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30 abril, 2011

SEMANA. Viva Sem Asma

A Sociedade Cearense de Pneumologia e Tisiologia (SCPT), o Programa de Controle da Asma (PROCAM) do Hospital de Messejana (HM) e a Liga do Pulmão da UFC convidam a todos para participarem da "Semana Viva Sem Asma", a ser realizada em Fortaleza (HM e Praça José de Alencar), no período de 2 a 7 de maio.
Constam da programação: telepalestras, seminário, teatro, sabatina e concurso de "bombinhas".
No encerramento da semana, Juca Cajuzinho (na figura ao lado, com a sua "bombinha"), o boneco gigante que simboliza o evento,  fará a animação geral.

Uma explicação
As "bombinhas" são dispositivos seguros e indispensáveis para o controle e o tratamento da asma.

29 agosto, 2010

Piada de pneumologista

Uma paciente retorna a seu médico. É asmática e vem chiando com o resultado de seu tratamento.



Vídeo sugerido por Nelson Cunha

02 fevereiro, 2010

Laser não cura asma

Caro colega,

A Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia tem como uma das suas funções a difusão do conhecimento científico na área das doenças respiratórias prioritárias e o zelo pela divulgação de Boas Práticas Clínicas. Foi com surpresa que verificamos a divulgação, em imprensa leiga, matéria na Revista Veja - Edição 2146 - ano 43 - n°1 - pagina 74, de 6 de janeiro de 2010, artigo referente a pesquisa desenvolvida no InCor com aplicação de Laser para obtenção de controle da asma. A reportagem sugeriu que asmáticos, após o tratamento com raios Laser, poderiam ter uma vida normal, sendo possível abandonar o tratamento anti-inflamatório com corticóides inalatórios, após a aplicação das ondas luminosas.
Compreendemos perfeitamente a missão da Universidade em pesquisar e divulgar tratamentos novos, bem como assegurar que esse conhecimento, ao ser transferido ao público leigo, seja sempre revestido dos devidos cuidados para que a falta de embasamento teórico da população não propicie uma má interpretação.
Essa reportagem, descrevendo um tratamento experimental como potencialmente mais eficaz do que o tratamento universalmente aceito como o mais efetivo para controle da asma (corticóides inalatórios: Evidencia A nas Diretrizes e Consensos mundiais), gera uma falsa impressão de conhecimento sólido e produzido em Instituição de credibilidade irrefutável.
Como especialistas sabemos que o Laser ainda carece de comprovação científica definitiva para ser recomendado como tratamento de primeira linha.
Sendo assim, encaminhamos, através de nossa Assessoria de Imprensa, uma resposta a VEJA, a qual não foi publicada. Estamos trabalhando para esclarecer a população de forma transparente e adequada.

Jussara Fiterman
Presidente da SBPT

12 outubro, 2007

Asma e derrame pleural

Um paciente do sexo masculino, 63 anos, motorista de táxi, ex-fumante, procurou um médico pneumologista de seu plano de saúde para o tratamento de uma asma crônica dependente de terapia corticóide oral.
Dois meses antes, havia apresentado febre e astenia ao longo de uma semana, durante a qual a dispnéia tinha se mostrado com menor grau de resposta aos medicamentos que ele habitualmente usava para a asma. Atendido no setor de emergência de um hospital, após o exame clínico e a realização de uma radiografia de tórax, foi constatado estar apresentando um derrame pleural de médio volume à esquerda.
---__TORACOCENTESE
Submeteu-se a um esvaziamento por agulha (toracocentese) do líquido pleural. Neste procedimento, foi coletada uma quantidade de cerca de meio litro de líquido pleural, com aspecto claro, que foi encaminhado para exames laboratoriais, juntamente com uma biópsia de pleura. O paciente recebeu alta da enfermaria de observação, sendo orientado a retornar duas semanas depois para saber os resultados dos exames.
Na data aprazada, os resultados dos exames foram recebidos pelo paciente. Mas não conseguiu mostrá-los ao médico solicitante do setor de emergência, por este se encontrar de férias. Contudo, nas semanas seguintes, o paciente também não compareceu no hospital para apresentá-los a outro profissional. Foram os motivos alegados: estar sem os sintomas da intercorrência e imaginar-se que ficara curado por meio da toracocentese (sic).
Até que, por ocasião de uma consulta a outro pneumologista, os resultados daqueles exames foram enfim apresentados. A citologia do líquido (com linfocitose) e a biópsia (com granuloma caseoso) eram conclusivas para tuberculose pleural. A toracocentese, além do alívio que lhe proporcionara, fora muito importante para a confirmação diagnóstica. Mas, ao paciente, ainda faltava a adoção de uma medida indispensável: iniciar o “tratamento específico”.
É feito este tratamento com medicamentos orais, ingeridos em horário único diário, durante seis meses. Não há necessidade de o paciente se afastar do trabalho. Embora se trate de uma forma "fechada" (não contagiante) da enfermidade, a história natural da tuberculose pleural mostra que ela costuma recrudescer, apresentando-se sob a forma pulmonar, meses ou anos após, quando não houve antes o tratamento medicamentoso. E ser idoso e/ou usar cronicamente corticóide (droga depressora da imunidade) estão entre os fatores que influem para que assim evolua.

O caso é de etiologia comum para o derrame pleural. Foi aqui descrito para chamar a atenção sobre a importância de o paciente sempre mostrar os resultados de seus exames ao médico que o assiste (PGCS).