Lembro-me especialmente das performances deste grande ator nas películas Sociedade dos Poetas Mortos, Tempo de Despertar (Awakenings), Jumanji, Flubber - Uma Invenção Desmiolada, A Gaiola das Loucas e AI - Inteligência Artificial. Porque foram os filmes com Robin Williams a que assisti, embora a lista citada possa estar incompleta por conta de acumulados apagões em minha memória cinematográfica.
Uma Babá Quase Perfeita, apesar de ser um dos filmes com ele mais apontados pelo público, ainda não o tinha assistido.
Esta semana, na esteira das homenagens feitas ao ator recém-falecido, um dos canais de TV o reprisou. Pena que eu, por não haver zapeado como devia, tenha perdido o começo da história. E, por haver dormido quando não devia, tenha perdido o final.
Não. Eu não estava diante do soporífero Zorra Total. É que não consigo mais ficar acordado durante um programa de TV. Ao passar um vídeo alugado, idem. Acabo cochilando, sendo essa inconveniência um dos males da minha senectude.
Quando acordei, nem sinal de Mrs. Doubtfire. A babá fora substituída na TV por um pastor midiático que promovia um feirão de milagres.
E eu tive que pesquisar depois na internet (onde sou um tetéu) a sinopse do filme.
Vamos combinar as coisas: se Robin Williams é uma babá quase perfeita, eu sou um espectador quase perfeito.
Carpe diem

Um comentário:
As babás eram amadas e temidas por uma geração cujas próprias próprias mães tinham coisas mais interessantes para fazer do que cuidar dos filhos. Winston Churchill foi criado pela corpulenta Babá Everest, que, em seu leito de morte, o repreendeu por usar um casaco encharcado. O penúltimo czar da Rússia, Alexandre III, chorou enquanto marchava na neve atrás do caixão de sua babá britânica em 1891. Nos últimos anos, diz Sophia Money-Coutts no Substack, “babás devidamente treinadas” se tornaram um negócio em expansão. Os super-ricos querem pessoas que falem 11 idiomas, ensinem seus filhos a usar talheres e consigam vagas em Eton. E estão dispostos a pagar por isso. As melhores babás agora podem ganhar incríveis £ 200.000 por ano e morar em um belo quarto com banheiro privativo em Holland Park. A profissão é uma instituição britânica há muito tempo – “em casa, no exterior e na cultura popular”. Por Coronel (Col) no Mastodon
Postar um comentário