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05 abril, 2021

O rei que se tornou um pirata

Quando você pensa em uma convergência entre um rei e um pirata, vai se surpreender ao descobrir que isso aconteceu a um  governante descendente dos vikings.
Eric VII era rei da Dinamarca desde os sete anos de idade, e esse domínio acabou por incluir também a Noruega e a Suécia. Ele era um governante impopular, travando guerras mal concebidas e cobrando impostos, até que os suecos começaram a se rebelar e os nobres se articularam para derrubá-lo. E ele nem tinha herdeiro. Esses assuntos vieram à tona em 1438.
Com as paredes fechando, Erik viu que seu destino estava selado. Ele decidiu deixar o país com a arca do tesouro real, algumas das joias da coroa, os acessórios reais e a bandeira histórica do país. Ele sabia para onde estava indo: juntar-se aos piratas.
Os piratas em questão eram homens desgastados pelo mar que durante anos criaram medo e destruição entre os comerciantes e nobres da Suécia, Dinamarca e cidades alemãs conhecidas como Liga Hanseática. Os inimigos dos piratas - a nobreza que já foi amiga do rei Erik - eram as mesmas pessoas com quem ele agora se encontrava em desacordo. Então, naturalmente, os inimigos de seus inimigos se tornaram seus amigos.


(imagem: http://www.neatorama.com/2020/04/22/The-King-Who-Became-a-Pirate)

Erik passou uma década inteira como rei pirata, sempre esperando voltar ao poder no país que acreditava ser dele. Mas quando seu sobrinho, Christoffer, do Bayern, morreu repentinamente - sem filhos e com 31 anos de idade -, seus compatriotas trouxeram um novo rei de uma linhagem diferente, Christian o Primeiro.
Erik finalmente perdeu a esperança de recuperar o trono. Com a morte de seu sobrinho, a linhagem real de sua família, que remonta aos antigos reis vikings, chegou ao fim. Não havia mais nada por que que lutar. Ele voltou a seu local de nascimento, Pomerania, e morreu lá aos 77 anos.

Extraído de: The King Who Became a Pirate, Narratively

19 setembro, 2019

Ahoy. Que dia é hoje?

Em 1995, John Baur e Mark Summers, nos EUA, proclamaram o 19 de setembro como o Dia dos Piratas. Durante esse feriado paródico todos deveriam falar ou, pelo menos, se cumprimentar como piratas.
A dificuldade para saber as palavras apropriadas para a data (hoje) pode ser em parte sanada pela consulta ao Dicionário das Expressões dos Piratas, do WIKILIVROS.
Exemplo:
GROG s.m. Grogue (rum)
O feriado, e sua observância, brota de uma visão romantizada da Idade de Ouro da Pirataria.

N. do E.
O grogue é uma bebida alcoólica feita à base de rum, água e açúcar. O almirante inglês Edward Vernon, alcunhado de Old Grog (daqui a denominação da bebida), tornou-se célebre, em 1740, ao mandar os marinheiros aumentar a ração de rum adicionando água, mantendo a ração dos oficiais sem nenhuma mistura.

Arquivo
Por que os piratas usavam o tapa-olho?
Um pirata entra no bar...

07 outubro, 2017

Um pirata entra no bar...

Um pirata entra no bar, e o garçom diz:
"Ei, eu não vejo você há muito tempo. O que aconteceu? Você parece horrível."
"O que você quis dizer com isso?", diz o pirata. "Eu me sinto muito bem."
"É a perna de madeira? Você não usava isto antes."
"Bem", disse o pirata. "Estávamos em uma batalha, e eu fui atingido por uma bala de canhão, mas eu estou bem agora."
O garçom prossegue: "OK, mas... e este gancho? O que aconteceu com a sua mão?
O pirata explica: "Estávamos em outra batalha. Eu abordei um navio para participar de uma luta de espadas. Minha mão foi cortada. Depois disso, coloquei este gancho, mas eu estou bem, realmente..."
"E quanto a este tapa-olho?"
"Oh!" - disse o pirata. - "Um dia estávamos no mar, e um bando de pássaros passou voando. Eu olhei para cima, e um deles fez cocô em meu olho."
"Você está brincando", disse o garçom. "Você não poderia perder um olho apenas com a merda de um pássaro."
"Bem, era meu primeiro dia com o gancho."

Série: 1, 2, 34 e 5

08 setembro, 2013

Por que os piratas usavam o tapa-olho (e a perna de pau)?

Meu caro Paulo,
Há inconsistências na hipótese de que, entre os piratas, houvesse um órgão funcional por debaixo do tapa-olho destinado a enxergar na penumbra dos porões. Quando o olho descoberto é iluminado, sua pupila diminui para regular a quantidade de luz entrante e, assim, evitar o ofuscamento. Este movimento pupilar que chamamos pedantemente de reflexo fotomotor CONSENSUAL acontece também no olho coberto porque compartilha as mesmas fibras nervosas. Ora, uma vez dentro do porão, o pirata ao remover a venda terá a pupila do olho tapado igualmente pequena, obrigando-o a despender alguns segundos para que ela se dilate e abasteça a retina com a luz necessária. Essa é uma objeção teórica baseada na fisiologia ocular. Pode ser que, na prática, a oclusão do olho obtenha alguma vantagem na adaptação rápida ao lusco-fusco.
Como estamos no campo da especulação humorística, ouso aventar a hipótese de que a perna de pau do pirata servia para melhorar a flutuação ou ainda como um engodo a ser oferecido aos tubarões.
Falando seriamente. A figura de um pirata com tapa-olho, perna de pau, dente de ouro e um papagaio pousado no ombro, é uma construção de Hollywood. Os piratas reais deveriam se parecer com marinheiros comuns, o que não quer dizer que um ou outro perneta pudesse estar entre eles.
Nelson José Cunha
N. do E.
Ao oftalmologista Nelson Cunha devemos também a revelação de O segredo do tapa-sexo, uma de nossas postagens mais procuradas (não obstante o pouco apelo existente no título).

07 setembro, 2013

Por que os piratas usavam o tapa-olho?

O fato de que alguns piratas usavam o tapa-olho provavelmente não tinha nada a ver com a falta de um olho. Aliás, tinha tudo a ver com a possibilidade de ver melhor - especificamente, tanto acima quanto abaixo do convés.
Os piratas frequentemente precisavam transitar da parte descoberta do navio para compartimentos fechados, isto é, da luz do dia à situação de quase escuridão. Por isso, os mais espertos usavam um tapa-olho a fim de ter a qualquer tempo um dos olhos adaptados ao escuro.
Ao passar para uma área pouco iluminada do navio, o pirata mudava a posição do tapa-olho e, assim, conseguia ver em torno mais rapidamente com o olho que se adaptara à escuridão.
Jim Sheedy, doutor em ciência da visão, disse ao Wall Street Journal que, enquanto o olho se adapta rapidamente ao passar das trevas à luz, estudos têm mostrado que pode levar até 25 minutos para se adaptar da luz para a escuridão, porque esta última requer a regeneração dos fotopigmentos da retina.


Ao oftalmologista Nelson Cunha para revisar a nota acima. Caso esteja OK, então enviar alguma colaboração sobre o assunto seguinte: por que os piratas usavam perna de pau? Escrito de uma forma que não acirre os ânimos da tradicional família mineira. PG