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23 abril, 2025

Que coisa incrível é um livro! (23/04/2025)

É um objeto achatado feito de árvore com partes flexíveis nas quais nós imprimimos uma porção de rabiscos escuros e esquisitos. Mas basta olhar para ele e você está dentro da mente de uma pessoa, talvez de alguém morto há milhares de anos.
Através dos milênios, um autor está falando clara e silenciosamente dentro da sua cabeça - diretamente a você. A escrita talvez seja a maior das invenções humanas, unindo pessoas que nunca conheceram umas às outras, cidadãos de épocas distantes.
Os livros rompem os grilhões do tempo. Um livro é a prova de que os seres humanos são capazes de realizar magia.
[Carl Sagan, in: Cosmos]
23/04 - Dia Mundial do Livro

23 abril, 2024

Livros

O dia 23 de abril, Dia Mundial do Livro, foi a data escolhida pela UNESCO para celebrar o livro, incentivar a leitura, homenagear os autores e refletir sobre seus direitos legais. Esta data comemorativa é simbólica e tem origem na história da literatura mundial. Foi no dia 23 de abril que morreram três grandes escritores: o inglês William Shakespeare, o espanhol Miguel de Cervantes e o peruano Inca Garcilaso de La Vega.
Os livros tornam-se influentes de diferentes maneiras. Antes da impressão em massa e das listas de best-sellers, sua repercussão dependia de quem lia um determinado livro. Se um livro influenciasse uma pessoa poderosa, poderia mudar o mundo. Se fosse lido por estudiosos, poderia mudar toda uma disciplina, como a astronomia. No mundo moderno, os livros mais vendidos podem influenciar a opinião pública, revelando o que antes era desconhecido para a maioria dos leitores, ou especulando sobre o que poderia ter sido, ou o que poderia algum dia ser. A opinião pública percorre um longo caminho para mudar a sociedade e, de fato, foram os livros que alimentaram o fim da escravidão, o feminismo, os direitos civis, as regulamentações ambientais, a revolução comunista e outros movimentos que mudaram o mundo.

29 outubro, 2022

O dia do Livro e outros "causos"

por Innocêncio Viégas
O livro, igual a muitos de nós, tem também duas datas a comemorar: no dia 23 de abril comemora-se o dia mundial do livro, para lembrar a data da morte de três grandes escritores: Dom Miguel de Cervantes Saavedra, William Shakespeare e Inca de La Vega.
O dia nacional do livro no Brasil é 29 de outubro, em homenagem à fundação da Biblioteca Nacional Brasileira.
Respeitando essas memoráveis datas, para mim, o dia do livro é aquele em que entro na minha modesta biblioteca, escolho um livro já lido e relido, vou para a praça das flores, aqui mesmo no quintal do Rancho, sento-me no banco de pedra, embaixo dos frondosos galhos do abacateiro, e então passo à leitura, saboreando um bom vinho e ouvido o suave cantar de um velho sabiá, que construiu ali o seu ninho de amor.
Histórias de livros nos encantam. Comigo guardo várias e posso lhes contar algumas para a sua meditação e reflexão. Sei que o caro leitor deve ter também suas histórias.
Dia desses recebi um telefonema de um irmão e amigo, Professor Anoraldino. Ele, sendo um bom leitor, estava em um “sebo”, garimpando preciosidades. Encontrou um dos meus livros - “O homem além do homem”. Pedi a ele para ler a dedicatória. Era para um velho amigo de caserna que faleceu e a viúva vendeu seus livros. E o meu foi no embalo. Pedi ao Professor para comprar o livro que eu lhe daria um exemplar dos que ainda estavam comigo. Recuperei o meu livro e agora ele está na estante ao lado dos demais exemplares.
Certo dia, a menina Anne, colega da Tamara, a minha neta, encontrou um livro abandonado no banco do ônibus em que viajava. Pegou, leu o título - Contos, cantos e encantos - leu o nome do autor - Innocêncio Viégas - e logo lembrou do avô da Tamara e lhe entregou o livro que pela data da dedicatória, fora adquirido no dia do lançamento em 2001, em Brasília. Voltou para a estante de “perdidos e achados”.
No livro “A sombra do vento”, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafon, encontramos o seguinte diálogo: - Um cidadão leva o filho a um depósito de livros velhos, sem donos, um verdadeiro cemitério dos livros. O menino, admirado, pergunta ao pai quem são os donos desses livros, o que o pai lhe responde: - cada livro, cada volume que você vê, tem alma. A alma de quem o escreveu e a alma dos que o leram, que viveram e sonharam com ele. Cada vez que um livro troca de mãos, cada vez que alguém passa os olhos pelas suas páginas, seu espírito cresce e a pessoa se fortalece. O pai continua e arremata a conversa. Na verdade, os livros não têm donos. Cada livro que você vê aqui, foi o melhor amigo de alguma pessoa.
Em janeiro de 2018 a Internet nos mostrou o caso de um livro e um cachorro sem dono. Disse o texto: “Mesmo estando sempre pelas redondezas, o cão nunca havia entrado na livraria. Um belo dia, sorrateiramente entrou e abocanhou um dos livros da estante da frente da loja e o levou consigo. Ao vê-lo com um livro entre os dentes, um homem que passava o perseguiu e conseguiu recuperar o livro. Voltou à livraria e o devolveu, contando o que acontecera e, então, veio a surpresa. O livro em questão é da escritora italiana Elena Ferrante, com o título: ``Dias de abandono”.
As marcas dos dentes do animal ficaram na capa do livro, e o livreiro resolveu guardá-lo como uma lembrança de um pobre animal abandonado. Isso define bem como devem ter sido os dias desse pobre cão, vivendo nas ruas, sem o carinho de um dono. O livro permanece na loja, como lembrança de um caso inusitado. O homem que recuperou o livro certamente não ligou o título do volume com a triste vida de um cachorro sem dono, que achou no livro o cheiro de algo que pudesse ser comido para matar a sua fome.
O livreiro Pedro Herz, proprietário das livrarias “Cultura”, nos conta o seguinte caso: Dia do lançamento do livro do escritor Inácio de Loyola Brandão. O espaço cheio de amigos e leitores. A fila dava voltas entre as estantes. No final da fila, uma senhorinha de aproximadamente 80 anos, esperava a sua vez. O autor chamou o amigo Pedro e lhe pediu para trazer à mesa aquela leitora idosa, para evitar que ficasse tanto tempo de pé. O Pedro foi, e ao chamar a vovó, ela disse: - Obrigada, meu filho, eu já estive por três vezes lá perto do escritor e volto para o fim da fila, eu quero é conversar com velhos amigos que vez por outra aparecem aqui. Se eu for logo atendida, volto para casa e lá, não tenho com quem conversar. E continuou na fila, toda sorridente.
Deixei para relatar por último, um caso que considero muito especial. Dia 17 de maio de 2017. Lançamento de mais um livro - “Lira das Auras” - do poeta e escritor Fagundes de Oliveira.
O local não poderia ser melhor. Restaurante Carpe Diem. O salão, repleto de amigos que se acotovelavam nas mesas enquanto conversavam e degustavam as iguarias quentinhas que eram servidas, acompanhando a cerveja e outras águas que passarinho não bebe.
A fila para o autógrafo serpenteava no que sobrava de espaço entre as mesas. O autor, feliz, recebia abraços e os fotógrafos não paravam de registrar aquele momento único. Eu com a Bel ocupamos a mesa 10, com outros amigos, amigos também do Fagundes e da Heronisa, sua esposa.
Lá pelas tantas da noite, vi que a fila diminuía e fui posicionar-me para também receber no meu livro a tão esperada dedicatória, do Poeta do Amor, como ele é conhecido entre os vates.
Parei na sua frente, nos abraçamos, ele olhou fixo para mim e eu correspondi ao olhar de espanto do Poeta. Ele pegou a caneta e autografou o meu exemplar com as seguintes palavras: “Ao amigo Viégas, sem palavras”. Tornamos a nos abraçar e nos deixamos ser fotografados. Aquela, que aos olhos dos leigos parece ser uma pequena dedicatória, continha nessas cinco palavras, um mundo de poesia saída do coração e do baú de saudades e carinho de um grande irmão.
Bem disse o Poeta Mário Quintana: - “e eis que tendo Deus descansado no sétimo dia, os poetas continuaram a obra da criação”.
Os olhos de Fagundes estavam marejados, mas seu rosto expressava a beleza de um sorriso. Só aí pude entender o que ele escreveu na segunda aba desse livro - Lira das Auras - “Para conseguir na vida o paraíso / É ser capaz de transformar o pranto / na sublime grandeza de um sorriso”. Que viva para sempre “o dia do Livro” e o Poeta do Amor.
Innocêncio Viégas
Brasília - DF, 29/10/2021
(enviado por Fernando Gurgel)

Faz o L com o Livro

29/10 - Dia do Livro
Estamos a um dia do 2.º turno da eleição mais importante de nossa história. A Companhia das Letras convidou alguns de seus autores a se manifestarem pela construção de um Brasil verdadeiramente democrático.
Eis o registro.

23 abril, 2020

A Magia do Livro

Quando perguntado em um famoso questionário concebido pelo grande escritor francês Marcel Proust sobre sua ideia de felicidade perfeita, David Bowie respondeu simplesmente: "Reading".
Retrato de David Bowie por Robert Risko para a Vanity Fair

Em seu ensaio de 1930, intitulado "The Magic of the Book" (A Magia do Livro), Hermann Hesse escreveu:
"Entre os muitos mundos que o homem não recebeu como um presente da natureza, mas criado a partir de sua própria mente, o mundo dos livros é o maior ... Sem a palavra, sem a escrita dos livros, não há história, não há conceito de humanidade. E se alguém quiser tentar incluir em um espaço pequeno, em uma única casa ou em um quarto individual, a história do espírito humano e torná-lo seu, ele só pode fazer isso na forma de uma coleção de livros."
Argumentou ainda o ganhador do prêmio Nobel que, não importa o quanto nossa tecnologia possa evoluir, a leitura continuará sendo uma fome humana elementar. Décadas antes da Internet como sabemos, Hesse previu:
"Não precisamos temer uma eliminação futura do livro. Pelo contrário, quanto mais certas necessidades de entretenimento e educação forem satisfeitas por meio de outras invenções, mais o livro ganhará dignidade e autoridade".

[Bom para 23/04/2020]

23 abril, 2019

Dia Mundial do Livro, 2019

📚23 de abril
"O livro é um mudo que fala, um surdo que responde, um cego que guia, um morto que vive." — Padre Vieira
"Livros são os mais silenciosos e constantes amigos; os mais acessíveis e sábios conselheiros; e os mais pacientes professores."
"Ler é sonhar pela mão de outrem." — Fernando Pessoa
[A Arte de Ler] "O leitor que mais admiro é aquele que não chegou até a presente linha. Neste momento já interrompeu a leitura e está continuando a viagem por conta própria." — Mario Quintana

 

"O livro digital é o auge da eficiência, mas livro de papel é o auge da experiência." — Rodney Eloy
"Sempre imaginei que o paraíso fosse uma espécie de biblioteca." — Jorge Luis Borges
"Meus filhos terão computadores, sim, mas antes terão livros. Sem livros, sem leitura, os nossos filhos serão incapazes de escrever - inclusive a sua própria história." — Bill Gates
"The book is the best heritage a nation can offer his people!"

23 abril, 2017

Penso, logo cito - 34



Michel de Montaigne, filósofo francês do século XVI:



"Os livros são o melhor companheiro para a viagem desta vida humana."



23/04 - Dia Internacional do Livro
Edições anteriores: 2014, 2015 e 2016

23 abril, 2016

Uma imagem vale mil livros

Já que hoje é o Dia Internacional do Livro que tal aproveitar a data para dar uma pequena arrumação em sua biblioteca?


O Dia em 2014 e 2015 no blog EM.

23 abril, 2015

Os livros quebram os grilhões do tempo

“What an astonishing thing a book is. It's a flat object made from a tree with flexible parts on which are imprinted lots of funny dark squiggles. But one glance at it and you're inside the mind of another person, maybe somebody dead for thousands of years. Across the millennia, an author is speaking clearly and silently inside your head, directly to you. Writing is perhaps the greatest of human inventions, binding together people who never knew each other, citizens of distant epochs. Books break the shackles of time. A book is proof that humans are capable of working magic."

"Que coisa surpreendente é um livro. É um objeto plano feito de uma árvore com partes flexíveis em que são impressos muitos rabiscos escuros engraçados. Mas um olhar para ele e você está dentro da mente de outra pessoa, talvez alguém morto há milhares de anos. Através dos milênios, um autor está falando claramente e em silêncio dentro de sua cabeça, diretamente para você. Escrever é talvez a maior das invenções humanas, unindo indivíduos que nunca conheceram um ao outro, cidadãos de épocas distantes. Os livros quebram os grilhões do tempo. Um livro é a prova de que os seres humanos são capazes de fazer magia." [ Cosmos, Parte 11: A Persistência da Memória (1980)]

23 de abril - Dia internacional do Livro

23 abril, 2014

O Dia Internacional do Livro

O Dia Internacional do Livro se comemora hoje (23) porque nesse dia, em 1616, teriam falecido dois dos maiores escritores da literatura universal: Cervantes y Shakespeare. Mas é tão errônea essa coincidência como a maioria das teorias sobre os paralelismos em suas vidas e obras.
A data do falecimento
O erro mais difundido é o da data em que eles morreram. Cervantes faleceu no dia 22 de abril, porém foi sepultado no dia 23. Falecido no dia 23 de abril do calendário juliano, a data da morte de Shakespeare corresponderia ao dia 3 de maio do calendário gregoriano (à época não adotado pela Inglaterra).
Nunca se encontraram
Cervantes nunca ouvir falar do gênio de Stratford-upon-Avon. Há evidências de que Shakespeare tenha lido a primeira parte de Dom Quixote. Um é romancista e outro é dramaturgo, e não há influências diretas entre as obras dos dois autores.
Semelhanças de estilo
Estas características devem-se provavelmente ao fato de que os dois escritores viveram na mesma época, tiveram influências culturais próximas e, quiçá, as mesmas leituras – o que os levou a oferecerem "soluções literárias paralelas".