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22 fevereiro, 2019

A arqueologia de uma bolsa

Tradução: PGCS

Da bolsa
Luís Fernando Veríssimo

Por dentro, mulher não é muito diferente de homem. Fora nas partes óbvias, em que somos convexos e elas são côncavas, e em um ou outro detalhe, somos iguais. Anatomicamente, portanto, a mulher não tem mistério para o homem. Ali fica o coração, ali o fígado, ali (onde mesmo?) o pâncreas... Igualzinho a nós. Não é verdade que elas têm glândulas secretas que a medicina ainda não se animou a examinar a fundo, como as que determinam o seu comportamento na direção de veículos automotores e no shopping. Temos (mais ou menos) as mesmas glândulas.
Só duas partes da mulher continuam a desafiar a compreensão dos homens: sua mente e sua bolsa. Sabemos muito pouco do conteúdo de ambas e estamos constantemente nos surpreendendo com o que sai lá de dentro. E quando pedimos explicações, elas despistam.
O cérebro feminino não é biologicamente diferente, que eu saiba, do cérebro masculino e uma bolsa de mulher não deveria ser diferente de qualquer outro meio de guardar e transportar coisas, mas as surpresas se repetem. Tanto a mente quanto a bolsa femininas parecem ter acessos a mundos, mananciais, veios, supridores inacessíveis ao pensamento ou à mão do homem. De onde é que elas tiram aquilo tudo?!
É uma pergunta que nos atormenta desde aquele momento em que a Eva não só teve a idéia de comer a fruta proibida como produziu - de onde, meu Deus? - o canivete para descascá-la e uma toalha para estender na grama, e nunca mais fomos os mesmos.[...]

25 outubro, 2015

O programa de renda básica da Finlândia

por Gabriela Bazzo, do Brasil Post
publicado em 21/10/2015


A Finlândia deve começar, em 2017, a testar um sistema em que todos os habitantes do país vão receber uma "renda básica", mesmo que não trabalhem.
Proposta pelo governo recém-eleito, liderado pelo partido centrista, a política conta com o apoio de 70% da população, de acordo com uma pesquisa conduzida em setembro. Ainda de acordo com a publicação, a maioria dos entrevistados acredita que um bom nível de renda básica seria de 1.000 euros por mês (R$ 4.468).
Já especialistas ouvidos pela RFI Brasil afirmam que a renda mínima ideal obedece uma equação complicada: ela deve ser suficiente para tirar pessoas da pobreza, mas também não pode ser tão alta a ponto que não haja mais necessidade de trabalhar.
O tema interessa particularmente aos desempregados: atualmente, cerca de 10% da força de trabalho finlandesa está inativa, algo em torno de 280 mil pessoas.
Em entrevista à BBC no mês de agosto, o premiê finlandês, Juha Sipila, afirmou que um programa de renda básica iria "simplificar" o sistema de segurança social no país, que envolve vários benefícios. De acordo com a RFI Brasil, entre os objetivos do projeto está reduzir os gastos com programas sociais. [...]
(aqui divulgado por sugestão do colaborador Fernando Gurgel)

Renda Básica de Cidadania
Para reduzir a exclusão social, governos de vários países vêm implantando programas assistenciais. Muitos destes programas são benefícios pagos em dinheiro e geralmente atendem a um grupo determinado, como estudantes, gestantes, desempregados, idosos e deficientes físicos. No Brasil, a lei n° 10.835/2004, de autoria do Senador Eduardo Suplicy, que institui a Renda Básica de Cidadania, foi aprovada por unanimidade no Senado e sancionada pelo Presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva, em 8 de janeiro de 2004. De acordo com a lei, a aplicação deve ser feita de forma gradual começando pelos mais necessitados, com a evolução de programas de transferência de renda como o Bolsa Família. Por ser incondicional e para todos, a Renda Básica supre limitações e desvios dos demais programas de transferência de renda.

03 junho, 2015

Mitos sobre o Bolsa Família

1. CRIA VAGABUNDOS
2. CRIANÇAS NÃO ESTUDAM
3. NÃO HÁ PORTA DE SAÍDA
4. DEIXA POBRE RICO
5. NINGUÉM ABRE MÃO DESSA ESMOLA
6. PESA NO ORÇAMENTO PÚBLICO
7. É SÓ NO BRASIL
8. FOI O PSDB QUE CRIOU
9. GERA DEPENDÊNCIA
10. ESTIMULA A TER FILHOS
11. COMPRA VOTOS
Desfazendo mitos sobre o programa
Fontes 
Ministério do Desenvolvimento Social, Carta Capital, Caixa Econômica Federal, Diário do Centro do Mundo, O Globo, Valor Econômico, Diário Comércio, Indústria e Serviços, Último Segundo/iG, Carta de ex-gestora do Bolsa Escola a Aécio Neves, IstoÉ, MDS, Revista Brasileira de Economia, UOL e Folha de SP
Arquivadas
O Bolsa Família e seus inimigos |  Vozes do Bolsa FamíliaO "Bolsa Família estadunidense |  Um gasto que vira investimento

"Não dá para discutir o Bolsa Família com quem ainda nem aceitou a Lei Áurea."

04/06/2015 - Atualizando...
Luana Tolentino (especial para o Viomundo): Relatório da ONU diz que fome cai 82% no Brasil; a "grande" imprensa omite, via blog Memórias, de Ana Maria Arruda Rosemberg
"Em meio a crise política e econômica vivida pelo país, na última quarta-feira (27), a Organização das Nações Unidas (ONU) divulgou o relatório O Estado da Segurança Alimentar no Mundo 2015, que apontou a redução em 82% no número de pessoas subalimentadas no Brasil, entre 2002 e 2014. Segundo o relatório, programas de transferência de renda e o fortalecimento do poder aquisitivo das mulheres foram essenciais para a reversão do quadro de pobreza e miséria no qual o Brasil esteve mergulhado até o início dos anos 2000."

17 outubro, 2013

Um gasto que vira investimento

Para quem tem urticária ao ler uma boa notícia sobre o Brasil, favor tomar um antidepressivo antes de ler esta ótima notícia:
PIB aumenta R$ 1,78 a cada R$ 1 investido no Bolsa Família, diz Ipea
"...um gasto adicional de 1% do PIB, no programa que privilegia as famílias mais pobres, gera aumento de 1,78% na atividade econômica – e de 2,40% sobre o consumo das famílias –, bem maior que o de transferências previdenciárias e trabalhistas crescentes de acordo com o salário do beneficiário", dizem os pesquisadores do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada, em um trecho do livro Programa Bolsa Família: uma década de inclusão e cidadania, que será lançado no próximo dia 30."
Fernando Gurgel Filho

ISSO não é tudo, Fernando:
Bolsa Família vence prêmio ISSA, o Nobel social
Fundada na Suíça, em 1927, e reconhecida por 157 países e 330 ONGs, a Associação Internacional de Seguridade Social (ISSA) é a principal organização internacional voltada à promoção e ao desenvolvimento da seguridade social no mundo. A cada três anos, a Associação concede esse prêmio a instituições e programas que se destacam no aprimoramento de seus sistemas de proteção social. Atacado no Brasil, (1) (2) porém julgado pela ISSA como uma "experiência excepcional e pioneira na redução da pobreza", o Bolsa Família foi anunciado o vencedor do prêmio.
Atualmente, o programa beneficia 13,8 milhões de famílias, quase 50 milhões de pessoas. Em 2013, o orçamento previsto é R$ 24 bilhões, cerca de 0,46% do PIB.
PGCS

Pois é Dr. Paulo, até a Suíça já se rendeu ao Bolsa Família. Falta apenas o Brasil. Perdão, o Brasil, não, os que apostam no atraso do Brasil.
Inspirados no programa brasileiro, os suíços querem um Bolsa Família de R$ 6 mil, conforme a seguinte reportagem na revista Forum: Bolsa Família de R$ 6 mil vai a referendo na Suíça.
FGF

Fernando,
Chamo a atenção para esta informação na reportagem:
Apenas cerca de 522 mil famílias, das 6,5 milhões de famílias beneficiárias à época em que o programa começou (outubro de 2003), ainda continuam no Bolsa Família. E o programa atualmente beneficia quase 14 milhões de famílias.
O que significa isso?
Que o programa, ao contrário daquilo que seus inimigos apregoam, apresenta a sua porta de saída, representada pela evidente melhoria nas condições socioeconômicas e na qualidade de vida da população coberta pelo programa.
PGCS

30 setembro, 2013

O "Bolsa Família" estadunidense

Os EUA também têm o seu “Bolsa Família”.
Lá, é o SNAP - Supplemental Nutrition Assistance Program - que ajuda 40 milhões de americanos de baixa renda a se alimentarem, no mesmo esquema de cartão magnético do nosso aqui, com a diferença que o benefício não pode ser sacado, mas utilizado eletronicamente nas lojas cadastradas, o que é fácil frente ao uso de computadores generalizados em todo o comércio do país. Ele, aliás, substitui os antigos “food stamps”, tíquetes de alimentação que existem há décadas nos EUA.
Lá, como cá, o conservadorismo ataca o SNAP, dizendo que ele “ensina a não trabalhar”, acomodando as pessoas.
É triste ver que a mediocridade é universal e que, não importa o país, a "elite" sempre se parece em crueldade.
Contra isso, e para analisar os benefícios do “Bolsa Família” gringo, o economista Paul Krugman, professor da Universidade de Princeton (EUA) e Prêmio Nobel de Economia (2008), escreveu recentemente um artigo, publicado no The New York Times.

A matéria merece alguns complementos estatísticos:
Segundo informações oficiais, o programa atingiu em 2012 um total de 46,60 milhões de norte-americanos, e custou US$ 78,44 bilhões. Em reais, usando o câmbio médio dos últimos dias, em R$ 2,2, este valor corresponde a R$ 172 bilhões. O programa paga de US$ 100 a US$ 600 por pessoa (o valor médio é de US$ 133,41, ou R$ 293,00). .
Para efeito de comparação: o Programa Bolsa Família (PBF) beneficiou, no mês de setembro de 2013, 13,8 milhões de famílias, que receberam benefícios com valor médio de R$ 152,35. O orçamento federal para o programa em 2013 é de R$ 23,18 bilhões.
Ou seja, mesmo com o aumento de 60% dos gastos públicos com o Bolsa Família em 2013, o governo norte-americano gasta com o seu principal programa de assistência social um valor sete vezes superior ao Bolsa Família.
Miguel do Rosário, O Cafezinho

Arquivos

17 junho, 2013

Vozes do Bolsa Família

Dez anos após sua implantação, o Bolsa Família mudou a vida nos rincões mais pobres do país: o tradicional coronelismo perde força e a arraigada cultura da resignação está sendo abalada.
A conclusão é da socióloga Walquiria Leão Rego, 67, que escreveu, com o filósofo italiano Alessandro Pinzani, "Vozes do Bolsa Família" (Editora Unesp, 248 págs., R$ 36). O livro foi lançado em 11/06/13, na Livraria da Vila do shopping Pátio Higienópolis.
Durante cinco anos, entre 2006 e 2011, a dupla realizou entrevistas com os beneficiários do Bolsa Família e percorreu lugares como o Vale do Jequitinhonha (MG), o sertão alagoano, o interior do Maranhão, Piauí e Recife. Queriam investigar o "poder liberatório do dinheiro" provocado pelo programa.
Aproveitando férias e folgas, eles pagaram do próprio bolso os custos das viagens. Sem se preocupar com estatística, a pesquisa foi qualitativa e baseada em entrevistas abertas.
Professora de teoria da cidadania na Unicamp, Rego defende que o Bolsa Família "é o início de uma democratização real" do país. Nesta entrevista, ela fala dos boatos que sacudiram o programa recentemente e dos preconceitos que cercam a iniciativa: "Nossa elite é muito cruel", afirma.

Entrevista de Walkiria Leão a Eleonora de Lucena, da Folha, publicada em 11/06/13 - Trechos:

"A constitucionalização do Bolsa Família precisava ser feita urgentemente. E a renda tem que ser maior. Esse é um programa barato, 0,5% do PIB. Acho, também, que as pessoas têm direito à renda básica. Tem que ser uma política de Estado, que nenhum governo possa dizer que não tem mais recurso. Mas qualquer política distributiva mexe com interesses poderosos."

"Uma pesquisadora sobre o programa Luz para Todos, no Vale do Jequitinhonha, perguntou para um senhor o que mais o tinha impactado com a chegada da luz. A pesquisadora, com seu preconceito de classe média, já estava pronta para escrever: fui comprar uma televisão. Mas o senhor disse: 'A coisa que mais me impactou foi ver pela primeira vez o rosto dos meus filhos dormindo; eu nunca tinha visto'. Essa delicadeza... a gente se surpreende muito."

"Enfraqueceu o coronelismo. O dinheiro vem no nome dela, com uma senha dela e é ela que vai ao banco; não tem que pedir para ninguém. É muito diferente se o governo entregasse o dinheiro ao prefeito. Num programa que envolve 54 milhões de pessoas, alguma coisa de vez em quando [acontece]. Mas a fraude é quase zero. O cadastro único é muito bem feito. Foi uma ação de Estado que enfraqueceu o coronelismo. Elas aprenderam a usar o 0800 e vão para o telefone público ligar para reclamar. Essa ideia de que é uma massa passiva de imbecis que não reagem é preconceito puro."

"Um fazendeiro disse que não conseguia mais homens para trabalhar por causa do Bolsa Família. Mas ele pagava R$ 20 por semana! O cara quer escravo. Paga uma miséria por um trabalho duro de 12, 16 horas, não assina carteira, é autoritário, e acha que as pessoas têm que se submeter a isso. E dizem que receber dinheiro do Estado é uma vergonha."

"A cultura da resignação foi muito estudada e é tema da literatura: Graciliano Ramos, João Cabral de Melo Neto, José Lins do Rego. Ela tem componente religioso: 'Deus quis assim'. E mescla elementos culturais: a espera da chuva, as promessas. Essa cultura da resignação foi rompida pelo Bolsa Família: a vida pode ser diferente, não é uma repetição. É a hipótese que eu levanto. Aparece uma coisa nova: é possível e é bom ter uma renda regular. É possível ter outra vida, não preciso ver meus filhos morrerem de fome, como minha mãe e minha avó viam. Esse sentimento de que o Brasil está vivendo uma coisa nova é muito real. Hoje se encontram negras médicas, dentistas, por causa do ProUni (Universidade para Todos)."

16 abril, 2013

Iludido pelo acaso

para Fernando Gurgel Filho (*)
Em seu livro "Fooled by Randomness" (Iludido pelo Acaso), Nassim Taleb nos adverte que os participantes do mercado financeiro, muitas vezes, atribuem a habilidades pessoais resultados que são meramente aleatórios.
Diz o iconoclasta Professor Taleb:
"Se alguém coloca um número infinito de macacos, na frente de  infinitas máquinas de escrever (fortemente construídas), e deixá-los datilografar à vontade (sem destruir as máquinas), com certeza de um deles vai sair uma cópia exata da Ilíada. Uma vez que o herói entre os macacos seja encontrado, apostaria você todas as economias de sua vida em que ele, a seguir, poderia escrever a Odisseia?
(*) FGF é autor do ensaio A presença do acaso em nossas vidas.

26 janeiro, 2013

The cultural stipend

Brazil to give money to workers to spend on art
BRASILIA (Agence France-Presse).- Despite the economic crisis, Brazil announced Thursday it planned to give workers here a 50-real ($25) monthly stipend for cultural expenses like movies, books or museums.
"In all developed countries, culture plays a key role in the economy," Culture Minister Marta Suplicy said in an interview on national television.
She recalled that popular former president Luiz Inácio Lula da Silva created "Bolsa Família" (Family Grant), the program of conditional cash transfers to the poor which his successor, President Dilma Rousseff, expanded.
"Now we are creating food for the soul; Why would the poor not be able to access culture?" the minister said.
Suplicy said the new incentive, approved by Congress and endorsed by Rousseff late last month, is expected to be introduced some time this year.
"The money will be put in the hands of the worker who will decide how to spend it, by going to the movies, to the theater, to an exhibition or the museum," she explained.
Other possible uses include purchases of books, music or DVDs.
The "Culture Stipend" will be paid through an electronic card, with employers deciding whether to extend the benefit to workers earning up to five times the minimum wages (up to $1,700 a month.)
Employers will cover 90 percent of the cost of the stipend but can then deduct the amount from their income tax. Workers will pay the remaining 10 percent, but can opt out if they choose to do so.
"There are many Brazilians, 17 million, who today earn up to five minimum wages, which could potentially means an injection of $3.5 billion in the cultural sector," Suplicy said in an editorial published in the "Folha de São Paulo" this week.

03 janeiro, 2013

Bolsa de mulher

A raposa e a bolsa
O britânico Jeremy Clark, 38, estava em um estacionamento com a mulher Anna, 35, quando a bolsa (saiba pelo link o que é uma e para que serve) de sua esposa foi roubada. Por uma raposa.
"Tudo da Anna estava lá: celular, dinheiro, carteira, chaves", disse Clark à imprensa local, segundo o Orange News.
Alguns minutos depois, entretanto, houve uma reviravolta no caso: a raposa voltou. Ela voltou, deixou a bolsa no chão e se mandou.
Será que foi o Senhor Raposo (que, como sabemos, é fantástico!) que convenceu a raposa a devolver a bolsa?


Uma mensagem de operadora
O telefone que você chamou está desligado, fora da área de serviço ou no fundo da bolsa de sua esposa.

13 agosto, 2012

O Bolsa-Atleta

Este jornal austríaco publicou as fotos de todos atletas do país que, durante quatro anos, receberam ajuda do governo e levaram para casa ZERO medalhas.
O Brasil tambem gastou muito e o resultado é esse aí que se vê. Merece uma faxina geral nas confederaçōes esportivas.
Nelson Cunha

Não sei como anda a relação custo-benefício dessas ajudas no Brasil. Aqui, pelo menos, temos a judoca piauiense Sarah Menezes, beneficiária do programa Bolsa-Atleta do Governo Federal, que conquistou uma medalha de ouro nas Olimpíadas de Londres de 2012. Também temos os judocas Rafael Silva e Mayra Aguiar, medalhas de bronze nas mesmas Olimpíadas. Em vídeos, Rafael e Mayra aparecem agradecendo as ajudas que receberam do Ministério do Esporte.
E talvez existam outros atletas beneficiados pelo programa dentre os 17 que foram medalhados nos últimos Jogos Olímpicos.
Mas... desconfio que você tenha razão quanto a propor uma faxina em nossas confederações esportivas (e no COB, acrescento). A fim de que o país anfitrião das Olimpíadas de 2016 possa melhorar, e muito, o seu desempenho em Jogos Olímpicos.
Paulo Gurgel

27 junho, 2012

O Bolsa Família e seus inimigos

por Marcos Coimbra
O pensamento conservador brasileiro – na política, na mídia, no meio acadêmico, na sociedade – tem horror ao Bolsa Família. (1) É só colocar dois conservadores para conversar que, mais cedo ou mais tarde, acabam falando mal do programa.
Não é apenas no Brasil que conservadores abominam iniciativas desse tipo. No mundo inteiro, a expansão da cidadania social e a consolidação do chamado “Estado do Bem-Estar” aconteceu, apesar de sua reação.
Costumamos nos esquecer dos “sólidos argumentos” que se opunham contra políticas que hoje em dia são vistas como naturais e se tornaram rotina. Quem discutiria, atualmente, a necessidade da Previdência Social, da ação do Estado na saúde pública, na assistência médica (2) e na educação continuada?
Mas todas já foram consideradas áreas interditas ao Estado. Que melhor funcionariam se permanecessem regidas, exclusivamente, pela “dinâmica do mercado”. Tem quem pode, paga quem consegue. Mesmo se bem-intencionado, o “estatismo” terminaria por desencorajar o esforço individual e provocar o agravamento – em vez da solução – do problema original.
O axioma do pensamento conservador é simples: a cada vez que se “ajuda” um pobre, fabricam-se mais pobres.
Passaram-se os tempos e ninguém mais diz essas barbaridades, (3) ainda que muitos continuem a acreditar nelas. Hoje, o alvo principal das críticas conservadoras são os programas de transferência direta de renda. Naturalmente, os que crescem e se consolidam. Se permanecerem pequenos, são vistos até com simpatia, uma espécie de aceno que sinaliza a “preocupação social” de seus formuladores.

Ler o artigo completo em CartaCapital, publicado em 21/06/12 e acessado em 27/06/12.

Notas do blog EM
(1) Não tem esse horror ao Bolsa Titia.
(2) Há uma "França" inteira excluída da assistência médica nos Estados Unidos.
(3) Sic.

Bolsa Família x Bolsa Titia
O Bolsa Família destina-se às famílias pobres e extremamente pobres, de acordo com a renda mensal da família por pessoa, com o número de crianças e adolescentes de até 17 anos e número de gestantes e nutrizes componentes da família.
Este Programa tem os seguintes tipos de benefícios:
O Benefício Básico, de R$ 70, que é pago às famílias consideradas extremamente pobres, com renda mensal de até R$ 70 por pessoa, mesmo que elas não tenham crianças, adolescentes ou jovens.
O Benefício Variável, de R$ 32, que é pago às famílias pobres, com renda mensal de até R$ 140 por pessoa, desde que tenham crianças e adolescentes de até 15 anos, gestantes e/ou nutrizes. Cada família pode receber até cinco benefícios variáveis, ou seja, até R$ 160.
O Benefício Variável Vinculado ao Adolescente (BVJ), de R$ 38, que é pago a todas as famílias do Programa que tenham adolescentes de 16 e 17 anos frequentando a escola. Cada família pode receber até dois benefícios variáveis vinculados ao adolescente, ou seja, até R$ 76.
Os valores dos benefícios pagos pelo Bolsa Família variam de R$ 32 a R$ 306 por família.
O Bolsa Titia destina-se às mulheres de qualquer renda familiar, filhas de magistrados/militares falecidos, e que permaneçam solteiras. Obviamente, as beneficiadas não precisam prestar conta de frequência escolar nem de vacinação das crianças. É para toda a vida (se casar, bico de siri) e o valor do benefício pode chegar a R$ 43.000 por pensionista.
Justiça do Rio garante pensão de R$ 43 mil para filha de desembargador

02/07/12 - Atualizando...

A vitória do Bolsa Família

por Luis Nassif
Se houve um vitorioso na Conferência Rio+20 foram as políticas de transferência de rendas do país e, entre elas, especificamente o Bolsa Família.
A agenda da pobreza acabou indo para o centro do documento final da conferência. E em todo lugar em que se discutia o tema, a experiência brasileira era apontada como a mais bem sucedida, em vários aspectos: efetividade (não gera dependência), os beneficiários trabalham, há o emponderamento das mulheres, melhor frequência escolar e desempenho das crianças.
Hoje em dia, há pelos menos duas delegações internacionais por semana visitando o MDS (Ministério do Desenvolvimento Social), segundo informa a Ministra Tereza Campello, para saber mais detalhes da experiência.
Com 9 anos de vida e 13,5 milhões de famílias atendidas, com riqueza de séries históricas, estatísticas e avaliações, o BF conseguiu desmentir várias lendas urbanas.
[...]
Onde ler tudo

01 junho, 2012

FACEBOOK. Perdas na Bolsa

O fundador do Facebook, Mark Zuckerberg, saiu da lista das 40 pessoas mais ricas do mundo, após uma série de quedas nos valores das ações da rede social, desde a estreia da empresa na bolsa Nasdaq, em 18 de maio.
Ontem, quinta-feira (31), os papéis do Facebook atingiram o valor mais baixo desde a oferta inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), sendo vendidos a US$ 26, uma queda de quase 30% quando comparado com o valor inicial de US$ 38.
Com isso, o valor de mercado da empresa, antes estimado em 104 bilhões de dólares, reduziu-se para cerca de 76 bilhões de dólares – uma perda de cerca 28 bilhões de dólares.

Legenda em português por PGCS

30/09/2012- Atualizando...
Plano do Facebook para conquistar seu próximo bilhão de usuários: convencê-los de que a Internet e o Facebook são a mesma coisa. Por Christopher Mims, QUARTZ