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12 outubro, 2016

Colombo e o cristianismo: você sabia?

Contrariando a lenda, Colombo não navegou para provar que a Terra era redonda. Os europeus mais instruídos e os marinheiros já sabiam disso.
Colombo estimou o tamanho do Oceano Atlântico a partir de sua leitura da Bíblia. Ele leu no segundo livro de Esdras (no Apocrypha) que Deus criou o mundo em sete partes, seis deles de terra seca e o sétimo de água. Assim, ele calculou que o oceano que separa Portugal do Cipangu (Japão) seria um sétimo da circunferência da Terra, isto é, cerca de 2.400 milhas. E imaginou que, se navegasse umas 100 milhas por dia, ele poderia alcançar as Índias em cerca de 30 dias.
Durante as viagens de Colombo, as tripulações dos navios observavam ritos religiosos. Toda vez que a ampulheta marcava meia hora (seu principal meio de medir o tempo), eles gritaram: "Bendita seja a hora do nascimento do Nosso Salvador / abençoada seja a Virgem Maria que lhe deu à luz / E bendito seja João que o batizou." Ao fim de cada dia, eles cantavam as vésperas juntos (embora supostamente eles cantavam desafinados).
Somente em sua terceira viagem Colombo realmente desembarcou na América Continental. Vendo quatro rios que corriam na terra, ele acreditou que tivesse encontrado o Jardim do Éden. À data da sua morte, em 1506, Colombo estava ainda convencido que as suas expedições tinham sido realizadas ao longo da costa oriental da Ásia.
Católicos irlandeses e franceses argumentaram que Colombo, que "trouxe a fé cristã à metade do mundo", deveria ser nomeado santo.Embora o movimento tivesse a aprovação do Papa Pio IX (pontificado: 1846-1878), Colombo nunca foi canonizado, porque ele teve um filho ilegítimo, e não havia nenhuma prova de que ele tinha realizado um milagre.

Colombo e o cristianismo: você sabia?, por Thomas S. Gilles, CHI magazine
(continua)

12/10/1942 - Descobrimento da América |  Doze de Outubro |  O Ovo de Colombo |  A descoberta da América pelos russos

06 setembro, 2014

Um feito questionado

Em 1505, Fernão de Magalhães navegou para o leste até a Malásia, onde adquiriu um escravo. De nome Enrique, esse escravo o acompanhou na circunavegação do globo para o oeste, que Magalhães deu início em 1519.
Quando a expedição de Fernão de Magalhães chegou às Filipinas, Enrique escapou e seu destino passou a ser ignorado.
Isso é intrigante: Se o escravo conseguiu, em seguida, viajar as centenas de quilômetros restantes para sua terra natal, foi ele a primeira pessoa na história a circunavegar a Terra.
N. do E.
Apenas uma das cinco caravelas da expedição, a Victória (gravura), chegou a completar a viagem. Havendo retornado ao ponto de partida (Sevilha) sem o navegante português, que morrera em combate nas Filipinas.

30 dezembro, 2012

Uma esquisitice da navegação

A caminho de Vancouver para a Austrália, em 30 de dezembro de 1899, o capitão do SS Warrimoo vivenciou uma situação única.
À meia-noite, ele parou o navio no cruzamento da linha internacional da data e do equador.
Naquele momento, o navio estava em dois diferentes hemisférios, dias, meses, anos, estações e séculos, tudo ao mesmo tempo. Ao transitar entre a proa e a popa, os passageiros podiam passear entre o inverno e o verão, norte e sul, e os séculos 19 e 20.


O lado negativo
Para o SS Warrimoo o dia 31 de dezembro desapareceu inteiramente.

12 maio, 2010

Mea culpa

Ao anunciar que 2010 estava sendo o ano do ressurgimento da indústria naval no Brasil, o editor de EntreMentes cometeu um erro capital. E, por pouco, não foi colocado numa prancha e jogado ao mar para que servisse de repasto aos tubarões. Felizmente não chegou a tanto.
Graças a um juiz magnânimo, o editor teve a sua pena abrandada para a prestação de um serviço de utilidade pública. Deveria criar um slideshow no qual, além de reparar o grande erro cometido, anunciasse aos sete mares o ano em que a indústria naval brasileira verdadeiramente começou a se recuperar.

Esse ano foi 2000: quando o Patropi era governado pelo Infame Dom Henrique, o fundador da Escola de Bagres.