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30 julho, 2026

A sofisticação da madeira

A madeira é um dos materiais mais raros no universo conhecido. Sua sofisticação reside na capacidade única de unir aconchego, identidade visual e texturas orgânicas em qualquer projeto no qual seja utilizada. Ela funciona como um elemento de origem viva que eleva a estética dos espaços e dos objetos através de seus detalhes exclusivos.
Enquanto a física e a gravidade podem criar galáxias massivas a partir de poeiras, a madeira requer bilhões de anos de uma evolução biológica altamente especializada. Com fotossíntese, vida multicelular complexa, lignina e condições muito particulares que (até onde nós sabemos) só aconteceram na Terra.
A física bruta pode construir estrelas e galáxias, mas só uma cadeia de evolução biológica longa e específica consegue criar algo tão sofisticado quanto a madeira.


Geppetto fez um mau negócio ao deixar a Fada Azul transformar Pinóquio num menino de verdade!

08 novembro, 2024

LignoSat, o pequeno satélite de madeira

O primeiro satélite de madeira do mundo foi lançado ao espaço esta semana, divulgou o periódico The Guardian. A Universidade de Kyoto, que desenvolveu o novo tipo de satélite, espera que a madeira de que ele é feito se queime ao reentrar na atmosfera. Assim evitando a geração de lixo espacial metálico como qualquer satélite aposentado que retorna à Terra.
Cada lado do satélite experimental em forma de caixa, chamado LignoSat, mede apenas 10 cm.
O satélite foi montado por meio de uma técnica japonesa de artesanato sem parafusos ou cola. Ele ainda conserva algumas estruturas tradicionais de alumínio e componentes eletrônicos.
"Satélites que não são feitos de metal devem se tornar comuns", disse Takao Doi (foto), astronauta e professor da Universidade de Kyoto, numa entrevista coletiva no início deste ano.

27 agosto, 2024

Madeira, metal e marcador

Kishio_Suga/Assemblages/Sequential_Spaces/2014

Nascido em Morioka, província de Iwate, em 1944, Kishio Suga frequentou a moderna Tama Art University de Tóquio de 1964 a 1968. Logo após sua formatura, ele começou a fazer arranjos efêmeros de materiais naturais e artificiais em locais ao ar livre em torno de Tóquio, uma prática que ele mais tarde denominou “trabalho de campo”. Ao mesmo tempo, ele traduziu essa atividade para ambientes internos com a qual rapidamente ganhou reconhecimento internacional.

Lumbar Scoliosis?

27 julho, 2018

Batidas na madeira

Bater na madeira (para afastar a má sorte). De acordo com o site Today I Found Out, a história desse gesto é um pouco nebulosa, mas existem algumas teorias bem interessantes, abrangendo crenças de povos pagãos, judaico e cristãos.
Acreditavam os pagãos que, tocando os troncos das árvores, estariam a invocar os espíritos benevolentes que nelas habitavam. Os judeus, por sua vez, criaram um código de batidas a serem dadas nas portas das sinagogas para ludibriar seus perseguidores. E os cristãos, associando o gesto ao símbolo maior da cristandade, também batem na madeira em busca de proteção divina. A madeira, no caso destes, remete-os à cruz.
Pancadas de Molière, uma expressão que pertence à linguagem do teatro. Para designar as batidas rápidas no tablado do palco, em geral feitas com um bastão de madeira, seguidas de três outras, lentamente compassadas, e que se destinam a avisar a plateia que...
O ESPETÁCULO VAI COMEÇAR.
Não é, portanto, para desejar sorte a quem vai participar de uma peça teatral. Para isto, os atores dispõem de uma palavra imbatível: merde.


A madeira, qualquer madeira, deve ser batida com os nós dos dedos. Nunca com o rosto.

Histórico do DBF
05/10/2007 - "Bebel que a cidade comeu" e "Deite-se na cama e crie fama" AQUI
13/03/2014 - "Imagine se pega no olho?" AQUI
18/02/2015 - "Impitimam é meuzovo" AQUI
02/02/2016 - "Vá correndo fazendo vento" AQUI
09/07/2016 - "Boas cercas,bons vizinhos" AQUI
08/11/2016 - "Besta elevada ao quadrado" AQUI
25/01/2017 - "Não sou má, é que me desenharam assim" AQUI
16/03/2017 - "Chore um rio por mim" AQUI
18/06/2017 - "Vá direto ao assunto" AQUI
15/12/2017 - "Botar suspensório em cobra" AQUI
16/02/2018 - "Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa" AQUI
29/04/2018 - "A palo seco" AQUI
01/05/2018 - "Corre, trem" AQUI

03 setembro, 2017

Esculturas de tábuas

Todos os dias, Thomas Dambo recupera peças de madeira que ele encontra em sua cidade de origem, Copenhague. Oferece "uma nova vida" a esses restos de madeira, criando esculturas surpreendentes que confundem o nosso senso de proporção.
Germano Gurgel
Esta é uma de suas obras:


Página do artista

05 abril, 2017

Colheres: a versão russa da vuvuzela para a Copa de 2018

por Ekaterina Sinelschikova, GAZETA RUSSA
Com pouco mais de um ano para o início da Copa de 2018, a versão russa da vuvuzela já foi escolhida – colheres de madeira que eram usadas como instrumento de percussão na Rus Kievana, precursora da Rússia.
Em mãos experientes, as colheres podem produzir combinações interessantes de sons rítmicos, que, de certa forma, assemelham-se aos das castanholas espanholas.
Mas, assim como ocorreu com a vuvuzela, no caso de haver muitas colheres no estádio tocadas fora de um ritmo constante (o que é bastante provável), os propulsores da ideia garantem: o barulho será muito alto.
Ideia antiga
As colheres empregadas nesse instrumento popular são apenas isso – colheres de verdade que, na Rus Kievana, faziam parte do jogo de jantar e eram feitas de vários tipos de madeira.
Não se sabe ao certo quando as colheres começaram a ser usadas como instrumentos musicais. A primeira citação é do século 13, mas alguns historiadores consideram que o objeto passou a ser utilizado para produzir som apenas no final do século 18.
A diferença entre elas e as colheres usadas para comer está na durabilidade. Para reforçá-las, essas colheres são feitos de madeira grossa e dura, como bordo ou bétula. O tipo de madeira também determina o timbre do som produzido.
"Desde o início, excluímos os instrumentos de sopro devido à crítica da vuvuzela usada na África do Sul. Então, excluímos os instrumentos volumosos que são difíceis de usar, como a balalaika, o acordeão, assim como o gusli [o mais antigo instrumento russo de cordas múltiplas]", explicou Rustam Nugmanov, fabricante de instrumentos musicais em Moscou, ao site Znak.com.
Foi justamente Nugmanov que teve a ideia de propor a colher como instrumento musical da torcida para Copa em seu país.
V de vitória
A quantidade de colheres para produzir o som varia conforme a complexidade do ritmo e a habilidade de quem está tocando. É uma missão difícil para novatos, mesmo com o número básico (duas peças), já que as colheres devem ser habilmente posicionadas entre os dedos. Nem mesmo os russos conseguem fazer um bom trabalho logo na primeira tentativa.
Como pouquíssimas pessoas sabem hoje tocar com essas colheres, o instrumento só é encontrado em bancas de souvenires; em geral, os principais compradores são turistas que dificilmente compreendem todas as suas possibilidades.
O fato de as colheres não serem mainstream – atualmente, são basicamente usadas ​​ por conjuntos folclóricos russos – e não serem um instrumento de sopro simples, como a vuvuzela, Nugmanov teve de pensar em uma alternativa.
Para contornar esse problema, desenvolveu um fixador de borracha em formato da letra latina V, motivo pelo o instrumento já ganhou o apelido de "colheres da vitória".


04 março, 2010

Vegetal, coisa e tal

Um bloco de papel - para anotar recados - que imita um bloco de madeira.

Serve também para lembrar que existe uma relação entre essas duas coisas.