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16 março, 2026

Estátua equestre de Marco Aurélio em Roma

A estátua do imperador romano Marco Aurélio (121 a 180 d.C.), montado em seu cavalo, confeccionada em bronze dourado e em tamanho maior que o natural, é a única estátua de bronze completa desse tipo a sobreviver à Antiguidade e uma das poucas a permanecer exposta ao público durante toda a Idade Média.
A maior parte de estátuas como essa foi derretida e tranformada em moedas, decorações em alto relevo, ou bustos depois que Roma se converteu ao cristianismo, porque pareciam cultivar a idolatria aos mortais comuns.
A estátua de Marco Aurélio escapou porque se pensava que a pessoa representada montada ao cavalo fosse o primeiro imperador cristão,Constantino (272 a 337 d.C.). Somente na Idade Média quando a cabeça da estátua foi comparada com retratos de Marco Aurélio, é que a identificação correta foi feita.
A original está abrigada nos Museus Capitolinos e a versão atual, instalada ao ar livre na Piazza del Campidoglio, é uma réplica feita em 1981, quando a original foi removida para restauro. A obra é de autor desconhecido.

Data da fotografia: 11/10/2024

Quem foi Marco Aurélio
Marco Aurélio Antonino (em latim Marcus Aurelius Antoninus; 26 de abril de 121 — 17 de março de 180), foi imperador romano de 161 até sua morte. Ele era conhecido pela preocupação com o bem-estar público e por seus esforços para humanizar as leis penais. Foi o último dos cinco bons imperadores, e é lembrado como um governante bem-sucedido e culto; dedicou-se à filosofia, especialmente à corrente filosófica do estoicismo, e escreveu uma obra que até hoje é lida, "Meditações". (fonte: Wikipedia)

08 junho, 2022

O filósofo do futebol

Antônio Franco de Oliveira (1906 – 1976), mais conhecido por Neném Prancha, o apelido que nele puseram em razão de possuir mãos e pés enormes. 

Ele trabalhou como roupeiro, massagista, olheiro e técnico das divisões de base de seu time do coração, o Botafogo. Do jornalista Armando Nogueira, ganhou a alcunha de "O filósofo do futebol". E de Pedro Zamora (pseudônimo literário do escritor cearense Jocelyn Brasil) mereceu o livro chamado "Assim falou Neném Prancha". 

Neném Prancha tornou-se um mito do futebol brasileiro, principalmente por suas  frases de efeito.

"Jogador de futebol tem que ir na bola com a mesma disposição com que vai num prato de comida."

"Chute a bola pra cima; enquanto ela estiver no alto, não há perigo de gol."

"O goleiro deve andar sempre com a bola, mesmo quando vai dormir. Se tiver mulher, dorme abraçado com as duas."

"Se concentração ganhasse jogo, o time do presídio não perdia uma."

"O importante é o principal; o resto é secundário."

"Se macumba ganhasse jogo, o campeonato baiano terminava sempre empatado."

"Quem se desloca, recebe; quem pede, tem preferência."

"Futebol é muito simples: quem tem a bola, ataca; quem não tem, defende."

"Jogador bom é que nem sorveteria: tem várias qualidades."

"Bola tem que ser rasteira, porque o couro vem da vaca e a vaca gosta de grama."

"O pênalti é tão importante que deveria ser cobrado pelo presidente do clube."

16 setembro, 2021

Um filósofo vê os danos da predação

No céu, há estrelas vulgas
-----e há estrelas seletas. Só:::
-----o noitibó é um pássaro só
---------------é um pio só.
---------------(enquanto)
O coelho, hó, hó
-----encontra festiva acolhida
------------------------------na toca da raposa.
Existe a vida? Ou existe apenas o frêmito da vida?

(Micropoemas do infortúnio - 10, Paulo Gurgel)

Este artigo parece ter o objetivo de levantar questões. Provavelmente sim:
"Painlessly Killing Predators" (Predadores matando sem dor), Ben Bramble. Journal of Applied Philosophy, epub 2020
O autor explica:
"Os animais sofrem danos não apenas em cativeiro humano, mas também na natureza. Alguns destes últimos danos são causados por humanos, mas muitos deles não o são. Considere, por exemplo, os danos da predação, isto é, ser caçado, morto e comido por outros animais. Devemos intervir na natureza para prevenir esses danos? Neste artigo, considero duas maneiras possíveis de fazermos isso: (1) herbivorizando predadores (ou seja, modificando-os geneticamente para que seus descendentes gradualmente evoluam para herbívoros) e (2) matando predadores sem dor. Eu argumento que, entre essas opções, matar predadores sem dor seria preferível a herbivorizá-los. Em seguida, argumento que matar predadores sem dor, apesar de seus custos para os predadores, pode, em certas circunstâncias, ser justificável."
Talvez a frase mais bem escrita em todo o artigo seja:
"Suponha que o que eu disse até agora esteja certo."
Improbable Research

18 junho, 2021

A mosca de Atenas

As moscas-dos-cavalos (apelidadas no Brasil de mutucas) são insetos da família Tabanidae da ordem Diptera. Geralmente são grandes, ágeis e preferem voar sob o sol, evitando áreas escuras e sombreadas. Os machos têm um aparelho bucal fraco e apenas as fêmeas mordem os animais com a finalidade de obter a proteína necessária à produção dos ovos. Para exercer sua hematofagia, o aparelho bucal das fêmeas é um órgão forte e penetrante, com dois pares de lâminas cortantes e uma parte esponjosa usada para lamber o sangue que escorre do ferimento.
As moscas-de-cavalo têm aparecido na literatura desde que Ésquilo, na Grécia Antiga, mencionou que elas em sua perseguição persistente levavam as pessoas à loucura.
A história conta que Sócrates era conhecido entre seus concidadãos como "a mosca de Atenas". Diz-se também que o filósofo ficou encantado com o apelido porque o descrevia muito bem: sua missão era provocar as pessoas por meio de perguntas e explicações que incomodavam e, sobretudo, faziam despertar. 
Aos que o condenaram à morte, Sócrates, de acordo com os escritos de Platão, argumentou que a dissidência, como a mosca, era fácil de vencer, mas o custo de silenciar indivíduos irritantes poderia ser muito alto para a sociedade: "Se você matar um homem como eu, vocês vão se machucar mais do que vão me machucar".
Sócrates se comparou a um moscardo que, a serviço da verdade, picava o nobre corcel (que era Atenas) para tirá-lo de sua existência complacente e monótona.
É uma boa metáfora: as moscas são conhecidas por morder e incomodar o gado e outros animais de curral. Nisso são implacáveis, pois mordem, continuam mordendo e não há muito o que os animais possam fazer para enxotá-las.

14 setembro, 2020

Diógenes de Sínope

Diógenes de Sínope (c. 412-323 a.C.) afirmava que, à sorte, podia opor a coragem; às convenções, a natureza; à paixão, a razão.
1 Em certa ocasião, enquanto o filósofo tomava banho de sol no Crânion, Alexandre, o Grande, chegou, pôs-se à sua frente e falou: "Peça-me o que quiser!" Diógenes respondeu: "Saia da frente do meu sol!".
2 Impressionado com a ousadia de Diógenes, Alexandre disse: "Se eu não fosse Alexandre, eu gostaria de ser Diógenes". A resposta do filósofo foi imediata: "Se eu não fosse Diógenes, eu também gostaria de ser Diógenes".
3 Em outra ocasião, Alexandre, o Grande, deteve-se à sua frente e perguntou-lhe: "Não tem medo de mim?" Sua resposta foi: "O que você é, um bem ou um mal?". Alexandre respondeu: “Um bem”. Então, Diógenes concluiu: “E quem teme um bem?”.

http://sites.google.com/site/teociencia/web-desig/etica/diogenes
http://pt.quora.com - Com que filósofo (já morto) você escolheria ter um debate?
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http://blogdopg.blogspot.com/2019/09/o-ensinamento-de-diogenes.html
http://blogdopg.blogspot.com/2018/03/tamerlao-e-existencia-miseravel.html
http://blogdopg.blogspot.com/2018/02/riso-choro-e-indiferenca.html
http://blogdopg.blogspot.com/2012/04/acerca-da-galinha-na-filosofia.html
http://blogdopg.blogspot.com/2007/03/in-extremis.html

06 setembro, 2019

O ensinamento de Diógenes

Diógenes de Sinope (412 a.C. – 323 a.C.) foi um filósofo grego. Ele era o expoente máximo do cinismo (lembrando que a palavra cínico tem outro sentido no âmbito filosófico), uma corrente filosófica que exigia do praticante uma vida despojada de bens, o repúdio à maioria das convenções humanas e a completa independência da mente e do espírito.
Muitas anedotas sobre Diógenes referem-se a seu comportamento semelhante ao de um cão, e seu elogio às virtudes dos cães. Os modernos termos "cínico" e "cinismo" derivam da palavra grega "kynikos", a forma adjetiva de "kynon", que significa "cão".


Ele também gostava de usar a sagacidade para desafiar os valores e crenças de seus concidadãos na antiga Atenas.
Aqui está um exemplo.
A Diógenes foi perguntado: "Qual é a diferença entre a vida e a morte?"
Ele respondeu: "Nenhuma diferença".
"Bem, então, por que você permanece nesta vida?"
"Porque não há diferença", disse Diógenes.

Ler também: Tamerlão e a existência miserável