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17 fevereiro, 2019

Viagem à Lua

"Le Voyage dans la Lune" (no Brasil, "Viagem à Lua") é um filme francês do ano de 1902. Foi baseado em dois romances populares de seu tempo: "Da Terra à Lua", de Julio Verne, e "Os Primeiros Homens na Lua", de H. G. Wells.
O filme teve roteiro e direção de Georges Méliès, com assistência de seu irmão Gaston Méliès. Foi extremamente popular em sua época e o mais conhecido das centenas de produções de Méliès. É considerado o primeiro filme de ficção científica e o primeiro a tratar de seres alienígenas, usando recursos inovadores de animação e efeitos especiais, incluindo a famosa cena da nave pousando no olho da "Homem da Lua".
Méliès tinha a intenção de lançar seu filme nos Estados Unidos com a ideia de lucrar com isso. Entretanto, técnicos dos filmes de Thomas Edison secretamente fizeram cópias e as distribuíram por todo o país.
"Le Voyage dans la Lune" (nos EUA, "A trip to the Moon") foi escolhido um dos cem melhores filmes do século XX no ranking de "The Village Voice", ocupando a posição de número 84. É o filme mais velho presente na lista do livro "1001 Filmes para Ver antes de Morrer", de Steven Jay Schneider. Hoje, possui domínio público, pois seus direitos autorais já expiraram.
Sinopse
A história começa com uma reunião de cientistas em que o professor Barbenfouillis (interpretado por Georges Méliès) tenta convencer seus colegas a participar de uma viagem para explorar a Lua. Depois de especificar o plano e formar o grupo que realizará a expedição, os detalhes da viagem são finalizados e os cientistas embarcam num foguete espacial que é disparado por um canhão. A nave pousa no olho do "Homem da Lua" (uma imagem famosa) e os cientistas começam a explorar o ambiente lunar. Eles não demoram a encontrar os habitantes da Lua, os selenitas, que os capturam e os trazem diante de seu rei. Depois de descobrir a maneira pela qual os selenitas podem ser derrotados (eles viram fumaça com o simples toque de um guarda-chuva), os cientistas conseguem escapar e retornar à Terra. Aqui, depois de cair no mar e ser resgatado, eles são recebidos em Paris como heróis.


12 novembro, 2018

Nunca deixe seu guarda-chuva para trás!

1
De todos os bens, o guarda-chuva é certamente o mais esquecível.
Mas...
O que indica o frequente esquecimento deste bem pelo proprietário?
Pode ser o desejo que a pessoa tem de que não chova mais. Pode ser a tendência ao risco ("quem sai na chuva é pra se molhar"). Ou pode ser a vontade de voltar ao tempo sem guarda-chuva, quando tudo era molhado, isto é, ao tempo intra-uterino.
Esta última, que apela para a figura materna, trata-se de uma explicação freudiana.
2
Fique seco!
Para evitar que as pessoas percam seus guardiões da chuva, uma empresa lançou um guarda-chuva com alerta de esquecimento.
É o Davek Alert Umbrella, o guarda-chuva de alta tecnologia que você não pode perder.
Além de forte e elegante, este guarda-chuva incorpora a avançada tecnologia Loss Alert. Que permite transmitir, através de um pequeno chip embutido na alça, um "sinal de proximidade" a seu smartphone. Este sinal é lido por um aplicativo no smartphone que pode rastrear a distância entre o telefone e o guarda-chuva. Se a distância exceder os 10 metros o guarda-chuva enviará um alerta sutil para o seu telefone.
(nota não patrocinada)
3
Respingos na memória, blog EM
4

10 novembro, 2018

Visitas inesperadas

Related image

Uma dama britânica disse certa vez que, se chegam visitas inesperadas a sua casa, ela rapidamente pega o chapéu e o guarda-chuva. Caso a pessoa que acaba de chegar for do seu agrado, ela diz: "Ah, que bom, eu também acabei de chegar!". Mas se a visita é de alguém inoportuno, ela diz: "É uma pena que eu precise sair".
(https://incrivel.club/admiracao-curiosidades/25-regras-modernas-de-etiqueta-72205/)

25 abril, 2018

Adivinhe quem vem para o eclipse

Em 1836, estava previsto um eclipse lunar total que Gauss prometeu mostrá-lo, através do telescópio de seu observatório, ao amigo Ribbentrop, um professor de direito licenciado.
Embora estivesse caindo um toró naquela noite, o excêntrico e desligado amigo apareceu.
Gauss explicou que a observação do eclipse tinha-se tornado impossível, mas Ribbentrop respondeu: "Não, eu trouxe o meu guarda-chuva."


Outro venerado como um professor de mente distraída foi Norbert Wiener (1894 - 1964). Uma anedota, quase certamente exagerada, relata o seguinte:
Wiener se mudou para um novo endereço, e sua esposa, sabendo dos seus esquecimentos, escreveu uma nota com o novo endereço e colocou-a no bolso do casaco do marido. Durante o dia, atingido por uma musa matemática, ele tirou o pedaço de papel e rascunhou equações na parte de trás. Depois, percebendo que sua ideia estava errada, ele jogou o pedaço de papel fora. À noite, voltou para a sua antiga casa como de hábito e, chegando à casa vazia, lembrou-se de que tinha se mudado, mas não sabia para onde. Quando ele já estava para sair, uma moça entrou na casa, e ele se dirigiu a ela: "Minha jovem, eu sou o famoso matemático Norbert Wiener. Você sabe onde moro?". E a moça respondeu: "Sim, pai".

31 agosto, 2016

Uma zona de exclusão aérea para os mosquitos

Mosquiteiros mantêm os insetos afastados de você durante as horas de sono, mas você fica entregue à
própria sorte no resto do dia.
Foi pensando nisso que Thomas Prentiss, um inventor de Boston, acrescentou esta melhoria ao guarda-chuva, em 1873, para que as pessoas pudessem criar uma zona de exclusão aérea para os mosquitos. Além de ficarem ainda algo protegidas contra a insolação.
Por coincidência, as regiões ensolaradas são também as mais atormentadas pelos mosquitos.
Nessa invenção, um cortinado de gaze desce da cobertura do guarda-chuva até o chão. O cabo pode ser instalado em uma cadeira ou um sofá, caso você queira apenas permanecer sentado. E o conjunto se dobra como um guarda-chuva convencional, quando você não estiver usando-o.
O chapéu, suponho, é opcional.

http://www.futilitycloset.com/2015/12/26/buzz-off-2/

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Vendo aqui um mosquiteiro de berço adaptado.

18 janeiro, 2016

Para as tempestades




Um guarda-chuva comum não era suficiente para Elizur E. Clarke, de Connecticut. Em 1864, ele sugeriu a adição de uma espécie de cortina para torná-lo "um protetor mais perfeito para as tempestades".
Clarke deixou uma brecha para poder olhar para fora, e o seu carona confiava cegamente nele.

28 setembro, 2015

Um guarda-chuva a fluxo de ar

Graças ao Kickstarter, um punhado de projetos malucos que poderiam nunca ver a luz do dia encontraram o seu caminho no mercado e em nossos corações. Como o Air Umbrella, por exemplo.
O Air Umbrella é um dispositivo em forma de haste que tem motor, bateria de lítio recarregável e pás de ventilador. O dispositivo é capaz de repelir a chuva, forçando-o para fora. Mas a duração da bateria só pode sustentar o funcionamento durante 15 minutos (modelo A) e 30 minutos (modelos B e C) de chuva.
Este guarda-chuva – sem cobertura visível – já arrecadou US $ 102.241 de 825 apoiadores, o que ultrapassa em 10 vezes a meta pretendida por seus idealizadores.
Certamente, não é o primeiro guarda-chuva movido a ar a ser projetado, mas é o primeiro a ser financiado no Kickstarter.

+ Kickstarter
Plantas luminosas |  VSSL | Teclado para violão (Finger friendly guitar)

08/10/2015 - Por outro lado, o guarda-chuva melhorado
Era para ter sido assim desde o começo:
https://d2pq0u4uni88oo.cloudfront.net/projects/904162/video-526200-h264_high.mp4

06 fevereiro, 2015

Sem duelos

Caio Mário (157 a.C. – 86 a.C.) foi general e cônsul da República Romana.
Um chefe bárbaro mandou desafiar Mário para um duelo. Sem ligar para o que os outros achariam de sua resposta, e muito menos para o que o próprio bárbaro pensaria, Mário mandou o seguinte recado:
“Se você está entediado com a vida, que se enforque”. (*)
(*) Ou teria Caio dito "nessa eu não caio"?

Em 1842, Abraham Lincoln, então advogado em Illinois, publicou uma carta em um jornal de Springfield criticando o desempenho do auditor do estado, James Shields. Furioso, Shields desafiou Lincoln para um duelo, e os dois se encontraram em uma ilha no Rio Mississipi.
Como parte desafiada, coube a Lincoln escolher o tipo de arma para o duelo, e ele pediu espadas de cavalaria longas. Por ser 18 centímetros mais alto que Shields, isto daria a Lincoln uma enorme vantagem, que ele fez questão de demonstrar cortando um galho de salgueiro acima da cabeça de Shields.
Versões diferem quanto à forma como o auditor reagiu - se ele riu ou se ele fraquejou - mas os dois concordaram em não lutar. (*) Lincoln parece ter ficado constrangido com o assunto, pois se recusou a comentá-lo nos anos seguintes. www.lib.niu.edu
(*) Quanto disso foi por interferência da turma do deixa-disso?

Entre os duelos meio sérios e meio cômicos, não devo deixar de relatar o do famoso crítico Sainte-Beuve contra M. Dubois, do jornal "Globe". Quando os adversários chegaram ao local do duelo estava chovendo muito. Sainte-Beuve trazia um guarda-chuva (*) e pistolas do século XVI. Quando o sinal de fogo estava prestes a ser dado, Sainte-Beuve ainda mantinha seu guarda-chuva aberto. Os segundos protestaram, mas Sainte-Beuve resistiu, dizendo: "Estou pronto para ser morto, mas eu não gostaria de pegar um resfriado".
Theodore Child, "Duelling in Paris", Harper’s New Monthly Magazine, março de 1887
(*) Quer ver a gravura de um duelo de ciclistas com guarda-chuvas? Aqui.

Imagem: Futility Closet

O duelo

18 outubro, 2013

Arando à sombra

Um guarda-chuva patenteado em 1874 pelo elegante agricultor Jefferson Darby.
A cobertura podia ser ajustada horizontal e verticalmente, o que permitia uma gama complexa e ampla de ajustes na sombra do guarda-chuva para acompanhar as mudanças de direção do arado e o deslocamento do sol ao longo do dia.
Mas era tudo ajustado manualmente.

05 abril, 2010

Como serão os guarda-chuvas no futuro?

Ainda não passa de um desenho conceitual de Je Sung Park, batizado com o nome de air-umbrella e idealizado para proteger as nossas cabeças da chuva.
Que tem de especial?
Como se pode ver na imagem que acompanha a postagem, a proposta de Je Sung é substituir a clássica cobertura de plástico dos guarda-chuvas convencionais por uma de... ar. Um ar que seria recolhido pela parte inferior do cabo e soprado por sua parte superior de modo a criar uma cortina protetora para a chuva. E o comprimento do cabo, assim como a quantidade do ar mobilizado, poderiam ser controlados de acordo com as necessidades.
Não riam. Quanta coisa em nosso cotidiano um dia já esteve na categoria de mera ficção. E "nem tudo já foi inventado", como afirmou Charles Duell, do U.S. Office of Patents, em 1899.
Uma desvantagem do invento: o consumo de energia.

04 janeiro, 2010

Respingos na memória


Um homem puxa conversa com outro:
- Creio que já nos conhecemos...
- Não me lembro.
- Pois tenho certeza de que já fomos apresentados. Faz um mês, mais ou menos.
- E como me reconheceu?
- Pelo guarda-chuva.
- Mas, nessa época, eu não tinha guarda-chuva.
- Realmente, mas eu tinha...