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01 outubro, 2017

Somos queijo gorgonzola

Estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, estamos envelhecendo, só ouço isto. No táxi, no trânsito, no banco, só me chamam de senhora. E as amigas falam “estamos envelhecendo”, como quem diz “estamos apodrecendo”. Não estou achando envelhecer esse horror todo. Até agora. Mas a pressão é grande. Então, outro dia, divertidamente, fiz uma analogia.
O queijo Gorgonzola é um queijo que a maioria das pessoas que eu conheço gosta. Gosta na salada, no pão, com vinho tinto, vinho branco, é um queijo delicioso, de sabor e aroma peculiares, uma invenção italiana, tem status de iguaria com seu sabor sofisticadíssimo, incomparável, vende aos quilos nos supermercados do Leblon, é caro e é podre. É um queijo contaminado por fungos, só fica bom depois que mofa. É um queijo podre de chique. Para ficar gostoso tem que estar no ponto certo da deterioração da matéria. O que me possibilita afirmar que não é pelo fato de estar envelhecendo ou apodrecendo ou mofando que devo ser desvalorizada.
Saibam: vou envelhecer até o ponto certo, como o Gorgonzola. Se Deus quiser, morrerei no ponto G da deterioração da matéria. Estou me tornando uma iguaria. Com vinho tinto sou deliciosa. Aos 50 sou uma mulher para paladares sofisticados. Não sou mais um queijo Minas Frescal, não sou mais uma Ricota, não sou um queijo amarelo qualquer para um lanche sem compromisso. Não sou para qualquer um, nem para qualquer um dou bola, agora tenho status, sou um queijo Gorgonzola.
Maitê Proença
O Dia do Idoso
É comemorado no Brasil em 1º de outubro. Essa data faz referência ao dia da aprovação do Estatuto do Idoso, em 2003. Com a criação do Estatuto do Idoso, o Brasil começou a incorporar à sua jurisprudência as resoluções de organizações internacionais, como a Organização das Nações Unidas e a Organização Mundial da Saúde.

01/10/2017 - Outubro chegou e eu ...
Estou vivendo o primeiro mês do resto de minha vida. Enquanto Nordécio quer acertar a vida dele: exatamente em 3 pontos.

23 outubro, 2013

O Casu Marzu

Ao morder esta iguaria é aconselhável cobrir os olhos. A medida não é para proteger a mente da visão nauseante, mas para proteger os seus olhos das larvas - que podem saltar a até seis centímetros do queijo, com uma precisão malévola!


O Casu Marzu (foto), um queijo da Sardenha infestado por larvas vivas, é o produto lácteo mais escandalosamente fabricado em nossa galáxia. O artífice queijeiro é a Piophilia casei, a mosca do queijo, também conhecida como "capitão-queijo", que coloca seus ovos no queijo do leite de ovelha produzido na região.
Um método tradicional para atraí-la é fazer um furo no bloco de queijo e pingar nele uma gota de óleo. Mas o esforço não é sempre necessário. Os "capitães-queijo", originalmente encarregados de limpar cadáveres decompostos, já tomaram de entusiasmo pelos alimentos curados e fermentados pelo Homo sapiens.
Descoberta uma fonte de alimentação adequada, uma mãe da espécie Piophilia casei coloca centenas de ovos, que, eclodindo em seguida, originam uma horda vil de larvas famintas, ansiosas para devorar o próprio habitat.
No caso do Casu Marzu, estas larvas liberam uma enzima para a digestão da gordura, que faz o queijo apodrecer. Este processo, ao final, produz uma massa pegajosa e repleta de larvas - e tudo pronto para ser comido!
Sobre o odor: alguém já o comparou ao "cheiro de meias de ginástica, embebidas em leite e que foram deixadas atrás de um vaso sanitário durante uma semana". Argh!

Fonte: mental_floss

01 fevereiro, 2012

A Teoria do Queijo

Paulo,
Fiquei na dúvida se mandava um abraço ou um queijo para você. Mandei um queijo. Estará na casa de Dona Lindaura, depois desta quarta feira.
Em tempo:
A Teoria do Queijo existe. Trata-se da coleção de coincidências necessárias a efetivação de um desastre. Isso já é um outro tópico.
Nelson Cunha
A Teoria do Queijo (Suíço)

Quanto mais queijo, mais buracos.
Quanto mais buracos, menos queijo.
Logo, quanto mais queijo, menos queijo.

Desde Reason, e agora com Nelson Cunha, que esta teoria explica/tenta explicar como ocorrem certos desastres na humanidade. Eles acontecem quando há um "alinhamento dos buracos", isto é, das brechas que normalmente existem nas salvaguardas de um sistema.
Tal como é mostrado na figura abaixo:


O que não é o caso do queijo colonial que acabo de receber (obrigado, Nelson). Não sendo do tipo esburacado, o queijo será por mim consumido, não digo sem tugir nem mugir, mas sem receio de infortúnio. PG


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28 dezembro, 2011

O lápis parmesão

Quem já quis comer um parmesão fresquinho ralado sobre uma macarronada sabe como isso pode ser incômodo: precisa encontrar o ralador, posicioná-lo bem, fazer alguma força, tomar conta da ponta dos dedos e tentar não derrubar nada.
Pensando em facilitar a vida do consumidor, (*) a agência alemã Kolle Rebbe usou a imaginação para criar esse curioso kit de parmesão em formato de um grande lápis e que vem acompanhado de seu apontador-ralador.
Como ninguém tinha pensado nisso antes, não é mesmo?

Deu no OhGizmo, via Blue Bus.

(*) Como faz qualquer fabricante de queijo parmesão ralado em saquinhos. À venda num supermercado perto de você.

10 fevereiro, 2010

Para comer com os olhos


Esta pequena réplica da Torre Eiffel foi feita de queijo Cheddar por Sarah Kaufmann. A habilidade em usar esse tipo de material em suas esculturas justifica o título como é conhecida: "The Cheese Lady".
E há mais obras do gênero na galeria do Woman's Day.

Não estou exagerando. Mas, ao fazer esta reprodução do famoso monumento parisiense, Sarah Kaufmann lhe conferiu um acabamento fálico.

30 outubro, 2008

Pour épater les bourgeois

Os fabricantes de vinho de Languedoc, sul da França, resolveram desafiar a fama de serem produtores de vinho de má qualidade com uma medida impactante.
Na nova denominação do mal avaliado produto, incluíram o palavrão que francês adora pronunciar. Ficando: "Le Vin de Merde".


Ver o detalhe da mosca no rótulo
Bem dentro do espírito de pour épater les bourgeois (para escandalizar os burgueses), como se dizia nos tempos de influência da língua francesa.
Foi uma estratégia de mercado que se revelou bem sucedida. E alavancou as vendas do referido vinho que teve, em pouco tempo, todo o seu estoque comercializado.
Não é recomendável, porém, ao apreciador de vinhos que for consumir o "Le Vin de Merde" ir além dos queijos prato e mussarela. E do queijo coalho, se ele já estiver empedrado.

Preço: 7 euros a garrafa.

19/05/2016 - Novidades na seção
Licor de merda (fabricado em Portugal)