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19 março, 2024

Olimpíadas de 2024

O Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou, nesta terça-feira (19), que os atletas da RÚSSIA e da BIELA DA RÚSSIA* não poderão participar da cerimônia de abertura dos Jogos Olímpicos de Paris.

O evento, marcado para 26 de julho, não contará com as delegações destes países. Seus atletas vão competir sob bandeira neutra e as medalhas que conquistarem não serão computadas para seus países.

A decisão foi unânime no COI. Os atletas neutros vão competir como indivíduos, e a cerimônia de abertura é um desfile para delegações e times.

* A Biela é responsável por conectar o pistão ao virabrequim russos.

09 fevereiro, 2022

A origem da meia maratona

Embora as corridas a pé fossem o principal evento dos antigos jogos gregos, eles não corriam meias maratonas em suas Olimpíadas. E isso não mudou até hoje: a exemplo do que acontece com a capoeira, a meia maratona não faz parte dos Jogos Olímpicos da Era Moderna.
A expressão meia maratona, assim como a palavra hemitona, vem de Hemitona, uma cidade na Grécia. De acordo com a lenda, após a batalha de Hemitona, que ocorreu entre a Grécia e o exército invasor persa, o herói grego Asthma correu 21,4 km das planícies de Hemitona até Atenas para levar a notícia de que os gregos tinham empatado.
Não era ruim. Com a Pérsia tendo o mando de campo, haveria vantagem para a Grécia. Que poderia vencer ou empatar na batalha seguinte. 
Depois de passar a mensagem, Asthma perdeu o fôlego e morreu.
Sua incrível façanha, porém, sobreviveu na palavra hemitona. A palavra foi estendida para significar "qualquer corrida entre 3.000 metros com obstáculos e a maratona".

Foto do corredor Zersenay Tadese, da Eritréia, que venceu em 2008 a prova masculina da Meia Maratona do Rio de Janeiro
Esclarecimento - Em competições do gênero, o blog EM segue a orientação de submeter a fotografia do atleta vencedor ao "fotochop" para adequá-la às características da informação.

29 janeiro, 2022

A venda de medalhas olímpicas

Alguns atletas já relataram que colocaram à venda suas medalhas conquistadas em Olimpíadas. Na maioria dos casos há justificativas totalmente compreensíveis.
Essas medalhas foram vendidas por causas sociais e de saúde.
@UolEsporte publicou a respeito.

Bronze no futebol dos Jogos Olímpicos de Atlanta, em 1996, o brasileiro Amaral vendeu sua medalha por R$ 20 mil. O ex-jogador disse que, quando quiser recordar, contenta-se com a foto.

A venda/leilão de medalhas não acontece apenas com relação às medalhas olímpicas:
1 - http://blogdopg.blogspot.com/2018/09/uma-medalha-no-leilao.html
2 - http://blogdopg.blogspot.com/2018/10/contas-medicas.html
3 - . . .

12 agosto, 2021

Medalhas Olímpicas do Brasil

Rio, 2016
🥇 7 🥈 6 🥉 6 Total = 19 medalhas
Posição no ranking das medalhas: 13.º

Tóquio, 2020 (em 2021)
🥇 7 🥈 6 🥉 8 Total = 21 medalhas
Posição no ranking das medalhas: 12.º

Cinco anos após, melhoraram os atletas brasileiros seus desempenhos na recente Olimpíada? Com duas medalhas a mais trazidas para casa, acho que não chegaram a tanto. Já que os resultados obtidos nas duas Olimpíadas, antes de serem confrontados, precisam ser parametrizados. Em 2016, foram distribuídas 973 medalhas; em 2021, com a inclusão de novos esportes (surfe, skate, escalada esportiva, karatê, softbol/beisebol), cresceu para 1080 o número de medalhas. Houve, portanto, uma distribuição de + 107 medalhas entre os atletas dos países que participaram desta edição, cabendo ao Brasil + 2 medalhas de bronze.
Agora, se for para comparar com o pífio desempenho apresentado por outros países da América Latina, o Brasil até se saiu bem. Lo siento, mas Cuba também. E a Venezuela foi carne de pá (que não é boa nem má). Já a Argentina, o México, a Colômbia... que Zeus os proteja na Olimpíada de Paris!

02 agosto, 2021

Medalhas (consen)suadas

A final da prova do salto em altura dos Jogos Olímpicos de Tóquio terminou de uma maneira invulgar.
Após não conseguir participar dos últimos Jogos Olímpicos, no Rio de Janeiro, há cinco anos, em função de uma lesão no tornozelo às vésperas da competição, Gianmarco Tamberi viu a glória neste domingo (01/08) na Olimpíada de Tóquio - 2020.
O italiano de 29 anos foi o atleta a realizar o maior salto em altura, faturando a medalha de ouro.
Mas um fato curioso aconteceu no estádio. O ponto mais privilegiado do pódio foi compartilhado com Mutaz Essa Barshim, do Catar, por ele ter também atingido a mesma altura no salto: 2,37 metros.
Os atletas chegaram a tentar uma meta mais alta, de 2,39 metros, mas ambos falharam em suas tentativas. Com isso, Barshim não pensou duas vezes e perguntou: "Podemos ter dois ouros?".
Bastou o aval do oficial da prova para ambos comemorarem juntos o ouro em Tóquio.


Barshim e Tamberi comemorando. Imagem: CNN Brasil

Ler também: As medalhas da amizade

Consensar ou consensuar 
"Embora frequentemente utilizados em reuniões e acordos de trabalho, os verbos consensar e consensuar não se encontram dicionarizados, não sendo reconhecidos no Vocabulário Ortográfico da Academia Brasileira de Letras (conferido em 02/08/2021). Podem ser considerados um jargão profissional, ou seja, um vocabulário específico, próprio de um grupo. São utilizados para indicar que há consenso, isto é, aprovação, consentimento, anuência." (Flávia Neves, Professora de Português)

23 julho, 2021

O hat-trick

É um dos assuntos do momento.
Um jogador recebe um hat-trick quando marca três gols em um jogo. Mas, certamente, você já se perguntou porque é que usam uma expressão relacionada com chapéus (hat), numa questão onde o referido adorno não tem um papel preponderante.


É que, na verdade, o uso deste termo não começou no campo de futebol. Veio do críquete e remonta ao ano de 1858. E foi virando jargão no futebol, hóquei, polo aquático, handebol etc.
No futebol, há inclusive um termo especial, o hat-trick perfeito. Quando um jogador, na mesma partida, marca três gols: um com o pé direito, outro com o pé esquerdo e mais outro de cabeça (em qualquer ordem).
De um texto adaptado do jornalista João Miguel Pereira:
Para além do hat-trick, os norte-americanos também inventaram o rat-trick. Em 1996, os jogadores dos Florida Panthers usaram pela primeira vez esta palavra depois de Scott Mellanby, uma das figuras da equipe, ter marcado dois gols num jogo e ter matado um rato que invadiu o balneário da equipe. Depois deste episódio, sempre que um jogador dos Panthers marcasse dois gols, os adeptos da equipe atiravam para o campo um rato de plástico ou de pano para “ser morto” pelo jogador, realizando assim o “rat-trick”. No entanto, a história não foi mais além, pois a NHL proibiu o lançamento de qualquer objeto para o campo, o que poderia pôr em causa a integridade física dos jogadores e da equipe de arbitragem.
Tradicionalmente, um jogador que marca o hat-trick pode guardar a bola como lembrança. E tem direito a pedir música no Fantástico (o que se restringe aos jogos de domingo).
Por isso, não tenho a menor ideia do que o Tadeu Schmidt vai fazer para agraciar o Richarlison. Na última quinta-feira, o pombo fez três gols em trinta minutos, no jogo de estreia do Brasil contra a Alemanha, no Japão.
Ora, trata-se de uma Olimpíada. Por muito menos, a tal regra dominical já tem sido quebrada.

Paulo Gurgel

As medalhas da amizade

Nas Olimpíadas de 1936, dois saltadores com vara japoneses, Shuhei Nashida e Sueo Oe, empataram em segundo lugar. Recusando-se a competir entre si, Nashida foi premiado com prata (com base em que Nishida havia superado a altura em menos tentativas) e Oe, com bronze.
No retorno ao Japão, eles tiveram as medalhas cortadas em duas, que foram unidas de modo a fazer duas de prata e bronze, "as medalhas da amizade".

OLIMPÍADAS EM FORMA DE CORDEL
Vídeo HISTÓRIA

23 agosto, 2016

O quarto tipo de medalha olímpica

Apesar de as medalhas de ouro, prata e bronze representarem toda a glória, ainda há mais um tipo de premiação olímpica: a medalha Pierre de Coubertin, que é dada a atletas que resumem o espírito esportivo dos Jogos Olímpicos. Ao contrário das medalhas desportivas, a medalha de Coubertin não é concedida em cada ciclo dos Jogos - ela só é entregue quando o Comitê Olímpico Internacional (COI) reconhece que alguém realmente merece recebê-la.
Aqui estão os nomes de cinco de seus destinatários mais notáveis:
  1. Luz Long, 1936
  2. Eugenio Monti, 1964
  3. Lawrence Lemieux, 1988
  4. Vanderlei Cordeiro, 2004
  5. Shaul Ladany, 2007
Vanderlei Cordeiro de Lima e por que ele ganhou o prêmio
Nos Jogos de 2004, em Atenas, o corredor brasileiro Vanderlei Cordeiro de Lima (foto) liderava a maratona masculina. Quando lhe faltavam apenas quatro milhas para completar o percurso, algo então aconteceu: um padre irlandês saiu da multidão e deteve o atleta por sete segundos . Embora o atraso tenha sido curto, isso, pode ter prejudicado o desempenho do atleta logo em seguida. Ele perdeu o ouro por mais de um minuto e a prata por mais de 40 segundos, no entanto é difícil dizer como ele teria corrido suas últimas milhas se um estranho não lhe tivesse interrompido a concentração. O COI recusou-se a mudar o resultado da corrida, mas, além do bronze que ele ganhou, o corredor brasileiro foi agraciado com a medalha Pierre de Coubertin. Mesmo agora, mais de uma década depois, o reconhecimento continua: Vanderlei foi escolhido para acender a pira olímpica no Rio, este ano.

Fonte: mentalfloss.com

18 agosto, 2016

A Pira Olímpica em Niterói

Jaime Nogueira me enviou por i-1/2 uma cópia desta fotografia da Pira Olímpica em Niterói.


Uma imagem épica que, para adequá-la a esta nota, eu tive de cortar muito céu e mar. Mas repare que a cena continua majestosa.
Jaime,
Minhas recordações da cidade de Niterói são escassas e remontam ao início da década de 1970. Mas desconfio que os componentes principais desta pira acesa são: 1) o Museu de Arte Contemporânea (que resultou de um projeto do grande Oscar Niemeyer) e 2) a Carruagem de Apolo.
É uma bela homenagem a esta Olimpíada.

O Brasil sabe organizar grandes eventos
  • Jogos Pan-Americanos (2007)
  • Rock in Rio (2011, 2013 e 2015)
  • Jornada Mundial da Juventude (2013)
  • Copa das Confederações (2013)
  • Copa Mundial de Futebol (2014)
  • Jogos Olímpicos e Paralímpicos (2016)
Além de, anualmente: Carnaval (Rio, São Paulo, Salvador, Recife, Olinda...), micaretas, Réveillon, viradas culturais, festas juninas (Campina Grande, Caruaru...) e do peão de Barretos, festivais literários (Paraty), folclóricos (Boi de Parintins), humorísticos (Fortaleza) e musicais (de Inverno Campos do Jordão), Círio de Nazaré, romarias, cavalhadas (Pirenópolis), campeonatos esportivos etc.

14 agosto, 2016

Para falar "oi" no Rio


Para os turistas que visitam a Cidade Maravilhosa durante a Olimpíada Rio 2016, o Google preparou umas dicas de comportamento. Como esta, ao lado (uma mensagem em inglês/português), que o Blue Bus fotografou em um múpi do metrô da cidade.
O Google ensina e traduz.

MUPI, marca .registrada francesa, de Mobilier Urbain Pour l'Information (mobiliário urbano para a informação).
múpi,substantivo masculino, Painel urbano vertical, mais alto do que largo e menor do que um outdoor, destinado a conter mapas, informações ou publicidade.
In: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], consultado em 14-08-2016.

10 agosto, 2016

O espírito olímpico

Povinho reclamão, sô!!!
Ninguém sabe do enorme esforço olímpico do escrete – ô palavrinha xula – canarinho.
Duvido, repito dez vezes: duvido, duvido etc... – que algum peladista, destes que tanto reclamam de nossa seleção masculina, consiga fazer o que nossos craques fazem tão bem.
Ora, acertar a trave, mesmo estando embaixo do gol, não é pra qualquer um, não. Tenta aí pra ver se consegue, seu tonto?
E chutar pra fora, estando embaixo das traves e o goleiro adversário "perdido"? É mais difícil ainda. Juro que até eu tentei e não consegui. A bola sempre entra.
Tudo isso um atleta consegue somente depois de muiiiiito treino, muiiiito suor, muiita dor no estrombo, no cocoruto...
Por essas e outras, parem de reclamar, pô!!!
Fernando Gurgel
Fernando,
A estas sábias palavras, baseadas em tua experiência de campo (de futebol soçaite, de várzea, de salão etc.), eu respondo com imagens. Apenas duas imagens: uma, "extática" (de êxtase), e a outra, com movimento.
"Perda de tempo. Ele só baixa na Central Globo de Jornalismo." (Natasha Pimentel)

O verdadeiro espírito olímpico


06 agosto, 2016

O aplauso é belo: e a vaia foi linda

Deu no CartaCapital:
Não deu nada certo a cuidadosa blindagem com que os organizadores da Olimpíada tentaram proteger o presidente ilegítimo Michel Temer na abertura oficial dos Jogos, na noite desta sexta-feira 5.
As vaias que iam fatalmente acontecer... aconteceram. O usurpador estava visivelmente constrangido.
O zelo chegou ao requinte. O telão evitou imagens da triste figura e o presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, agradeceu genericamente às "autoridades brasileiras". Nenhum nome pronunciado.
A Folha de S.Paulo, sempre solícita na defesa de Temer e do golpe, tinha previamente tentado dizer que vaias, no Maracanã, são genéricas, não específicas. Ou seja, vaia-se por vaiar, não porque as Olimpíadas do Rio nascem à sombra de um governo sombrio.
O Maracanã aplaudiu perigosamente a delegação de Cuba, do Uruguai e da Palestina. Devia ter muito bolivariano infiltrado por lá.
A ovação à delegação dos atletas olímpicos refugiados reitera o tom de toda a abertura: solidariedade e boas intenções.
O espetáculo surpreendeu. Foi de uma beleza sutil, sem folclorização excessiva, na medida do bom gosto – tudo aquilo que se desconfia que o Brasil é incapaz de fazer. Aquela coisa do carnaval – um excesso de improvisação e voluntarismo que acaba dando certo.
Um comovente show produzido por artistas brasileiros com a participação de artistas brasileiros. Essa gente sempre acusada pela elite ignóbil e ignorante de ser parasita, de viver das migalhas das benesses oficiais, das leis de incentivo etc. Artistas capazes de espargir talento e produzir beleza.
No cenário de indigência moral, política, estética de um Brasil que perdeu o rumo, ainda bem que há momentos como este. O aplauso é belo; e a vaia foi linda.

09 abril, 2016

O logotipo Rio 2016 (2)


A Olimpíada é um lugar onde os sonhos se tornam realidade – inclusive para os designers, que criam tudo para o acontecimento, desde o logotipo, o mascote até as medalhas relacionadas com os diversos jogos.
Para a Rio 2016, o logotipo foi criado pela Tátil Design, a agência brasileira que venceu outras 138 agências concorrentes que apresentaram projetos.
«A ideia deste logo tridimensional me veio enquanto estava nadando na praia de Ipanema», explica o diretor de criação da Tátil, Frederico Gelli. «Estava sob a água e, quando emergi, vi o Dois Irmãos e pensei que teríamos de incorporar as formas e as curvas de todas as montanhas do Rio de Janeiro.»
Quanto à fonte - sim, há um tipo exclusivo de caracteres para o logotipo - a mesma foi desenvolvida por Dalton Maag, uma empresa britânica que tem escritório no Brasil. O processo oferece um estudo de caso na área da criação em que duas empresas de diferentes culturas colaboraram à distância para a obtenção de produtos finais que serão vistos por bilhões de pessoas.


Logos: Copa 2014, Rio 450 Anos e Rio 2016 (1)

04 janeiro, 2016

Uma medalha olímpica e um Prêmio Nobel

O político, diplomata e atleta John Philip Baker nasceu em 1º de novembro de 1889, em Londres. Em junho de 1915, ele se casaria com Irene Noel, uma enfermeira do hospital de campo em East Grinstead, adotando posteriormente o nome hifenizado Noel-Baker. O casamento, no entanto, não foi um sucesso. Principalmente depois que Philip Noel-Baker, em 1936, tomou como amante uma mulher chamada Lady Megan.
Em 1912, Noel-Baker foi selecionado e correu pela Grã-Bretanha nos Jogos Olímpicos de Estocolmo. Carregou a bandeira da equipe britânica nos Jogos Olímpicos de 1920, no qual ganhou uma medalha de prata nos 1500 metros. E foi premiado com o Nobel da Paz em 1959, pelo empenho de toda uma vida em prol da paz e da cooperação internacional.
Ele é a única pessoa que ganhou uma medalha olímpica e recebeu um Prêmio Nobel.

07 novembro, 2013

Pictogramas Olímpicos para 2016

Desenhos para identificar os esportes que serão disputados nos Jogos
O Comitê Organizador das Olimpíadas e das Paraolimpíadas do Rio mostrou, na manhã desta quinta-feira (7), os pictogramas das disputas que acontecerão no Brasil em 2016.
É a primeira vez que todos os esportes dos Jogos estão representados. No total, são 64 pictogramas, sendo 41 olímpicos (imagem) e 23 paraolímpicos.


Que é o pictograma
É um símbolo que representa um objeto ou um conceito por meio de desenhos figurativos. Suas origens, na antiguidade, remontam à escrita cuneiforme e aos hieróglifos e, na modernidade, ao sistema de representação pictórica internacional desenvolvido em Viena pelo movimento ISOTYPE. Atualmente, o uso do pictograma tem sido muito frequente na sinalização de locais públicos, na infografia, e em várias representações esquemáticas de diversas peças de design gráfico. Embora os pictogramas pareçam ser autoexplicativos e universais, na realidade, eles apresentam limitações culturais.WIKIPÉDIA

Confira aqui todos os pictogramas dos Jogos Olímpicos de 1964 a 2012.

13 agosto, 2012

O Bolsa-Atleta

Este jornal austríaco publicou as fotos de todos atletas do país que, durante quatro anos, receberam ajuda do governo e levaram para casa ZERO medalhas.
O Brasil tambem gastou muito e o resultado é esse aí que se vê. Merece uma faxina geral nas confederaçōes esportivas.
Nelson Cunha

Não sei como anda a relação custo-benefício dessas ajudas no Brasil. Aqui, pelo menos, temos a judoca piauiense Sarah Menezes, beneficiária do programa Bolsa-Atleta do Governo Federal, que conquistou uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres de 2012. Também temos os judocas Rafael Silva e Mayra Aguiar, medalhas de bronze nas mesmas Olimpíadas. Em vídeos, Rafael e Mayra aparecem agradecendo as ajudas que receberam do Ministério do Esporte.
E talvez existam outros atletas beneficiados pelo programa dentre os 17 que foram medalhados nos últimos Jogos Olímpicos.
Mas... desconfio que você tenha razão quanto a propor uma faxina em nossas confederações esportivas (e no COB, acrescento). A fim de que o país anfitrião das Olimpíadas de 2016 possa melhorar, e muito, o seu desempenho em Jogos Olímpicos.
Paulo Gurgel

12 agosto, 2012

O maior velocista de todos os tempos

BOLT
... QUANDO CRUZAVA A LINHA DE CHEGADA PARA BATER OUTRO RECORDE.

oOo

Nada de dribles ou gols. O Brasil não é mais a terra do futebol. Pelo menos nas Olimpíadas de Londres, o país mostrou que é muito melhor na área dos socos e derrubadas. Com nada menos do que sete medalhas, a delegação verde-amarela cravou uma campanha épica nas lutas olímpicas e elevou as modalidades ao status de carro-chefe da nação nos Jogos.
“As pessoas pensam apenas no futebol no Brasil e se esquecem de esportes como o boxe e o judô. Podemos dar dez medalhas com dez atletas. O futebol tem 11 em campo e só pode dar uma. Eles recebem milhões em investimentos, muito mais do que nós. Tomara que as pessoas nos enxerguem de outra maneira com esses resultados”, comentou o pugilista Esquiva Falcão momentos depois de receber a prata.

oOo

Visite o site MEDALS PER CAPITA, no qual você pode ver a "Glória Olímpica Proporcional".

10 agosto, 2012

As medalhas olímpicas

Os prêmios atribuídos nos Jogos Olímpicos têm variado ao longo do tempo. Antigos competidores gregos recebiam ramos de uma oliveira que crescia em Olímpia (e alguns dracmas ao voltarem para casa como campeões).
Quando os primeiros Jogos Olímpicos organizados pelo Comitê Olímpico Internacional foram realizados em 1896, em Atenas, os campeões passaram a receber uma medalha de prata e um ramo de oliveira e os vice-campeões, uma medalha de bronze e um ramo de louro.
Medalhas de ouro feitas de ouro maciço foram introduzidos em St. Louis, EUA, nos Jogos de 1904, e, quatro anos depois, em Londres, GB, as medalhas começaram a ser concedidas aos três melhores atletas de cada competição, na ordem ouro-prata-bronze, como estamos familiarizados até hoje.
Os Jogos de 1912, em Estocolmo, Suécia, foram a última vez que medalhas de ouro maciço foram distribuídas. Atualmente, as normas do COI exigem que as medalhas do primeiro lugar sejam de prata dourada, "com pelo menos 925-1000 graus de prata e 6g de ouro puro". Já as medalhas de prata, do segundo lugar, "devem conter prata em grau similar às de ouro".


Assim, as medalhas de ouro que são distribuídas com os vencedores das diversas provas dos Jogos Olímpicos, não têm de fato muito ouro: estão compostas de 93 por cento de prata, 6 por cento de cobre e apenas 1 por cento de ouro, nada mais. Irônicamente, essas medalhas de "ouro" apresentam proporcionalmente mais prata do que as ditas de "prata", que estão compostas de 92 por cento de prata e 8 por cento de cobre.
Medallas de… ¿oro? - Microsiervos

03 agosto, 2012