Você sabia?
Em 8 de dezembro de 2013, a Metallica fez um show na Antártida para 120 pessoas, entrando para o Guinness Book como a primeira banda a tocar em todos os continentes do planeta. O show, chamado de "Freeze 'Em All" (Congele Todos Eles), foi realizado na Base Carlini, Antártida Argentina, e os fãs que presenciaram o concerto foram 19 vencedores de um concurso da Coca-Cola em seu país, além de jornalistas e demais convidados. Quinze toneladas de equipamento foram necessárias para o espetáculo, mas, de modo a preservar o ecossistema local, todos tiveram que escutar as dez canções do show em fones de ouvido.
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29 agosto, 2025
27 dezembro, 2018
A façanha de cruzar a Antártida a pé - e sozinho!
O superatleta e palestrante motivacional Colin O'Brady, de 33 anos, atravessou o continente gelado sem qualquer tipo de assistência, tornando-se o primeiro homem a realizar este tipo de expedição. Ele sobreviveu utilizando-se apenas dos mantimentos que pôde carregar num trenó (puxado por ele mesmo) e que não podia ser reabastecido.
Com a altitude média de 7.500 metros, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta.
A posição de Colin, definida pelo GPS, foi diariamente indicada em sua página na Internet, a colinobrady.com.
O americano andou cerca de 1.500 quilômetros em 54 dias, numa disputa com o britânico Louis Rudd, de 49 anos, que segue caminhando para ser o segundo.
Com a altitude média de 7.500 metros, a Antártida é o continente mais frio, seco e ventoso do planeta.
A posição de Colin, definida pelo GPS, foi diariamente indicada em sua página na Internet, a colinobrady.com.
O americano andou cerca de 1.500 quilômetros em 54 dias, numa disputa com o britânico Louis Rudd, de 49 anos, que segue caminhando para ser o segundo.
Colin x Louis
08 novembro, 2018
Nem lhes conto
Sergey Savitsky, de 55 anos, é engenheiro científico em um remoto posto avançado na Antártida. Ele e seu colega Oleg Beloguzov, de 52 anos, são leitores inveterados e costumam passar o tempo lendo livros na solidão do continente gelado.
Mas Beloguzov não parava de bancar o spoiler. Aborrecido com essa conduta do colega, Savintsky dias atrás não se conteve e esfaqueou-o.
A vítima, depois de removida da estação de pesquisa de Bellingshausen, na ilha King George, encontra-se em tratamento intensivo no Chile. E Savitsky voltou para São Petersburgo, onde está sob prisão domiciliar.
Acredita-se que, pela primeira vez, um homem é acusado de uma tentativa de assassinato na Antártida.
Spoiler tem origem no verbo spoil, que significa estragar, é um termo de origem inglesa. Spoiler é quando alguma fonte de informação, como um site, ou um amigo, revela informações sobre o conteúdo de algum livro, ou filme, sem que a pessoa tenha visto.
O spoiler é uma espécie de estraga-prazeres, pois ele é aquele indivíduo que conta os finais, ou o que vai ocorrer com determinado personagem em filmes, séries, livros, sem saber se a outra pessoa realmente quer saber. O spoiler não necessariamente precisa contar o fato todo, pode ser qualquer parte de uma fala, texto, imagem ou vídeo que faça revelações importantes sobre determinados assuntos.
Mas Beloguzov não parava de bancar o spoiler. Aborrecido com essa conduta do colega, Savintsky dias atrás não se conteve e esfaqueou-o.
A vítima, depois de removida da estação de pesquisa de Bellingshausen, na ilha King George, encontra-se em tratamento intensivo no Chile. E Savitsky voltou para São Petersburgo, onde está sob prisão domiciliar.
Acredita-se que, pela primeira vez, um homem é acusado de uma tentativa de assassinato na Antártida.
O spoiler é uma espécie de estraga-prazeres, pois ele é aquele indivíduo que conta os finais, ou o que vai ocorrer com determinado personagem em filmes, séries, livros, sem saber se a outra pessoa realmente quer saber. O spoiler não necessariamente precisa contar o fato todo, pode ser qualquer parte de uma fala, texto, imagem ou vídeo que faça revelações importantes sobre determinados assuntos.
18 outubro, 2018
O canto do gelo
Plataforma de gelo foi flagrada "cantando"
Ao incidir nas dunas de neve da Antártida, o vento faz o gelo embaixo vibrar, produzindo um ruído. Este ruído foi captado por detectores sísmicos que cientistas estadunidenses instalaram na área da Plataforma de Ross (imagem).
E suas frequências foram alteradas para tornar o canto do gelo audível.
Ouça-o AQUI.
Ouça também: O canto do cometa.
Ao incidir nas dunas de neve da Antártida, o vento faz o gelo embaixo vibrar, produzindo um ruído. Este ruído foi captado por detectores sísmicos que cientistas estadunidenses instalaram na área da Plataforma de Ross (imagem).
E suas frequências foram alteradas para tornar o canto do gelo audível.
Ouça-o AQUI.
Ouça também: O canto do cometa.
22 agosto, 2018
Uma empresa de laticínios na Antártida
O almirante Richard E. Byrd adorava leite e sentia falta do "precioso líquido branco" durante suas expedições à Antártida. Então, ele inventou um esquema para levar vacas leiteiras para o Polo Sul. O leite, porém, não foi a única razão. Byrd supôs que uma expedição científica comum renderia poucas manchetes, especialmente depois que os postos avançados foram estabelecidos na Antártida. Enviar vacas para lá, sim, é que daria ao resto do mundo o que falar. E ele estava certo.
E assim - por todas essas razões, e talvez mais - no outono de 1933, a equipe da expedição embarcou um trio de vacas no SS Jacob Ruppert. Todas eram da mesma raça (graças a um acordo que Byrd tinha feito com o American Guernsey Cattle Club), e uma delas estava grávida. O carpinteiro da tripulação, Edward Cox, assumiu as responsabilidades de cuidar das vacas. E outros patrocinadores forneceram alguns acessórios necessários: 10 toneladas de alimentos, vários equipamentos agrícolas e uma máquina de ordenha.
As vacas fizeram a viagem de três meses ao lado de seus companheiros humanos. Havia esperança de que a vaca grávida desse à luz dentro do Círculo Antártico, conferindo a seu bezerro "uma reivindicação única de imortalidade", como Byrd colocou em suas memórias da expedição. Em vez disso, o parto aconteceu acerca de 400 quilômetros ao norte. Ainda assim, isso se mostrou mais arrepiante do que o frio congelante: "Quase como se fosse nascer um ser humano, a tripulação esperou com grande expectativa por um evento que era tão comum na natureza desde o início do mundo", lembrou Byrd com ironia. Eles nomearam o filhote de Iceberg - apenas justo, dado que os pequenos icebergs são chamados de calves (plural de calf, bezerro) - e o anúncio do seu nascimento deu no New York Times.
Portanto, foram três vacas e um bezerro que chegaram à Antártida em janeiro de 1934. O ano deles no gelo não lhes mostrou muito da natureza, mas eles foram bastante mimados pelos homens ao redor. E retornaram como heróis, mas esse experimento jamais foi repetido.
Leia mais sobre a empresa de laticínios mais austral do mundo no Atlas Obscura.
E assim - por todas essas razões, e talvez mais - no outono de 1933, a equipe da expedição embarcou um trio de vacas no SS Jacob Ruppert. Todas eram da mesma raça (graças a um acordo que Byrd tinha feito com o American Guernsey Cattle Club), e uma delas estava grávida. O carpinteiro da tripulação, Edward Cox, assumiu as responsabilidades de cuidar das vacas. E outros patrocinadores forneceram alguns acessórios necessários: 10 toneladas de alimentos, vários equipamentos agrícolas e uma máquina de ordenha.
As vacas fizeram a viagem de três meses ao lado de seus companheiros humanos. Havia esperança de que a vaca grávida desse à luz dentro do Círculo Antártico, conferindo a seu bezerro "uma reivindicação única de imortalidade", como Byrd colocou em suas memórias da expedição. Em vez disso, o parto aconteceu acerca de 400 quilômetros ao norte. Ainda assim, isso se mostrou mais arrepiante do que o frio congelante: "Quase como se fosse nascer um ser humano, a tripulação esperou com grande expectativa por um evento que era tão comum na natureza desde o início do mundo", lembrou Byrd com ironia. Eles nomearam o filhote de Iceberg - apenas justo, dado que os pequenos icebergs são chamados de calves (plural de calf, bezerro) - e o anúncio do seu nascimento deu no New York Times.
Portanto, foram três vacas e um bezerro que chegaram à Antártida em janeiro de 1934. O ano deles no gelo não lhes mostrou muito da natureza, mas eles foram bastante mimados pelos homens ao redor. E retornaram como heróis, mas esse experimento jamais foi repetido.
Leia mais sobre a empresa de laticínios mais austral do mundo no Atlas Obscura.
16 outubro, 2017
Um buraco na Antártida
Atenção: agora é no gelo
O chamado Mar de Weddell, na região da Antártida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, batizada de Filchner-Ronne em homenagem a dois exploradores.
A área congelada, de 442 mil quilômetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Ou permanecia: cientistas identificaram um buraco maior que o Estado da Paraíba na plataforma.
Este tipo de abertura no gelo antártico é conhecido como "polynya". O buraco recém-descoberto é incomum porque é enorme e longe da costa, onde eles aparecem mais freqüentemente.
O chamado Mar de Weddell, na região da Antártida, é considerado o mais limpo do mundo por pesquisadores. Parte da área é ocupada por uma plataforma de gelo, batizada de Filchner-Ronne em homenagem a dois exploradores.
A área congelada, de 442 mil quilômetros quadrados, permanece desta forma durante todo o ano. Ou permanecia: cientistas identificaram um buraco maior que o Estado da Paraíba na plataforma.
Este tipo de abertura no gelo antártico é conhecido como "polynya". O buraco recém-descoberto é incomum porque é enorme e longe da costa, onde eles aparecem mais freqüentemente.
16 setembro, 2014
Recorde no gelo
O Metallica realizou uma façanha que lhe deu direito a figurar na edição 2015 do "Guinness World Records".
É citado como a primeira banda de rock a ter se apresentado nos sete continentes do mundo, tendo transposto o último obstáculo com o seu show de heavy metal na Antártida, em dezembro passado.
Na Antártida, a banda tocou para 120 cientistas da Estação Carlini (Arg.) e para um número não contabilizado de pinguins.
É citado como a primeira banda de rock a ter se apresentado nos sete continentes do mundo, tendo transposto o último obstáculo com o seu show de heavy metal na Antártida, em dezembro passado.
Na Antártida, a banda tocou para 120 cientistas da Estação Carlini (Arg.) e para um número não contabilizado de pinguins.
18 janeiro, 2014
O Mar Sem Fim
O "Mar Sem Fim" foi um iate de propriedade do jornalista brasileiro João Lara Mesquita. Quatro pesquisadores estavam usando-o para filmar um documentário na Antártida, quando o tempo ficou ruim. Ondas altas e ventos fortes fizeram o barco se jogar para frente e para trás "como um cavalo chucro em um rodeio".
A Marinha do Chile foi contatada para o resgate por meio de seus navios na Antártida chilena, na base Presidente Eduardo Frei Montalva. Mas eles tiveram que esperar o tempo acalmar para salvar os pesquisadores e a tripulação do iate encalhado.
Eles fizeram isso na hora certa: a água gelada tinha enchido o iate! Mais tarde, esta água congelou, expandiu-se e dividiu o casco. Cercado por gelo, o barco afundou na Baía de Maxwell Ardley Cove, uma baía rasa da Antártida.
Muitas pessoas que veem esta foto vão se sentir desconfortáveis, mas eu acho que é uma metáfora para a morte.
No início de 2013, dez meses mais tarde, o proprietário do iate retornou ao local para resgatá-lo. Mergulhadores, com o auxílio de cabos e boias, fizeram o resgate. Uma vez que chegou à superfície, eles rebocaram o iate de volta à costa. Contudo, o casco quebrado e os danos por dez meses de submersão indicavam que a situação do "Mar Sem Fim" estava além dos reparos.
Você pode ver toda a história com fotos, aqui: Sometimes Interesting.
A Marinha do Chile foi contatada para o resgate por meio de seus navios na Antártida chilena, na base Presidente Eduardo Frei Montalva. Mas eles tiveram que esperar o tempo acalmar para salvar os pesquisadores e a tripulação do iate encalhado.
Eles fizeram isso na hora certa: a água gelada tinha enchido o iate! Mais tarde, esta água congelou, expandiu-se e dividiu o casco. Cercado por gelo, o barco afundou na Baía de Maxwell Ardley Cove, uma baía rasa da Antártida.
Muitas pessoas que veem esta foto vão se sentir desconfortáveis, mas eu acho que é uma metáfora para a morte.
No início de 2013, dez meses mais tarde, o proprietário do iate retornou ao local para resgatá-lo. Mergulhadores, com o auxílio de cabos e boias, fizeram o resgate. Uma vez que chegou à superfície, eles rebocaram o iate de volta à costa. Contudo, o casco quebrado e os danos por dez meses de submersão indicavam que a situação do "Mar Sem Fim" estava além dos reparos.
Você pode ver toda a história com fotos, aqui: Sometimes Interesting.
13 janeiro, 2011
A sangue frio
Em 1961, uma equipe soviética de doze homens construía uma base na Antártida. Como teriam de passar meses nessa inóspita região do planeta, sob condições limites para a saúde, um dos membros da equipe era o Dr. Leonid Rogozov, um médico cirurgião.
O que aconteceria se este profissional, o único do grupo que podia realizar uma cirurgia, fosse acometido de uma apendicite?
Pois isso foi o que exatamente aconteceu. E, para sair dessa enrascada, o médico teve que fazer em si próprio a apendicectomia.
Acima, uma fotografia do Dr. Leonid Rogozov durante sua auto-apendicectomia. Para desfazer os futuros comentários de que "isso não teria acontecido", um dos membros da equipe soviética cuidou de fotografar a cirurgia.
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