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19 abril, 2024

Alucinação

Alluciazone
s.f. (der. del s.m. 'alluce', primo dito del piede) - attività fantasmatica degli alluci. Creature goffe e ipersensibili, da quando hanno perduto la loro antica funzione prensile e sono confinati nel buio delle scarpe, continuamente creano mutevoli visioni per farsi compagnia.
Alucinação
s.f. (der. do s.m. 'hálux', o dedão do pé) - atividade fantasmagórica dos dedos grandes. Criaturas desajeitadas e hipersensíveis, desde que perderam a antiga função preênsil e ficaram confinadas à escuridão dos sapatos, continuamente criando visões para fazer companhia.

http://www.tecalibri.info/S/SEBREGONDI_etimologiario.htm#p000

Dormir ou não com os pés descobertos?
Que cientista, por mais imerso em sua plenitude racionalista, cética, lógica, coerente, ponderada e sensata, dormiria com o pé fora da coberta sabendo que, por aí, anda um capeta-lambe-pé? A ilustração da figura desta postagem é de um manuscrito iraniano de 1921 em que descreve várias entidades sobrenaturais em aquarelas que lembram as da Idade Média. O livro tem 56 ilustrações de figuras que remontam histórias milenares de diabos que atormentam as pessoas, principalmente durante o sono. Uma delas (que deve ser a mais temida) é um felino humanoide com um par de chifres e uma serpente na cauda.
Aí, me vem aquela réstia de lógica: O que um capeta-lambe-pé (nome que inventei para este texto) faria além de lamber o pé? É só lamber o pé ou ele também leva a alma para o inferno? É só uma lambidinha e ele vai embora ou ele lambe a noite toda? O que ele ganharia com isso além de um gostinho de chulé na boca? Olha... Se ele visse o estado dos meus pés, ultimamente, pensaria umas duas vezes antes de pôr sua demoníaca língua ali.
Extraído de "Nomes Científicos", a página de Rafael Rigolon no Facebook

01 agosto, 2016

Quem fratura um dedo fatura um amigo

Ellen Terry, aos 16 anos de idade
Em 1856, Ellen Terry, aos 10 anos de idade, estava prestes a dizer a fala final de Puck, em "Sonho de Uma Noite de Verão", de Shakespeare, quando um assistente de palco fechou um alçapão sobre seu pé, quebrando-lhe o hálux, vulgo dedo grande do pé. Ela gritou, e a gerente Ellen Kean ofereceu dobrar seu salário se ela terminasse a representação.
Assim, apoiada por Kean de um lado e por sua irmã Kate, por outro, ela recitou o monólogo.
"Como eu consegui, não sei!", escreveu Ellen em seu livro de memórias, de 1908. "Mas meu salário foi duplicado – de quinze xelins para trinta – e Mr. Skey, diretor do Bartolomew's Hospital, que estava por lá, naquela mesma noite foi até os bastidores para recolocar o meu dedo do pé no lugar certo. Ele ficou sendo meu amigo pela vida toda".
Fratura do hálux
http://www.clinicadeckers.com.br/html/orientacoes/ortopedia/109_fratura-halux.html
Por que nós ainda temos os dedos dos pés?
Sério, por quê? Eles são péssimos para pegar as coisas, quebram facilmente, e eles parecem, em um sentido puramente estético, meio estranhos.
Ler no Acta Obscura.
Nomenclatura
http://blogdopg.blogspot.com.br/2014/06/nomenclatura-para-os-dedos-do-pe.html