19 setembro, 2017

Como são escolhidos os nomes dos furacões

Na temporada de furacões – entre junho e novembro (para o Caribe) – sempre se pergunta, por que são usados nomes de pessoas para designar esses fenômenos meteorológicos.
A resposta é mais simples do que parece: além de facilitar a divulgação dos alertas e avisos para a população (protocolos de evacuação, medidas de segurança etc.), a adoção de nome para esses fenômenos meteorológicos é importante para reduzir os sofrimentos e perdas humanas que eles causam. O site oficial da Administração Oceânica e Atmosférica Nacional dos Estados Unidos (a NOAA, na sigla em inglês) explica que, sem essas designações, a população local poderia ficar confusa. E as consequências seriam ainda mais sérias, principalmente no caso de furacões simultâneos no tempo ou numa região (vide imagem).


Como os nomes são escolhidos?
O livro "Furacões", de Ivan Tannehill, é citado como referência na história dos nomes dos furacões pelo NOAA. Segundo ele, no século XIX os furacões eram "batizados" em função do dia de santos católicos. Exemplos: o furacão Santa Ana, que devastou Porto Rico em 26 de julho de 1825, e o São Filipe, que atingiu a mesma região em 13 de setembro de 1876.
Atualmente, a definição dos nomes é feita pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), na Suíça, uma agência especializada da Organização das Nações Unidas (ONU). A OMM mantém uma lista com 21 nomes selecionados de nomes previamente enviados por entidades oficiais regionais. Essa lista, em ordem alfabética, alterna nomes masculinos e femininos. Um comitê de membros da Organização reavalia e acrescenta novos nomes para substituir os que foram "arquivados" e, a cada seis anos, uma nova lista é elaborada.
Nomes de furacões que causaram grandes tragédias não voltam a ser usados. Portanto, não haverá outro Katrina, o nome do furacão responsável pela tragédia de Nova Orleans em 2005. Nem outro Irma, assim espero.

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