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13 fevereiro, 2017

Um mapa das chuvas na África

Esta é uma imagem bonita e alarmante. O que você está vendo é um mapa das chuvas na África, que vão desde os dois mil milímetros de precipitações pluviométricas por ano, perto do equador (áreas brancas), até a completa ausência de chuvas no Saara (áreas cinzas).
A ausência total de chuvas é algo muito sério. Existem aldeias na África em que não chove há nove anos. E as crianças com menos de onze anos de idade, que nelas residem, não têm a memória viva do que é a água caindo do céu.
Água é vida: sua interrupção pode ter consequências mortíferas. Infelizmente, isso pode acontecer tanto por razões naturais (como o AMO, o Atlantic Multi-decadal Oscillation) quanto artificiais (como as alterações climáticas), e os dois se somam.
https://plus.google.com/+YonatanZunger
http://earthobservatory.nasa.gov/IOTD/view.php?id=88670&src=eorss-iotd

Na Etiópia: Água potável extraída do ar.

12 janeiro, 2016

O fazedor de chuvas

Um dos primeiros "especialistas" em manipular o tempo foi o americano Charles Hatfield. No início do século passado, esse vendedor de máquinas de costura criou um sistema para produzir a chuva. Com uma fórmula secreta de 23 elementos químicos, ele alegava que podia fazer chover. Com a base na Califórnia, e apoiado pelo forte investimento em publicidade de um sócio, Hatfield conseguiu que os agricultores pagassem por seus serviços. Embora os resultados não fossem apoiados por qualquer estudo científico, o Conselho da cidade de San Diego o contratou, no final de 1915, para combater uma seca prolongada.
Depois de construir uma torre de onde ele lançou sua fórmula secreta, a 5 de janeiro de 1916 começou a chover. Ele fez isso durante 17 dias, período em que ocorreu na região um dilúvio com mais de um metro cúbico de precipitação acumulada. Os rios transbordaram, centenas de pontes caíram sob a força das águas e duas barragens arrombaram. Dezenas de pessoas morreram afogadas. O desastre foi tal que a cidade decidiu não lhe pagar, exigindo dele uma indenização. Hatfield foi ao tribunal, mas a sentença determinou que a chuva foi "um ato de Deus".
Embora não recebesse um dólar por aquele dilúvio, Hatfield tornou-se famoso em todo o país e no exterior. O governo italiano convidou-o para ir a Nápoles para lutar contra a seca, em 1922. Anos mais tarde, o governo de Honduras, chamou-o para combater um grande incêndio. Burt Lancaster interpretou sua história no filme "The Rainmaker", lançado na Espanha com o título de "El Farsante". Não surpreendentemente, apenas nos anos trinta é que começariam a usar, com base científica, os cristais de iodeto de prata.
Chemtrails
As aventuras de Hatfield foram incorporadas na cultura popular americana. Muitos deles acreditam cegamente que o seu governo manipula desde outrora os céus. Uma das teorias conspiratórias mais persistentes é a das chemtrails, as trilhas químicas (foto). Estes rastros nos céus não seriam nuvens, nem causados ​​por aeronaves, mas pela liberação proposital de aerossóis químicos (ou biológicos) com as intenções mais perversas, dentre as quais o controle do clima.

El hacedor de lluvia que inundó San Diego, Público

O homem da chuva

13 janeiro, 2015

Pontes de raízes - 2

Você vê esta ponte que está sendo atravessada por crianças?

Mawsynram, Meghalaya, na Índia

A ponte está viva. Como as chuvas logo apodrecem a estrutura de madeira das pontes, os moradores do lugar desenvolveram, ao longo dos séculos, a capacidade de moldar e tecer pontes a partir de árvores vivas. Neste exemplo, raízes de seringueiras foram "treinadas" para crescer sobre o rio, em substituição à estrutura de madeira da ponte, a qual apodrece em poucos anos.
O estado de Meghalaya, na Índia, é supostamente o lugar mais chuvoso da Terra. A aldeia de Mawsynram em Meghalaya recebe cerca de 4.670 milímetros de chuva por ano. E os operários que trabalham ao ar livre usam, muitas vezes, guarda-chuvas de corpo inteiro feitos de bambu e folhas de bananeira.
O fotógrafo Amos Chapple visitou Mawsynram. Ele publicou 18 de suas fotos em The Atlantic. Você pode vê-las todas aqui.

Pontes de raízes - 1 (onde se lê que os recordes de chuvas conferidos pelo Guinness estão/estavam com Cherrapunji, também na Índia).

26 abril, 2013

Pontes de raízes

Pontes vivas são cultivadas na Índia a partir das raízes de figueiras
A cidade de Cherrapunji, conhecida como a região mais chuvosa do mundo, abriga as curiosas pontes de raízes de figueiras, que podem ser utilizadas para a travessia entre riachos — além de que produzem belíssimas imagens.
O processo de construção de uma ponte pode levar de 10 a 15 anos e requer constante acompanhamento e manutenção. Para direcionar as raízes adventícias das figueiras, que crescem por cima do solo, a população da cidade as amarra a estruturas que servem para moldar as pontes (troncos de palmeiras). Quando atingem o outro lado do riacho, as raízes se prendem novamente à terra em busca de sustentação.
As pontes vivas fazem parte da cultura da região, sendo uma prática que persiste há centenas de anos. E a ponte de raiz de figueira mais antiga, ainda em uso, tem mais de 500 anos de idade.

Via

Recordes em chuvas
Cherrapunji detém dois recordes mundiais em pluviometria conferidos pelo Guinness: o da quantidade máxima de chuvas em um único ano (22.987 milímetros, entre agosto de 1860 e julho 1861) e o da quantidade máxima de chuvas em um único mês (9.300 milímetros, em julho de 1861).