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27 janeiro, 2026

Caiu a ficha

Esta expressão continua em uso, mas a sua origem nos transporta ao passado.
Quando a arquiteta Chu Ming Silveira projetou, em 1971, um novo tipo de telefone público que fosse adequado a um país dos trópicos. Durável, porém leve e barato de fabricar, instalar e manter, o qual logo foi apelidado de orelhão (em alusão a ter a forma de uma grande orelha).
Precisava de fichas para fazer ligações. Mas, em 1992, as tais fichas foram substituídas por cartões.
No auge de sua utilização, havia 1,5 milhão desses aparelhos nas ruas e praças do Brasil.
E fizeram muito sucesso em quadros de humor da televisão brasileira.
Na década de 1980, com o "Zé da Galera" e o "Paquera da Jupira", personagens de Jô Soares no programa humorístico "Viva o Gordo"; e também, com o comediante Aloísio Ferreira Gomes, o "Canarinho", destaque do programa "A Praça É Nossa", que usava o telefone público próximo de outras pessoas, falando alto e provocando grandes confusões.
No cinema nacional, os orelhões foram também utilizados como peças do "mobiliário urbano". Como em "O Agente Secreto" (de 2025), em que foi preciso recriar uma Recife dos anos 1970s para as locações do filme.


Este mês de janeiro marca o início da despedida de nossos confidentes de fibra de vidro. Em povoados onde a cobertura da internet é insatisfatória, apenas 9 mil desses orelhões sobreviverão até 2028.
Não vai sobrar lugar para eles, em um país que atualmente se comunica por meio de 270 milhões de telefones celulares.
A ficha caiu para sempre, mas a conexão com a história será eterna. (Paulo Gurgel)

10 julho, 2021

Um portal liga um país a outro na Europa


Parece algo vindo de um filme de ficção científica, mas é real: um portal conecta a cidade de Vilnius, na Lituânia, à cidade de Lublin, na Polônia. 
Funciona assim: duas estruturas de cerca de 11 toneladas transmitem imagens ao vivo de uma cidade para outra. 
As pessoas podem ver o que está acontecendo no outro lugar em tempo real e, mais importante, podem se comunicar. 
Chamado de PORTAL, o projeto foi parcialmente financiado pelo governo de Vilnius com o objetivo de promover o turismo. 
"PORTAL é um convite para superar todos os preconceitos, um lembrete de que estamos todos inseparavelmente conectados, viajando juntos em uma pequena nave espacial chamada Terra."
 BBC News - c/ vídeo

11 março, 2021

A Placa Pioneer (2)

(2 de 3)
Com a primeira parte da mensagem criada, Sagan e Drake apresentaram seus planos à Nasa na esperança colocá-la na Pioneer 10.
Eles haviam encontrado uma maneira de mostrar onde estava a Terra, mas acharam útil incluir um meio de calcular tempo e dimensões. Eles precisavam encontrar uma unidade universal, e a química básica do Universo deu-lhes a solução.
O desenho do número 4 na imagem abaixo mostra o átomo de hidrogênio em seus dois estados de energia.


"Quando um átomo de hidrogênio muda de um estado de energia para outro, irradia uma onda de rádio com um certo comprimento de onda e com uma certa frequência de oscilação", explica Drake.
A frequência serviu como uma unidade de tempo, e o comprimento de onda como uma unidade de comprimento.
E um número binário, visto à esquerda do número 5, assim como a outra representação da sonda Pioneer na placa, à direita do número 6, serviriam para dar aos destinatários da mensagem uma ideia do nosso tamanho.
A próxima tarefa foi mostrar como somos. Deveria ter sido a parte mais fácil, mas acabou sendo muito mais controversa do que eles esperavam.
A artista profissional Linda Sagan, esposa de Carl, se viu com a responsabilidade de representar toda a humanidade com apenas duas figuras.
"Queria que cada figura tivesse traços raciais diferentes. A mulher tem olhos muito amendoados e cabelos lisos. Fiz o homem com cabelos encaracolados e nariz achatado, para que eles fossem multiculturais", diz ela à BBC.
E as roupas? "Como ia vesti-los? Em trajes tribais? Em roupas de alta costura? Não, decidimos deixá-los nus".

Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971 (continua)

04 março, 2021

A Placa Pioneer (1)

(1 de 3)
Em 2 de março de 1972, a agência espacial americana, a Nasa, lançou a sonda espacial não tripulada Pioneer 10, de Cabo Canaveral, no Estado da Flórida. Seu destino era Júpiter e, depois, os confins do sistema solar.
Sua missão era tirar fotos detalhadas do imenso planeta e de suas luas e estudar a atmosfera, suas partículas e ventos solares, o fluxo e a velocidade das abundantes partículas de poeira. Mas a Pioneer 10 tinha uma segunda missão.
Acoplado aos suportes da antena, estava um diagrama científico e artístico, a Placa Pioneer. Ela era feita de alumínio banhado a ouro, e o que havia sido gravado nela pretendia revelar à vida extraterrestre inteligente quem somos e onde estamos.
Apenas três meses antes, em dezembro de 1971, o astrônomo americano Carl Sagan havia sugerido a seu colega Frank Drake que trabalhassem juntos para projetar uma mensagem interestelar direta e inequívoca.
"Achamos que a coisa mais interessante para os alienígenas seria saber como somos", diz Drake, fundador do Instituto SETI, que examina sinais de comunicação extraterrestre no espaço, à BBC."Mas pensamos que eles também gostariam de saber de onde a mensagem veio e quando ela foi enviada, porque poderia levar milhões de anos até ela ser interceptada."
Os dois cientistas partiram da premissa de que a ciência e a matemática são linguagens universais, ou seja, podem ser entendidas por qualquer vida inteligente.
Então, para dizer aos alienígenas de onde a mensagem havia sido enviada, os cientistas criaram um mapa mostrando a localização de 14 pulsares em relação ao Sol. É isso que você vê onde está o número 1 nesta imagem:


Cada uma das linhas que irradiam do centro indica a direção e a distância de um pulsar em relação ao Sol. Como existem muitos pulsares no Universo, os dois cientistas registraram em números binários a frequência de pulsos que, sendo distintos, servem para identificá-los.


Dessa forma, os alienígenas saberiam que a mensagem tinha vindo de nosso sistema solar. Mas seria necessário, no entanto, dar mais detalhes de nossa localização.
Na parte inferior esquerda do diagrama, onde está o número 2, vemos o Sol novamente, agora acompanhado pelos planetas. Do terceiro planeta - o nosso - uma seta aponta para a sonda Pioneer.


Extraído de: https://www.bbc.com/portuguese/geral-53220971 (continua)

16 novembro, 2020

Primórdios da comunicação a distância

Desde as origens da humanidade, o homem sentiu a necessidade de se comunicar. A história nos mostra como sua evolução sempre esteve ligada à transmissão de informações e pensamentos.
Inicialmente, as notícias a serem transmitidas eram geralmente para prevenir ataques de grupos inimigos, conhecer o desenvolvimento e as consequências das batalhas, avisar sobre eventos importantes, levar ordens e comandos da autoridade etc. Para isso, o homem usou os sons vocais; mais tarde, os sons de percussão, como "tam-tam" (obtidos em um tronco seco e oco) e os sons obtidos ao soprar conchas marinhas e chifres de animais. Tambores, trombetas, sinos e outros instrumentos sonoros também foram usados para transmitir mensagens a distância.
Como exemplo, o filósofo e historiador grego Diodorus Cronus, do século IV aC, cita o rei persa Dario I (522 a 486 aC) que, para enviar notícias através de seu vasto império (que ia da Índia ao Danúbio), usava uma série de pessoas, com boa voz e pulmões, posicionadas em lugares altos e que gritavam a mensagem entre elas. Este era um sistema de comunicação relativamente rápido, mas que exigia um número elevado de pessoas, uma vez que elas deveriam estar a distâncias máximas de 200 metros, já que, em distâncias maiores, as mensagens gritadas corriam o risco de não serem repassadas. De acordo com César, um sistema semelhante teria sido usado alguns séculos mais tarde pelos gauleses para se comunicar durante a conquista romana da Gália. O sistema poderia ser rápido, mas possivelmente não muito secreto, e eles exigiam um número muito elevado de pessoas para funcionar.
Quando o homem descobre e domina o fogo, ele também o usa para se comunicar. Grandes fogueiras no topo das montanhas serviam a esse propósito. Os persas já usavam a transmissão de informações à distância por procedimentos ópticos, e um procedimento ainda mais refinado foi utilizado pelos gregos. Eles usavam fogueiras durante a noite e reflexos da luz solar em espelhos e sinais de fumaça durante o dia para se comunicar. Na Orestiad, Ésquilo conta como Agamenon tinha montes de lenha em todas as colinas, de Troia a Micenas, para enviar notícias da guerra de Troia a seus palácios, e anunciou a Clitemnestra (sua esposa) a vitória sobre os troianos. (imagem) Essa comunicação por meio de sinais de incêndio deve ter funcionado, pois Clitemnestra conseguiu preparar o assassinato de Agamenon sem surpresas.

HISTÓRIA DE LA TELEGRAFÍA (Introducción)

26 maio, 2020

A comunicação química no mundo animal (2)

Quando um cão encosta seu focinho na traseira de outro cão, o que ele faz é coletar uma grande quantidade de informações sobre o outro animal.
É como conversar usando a química.


- Conversa mais besta, sô!

A comunicação química no mundo animal (1)

10 janeiro, 2020

"Pai, me manda dinheiro!"

Metacomunicação
Toda comunicação tem aspectos referenciais (conteúdo) e relacionais de tal forma que os segundos classificam os primeiros e correspondem, por consequência, ao que se chama uma "metacomunicação".
Podemos nos valer, para ilustrar este axioma, da já clássica historinha do pai que se queixava à esposa do filho que lhe pedia num telegrama: "Pai, me manda dinheiro!", mensagem lida pelo pai, num tom áspero e autoritário, e que, na interpretação da mãe, não alterando os dizeres (conteúdo) do telegrama, mas sim a entonação da voz (aspecto relacional), passou a significar um pedido doce, suave e humilde de um filho necessitado, correspondendo a algo que está "além da comunicação formal" (metacomunicação).
— Luiz Carlos Osório. Novos paradigmas em psicoterapia. São Paulo; Caso do Psicólogo Livraria e Editora Ltda, 2006. p.28

A entoação no discurso
Na maioria dos casos, a entoação é determinada pela situação imediata e freqüentemente por suas circunstâncias mais efêmeras. Eis aqui um caso clássico de utilização da entoação (= entonação) no discurso familiar: No "Diário de um Escritor", Dostoievski conta:
"Certa vez, num domingo, já perto da noite, eu tive ocasião de caminhar ao lado de um grupo de seis operários embriagados, e subitamente me dei conta de que é possível exprimir qualquer pensamento, qualquer sensação, e mesmo raciocínios profundos, através de um só e único substantivo, por mais simples que seja [Dostoievski está pensando aqui numa palavrinha censurada de largo uso]. Eis o que aconteceu. Primeiro, um desses homens pronuncia com clareza e energia esse substantivo para exprimir, a respeito de alguma coisa que tinha sido dita antes, a sua contestação mais desdenhosa. Um outro lhe responde repetindo o mesmo substantivo, mas com um tom e uma significação completamente diferentes, para contrariar a negação do primeiro. O terceiro começa bruscamente a irritar-se com o primeiro, intervém brutalmente e com paixão na conversa e lança-lhe o mesmo substantivo, que toma agora o sentido de uma injúria. Nesse momento, o segundo intervém novamente para injuriar o terceiro que o ofendera. 'O que há, cara? quem tá pensando que é? a gente tá conversando tranquilo e aí vem você e começa a bronquear!' Só que esse pensamento, ele o exprime pela mesma palavrinha mágica de antes, que designa de maneira tão simples um certo objeto; ao mesmo tempo, ele levanta o braço e bate no ombro do companheiro. Mas eis que o quarto, o mais jovem do grupo, que se calara até então e que aparentemente acabara de encontrar a solução do problema que estava na origem da disputa, exclama com um tom entusiasmado, levantando a mão: ... 'Eureka!' 'Achei, achei!' é isso que vocês pensam? Não, nada de 'Eureka', nada de 'Achei'. Ele simplesmente repete o mesmo substantivo banido do dicionário, uma única palavra, mas com um tom de exclamação arrebatada, com êxtase, aparentemente excessivo, pois o sexto homem, o mais carrancudo e mais velho dos seis, olha-o de lado e arrasa num instante o entusiasmo do jovem, repetindo com uma imponente voz de baixo e num tom rabugento... sempre a mesma palavra, interdita na presença de damas para significar claramente: 'Não vale a pena arrebentar a garganta, já compreendemos!' Assim, sem pronunciar uma única outra palavra, eles repetiram seis vezes seguidas sua palavra preferida, um depois do outro, e se fizeram compreender perfeitamente."
As seis "falas" dos operários são todas diferentes, apesar do fato de todas consistirem de uma mesma e única palavra.
— Bakhtin, M. (1929). Marxismo e Filosofia da Linguagem. São Paulo, HUCITEC, 1988.
http://www.unicamp.br/iel/site/alunos/publicacoes/textos/m00011.htm
http://hugoribeiro.com.br/biblioteca-digital/Bakhtin-Marxismo_filosofia_linguagem.pdf p.128-129

27 julho, 2019

A língua do assobio

No mundo todo, são cerca de 70 as populações até agora identificadas que se exprimem através de assobios, conferindo a essa forma de comunicação a complexidade de uma língua perfeitamente definida e acabada.
Julien Meyer, linguista da Universidade de Grenoble, dedicou muitos anos à tarefa de encontrá-las e estudá-las in loco. Um trabalho que revela muito sobre como o cérebro interpreta sons e palavras, e que poderia inclusive explicar como os seres humanos se comunicavam originalmente.
Os assobios chegam a distâncias bem mais longas do que os sons da língua falada, mesmo quando gritada. Em um ambiente aberto, os assobios podem ser ouvidos e entendidos a 8 quilômetros de distância. Esta é a razão pela qual a linguagem dos assobios com frequência é utilizada por comunidades isoladas de pastores de montanhas. Ela constitui o método perfeito para transmitir informações do começo ao fim dos vales.
Em La Gomera, uma das ilhas Canárias, existe uma população de "assobiadores" (foto) muito estudada que, com os assobios, elabora frases que possuem complexas regras de sintaxe. A língua se chama Silbo Gomero e é tão semelhante aos cantos dos pássaros, que os melros da ilha aprenderam a imitá-la.
Charles Darwin falava de uma protolinguagem musical. Com base nessa teoria, o ser humano teria começado a cantar antes de falar, talvez com vocalizações destinadas a cortejar os parceiros. Como fazem até hoje um grande número de espécies animais, com essa prática o homem primitivo assustava e intimidava os rivais, ressaltava a sua própria pessoa no seio da comunidade e consolidava os seus laços sociais.
Se essa teoria for válida, a linguagem dos assobios poderá ser considerada uma forma de protolinguagem.

Extraído de: A língua do assobio. Forma primitiva de comunicação ainda sobrevive. Equipe Oásis

A La Gomera me voy, Blog EM

LOUVOR AO ASSOVIO, Preblog

27 junho, 2019

A comunicação química no mundo animal

Entre os cães, cheirar o traseiro um do outro é algo comum. Mas por que eles fazem isso? Embora pareça uma pergunta tola, a resposta não é tão simples assim - e é mais interessante do que parece. O motivo, diz a Sociedade Americana de Química (ACR, na sigla em inglês) em um vídeo educativo, é químico.
Os cachorros têm, como se sabe, o olfato altamente desenvolvido. Assim, estima-se que seu focinho seja entre 10.000 e 100.000 vezes mais sensível do que o nariz humano. Quando eles encostam seus focinhos na traseira de outro cão, o que eles fazem é coletar uma grande quantidade de informações sobre o outro animal, como qual comida ele comeu, o gênero e até o estado emocional.
É como conversar, mas usando a química. Na verdade, este é apenas um dos muitos exemplos de comunicação química no reino animal.


09 fevereiro, 2019

O carro Robocop

Você pode pensar que o trabalho da polícia seria um dos poucos trabalhos que não correm o risco de ser automatizado. Pense novamente. No mês passado, uma patente foi concedida à Motorola Solutions Inc. para um sistema automatizado de detenção e registro, chamado de sistema de comunicação e método de aplicação da lei móvel.
É basicamente um carro autônomo equipado com vários tipos de comunicação. O veículo serve como meio de transporte e centro de detenção unipessoal.
Um policial prende um suspeito, coloca-o no carro e, a partir daí, ele pode ser testado para intoxicação, examinado para armas e informado de seus direitos. Do veículo, ele pode consultar um advogado e ser inquirido por um juiz, tudo por vídeo. Ele pode então ser levado para casa, para a cadeia, ou para outro lugar, mas ele terá que providenciar a fiança ou a multa, pagando-a eletronicamente antes de deixar o veículo. Tudo isso sem nenhuma autoridade se aproximar do suspeito.
Oh, que mundo novo e corajoso!

11 agosto, 2017

Comunicação e hipocrisia

"Têm as ideias para escondê-las a caixa craniana, o couro cabeludo, a grenha; isso por cima; pela frente têm a mentira do olhar e a hipocrisia da boca. Assim entrincheiradas, elas já de si imateriais, ficam inexpugnáveis à argúcia alheia. Fosse possível ler nos cérebros claros como se lê no papel, e a humanidade crispar-se-ia de horror ante si própria... " ~ Monteiro Lobato


Frases hipócritas
A gente se encontra (espero que não).
Não me diga! (diga logo!)
Eu sou péssimo fazendo isto (aliás, fazendo qualquer coisa).
Parece que eu estava adivinhando (foi a maior surpresa).

+ todas as frases a respeito de pessoas ausentes que apresentam a conjunção adversativa "mas".

O hipócrita que representa sempre o mesmo papel deixa enfim de ser hipócrita. Digo isto sem hipocrisia.


01 fevereiro, 2016

Comunicação e informação


Hoje em dia, um guerreiro africano Masai com um telefone móvel tem melhor capacidade de comunicação do que tinha o Presidente dos Estados Unidos, há 25 anos. E se o Masai tem um smartphone com acesso ao Google ele também tem melhor acesso à informação do que tinha o Presidente, há somente 15 anos.

Fonte: Peter Diamandis, em Abundância: o futuro é melhor do que pensas (2013)

N. do E.
Em 2009, o Masai tinha melhor acesso à informação do que o Presidente. Por razões de segurança, Obama usava um Blackberry. Mas é bom lembrar que a NSA e o FBI cuidam de compensar essa defasagem tecnológica do Presidente.

Como recuperar um e-mail excluído

26 novembro, 2013

Comunicação rápida

Durante uma das muitas revoltas do século XIX, em Paris, o comandante de um destacamento do exército recebeu ordens para evacuar uma praça da cidade, disparando contra a ralé.
Ele ordenou a seus soldados que ocupassem posições de tiro com os rifles apontados para a multidão.
Um silêncio medonho se fez presente, e  ele, sacando a espada, gritou em plenos pulmões:
"Mesdames et Messieurs, tenho ordens para disparar contra a ralé . Mas como eu vejo um grande número de honestos e respeitáveis cidadãos à minha frente, eu peço que vocês se retirem para que eu possa atirar com toda segurança nessa ralé."
A praça ficou vazia em poucos minutos.
Paul Watzlawick, Change: Principles of Problem Formation and Problem Resolution, 1974

Paul Watzlawick (Villach, 1921 — Palo Alto, 2007) foi um dos mais notáveis teóricos da Teoria da Comunicação. Segundo ele, existem 5 axiomas na comunicação entre dois indivíduos. Se um destes axiomas por alguma razão não funcionar a comunicação pode falhar.
É impossível não se comunicar. Todo comportamento é uma forma de comunicação. Como não existe forma contrária ao comportamento ("não-comportamento" ou "anticomportamento"), também não existe "não-comunicação". Então, é impossível não se comunicar.
Toda comunicação tem um aspecto de conteúdo e um aspecto de relação. Isto significa que toda a comunicação tem, além do significado das palavras, mais informações. Essas informações são a forma de o comunicador dar a entender a relação que tem com o receptor da informação.
A natureza de uma relação depende da pontuação das sequências comunicacionais entre os comunicantes. Tanto o emissor como o receptor da comunicação estruturam essa comunicação de forma diferente e, dessa forma, interpretam o seu próprio comportamento durante a comunicação dependendo da reação do outro.
Os seres humanos comunicam de forma digital e analógica. Para além das próprias palavras, e do que é dito (comunicação digital), a forma como é dito (a linguagem corporal, a gestão dos silêncios, as onomatopeias) também desempenham uma enorme importância - comunicação analógica.
As permutas comunicacionais são simétricas ou complementares, segundo se baseiem na igualdade ou na diferença. WIKIPÉDIA

11 setembro, 2013

Quando as ruas falam

"Todos têm algo guardado a dizer. Uma ideia. Um conselho. Uma declaração. Uma raiva. Enfim... Quando nada mais cabe dentro de si, é hora de externar. Há quem use meios tradicionais para isso. Tem gente que escreve livros. Tem gente que usa a internet. Tem gente que usa telas. E tem gente que faz dos muros e das superfícies urbanas seu meio de comunicação e expressão."
Jéssica de Queiroz


17 outubro, 2012

Uma invenção social de Edison

Foi Thomas Edison quem popularizou a palavra Hello (Alô, em português).
No início da telefonia, uma linha telefônica tinha de permanecer aberta full time. E o responsável pela chamada precisava de uma forma padronizada de chamar a atenção da outra parte.
Aparentemente, Hello originou-se de Halloo, à época uma forma tradicional de chamar.
E qual devia ser a reação verbal de quem respondia a chamada?
Graham Bell pressionou por Ahoy. Mas Edison, sempre ele, fez valer de novo a palavra Hello.
Em 1880, Hello já estava por toda parte.

13 junho, 2012

O telégrafo aéreo

A comunicação à distância teve um início precoce na França, onde o inventor Claude Chappe construiu uma série de torres entre Lille e Paris, em 1792. Cada torre era coberta por um conjunto de braços móveis de madeira que podiam ser posicionados para representar símbolos.
Cada operador de torre, através de um telescópio, acompanhava o que acontecia na torre mais próxima para reproduzir os símbolos em sua estação. E um símbolo podia passar por 15 estações, cobrindo uma distância de 120 quilômetros, em apenas 9 minutos.
Em "O Conde de Monte Cristo" o sistema fez uma aparição:
"Eles passaram para a terceira história na sala do telégrafo. Monte Cristo olhou para o ferro das duas alças que faziam a máquina trabalhar. ‘É muito interessante’, disse ele, ‘mas deve ser chato viver aqui’.
‘Sim. No início fiquei com o pescoço apertado de olhar para ela, mas, ao fim de um ano, eu me acostumei. E, depois, temos as nossas horas de lazer e os nossos feriados'.
‘Feriados?’
‘Sim.’
‘Quando?’
‘Quando temos um nevoeiro.’


Esse sistema, que se expandiu a uma rede de 534 estações, funcionava bem, mas era caro. Necessitava de operadores qualificados, em torres instaladas a cada 10 a 30 quilômetros, e as mensagens transmitidas estavam longe de ser confidenciais. Em 1880, essa forma de telégrafo aéreo funcionou pela última vez na Suécia. Quando Chappe, deprimido e convicto de que outros queriam roubar suas idéias, há muito tempo já havia se suicidado. Mas foi o telégrafo elétrico que deu o tiro de misericórdia em seu invento. PGCS

The Mechanical Internet, Futility Closet

19 abril, 2012

O cabo Brics

Um dos assuntos recentes do Financial Times é o projeto de criação do cabo Brics, um cabeamento subterrâneo de mais de 34 mil km de extensão que promete conectar Miami (EUA) a Vladivostok (Rússia), sem passar pela Europa. A intenção é criar uma conexão de internet pelo hemisfério sul, passando por Fortaleza (Brasil), Cidade do Cabo (África do Sul), Ilhas Maurício, Chennai (antiga Madras, Índia), Cingapura e Shantou (China). A medida possibilitaria reduzir o risco de interceptação de informação crítica, como dados financeiros, por entidades que não fazem parte do Brics, grupo formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, considerados países emergentes

04 março, 2012

Silêncio, Biblioteca


Este produto (acima) desenvolvido por cientistas japoneses não pertence ao mundo da fantasia. É uma arma que afeta a capacidade de falar das pessoas. Funciona a até 30 metros de distância.
O dispositivo inventado produz um áudio com um atraso de 0,2 segundos que dificulta a capacidade humana de gerar palavras e frases corretamente. A técnica que ele emprega, chamada de realimentação auditiva atrasada, não apresenta impacto físico que cause danos, além da frustração gerada pela incapacidade de se comunicar.
Não neutraliza gritos. Mas se prevê o emprego dessa ferramenta nos locais em que as pessoas devam permanecer em silêncio. Como nas bibliotecas.
SpeechJammer: A System Utilizing Artificial Speech Disturbance with Delayed Auditory Feedback

23 dezembro, 2011

Línguas artificiais

VOLAPÜK - Esta palavra, em seus elementos constitutivos, significa fala do mundo. Foi inventada em 1880, na Áustria, pelo sacerdote católico Johann Schleyer, que colheu grande parte do vocabulário na língua inglesa (40%), assim como no grego e no latim, porém criando regras arbitrárias e derivações que deram causa a muitas reservas. O volapük entrou em colapso devido à intransigência do seu autor que não permitia nenhuma modificação de suas regras.
ESPERANTO - A mais bem sucedida das línguas artificiais. Apresenta 10 milhões de falantes (entre fluentes e não fluentes) em todo o mundo. É a língua oficial de algumas organizações. Foi criada em 1887 por Lazarus Zamenhof, médico oftalmologista e filósofo, de origem judaica e radicado em Varsóvia.
INTERLÍNGUA - É uma linguagem científica internacional composta de elementos comuns às principais línguas do mundo ocidental. Teve seu início em 1924, através da International Auxiliary Language Association, e, a partir de 1953, tem sido difundida pelos esforços do Science Service, de Nova Iorque.
INTERGLOSSA - Uma invenção do zoólogo inglês Lancelot Hogben, que foi muito combatida pelos partidários do Inglês Básico. Quanto a este, que foi também proposto como língua internacional (não artificial), trata-se da língua inglesa reduzida a um "esqueleto" de umas mil palavras.

27 outubro, 2011

Uns peixes peidorreiros

Em uma sociedade civilizada, exteriorizar de forma deliberada a flatulência é geralmente uma gafe. Mas, no mundo dos peixes, as sessões de flatulência podem desempenhar um importante papel social. Esta idéia intrigante vem da descoberta de que o arenque cria um misterioso ruído subaquático emitindo gases pelo ânus. Os cientistas suspeitam de que ouvir esses ruídos de alta frequência é o que mantém o cardume reunido durante a noite como uma forma de proteção contra os predadores.
Os estudos que conduziram a esta conclusão foram feitos em grandes tanques de laboratório, com os peixes sendo monitorados por hidrafones e câmeras de infravermelho (porque é um fenômeno que só acontece na escuridão).