de usar a corrente alternada em seu próprio trabalho.
Apesar de criticar publicamente a invenção de George Westinghouse por ser brutal e denunciar a pena de morte como um todo, Edison continuou a financiar a invenção de Brown. Brown e Edison executaram muitos animais, enquanto tentavam provar que a eletrocução era mais humana do que o enforcamento, o que levou o estado de Nova Iorque a adotar a cadeira elétrica em 1890.

Extraído de: Here are all the things that Thomas Edison didn't actually invent, but took the credit for anyway.

Grato a Jaime Nogueira que recomendou este artigo de Melissa Sartore, publicado no Ranker.

Relacionado: A guerra das correntes


25 janeiro, 2021

Astrolábio, o primeiro computador

É uma ferramenta antiga, criada há mais de dois mil anos, quando as pessoas pensavam que a Terra era o centro do universo. Eles são frequentemente chamados de o primeiro computador e, por mais discutível que seja essa afirmação, uma coisa é certa, sem dúvida. Os astrolábios são objetos de imenso mistério e beleza.


Então, o que um astrolábio faz e como eles foram úteis no mundo antigo?
Em primeiro lugar, eles são instrumentos de resolução de problemas - eles calculam coisas como a hora do dia de acordo com a posição do sol e das estrelas no céu. Como um computador, você insere dados e, em seguida, recebe informações. Eles eram geralmente feitos de latão e tinham um diâmetro de 6 polegadas, embora fossem feitos também em dimensões muito maiores.
A primeira máquina do tipo astrolábio foi mencionada nas obras de Marcus Vitruvius Pollio, que morreu em 26 a.C. Ele descreveu um relógio em Alexandria que tinha um campo giratório de estrelas atrás de uma estrutura de arame. Isso foi certamente um começo para o astrolábio. Cláudio Ptolomeu (falecido em 168 d.C.), em seus escritos (de sua base em Alexandria), deu a entender que possuía um instrumento muito semelhante aos que reconhecemos hoje.
Os tempos mudaram. Novamente, em Alexandria, quase trezentos anos depois de Ptolomeu, a matemática e filósofa "pagã" Hipácia seria acusada de rituais satânicos envolvendo, entre outras coisas, o astrolábio, pela comunidade cristã da cidade. Ela foi atacada, estuprada e executada em 415 d.C. por uma multidão em plena luz do dia. Seu aluno, Theon de Alexandria, deixou anotações abundantes sobre o uso do astrolábio, mas seu uso no Ocidente estava, por quase mil anos, chegando ao fim.
Não é de se admirar que, após a morte de Hipácia, a Europa tenha perdido o astrolábio depois da queda do Império Romano, quando mergulhou de cabeça no período da história chamado Idade das Trevas. Muito conhecimento helenístico foi perdido para a Europa Ocidental - a população da qual considerava a tecnologia helenística (então 'pagã') com grande suspeita. No entanto, foi retido e mantido vivo no mundo islâmico, onde há muitas evidências de seu uso e desenvolvimento.
Ele voltaria para a Europa através dos mouros de al-Andalus. Sem a Espanha islâmica, argumenta-se, o Renascimento poderia muito bem nunca ter acontecido. É verdade que as idéias de al-Andalus se espalharam pela Europa no século XII e muitos intelectuais da Europa Ocidental se aglomeraram em lugares como Córdoba por ser um grande centro de conhecimento "perdido". Muitos dos antigos textos gregos, não encontrados em parte alguma da Europa, podiam ser encontrados em tais locais de educação, traduzidos para o árabe.
O astrolábio moderno de metal foi inventado por Abraão Zacuto, em Lisboa, a partir de versões árabes pouco precisas.

Abraão ben Samuel Zacuto teria nascido em Salamanca c. 1450. Ali teria estudado e lecionado astronomia e astrologia na Universidade de Salamanca, ainda que haja poucos detalhes sobre sua vida naquela cidade. Quando da expulsão dos judeus de Espanha em 1492, Zacuto refugiou-se em Portugal, sabendo-se que estava a serviço de D. João II em Junho de 1493.
Era já reconhecido como um importante astrónomo antes de chegar a Portugal. No país, seu trabalho foi importante para a ciência náutica. Foi chamado à Corte e nomeado Astrónomo e Historiador Real pelo Rei D. João II, cargo que exerceu até ao reinado de D. Manuel I. Foi consultado por este monarca acerca da possibilidade de uma viagem por mar até à Índia, que apoiou e encorajou.
Mesmo assim, depois de ter acontecido a descoberta do caminho marítimo para a Índia, Zacuto sofreu a expulsão de Portugal, tal como todos os judeus que recusaram se converter ao catolicismo, através do batismo, que o rei português impôs aos que lá viviam. 
Morreu no Império Otomano c. 1510.

23 março, 2020

A longa fase pré-industrial da escova de dentes

Terminologias odontológicas como placa e gengivite são consideradas modernas. No entanto, desde que os seres humanos existem tem havido a necessidade da limpeza dos dentes. Quer tenha sido feito para fim de saúde bucal, ou simplesmente para remover um pedaço teimoso de milho preso entre os dentes, a escovação existe há milhares de anos.
As primeiras ferramentas a se assemelharem a uma escova de dentes eram simples varas de madeira com uma ponta desgastada. Tais "avanços tecnológicos" foram evidentes pela primeira vez em 3.000 a.C., na época dos babilônios e dos antigos egípcios. Esses bastões foram encontrados em tumbas de ricos egípcios, indicando que o cuidado com os dentes é uma preocupação antiga.
Distanciando-se dos primitivos pauzinhos para chegarmos aos primitivos bastões de mascar. Por volta de 1.600 a.C., os chineses inventaram o que pode ser considerado o equivalente a uma goma de mascar, o bastão de mascar. Foi sobretudo projetado para refrescar a respiração, em vez de servir para limpar os dentes. Era feito com galhos de árvores aromáticas, e foi provavelmente criado enquanto os chineses estavam descansando da construção da Grande Muralha.
A semelhança mais próxima de uma moderna escova de dentes apareceu por volta de 700 d.C. durante a dinastia Tang, na China. O cabo da escova era feita de bambu ou, em alguns casos, de ossos de animais e tinha cerca de 5 centímetros de comprimento. A cabeça da escova, onde estamos acostumados a ver as cerdas, era formada por pelos de porco. Quer se trate de porco, javali, marmota ou ouriço, não posso dizer com certeza. Isso só me leva a questionar acerca dos níveis de higiene da época.
Somente no século 17 é que a palavra "escova de dentes" entrou no dicionário britânico. Segundo relatos, foi usada pela primeira vez por um cavalheiro inglês chamado Anthony Wood. A palavra foi usada em sua autobiografia ao descrever seus hábitos diários.
A primeira escova de dentes produzida em escala de massa não surgiu até o início da década de 1780. Mais moderna, ele deve seu design a outro inglês chamado William Addis. O cabo da escova era feito de osso de boi, enquanto a cabeça, de cerdas de porco, pelos de cavalo ou penas. Assim, transcorreram-se mais de dois mil anos para refazer a escova de dentes (que os chineses já tinham criado) e colocá-la no sistema de produção em massa.

Fonte: http://dentaldorks.com

03 janeiro, 2020

Uma breve história do paraquedas

A história do paraquedas remonta à China antiga, por volta do ano 1300, quando os acrobatas saltavam de grandes muralhas segurando imensos guarda-chuvas. É verdade que Leonardo da Vinci, já no século 15, ao projetar esse tipo de equipamento, deu uma forma mais aproximada à que hoje conhecemos, mas patenteado mesmo ele só foi em 1783, por Louis-Sébastien Lenormand.
Lenormand chegou a dar vários saltos (gravura), mas foi outro francês, André-Jacques Garnerin, que ficou creditado como o primeiro paraquedista do mundo. Garnerin, alguns anos mais tarde, em 1797, fez a primeira descida de paraquedas de uma alta altitude (a partir de um balão).
No Brasil, o paraquedismo chegou em 1931 pelas mãos de Charles Astor, que formaria os primeiros paraquedistas brasileiros em seu aeroclube em São Paulo.

Paraprosdokians
São figuras de linguagem em que a última parte de uma sentença ou frase é surpreendente ou inesperada e frequentemente bem-humorada. Winston Churchill as amava.
Você não precisa do paraquedas para saltar de um avião. Você só precisa do paraquedas quando pretende saltar duas vezes.

Alfaiate Voador
Em 1912, Franz Reichelt estava convencido de que poderia desenvolver um traje que se transformasse em um paraquedas para aviadores. Conhecido como o Alfaiate Voador (inclusive pela profissão), o francês nascido na Áustria perdeu a vida, em 4 de fevereiro de 1912, ao saltar de uma das plataformas da Torre Eiffel usando seu modelo. Ele deveria utilizar-se de um boneco para o salto, porém, no último minuto, decidiu testar a invenção em si mesmo. Infelizmente para Reichelt e para seu legado, a crença de que este ia funcionar acabou se revelando uma ilusão (wishful thinking).

Slideshows
1 - EM QUEDA LIVRE 
2 - PARAQUEDAS PARA AVIÃO

11 agosto, 2019

Quem inventou a roleta?

A roleta tem uma história muito interessante. Naturalmente, hoje em dia a maioria das pessoas joga roleta online, mas isso nem sempre foi o caso. Então, quando o jogo se originou e como se desenvolveu ao longo dos anos? Ah, e o que o nome realmente significa?
Vamos começar com isso - você provavelmente adivinhou que é francês, mas em inglês ele se traduz como roda pequena. Então, isso faz sentido! Como o nome é francês, então você não ficará surpreso ao saber que o seu país de origem é… a França! Foi desenvolvida pela primeira vez no século 17, mas não foi originalmente projetada com o seu uso atual em mente.
Blaise Pascal (1623 – 1662) foi um matemático famoso. Criança prodígio, ele criou máquinas de calcular ainda na adolescência. Mas foi durante sua busca pelo segredo do movimento perpétuo que ele criou o que para muitos é o protótipo original do que hoje conhecemos como a roleta. Embora o modelo de Pascal fosse primitivo em comparação com o design final, que surgiu pouco mais de um século depois, é quase como se Einstein apresentasse o Pokémon como um subproduto da sua Teoria da Relatividade.
Além de algumas mudanças (as cores do zero e do duplo zero), a roleta era como a conhecemos na década de 1790, mas ainda era predominantemente jogada em cassinos franceses. Não foi até o século 19 que o jogo se tornou verdadeiramente popular no resto da Europa, também se espalhando para os Estados Unidos da América. Se fosse uma criança, você poderia chamá-lo de um desenvolvedor lento (como Einstein!). Mas uma vez que ele começou a realmente decolar para a dominação mundial, pelo menos nos cassinos foi rápido.
A língua francesa era amplamente falada na Louisiana, de modo que não surpreende que tenha sido nos bares de Nova Orleans que se tornou popular nos Estados Unidos, espalhando-se no Mississippi pelos barcos a vapor. Com o advento de Las Vegas nos anos 1940 e 50, a América se tornou a nova casa da roleta.
No entanto, a cidade norte-americana e - é claro - Monte Carlo foram as únicos "cidades-cassino" de nota até os anos 1970. A partir de então, porém, os cassinos também começaram a florescer em outros lugares e, em 2008, havia centenas de cassinos em todo o mundo oferecendo o jogo.
A ascensão da internet significou que o jogo também poderia ser adaptado para novas audiências on-line. Isso significa que a roleta está conosco para ficar - na vida real ou on-line - por muito tempo.
Só podemos imaginar o que Blaise Pascal, vivendo uma vida de pobreza refinada, pensaria se soubesse como seu protótipo original de roleta acabou. Espero que ele tenha defendido o jogo de maneira sensata, ao contrário de um homem de Londres que, em 2004, vendeu todos os seus pertences - incluindo roupas - e colocou tudo no "vermelho" em um cassino em Las Vegas. Incrivelmente, ele dobrou seu dinheiro.

Who Invented Roulette?, Kuriositas

Aposto que vai gostar: Os neutrinos no Cassino da Urca e Os ladinos no Cassino de Monte Carlo

14 junho, 2019

O primeiro robô movido a vapor


Em 1868, o Newark Advertiser publicou uma matéria sobre uma "Invenção Mecânica Notável - Um Homem a Vapor". O artigo dizia:
O Sr. Zadock Deddrick, um maquinista de Newark, inventou um homem. (1) Movido a vapor, ele executa funções características da espécie humana; que vão de andar a correr quando solicitado, em qualquer direção, e em quase qualquer velocidade, puxando atrás de si uma carga cujo peso sobrecarregaria a força de três cavalos de tração. (2)
O homem tem sete pés e nove polegadas de altura, sendo as outras dimensões do corpo em proporções corretas, fazendo dele um segundo Daniel Lambert, (3) a quem é jocosamente comparado pelo público. Ele pesa quinhentos quilos. O vapor é gerado no tronco, que nada mais é do que um motor de três cavalos, como os que são usados ​​em nossos motores a vapor. As pernas que o suportam são complicadas e maravilhosas. Os passos são dados com muita naturalidade e facilidade. Quando o corpo é jogado para a frente sobre o pé avançado, o outro é levantado do chão com uma mola e jogado para a frente pelo vapor.
Apesar de não atender a todas as expectativas, forneceu inspiração para muitos "homens a vapor" nos anos seguintes do século XIX.
(https://pballew.blogspot.com/2019/01/on-this-day-in-math-january-8.html#links)

N. do E.
(1) Zadoc Dederick foi um inventor estadunidense. Junto com Isaac Grass, ele foi o criador desse robô humanoide movido a vapor e projetado para puxar um carrinho. Sua invenção foi patenteada (US 75874) em 24 de março de 1868.
(2) Cavalo de tração é um termo empregado para referir-se a determinadas raças de cavalo, que são próprias para trabalhos pesados como o transporte de cargas.
(3) Daniel Lambert (1770 - 1809) foi um guarda prisional em Leicester, Inglaterra, famoso por seu tamanho anormalmente grande. Ao morrer pesava 335 kg.

24 abril, 2019

Olha a faca de mesa!

São tradicionalmente considerados talheres as colheres, os garfos e as facas. Os pauzinhos orientais (em japonês, hashi) também podem ser considerados talheres. (*)
Na composição de um cenário de mesa, um dos itens indispensáveis é a faca de mesa. Sua característica distintiva dos outros tipos de faca é a ponta romba ou arredondada. A origem deste tipo de ponta e, portanto, da própria faca de mesa é atribuída ao cardeal Richelieu, por volta de 1637, na França.
Supostamente, para livrar os convidados do feio hábito de limpar os dentes com a ponta das facas à mesa do jantar.

(*) O spork, este utensílio híbrido, ainda espera a vez.
(colher) spoon ► spork ◄ fork (garfo)

03 abril, 2019

Construindo o Impossível

O holandês Cornelis Jacobszoon Drebbel (1572 - 7 de novembro de 1633) foi o construtor do primeiro submarino navegável.
Em 1620, usando o projeto de William Bourne, de 1578, ele fabricou para a Marinha Real Inglesa um submarino dirigível com uma estrutura de madeira coberta de couro. Entre 1620 e 1624, Drebbel construiu e testou com sucesso mais dois submarinos, cada um maior que o anterior.
O modelo final (terceiro) tinha 6 remos e podia transportar 16 passageiros. Este modelo foi demonstrado para o rei James I pessoalmente e para os vários milhares de londrinos que se aglomeraram nas margens do rio Tâmisa. O submarino ficou submerso por três horas e pôde viajar de Westminster até Greenwich e voltar, a uma profundidade de 12 a 15 pés (4 a 5 metros). Drebbel até levou James neste submarino em um dos testes de mergulho, fazendo de James I o primeiro monarca a viajar debaixo d'água.


Este submarino foi testado muitas vezes no Tâmisa, mas não o bastante para atrair o entusiasmo do almirantado e nunca foi usado em combate.
Mais recentemente, foi sugerido que os relatos contemporâneos de seus testes continham elementos significativos de exagero e o submarino era, no máximo, um semi-submersível capaz de viajar no Tâmisa pela força da correnteza.
Em 2002, o construtor de barcos Mark Edwards construiu um submarino de madeira baseado na versão original de Drebbel. Este submarino do construtor britânico foi exibido no programa de TV Building the Impossible (BBC) do mesmo ano.
[https://en.wikipedia.org/wiki/Cornelis_Drebbel]

21 março, 2019

A invenção da escova de dentes

William Addis (1734–1808) encontrava-se preso em uma cadeia britânica, em 1770.
Na época, as pessoas usavam panos com sal e pó de carvão para limpar os dentes. Foi quando ele teve a ideia de fazer buracos em um pedaço de madeira(*), em que colocou tufos de cerdas que foram a seguir fixados com cola.
Ao sair da prisão, ele passou a produzir em escala industrial o seu invento e ficou rico.
A empresa que ele fundou, a Wisdom Toothbrushes, ainda está em operação até hoje.

(*) Wikipédia traz a versão de ter sido um osso que sobrou de uma refeição.

09 dezembro, 2018

O passa-paredes

Em 14 de julho de 2004, John St. Clair solicitou a patente de um sistema de treinamento para o ser humano aprender a atravessar objetos sólidos.
Nº publicação: US20060056262A1
Background
Um ser humano é uma energia do hiperespaço que vive em um recipiente físico ou corpo composto de 67% de água. Esta alta porcentagem de água torna esta invenção possível. Com a energia do hiperespaço (referindo-se à figura ao lado) sendo recebida como energia de nossa dimensão através de sete vórtices que percorrem o comprimento do corpo. Cada vórtice se conecta a uma dimensão separada do hiperespaço com sua própria frequência particular. Esse arranjo permite o desenvolvimento de sete componentes de energia modulares correspondentes a mente, olho espiritual, voz, corpo, abdômen, bola de energia de plasma (bateria) e conexão à Terra.
N. do E.
Nada resiste a uma ideia esquisita quando o seu tempo chega.

12 agosto, 2018

A invenção da máquina de costura

12 de agosto de 1851 - Isaac Merrit Singer (1811 - 1875), mecânico de NY,  obtém a patente da primeira máquina de costura realmente prática (v. gravura). Foram necessários onze dias de trabalho, que resultaram em cinco pontos firmes e contínuos (pesponto), para que Isaac Singer tivesse a certeza de ter criado um novo produto que iria revolucionar o milenar processo de recortar, modelar, armar e unir pedaços de tecidos para confeccionar, calças, camisas, casacos, vestidos, corpetes e tantas outras peças para o vestuário.
Utilidades
Um antigo provérbio latino diz que "A necessidade é a mãe da invenção", mas a invenção da máquina de costura foi uma exceção à regra, pois não surgiu para preencher um desejo reconhecido. A máquina de costura nasceu do espírito inventivo de sua época. Nem demanda popular, nem qualquer necessidade premente, mesmo que limitada, encontra-se registrada como solicitação de uma máquina de costura. As pálpebras pesavam com a costura até a meia-noite, mas nunca uma mulher pediu chorando: "Dê-me uma máquina de costura".
A máquina de costura tirou dos ombros de incontáveis milhões o trabalho enfadonho de costurar à mão e tornou disponíveis, a outros incontáveis milhões, mais e melhores roupas por apenas uma fração daquilo que custava antes de ter sido inventada. Dia e noite, homens e mulheres em toda a parte do mundo vestem e usam artigos feitos com a máquina de costura, seja doméstica ou industrial. A máquina de costura aumentou os guarda-roupas, tornou possível a produção em massa de inúmeros produtos e emancipou mulheres de todos os países.
"Depois do arado, esta máquina de costura é talvez o instrumento mais abençoado da humanidade", escreveu Lois Antoine Godey, em 1856. Mahatma Gandhi, o líder hindu, enquanto estava na prisão, aprendeu a costurar em uma máquina e mais tarde isentou-a em sua interdição sobre o maquinário ocidental. "Ela é uma das poucas coisas úteis já inventadas", disse ele.
Fontes
http://operamundi.uol.com.br/conteudo/noticias/5633/hoje+na+historia+1851++e+inventada+a+maquina+de+costura.shtml
http://www.singer.com.br/nossa-historia/
http://hid0141.blogspot.com/2011/06/historia-da-maquina-de-costura.html

Ver também: A agulha de costura

06 janeiro, 2018

Quem inventou o telefone?

O escocês Alexander Graham Bell patenteou o telefone nos Estados Unidos, no início de 1876. Por uma estranha coincidência, Elisha Gray requereu no mesmo dia uma outra patente do gênero. O transmissor de Gray, que se supõe ter sido inspirado num dispositivo muito antigo conhecido como "telefone dos amantes", no qual dois diafragmas são unidos por um fio esticado, e a voz é transmitida unicamente pela vibração mecânica do fio.
A patente de Bell foi contestada repetidamente e apareceu mais de um reivindicador para a honra e recompensa de ser o inventor original do telefone. O caso mais importante foi o de Antonio Meucci, um emigrante italiano, que demonstrou com forte evidência que, em 1849, em Havana, Cuba, tinha experimentado a transmissão de voz pela corrente elétrica. Continuando a sua pesquisa em 1852 e 1853, e subsequentemente nos Estados Unidos, em 1856 Meucci construiu um telefone eletromagnético para conectar o seu escritório ao quarto de dormir, localizado no segundo andar de sua casa, para socorrer a esposa que sofria de reumatismo.
Em 1860, ele delegou a um amigo que visitava a Europa que procurasse pessoas interessadas em sua invenção. Em 1871, Meucci entrou com um requerimento no Gabinete de Patentes dos Estados Unidos, e tentou convencer o Sr. Grant, presidente da Companhia Telegráfica de Nova Iorque, a experimentar o instrumento.
A doença, a pobreza e as consequências de um ferimento devido a uma explosão a bordo de um barco, retardaram suas experiências, e impediram que terminasse a sua patente. O instrumento experimental de Meucci foi exibido no exposição de Filadélfia de 1884 e atraiu muita atenção, mas o modelo demonstrado não estava completo. No pedido de patente de 1871, ele escreveu: "Eu me utilizo do bem conhecido efeito condutor dos condutores metálicos contínuos como meio para o som e aumento o efeito eletricamente, isolando o condutor e as partes que estão em comunicação. Isto dá forma a um telégrafo falador sem a necessidade de qualquer tubo oco". E, para iniciar a conexão telefônica, ele usou um alarme elétrico.
Com dificuldades financeiras, Meucci apenas conseguiu pagar a patente provisória de sua invenção. Acabou vendendo o protótipo do telefone a Alexander Graham Bell que, em 1876, patenteou a sua invenção. Meucci o processou, mas acabou falecendo no curso do julgamento e o caso foi encerrado. Assim, Graham Bell foi considerado durante muitos anos como o inventor do telefone.
O trabalho de Meucci foi reconhecido postumamente em 11 de junho de 2002, quando o Congresso dos Estados Unidos aprovou a resolução N°. 269, estabelecendo que o inventor do telefone fora, na realidade, Antonio Meucci e não Alexander Graham Bell.