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05 dezembro, 2016

Explicações reconfortantes

1
Um estudo, divulgado na publicação científica Journal of Topics in Cognitive Science, contradiz a opinião de que as conexões cerebrais são prejudicadas com o avanço da idade.
"O cérebro humano funciona mais devagar com a idade", afirma Michael Ramscar, responsável pelo estudo, "mas somente porque nós acumulamos mais informação com o passar do tempo."
O cérebro dos mais velhos funciona como se fosse um "disco rígido de computador" que, repleto de dados, demora mais tempo para acessar suas informações.
Portanto, essa lentidão não está associada a um declínio do processo cognitivo.
"Imagine alguém que saiba as datas de aniversário de duas pessoas diferentes e consiga lembrar-se delas de maneira quase perfeita.Você realmente diria que essa pessoa (que se lembra do aniversário de duas pessoas) tem memória melhor do que outra que sabe o aniversário de 2 mil pessoas, mas só consegue dizer a data certa uma vez a cada dez tentativas?", questiona Ramscar.
"Os cérebros das pessoas mais velhas não ficam mais fracos. Pelo contrário, eles simplesmente sabem mais.".
2
Sobre um conhecido teste de cognição que requer dos envolvidos lembrar-se de um par de palavras não relacionadas como, por exemplo: "gravata" e "biscoito":
Os jovens têm melhor desempenho nesse teste, mas pesquisadores acreditam que os mais velhos apresentam dificuldades em lembrar-se de pares de palavras não relacionados – como "gravata" e "biscoito" – porque eles aprenderam que essas palavras não estão associadas.
Para o professor Harald Baayen, que lidera o grupo de pesquisa Alexander von Humboldt Quantitative Linguistics, onde a pesquisa foi feita, "o fato de que os mais velhos acham difícil memorizar pares de palavras não relacionados do que jovens adultos demonstra simplesmente que os mais velhos têm um melhor entendimento da linguagem."
"Eles têm de fazer mais esforço para aprender pares de palavras não associados porque, diferentemente dos mais jovens, eles sabem muito mais sobre os critérios de associação entre palavras."
3
Mesmo quando as pessoas mais velhas se esquecem do que iam fazer em outra dependência da casa, esse esquecimento não é um problema de memória mas apenas uma forma que a Natureza encontrou para obrigá-las a fazer mais exercício físico. É isso!
Eu sei que tenho amigos a quem deveria mandar essas explicações reconfortantes mas, no momento, não consigo recordar os seus nomes. Por isso, agradeço a quem as envie a seus próprios amigos. Quem sabe eles também sejam os meus amigos.
Fonte: BBC Brasil, com modificação

01 fevereiro, 2016

Comunicação e informação


Hoje em dia, um guerreiro africano Masai com um telefone móvel tem melhor capacidade de comunicação do que tinha o Presidente dos Estados Unidos, há 25 anos. E se o Masai tem um smartphone com acesso ao Google ele também tem melhor acesso à informação do que tinha o Presidente, há somente 15 anos.

Fonte: Peter Diamandis, em Abundância: o futuro é melhor do que pensas (2013)

N. do E.
Em 2009, o Masai tinha melhor acesso à informação do que o Presidente. Por razões de segurança, Obama usava um Blackberry. Mas é bom lembrar que a NSA e o FBI cuidam de compensar essa defasagem tecnológica do Presidente.

Como recuperar um e-mail excluído

03 janeiro, 2016

Procura-se parceiro de ambos os sexos

Os caracóis são moluscos gastrópodes terrestres de concha espiralada calcária, pertencentes à subordem Stylommatophora, que também inclui as lesmas. São animais com ampla distribuição ambiental e geográfica.
Eles são animais hermafroditas incompletos, ou seja, cada um possui os 2 sexos, mas precisam de um parceiro para realizar o acasalamento e a fecundação.
Copulam em média 4 vezes por ano, num contato que pode durar até 10 horas.
A fotografia abaixo mostra um caracol gigante procurando na cama o seu parceiro de ambos os sexos.

28 fevereiro, 2015

O direito à informação

Informar-se, ser informado corretamente e emitir livremente sua opinião são DIREITOS FUNDAMENTAIS DO CIDADÃO e constituem cláusulas pétreas da Constituição do Brasil.
"Liberdade de imprensa é um DIREITO ACESSÓRIO das empresas jornalísticas. Por acessório significa que só se justifica se utilizado para o cumprimento correto da importantíssima missão constitucional que lhe foi conferida." ~ Luis Nassif, in "Liberdade de imprensa e liberdade de opinião"
E quando a imprensa omite informação e, pior ainda, distorce a informação de forma a levar os cidadãos a acreditar que estão sendo informados, mas que, na realidade, estão apenas sendo enganados?
Ora, nestes casos, há uma flagrante e clara violação nos direitos fundamentais do cidadão, que são garantidos pela Constituição Federal. E o Estado tem que adotar medidas concretas para o fiel cumprimento da Carta Magna.
Como diz o Ministro Celso de Mello, na relatoria de uma ação direta de inconstitucionalidade:
"Se o Estado deixar de adotar as medidas necessárias à realização concreta dos preceitos da Constituição, em ordem a torná-los efetivos, operantes e exequíveis, abstendo-se, em consequência, de cumprir o dever de prestação que a Constituição lhe impôs, incidirá em violação negativa do texto constitucional. Desse non facere ou non praestare, resultará a inconstitucionalidade por omissão, que pode ser total, quando é nenhuma a providência adotada, ou parcial, quando é insuficiente a medida efetivada pelo Poder Público."
Então, urge que o Estado – representado pelos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário – tome medidas para que os cidadãos brasileiros possam ter garantidos os seus direitos fundamentais de se informar e ser informado corretamente, punindo todo e qualquer meio de comunicação que age contra estes direitos.

Fernando Gurgel Filho

06 maio, 2014

Informívoros

"Se mueven por Internet como aves de rapiña, olisquean - sólo devoran hechos -, y si no avistan comida siguen la ronda. Organismos que consumen información, siempre que no sea aburrida y no sea presentada en párrafos de más de seis líneas".

Ninguém que escreva um blogue tem a ilusão de que o leitor (chamado agora de usuário, pois internet não se lê, se usa) chegue até a última linha de uma página. Eu, idem. De fato, é possível que nesta altura do texto muitos já o tenham abandonado ou estejam a ponto de fazê-lo. A maioria só deslocará o cursor até a metade desta postagem.
Segundo os cálculos da Chartbeat, uma companhia que se dedica a observar o comportamento dos internautas em tempo real, para cada 161 pessoas que acessam uma página, cerca de 60 a abandona sem ter lido uma linha do primeiro parágrafo. No segundo parágrafo, 100 permanecerão, mas destes 5 não chegarão ao terceiro. E muitos dos que o façam deixarão de ler para ir tuitar um artigo que não sabem como termina. No quarto parágrafo, alguns dos que resistam irão à sessão de comentários para se queixar de que o autor não abordou um assunto que está no quinto parágrafo por que ele não teve paciência de chegar lá.
Tudo isto que era uma intuição, fruto, entre outras coisas, de meu próprio comportamento, confirma-se com as teorias de Jakob Nielsen, um especialista em utilização da web, que afirma que o usuário é egoísta (selfish),  preguiçoso (lazy) e impiedoso (ruthless). Se não encontra o que busca logo o larga. Anda, há outras coisas mais interessantes na internet. É a lei da selva. Não há segundas oportunidades. O processo não dura mais do que dois minutos.
Os estudos de eye-tracking demonstram que os leitores têm a perigosa tendência de passar por cima de grandes blocos de texto. Josh Schwartz, na revista Slate, fala no artigo You won't finish this article (Você não terminará este artigo), e eu o apoio na pior das previsões. A saber: "As pessoas estão encontrando cada vez mais dificuldade em se concentrar, e se mais palavras você escreve vai perder leitores a um ritmo mais rápido." Os únicos itens que valem a pena ver de cima para baixo são aqueles em que há fotos e vídeos.

Karelia Vásquez, Tuitear sin leer: Nuevo deporte olímpico, El País

17 dezembro, 2009

El verdadero Email

Señoras y señores:

Este es el señor Email Suarez Barbosa del que no pudimos ubicar más que esta Cédula de Identidad. La misma fue expedida por la Dirección Nacional de Identificación de la República Oriental del Uruguay, el país donde se presume que este ciudadano es natural.



Winston Graça envió esta información por e-mail.

28 julho, 2008

Leituras recomendadas em silicose

Para os profissionais e estudantes da área de saúde que pretendem fazer monografias sobre a silicose, ou que apenas desejam conhecer melhor esta enfermidade, recomendo ler sobre o assunto nas seguintes fontes:
No livro de René Mendes, "Patologia do Trabalho" (pela Editora Atheneu), que é uma espécie de bíblia da medicina do trabalho no Brasil.
Nos livros de textos de pneumologia como o de Affonso Tarantino, o de Newton Bethlem e o de Luiz Carlos Corrêa.
No site Sílica e Silicose, do Portal da Fundacentro que, em sua seção Publicações, disponibiliza vários artigos e livros sobre o tema. Dentre estes últimos, o "Sílica - Manual do Trabalhador" e o "Pneumoconioses", do Ministério da Saúde.
Na página web da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT), em sua seção Publicações, o consenso de "Doenças Respiratórias Ambientais Ocupacionais", de 2006. Também no "Jornal de Pneumologia", editado pela SBPT nos formatos impresso e eletrônico, alguns números que trazem artigos assinados por Ana Paula Scalia, Antonio de Deus, Eduardo Algranti, Eduardo Capitani, Márcia Alcântara e outros.
No site Pneumoatual, em sua seção Temas, o artigo de Ericson Bagatin intitulado "Doenças Pulmonares Ocupacionais", que é apresentado sob a forma de perguntas e respostas e com uma prova de auto-avaliação final. Todavia, o acesso deste site é restrito a médicos e estudantes de medicina.
E, ainda, nos grandes motores de busca na internet: Bireme, Lilacs, Scielo Brasil, PubMed, Colaboração Cochrane (para ensaios clínicos e revisões sistemáticas) e no onipresente Google.

Links >
www.fundacentro.gov.br
www.sbpt.org.br
www.jornaldepneumologia.com.br
www.pneumoatual.com.br

P.S. >
Neste modesto blog (sem a intenção de compará-lo com as fontes acima citadas na abordagem do tema da silicose) já existem dez notas a respeito. Para vê-las, o interessado deve preencher o"pesquisar blog" com a palavra "silicose" e a seguir teclar "enter".
Bom proveito!