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21 dezembro, 2022

São Longuinho, o santo dos objetos perdidos

Longuinho foi um dos soldados romanos destacados para acompanharem o castigo, a crucificação e a morte de Jesus. Chamava-se, na verdade, Longinus, nome que significa "Uma Lança". Por isso, acredita-se que ele tenha sido o soldado que perfurou com uma lança o lado de Jesus, de onde brotou sangue e água.
Conta-se que ele era um soldado de baixa estatura que servia na alta corte de Roma, antes de ser destacado para servir em Israel. Por causa de sua estatura, ele conseguia ver tudo o que se passava por baixo das mesas nas festas romanas. Com isso, ele achava os pertences perdidos das pessoas e devolvia-os a seus donos.
Daí surgiu sua fama de bom soldado e de sempre encontrar coisas perdidas. Esta fama do soldado Longinus, do mundo pagão, passou para o convertido São Longuinho.
Após abandonar o exercito romano por causa de sua conversão, Longinus fugiu para Cesárea e, depois, Capadócia, hoje Turquia. Mas foi descoberto pelo governador da Capadócia e denunciado a Pôncio Pilatos. No processo, foi acusado de desertor e condenado a pena de morte. Se ele renunciasse à sua fé em Jesus Cristo seria perdoado. Mas ele se manteve firme na fé, foi torturado e depois decapitado.
São Longuinho foi canonizado pelo Papa Silvestre II, quase mil anos depois. O processo de canonização já tinha caminhado bastante, conforme os trâmites exigidos pela Igreja. Porém, vários documentos que faziam parte do processo tinham ficado perdidos ao longo dos anos. Então, o Papa pediu a intercessão do próprio São Longuinho para que o ajudasse a encontrar os documentos perdidos. Pouco tempo depois, aqueles documentos foram encontrados e a canonização aconteceu.
E a devoção de rezar para São Longuinho, pedindo para ele ajudar a encontrar objetos perdidos se espalhou pelo mundo cristão. Encontrado esse objeto, o dono deve dar três pulinhos e fazer uma oração para agradecer ao Santo.
(https://cruzterrasanta.com.br/historia-de-sao-longuinho/151/102/)
E o que houve com a lança?
Tal como acontece com várias outras relíquias, diversos lugares mundo afora afirmam preservar a lança de Longinus, chamada de "Santa Lança". O site Aleteia apresenta quatro versões sobre a preservação dessa relíquia: 1: de Jerusalém para Constantinopla e Roma; 2: Armênia; 3: Viena e Nuremberg e 4: Cracóvia.
A lenda da "Lança do Destino", cobiçada, conquistada e perdida por Adolf Hitler
A lança com que o centurião Longinus tinha ferido o lado de Cristo chegou a ser também conhecida como "A Lança do Destino", já envolta em mitos praticamente "mágicos": quem a possuísse teria poder sobre os destinos do mundo, mas, caso a perdesse, encontraria derrota e morte. Adolf Hitler a desejava precisamente porque lhe eram atribuídos esses "grandes poderes". De fato, o ditador nazista chegou a tomar posse física da lança, identificada então com a que estava no Museu Hofburg, em Viena.


Ao final da Segunda Guerra Mundial, em 30 de abril de 1945, a peça foi reencontrada pelos norte-americanos sob o comando do tenente William Horn, a quem fora confiada a busca do tesouro dos Habsburgo. Enquanto Horn tomava posse da lança em nome do governo dos Estados Unidos, Adolf Hitler, naquela mesma tarde, a centenas de quilômetros, tirava a própria vida em um bunker de Berlim.
Em 7 de janeiro de 1946, o general Patton devolveu a "Lança do Destino" à Áustria, onde o objeto permanece exposto no Schatzkammer, uma das coleções do Palácio Imperial de Hofburg.

31 agosto, 2022

O bigodinho de Hitler

Ele adotou o bigodinho porque, durante a 1.ª Guerra Mundial, o bigode completo impediu uma boa vedação em sua máscara de gás, o que quase lhe custou a vida. Depois disso, ele passou a apará-lo para caber sob a máscara. CARECE DE FONTES

Segundo Weber, o cabo Hitler da vida real foi pouco mais do que um mensageiro de retaguarda durante o conflito. Algo como um ajudante de ordens – ou, como o biógrafo preferia chamá-lo, o "garoto do chá".

Em 1938, Adolf Hitler foi eleito a Personalidade do Ano da revista Time. Não foi escolhido pelas coias boas que fez, mas pelas coisas ruins que ele estava a fazer.

28 março, 2019

Cabo Hitler

A propaganda nazista sempre vendeu Adolf Hitler como um sujeito de atitudes irrepreensíveis durante a Primeira Guerra Mundial. No conflito que convulsionou o mundo entre 1914 e 1918, o austríaco voluntariamente alistado no 1.º Regimento de Infantaria da Bavária (Baviera) foi apenas um cabo mensageiro, encarregado de entregar recados aos oficiais. Mesmo assim, teria sido um herói – pelo menos, segundo a versão oficial. Um rapaz tão corajoso e abnegado que acabou recebendo duas condecorações por bravura.
Mas essa ideia vem sendo desmontada com a ajuda de documentos que só recentemente começaram a vir a público. Vários pesquisadores acreditam que a imagem de um combatente heroico na Primeira Guerra nunca passou de uma invenção da máquina de propaganda nazista. (1) Um desses estudiosos é o alemão Thomas Weber, professor de História Moderna da Universidade de Aberdeen, na Escócia, e autor de Hitler’s First War ("A Primeira Guerra de Hitler", inédito no Brasil). Segundo Weber, o cabo Hitler da vida real foi pouco mais que um mensageiro de retaguarda durante o conflito. Algo como um ajudante de ordens – ou, como ele mesmo gosta de chamá-lo, o "garoto do chá". (2)
Ler o artigo completo em Superinteressante.

N. do E.
(1) Em matéria de "mito" começamos no Brasil alguns furos acima.
(2) Ler também Um chá a desoras.

25 outubro, 2018

CARTA. De Planck para Hitler

Em outubro de 1944, Max Planck escreve a Hitler para defender a vida de seu filho, Erwin. Na carta, o descobridor da energia quântica defende a vida de seu filho, que esteve envolvido na tentativa de matar Hitler três meses antes. Max Planck já havia perdido seu filho mais velho, que foi morto na Batalha de Verdun, durante a Primeira Guerra Mundial.
Aqui está uma tradução da CARTA:

Meu Führer!
Estou profundamente abalado com a mensagem de que meu filho Erwin foi condenado à morte pelo Tribunal Popular.
O reconhecimento por minhas realizações a serviço de nossa pátria, que você, meu Führer, expressou para mim de maneira repetida e mais honrosa, me faz confiante de que você dará ouvidos a um suplicante senhor de 87 anos de idade.
Como gratidão do povo alemão pelo trabalho da minha vida, o qual se tornou uma riqueza intelectual eterna para a Alemanha, estou a lhe implorar pela vida do meu filho.
Max Planck

Esse pedido, aparentemente escrito a partir da casa bombardeada da família Planck em um subúrbio de Berlim, foi ignorado pelas autoridades. Erwin foi executado em 23 de janeiro de 1945 e sua certidão de óbito registrou: "pais desconhecidos".

CARTA. De Gandhi para Hitler

10 agosto, 2016

Você viajaria de volta no tempo para matar Hitler?

Muitas histórias de viagem no tempo apresentam em seu enredo um ou mais personagens que voltam no tempo para matar Hitler. Com a ideia de evitar o surgimento do nazismo na Alemanha, na década de 1920, e possivelmente prevenir que acontecesse depois a II Guerra Mundial.
Voluntários nunca faltaram para a missão. E essa ideia tem inclusive evoluído para matar Hitler ainda bebê.
Mas isso acentuaria um dilema ético:
Você mataria um bebê (foto) assim tão fofinho? Mesmo que o bebê ao crescer se tornasse uma das figuras mais execráveis do século 20?
Jeb Bush disse recentemente (Hell Yeah, I Would!) que ele não teria nenhum problema para matar o bebê Hitler. Mas o irmão de George Bush não é um bom exemplo de moralidade humana.
Pessoalmente, eu acho que o debate "viagem no tempo" x "eliminação de Hitler" poderia ser resolvido sem derramamento de sangue. Por alguém que fosse ao passado para comprar as pinturas de Hitler, e desse modo impulsionar a sua carreira artística.
O pintor Hitler, estando a seguir muito ocupado em desenhar e vender quadros de edifícios e cães pastores alemães, não teria conduzido o partido nazista ao poder, E, trinta anos mais tarde, quem sabe, ele  poderia ser visto saindo com Andy Warhol no Soho.

18/06/2019 - Atualizando ...
- Eu voltei no tempo e matei Adolf Hitler.
- Não sei de quem você está falando.

21 maio, 2016

Impasse em 1889

Viajantes do tempo que foram a 1889 para impedir Hitler de nascer estão sendo bloqueados por outros que foram lá para fazer uma manifestação contra o aborto.


Cuide-se você: se criar muitos paradoxos, pode destruir todo o universo!

Tira: http://www.collegehumor.com/post/6845644/time-travels-most-wanted

03 agosto, 2015

A cartada nazista

A Lei de Godwin
Conhecida também como A Regra das Analogias Nazistas de Godwin, tem por base uma afirmação feita em 1990 por Mike Godwin, um advogado americano conhecido por formular essa "lei", que diz:
“À medida que cresce uma discussão na internet, a probabilidade de surgir uma comparação envolvendo Adolf Hitler ou nazismo aproxima-se de 1 (100%).”
Há uma tradição em listas de discussões e fóruns que, se tal comparação é feita, é porque quem mencionou Hitler ou os nazis ficou sem argumentos. É o fim da linha — o que pode vir depois do mal absoluto? Entregou os pontos.
Tais comparações costumam aparecer em discussões políticas e religiosas.
Reductio ad Hitlerum
Uma criação do professor Leo Strauss, da Universidade de Chicago, que tem o mesmo sentido da Lei de Godwin. Vê-se que é uma adaptação marota de outra expressão: “reductio ad absurdum”. Então, quando não se há mais o que dizer, quando a coisa fugiu ao controle, surge a cartada nazista. Pronto. Discussão perdida.

15 julho, 2015

Hitler, o retorno

William H. Johnson foi um mineiro e pregador batista que viveu em Middlesboro, KY. A partir de 1946, ele enviou uma série de cartas para os americanos de ascendência alemã, em que ele declarou ser Adolf Hitler, que havia escapado do Exército Vermelho e que se escondera nas minas de carvão do Kentucky, juntamente com 35 mil soldados. De lá, ele tinha planos de construir um túnel até o Pentágono para tomar o controle do governo. Ele, então, pedia dinheiro para financiar seus esforços.
Dez anos após, quando foi detido e condenado a três anos de prisão, ele tinha já embolsado $ 10.000 de simpatizantes do nazismo. Um detalhe: William H. Johnson era negro.

Leitorado
Impressionante a história. Cavar um túnel por debaixo do Pentágono... E invadi-lo? Acreditaram nisso? Só me resta saber uma dúvida. Como ele descobriu nome e endereço das pessoas de ascendência alemã?
Marco Antônio, diHITT
Resposta - Usando salsichão e chucrute como iscas.

O bigodinho de Hitler



Lembra um pouco.
No entanto, é usado abaixo do lábio inferior e, segundo o TL;DR Wikipedia, por pessoas ainda piores.

13 abril, 2015

Uma viagem no tempo para matar Hitler

O NPR estabeleceu este cenário:
Você encontra uma máquina do tempo em que pode viajar para 1920. Um jovem artista e veterano de guerra austríaco chamado Adolf Hitler encontra-se no hotel em que você se hospeda. No quarto do lado, e cuja porta está apenas encostada. Assim, você poderia facilmente entrar no aposento de Hitler e sufocá-lo. E a II Guerra Mundial não mais aconteceria.
Mas Hitler não fez nada de errado, ainda. É aceitável matá-lo para impedir a Segunda Guerra Mundial?
Deixando de lado a noção altamente duvidosa de que a Segunda Guerra Mundial poderia ser evitada com um ato tão simples, você tem um dilema moral.
Rebecca Friesdorf, uma estudante de pós-graduação na Wilfrid Laurier University, em Ontário, analisou como as pessoas fizeram suas escolhas face a este e outros dilemas morais.
Ela entrevistou 6.100 pessoas nos EUA, Canadá e Alemanha e publicou os resultados de seu estudo no Personality and Social Psychology Bulletin.
Friesdorf concluiu que as mulheres tinham menos probabilidade de matar Hitler do que os homens, se lhes fosse dada essa oportunidade.

Homens e mulheres: diferentes balanças para pesar dilemas morais