A pólvora, o primeiro explosivo do mundo, foi desenvolvida durante o século IX na China, e seu uso se espalhou pelo mundo em algumas centenas de anos. Em 1626, Pequim tinha um enorme estoque de pólvora em seu arsenal de Wanggongchang, a apenas alguns quilômetros da Cidade Proibida. O arsenal continha sua própria fábrica de pólvora! Era também uma instalação de armazenamento de armaduras, armas de fogo, arcos e munições. O Arsenal de Wanggongchang era apenas um dos vários arsenais em Pequim, que mesmo então era uma cidade enorme com mais de meio milhão de habitantes. O que poderia dar errado?
Na manhã de 30 de maio de 1626, o Arsenal de Wanggongchang explodiu. Tudo dentro de uma área de dois quilômetros quadrados foi arrasado. Mais adiante, edifícios desabaram, árvores foram arrancadas e trabalhadores da construção civil na Cidade Proibida caíram do telhado para a morte. A força da explosão foi ouvida e sentida em cidades a quilômetros de distância. O filho bebê do imperador Tianqi morreu com a onda de choque. Ao todo, cerca de 20.000 pessoas morreram naquela explosão, tornando-a uma das maiores explosões fora de guerra da história. Muitos mais ficaram feridos ou desabrigados.
Leia mais sobre a explosão de Wanggongchang no Amusing Planet.
(https://www.neatorama.com/2023/08/09/The-17th-Century-Explosion-that-Devastated-Beijing/)
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07 julho, 2025
14 outubro, 2020
O dia em que explodiram uma baleia morta
Em novembro de 1970, apareceu numa praia perto de Florence, estado de Oregon, a carcaça de uma enorme baleia. Ela media cerca de 14 metros e pesava 40 a 65 toneladas.
A população local passou a pensar numa maneira de se livrar daquilo.
Apareceram três soluções possíveis:
Os especialistas colocaram quilos e mais quilos (cerca de 500 kg) de dinamite dentro da carcaça e apareceram mais de 100 pessoas para assistir ao espetáculo.
📺VÍDEO (dos arquivos ABC, a CNN ainda não existia).
Mas, surgiram alguns problemas imprevistos. Por exemplo, um pedaço pesando alguns quilos danificou um Oldsmobile que passava nas proximidades. Seu dono não acreditou no que viu. Além disso, milhares de pedaços da baleia espalharam-se por centenas de metros ao redor, levando o mau cheiro a dezenas de residências. Os mais incomodados passaram dias catando aqueles pedaços.
Apesar das dificuldades de logística, a 2.ª opção seria a mais sábia. Com uma motosserra, ela seria cortada em "n" pedaços e um trator com reboque levaria a dita-cuja até o cemitério improvisado.
Mas os americanos são tarados por uma explosão (cf. Hiroshima e Nagasaki).
A população local passou a pensar numa maneira de se livrar daquilo.
Apareceram três soluções possíveis:
1. Deixar a baleia onde ela estava e esperar pela sua lenta decomposição; o mau cheiro iria durar semanas ou meses;Em terra de cowboy, a 3.ª opção foi a vencedora, naturalmente.
2. Enterrá-la em algum local das proximidades; a logística seria complicada para transportar o animal até o seu túmulo;
3. Explodir a porra da carcaça e mandar tudo pelos ares.
Os especialistas colocaram quilos e mais quilos (cerca de 500 kg) de dinamite dentro da carcaça e apareceram mais de 100 pessoas para assistir ao espetáculo.
📺VÍDEO (dos arquivos ABC, a CNN ainda não existia).
Mas, surgiram alguns problemas imprevistos. Por exemplo, um pedaço pesando alguns quilos danificou um Oldsmobile que passava nas proximidades. Seu dono não acreditou no que viu. Além disso, milhares de pedaços da baleia espalharam-se por centenas de metros ao redor, levando o mau cheiro a dezenas de residências. Os mais incomodados passaram dias catando aqueles pedaços.
Apesar das dificuldades de logística, a 2.ª opção seria a mais sábia. Com uma motosserra, ela seria cortada em "n" pedaços e um trator com reboque levaria a dita-cuja até o cemitério improvisado.
Mas os americanos são tarados por uma explosão (cf. Hiroshima e Nagasaki).
(matéria enviada por Jaime Nogueira)
07 fevereiro, 2020
A maior explosão da era pré-atômica
Aconteceu em Halifax, Nova Escócia, Canadá, quando um navio de munição explodiu devastando a cidade e ceifando as vidas de muitos de seus cidadãos.
Em 7 de fevereiro de 1917, dois navios colidiram no estreito de Halifax, um estreito que liga uma ampla bacia com o porto propriamente dito, o qual se abre para o Atlântico. Um navio de socorro belga de saída, o Imo, havia se desviado do curso. E um cargueiro francês de entrada, o Mont-Blanc , não conseguiu sair do caminho. O Imo atingiu o Mont Blanc próximo da proa.
O cargueiro transportava 2.925 toneladas de explosivos, incluindo 246 toneladas de benzol, um combustível altamente inflamável, em tambores amarrados ao convés. Alguns dos tambores tombaram e romperam. O benzol derramado pegou fogo. A tripulação do Mont-Blanc, incapaz de conter as chamas, abandonou o navio.
O navio fantasma queimou e flutuou por cerca de 15 minutos, vindo a deter-se em um píer na costa de Halifax. Milhares de pessoas a caminho do trabalho ou já trabalhando em empregos na zona portuária, ou em suas casas em Halifax e Dartmouth pararam para assistir.
Então, o Mont-Blanc explodiu.
Praticamente nenhuma família foi poupada. A maioria das quase 2.000 mortes conhecidas da explosão ocorreram de imediato - embora muitos corpos não fossem identificáveis. Cerca de 9.000 ficaram feridos, muitos deles crianças - feridos no rosto e nos olhos enquanto olhavam pelas janelas para o Mont Blanc. Cerca de 6.000 pessoas ficaram desabrigadas, e muitos milhares tiveram suas casas muito danificadas.
Foi a maior explosão provocada pelo homem antes de Hiroshima.
Em 7 de fevereiro de 1917, dois navios colidiram no estreito de Halifax, um estreito que liga uma ampla bacia com o porto propriamente dito, o qual se abre para o Atlântico. Um navio de socorro belga de saída, o Imo, havia se desviado do curso. E um cargueiro francês de entrada, o Mont-Blanc , não conseguiu sair do caminho. O Imo atingiu o Mont Blanc próximo da proa.
O cargueiro transportava 2.925 toneladas de explosivos, incluindo 246 toneladas de benzol, um combustível altamente inflamável, em tambores amarrados ao convés. Alguns dos tambores tombaram e romperam. O benzol derramado pegou fogo. A tripulação do Mont-Blanc, incapaz de conter as chamas, abandonou o navio.
O navio fantasma queimou e flutuou por cerca de 15 minutos, vindo a deter-se em um píer na costa de Halifax. Milhares de pessoas a caminho do trabalho ou já trabalhando em empregos na zona portuária, ou em suas casas em Halifax e Dartmouth pararam para assistir.
Então, o Mont-Blanc explodiu.
Praticamente nenhuma família foi poupada. A maioria das quase 2.000 mortes conhecidas da explosão ocorreram de imediato - embora muitos corpos não fossem identificáveis. Cerca de 9.000 ficaram feridos, muitos deles crianças - feridos no rosto e nos olhos enquanto olhavam pelas janelas para o Mont Blanc. Cerca de 6.000 pessoas ficaram desabrigadas, e muitos milhares tiveram suas casas muito danificadas.
Foi a maior explosão provocada pelo homem antes de Hiroshima.
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| Halifax, após a explosão |
06 agosto, 2018
04 abril, 2014
Riscos e aproveitamento do gás metano das vacas
Gás metano expelido por vacas sofre explosão
Um acidente com gás metano aconteceu em 24 de março, num celeiro do vilarejo de Rasdorf, na região central da Alemanha. Além de ferir um dos animais, a explosão danificou o teto do celeiro.
O metano, com origem nos flatos e arrotos expelidos por cerca de 90 vacas, acumulou-se em grande quantidade no celeiro. E um foco de energia elétrica estática, segundo a polícia local, provocou a explosão do gás.
Cada vaca é capaz de produzir 500 litros de gás metano por dia. O impacto ambiental da pecuária é alto, já que o metano é nocivo ao meio ambiente.
Além disso, as vacas expelem a amônia que pode acidificar o solo e a água.
Cientistas criam um dispositivo que coleta o gás metano
Esta é a última arma na luta contra o aquecimento global. É de fabricação argentina: um dispositivo preso ao dorso de um touro que evita o escapamento de metano quando o animal arrota.
O gás é coletado diretamente do estômago do touro, através de um pequeno tubo, e em seguida é comprimido em um botijão. Todo dia o animal gera combustível suficiente para fazer um carro andar por um quilômetro.
De acordo com a ONU, 18 por cento das emissões de gases causadores do efeito estufa provêm de animais criados em fazendas.
Um acidente com gás metano aconteceu em 24 de março, num celeiro do vilarejo de Rasdorf, na região central da Alemanha. Além de ferir um dos animais, a explosão danificou o teto do celeiro.
O metano, com origem nos flatos e arrotos expelidos por cerca de 90 vacas, acumulou-se em grande quantidade no celeiro. E um foco de energia elétrica estática, segundo a polícia local, provocou a explosão do gás.
Cada vaca é capaz de produzir 500 litros de gás metano por dia. O impacto ambiental da pecuária é alto, já que o metano é nocivo ao meio ambiente.
Além disso, as vacas expelem a amônia que pode acidificar o solo e a água.
Cientistas criam um dispositivo que coleta o gás metano
Esta é a última arma na luta contra o aquecimento global. É de fabricação argentina: um dispositivo preso ao dorso de um touro que evita o escapamento de metano quando o animal arrota.
O gás é coletado diretamente do estômago do touro, através de um pequeno tubo, e em seguida é comprimido em um botijão. Todo dia o animal gera combustível suficiente para fazer um carro andar por um quilômetro.
De acordo com a ONU, 18 por cento das emissões de gases causadores do efeito estufa provêm de animais criados em fazendas.
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