Mostrando postagens com marcador monarquia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador monarquia. Mostrar todas as postagens

27 novembro, 2025

Dipendra do Nepal

Ao nos reunirmos com a família para o banquete anual de Ação de Graças, alguns de nós ficamos apreensivos com as tensões entre os membros da família e a possibilidade de que algo venha a estragar a ocasião. Afinal, há razões pelas quais vivemos tão longe uns dos outros e não nos reunimos com mais frequência. 
Algumas famílias levaram essa tensão ao extremo.

Por exemplo, um homem chamado Dipendra (foto) foi a uma festa de família (em 2001) e matou o pai, a mãe, um irmão, uma irmã, além de seus tios e tias e um primo. 
Ele matou nove pessoas naquela noite. E tornou-se o rei do Nepal porque sua família era real. 
No entanto, Dipendra passou o tempo de reinado em coma (três dias), porque, no final do massacre, atirou também na própria cabeça.
(Não é tão fácil apontar uma submetralhadora MP5 para si mesmo.)
Um tio que sobreviveu às más avenças do sobrinho, então se tornou o último rei do país. É que ter uma monarquia no Nepal já não andava muito bem.

Fontes:

25 fevereiro, 2022

Falhas na segurança do Palácio de Buckingham (2)

Boy Jones
Seus feitos foram estudados durante cinco anos pelo pesquisador Jan Bondeson, da Universidade de Cardiff e resultou no livro "Queen Victoria and the Stalker" (A Rainha Vitória e o Stalker). Ele comenta que o episódio é, possivelmente, o primeiro caso de stalker de celebridade. Edward Jones, 14, foi pego quatro vezes bisbilhotando o Palácio. Ele admitiu três invasões que realizou, no entanto, é provável que foram mais vezes. Alguns momentos foram difíceis de explicar: na primeira vez, ele foi encontrado com a calcinha da monarca enfiada nas calças, e na terceira, com a comida da cozinha. Em outras duas, foi flagrado sentado no trono.
O stalker foi julgado por um conselho particular em segredo, mas, por não ter cometido um crime, não poderia permanecer na prisão por muito tempo. Em seguida, foi sentenciado a três meses de reclusão por ladinagem e vagabundagem, mas continuou perseguindo Vitória até que o governo se livrasse da sua presença.
Membros do governo sequestraram Edward e o colocaram num barco para o Brasil. Entretanto, ele voltou para a Inglaterra. Ao ser capturado pela segunda vez, foi aprisionado e permaneceu em reclusão por seis longos anos.
Após o fim de sua sentença, Boy Jones tornou-se alcoólatra e seguiu a vida como ladrão. Por essas características, foi deportado para a Austrália, onde viveu pouco tempo vendendo tortas até retornar (novamente) para a Inglaterra - contudo, seu irmão o convenceu a voltar para a Austrália.
No final, a jornada surreal acabou numa reflexão de pouco sentido: Jones passou os seus últimos dias reclamando da fama de perseguidor da Rainha.

31 agosto, 2021

Falhas na segurança do Palácio de Buckingham (1)

Desde que o Palácio de Buckingham se tornou a principal residência da monarquia britânica, existem relatos de brechas em sua segurança.
O inacreditável aconteceu logo em 1837, o ano em que a rainha Vitória foi viver no palácio, quando um rapaz de 12 anos conseguiu viver mais de um ano no edifício sem o conhecimento dos lacaios.  Escondia-se nas chaminés, ficando pretos os panos onde dormia, e só foi apanhado em dezembro de 1838, o que originou muitas criticas no parlamento a propósito da segurança real.
"The Mudlark", uma novela de 1949 escrita pelo americano Theodore Bonnet, baseia-se vagamente nesta história de meninos de rua que sobreviviam vasculhando o lixo nas margens do Tâmisa.. Em 1950, fez-se um filme baseado no livro. 
Sinopse
Um jovem moleque de rua, meio faminto e sem-teto, encontra um camafeu contendo a imagem da Rainha Vitória. Não a reconhecendo, é informado que ela é a "mãe de toda a Inglaterra". Tomando a observação literalmente, ele viaja para o Castelo de Windsor para vê-la. Quando o menino é pego pelos guardas do palácio, ele é erroneamente considerado parte de uma conspiração de assassinato contra a rainha. O primeiro-ministro Benjamin Disraeli percebe que o menino é inocente e implora por ele no Parlamento, fazendo um discurso que critica indiretamente a rainha por haver se retirado da vida pública. A rainha fica furiosa com o discurso, mas se comove genuinamente ao conhecer o menino e decide retornar para a vida pública.
Trailer: http://youtu.be/fyLtiuIHsGc

07 setembro, 2020

Que é o Estado?

L'État c'est moi. Luís XIV
A monarquia é uma república em que a eleição é genética. O filho do rei é o próximo rei, ainda que não o seja exatamente filho (pater semper incertus). A monarquia, além dos inúmeros benefícios em causa própria, serve para ampliar a pauta da imprensa.
Isso non ecziste! Padre Quevedo

O Estado é a mão invisível do Mercado. Meireles

Ligue Djá. Walter Mercado

O Estado é outro abestado. Tiririca

O Estrago sou eu. PR do Brasil

Good boy! Trump, para o subalterno PR

17 novembro, 2019

A herança educacional da monarquia

Gregório Grisa (*)
O feriado da Proclamação da República desse ano foi marcado por comentários enaltecedores de membros do governo ao período imperial brasileiro. Inquieto diante disso, fiz rápidos comentários críticos a esse respeito, utilizando algumas informações sobre a educação.
Algumas pessoas ficaram contrariadas com o fato de eu ter trazido dados relativos ao analfabetismo para apontar o quão deslocados foram os rasgados elogios feitos pelo ministro da educação a Dom Pedro II e a monarquia. Abraham Weintraub chamou o monarca de "patriota, honesto e um dos maiores gestores e governantes da história".
O bom dessas contrariedades de rede sociais é que elas nos fazem voltar a estudos já feitos ou mesmo pesquisar algo que nunca tínhamos investigado.
O que os dados nos dizem em relação ao analfabetismo?
Como pode se ver na imagem abaixo, a transição para república converge historicamente com o início da queda do analfabetismo no Brasil. Sabe-se que muitos fatores explicam essa redução, a educação é um fenômeno multicausal. São variáveis a se considerar: o fim da escravidão, a política de incentivo a imigração europeia adotada no final do século XIX e início do XX, a urbanização crescente, o processo de industrialização, mudanças paradigmáticas no campo das ideias, entre outras.
Fonte: http://revistas.unisinos.br/index.php/educacao/article/view/6060

Não se está dizendo, portanto, que a república como sistema de governo é a causa da redução sistemática do analfabetismo, mas que ela é o contexto no qual ele ocorre. Com base nisso, podemos dizer que qualquer defesa da monarquia não se justifica politicamente e nem se assenta em dados quando falamos em educação.
Ler mais...

(*) Gregório Grisa é Doutor em Educação, Pós-Doutor em Sociologia pela UFRGS e Professor do Instituto Federal do Rio Grande do Sul.

23 outubro, 2019

Rei Vajiralongkorn, o novo monarca da Tailândia

Deu em The Guardian:
A vida do rei Maha Vajiralongkorn, que foi finalmente coroado na Tailândia, dois anos depois de ascender ao trono, é definida tanto pelo privilégio quanto pela excentricidade.
Raramente visto fazendo aparições públicas ou discursos, e conhecido por passar a maior parte do tempo vivendo na Alemanha, onde possui uma mansão de US $ 13 milhões em Munique, Vajiralongkorn ainda tem que inspirar a mesma lealdade devota e estatura de seu pai, o rei Bhumibol, que morreu em 2016 após sete décadas no trono.
"O rei Vajiralongkorn tem um estilo muito diferente de seu pai", disse o Dr. Patrick Jory, professor sênior de história do sudeste asiático na Universidade de Queensland. "Ele atingiu a maioridade quando a primazia da monarquia foi restaurada na política tailandesa. Ao contrário de seu pai, ele passou a maior parte de sua vida no exército e está acostumado a dar ordens e fazê-las obedecer, mas carece do carisma de seu pai".
Vajiralongkorn – cujo nome significa "adornado com jóias ou raios" – também ficou conhecido por sua vida pessoal colorida, de acordo com sua mãe, que, em uma viagem aos EUA em 1982, descreveu-o como "um pouco D. Juan". Ele foi casado quatro vezes, com múltiplos divórcios acrimoniosos, e tem sete filhos por três mães diferentes.
A última esposa de Vajiralongkorn, com quem ele se casou recentemente para garantir seu título de Rainha, mas está romanticamente ligada desde 2014, é uma ex-comissária da Thai Airways que ele promoveu a vice-comandante de sua unidade de guarda-costas e depois a general, em 2016.
Vajiralongkorn também é conhecido por seu amor por cães – ele nomeou seu poodle de estimação Foo Foo como chefe de polícia. O poodle acompanhava seu dono a eventos formais vestido com uniformes em miniatura. Quando Foo Foo morreu em 2016, ele recebeu um funeral de quatro dias com ritos budistas completos.
Mas enquanto imagens da vida de Vajiralongkorn na Alemanha são frequentemente espalhadas pelas páginas de jornais estrangeiros, as rígidas leis que impedem a crítica à monarquia na Tailândia as têm mantido longe da mídia tailandesa, com jornalistas que tocaram detalhadamente na vida de Vajiralongkorn sendo presos, encarceradosou exilados.
Via

09 outubro, 2018

O Penny Black

O Penny Black foi o primeiro selo do mundo usado em um sistema postal público. Foi publicado pela primeira vez na Grã-Bretanha, em 1º de maio de 1840, mas não entrando em circulação até 6 de maio. Possui um perfil da Rainha Vitória.
Em 1837, as taxas postais britânicas eram altas, complexas e anômalas. Para simplificá-las, Sir Rowland Hill propôs um selo adesivo como forma de indicar o pré-pagamento da postagem. Na época, era normal que o destinatário pagasse pela correspondência na entrega, de acordo com a distância percorrida.
O retrato de Vitória permaneceu nos selos britânicos até a sua morte em 1901, aos 81 anos. Todos os selos britânicos ainda têm um retrato ou silhueta do monarca em algum lugar da estampa. Eles são os únicos selos postais no mundo que não indicam um país de origem: a imagem do monarca simboliza o Reino Unido.
(extraído de: https://en.wikipedia.org/wiki/Penny_Black)

No Preblog: DR. CARTA PÁCIO E O SISTEMA DE TARIFAÇÃO DAS CARTAS

28 maio, 2018

Baile da Ilha Fiscal - Dois ponto Zero Dezoito


CRÔNICA SOCIAL DOS ÚLTIMOS DIAS - A PROFECIA (?)
Versão modernosa e cafona do Baile da Ilha Fiscal em Brasilia 24/05/2018. Observem a descontração, elegância e alegria dos convivas em que, para embalar o réquiem, faltou um embatinado Barnabé (terceirizado e certamente superfaturado). O falso ar de seriedade e serenidade do Vampiro, poderia ser explicado por sua preocupação com eventual extravasamento de seu penico portátil. O Gatinho Angorá não muda, a elegância de sempre com seu look de Piloto de Provas de Fábrica de Supositórios e seu antípoda, o Marum, aquele que meu sogro, um gauchão nascido na Prussia Oriental (Anklam), facilmente o identificaria como aquele Baita Grosso de Bagé [https://www.youtube.com/watch?v=AXyws7QTWog]. Solene, aquele Ministro com sobrenome de Terrorista Basco - cara assustadora...
Desculpem-me o mau-humor.
Jaime Nogueira

Uma banda, instalada a bordo do "Almirante Cochrane", o navio homenageado, tocou valsas e polcas madrugada adentro
Dançou-se muito n'O Último Baile do Império, mas o que os convidados não imaginavam, nem o imperador D. Pedro II, é que se dançava sobre um vulcão. À mesma hora em que se acendiam as luzes do palacete para receber os milhares de convidados engalanados, os republicanos reuniam-se no Clube Militar, presididos pelo tenente-coronel Benjamin Constant, para maquinar a queda do Império. "Mais do que nunca, preciso sejam-me dados plenos poderes para tirar a classe militar de um estado de coisas incompatível com sua honra e sua dignidade", discursou Constant na ocasião, tendo como alvo justamente o Visconde de Ouro Preto.
Longe dali, ao lado da família imperial, o visconde desmanchava-se em sorrisos ao comandar seu suntuoso festim. A família imperial chegou ao cais pouco antes das 10 horas. D. Pedro II, fardado de almirante, a imperatriz Teresa Cristina e o príncipe D. Pedro Augusto embarcaram primeiro. Quinze minutos depois foi a vez da princesa Isabel e do conde D’Eu. Uma vez no palácio, foram conduzidos a um salão em separado, onde já se achavam reunidos membros do corpo diplomático estrangeiro oficiais e alguns eleitos da sociedade carioca. O guarda-roupa da imperatriz não chegou a causar impressão especial entre os convidados - um vestido de renda de chantilly preta, guarnecido de vidrilhos. A toalete da princesa Isabel, no entanto, causou exclamações de admiração pelo luxo e pela beleza. Ela portava uma roupa de moiré preta listrada, tendo na frente um corpinho alto bordado a ouro. Nos cabelos, carregava um diadema de brilhantes."
Um fato irônico, até hoje não confirmado, ocorreu logo após a chegada da família real, às 10 horas da noite: conta-se que D. Pedro II, ao entrar no salão do baile, desequilibrou-se e levou um tombo. Foi amparado por dois jornalistas. Ao recompor-se, exclamou: "O monarca escorregou, mas a monarquia não caiu!". Apesar do sucesso do baile, o imperador pouco se divertiu. Ficou sentado, visto que já estava em idade avançada, o tempo todo e foi embora à 1h da manhã, sem jantar.

Páginas do cardápio do último Baile da Ilha Fiscal, 1889. Arquivo Nacional.
Outro acontecimento curioso ocorreu no término da festa. Às 5 horas da manhã, após a saída dos convidados, os trabalhos de limpeza revelaram alguns artigos inusitados espalhados pelo chão: além de copos quebrados e garrafas espalhadas, foram recolhidas condecorações perdidas e até peças de roupas íntimas femininas. O fato pode, entretanto, ser fictício, uma vez que foi relatado na coluna humorística Foguetes, do periódico carioca "O Paiz", no dia 12 de novembro, nestes termos:
"Houve quem perdesse dragonas, chapéos de sol, chapéos de cabeça, lenços, e até - parece incrivel, mas é rigorosamente verdadeiro - uma senhora deixou lá ficar o espartilho!!!"
Repercussão
A distribuição dos 5.000 convites começou no dia 4 de novembro. As roupas finas das lojas do Rio de Janeiro se esgotaram. Setenta e duas horas antes do baile já não havia vagas nos cabeleireiros. As senhoras lotavam as lojas de roupas finas e os cavalheiros recorriam aos alfaiates, para ajustar suas casacas e às barbearias, para cortar o cabelo ou aparar os bigodes e barbas. Muitas senhoras chegavam às 9 h da manhã, para fazer os cabelos
Duas bandas militares tocaram quadrilhas, valsas, polcas e mazurcas para os convidados, que dançaram em seis salões do castelo. A princesa Isabel foi uma das pés-de-valsa mais animadas. Depois da festança, às 6h da manhã, o pessoal da limpeza achou: 37 lenços, 24 cartolas e chapéus, 8 raminhos de corpete, 3 coletes de senhoras e 17 cintas-liga. De acordo com o historiador Milton Teixeira todas as fotos feitas na festa desapareceram.
O Baile foi comentado pela mídia por alguns dias, o que trouxe uma falsa imagem de solidez da coroa.

19 maio, 2018

O CASAMENTO PRINCIPAL. Traje dos convidados

Com a hora do casamento do príncipe Harry com Meghan Markle  se aproximando, é oportuno lembrar que há um detalhe, muito peculiar às tradições da família real britânica, a ser  literalmente seguido como manda o figurino: o traje específico indicado para a cerimônia.
O traje que os convidados deverão usar no casamento real foi explicitado no convite da cerimônia, contempla as tradições britânicas e se adapta ao horário da cerimônia. O casamento está marcado para o meio-dia do sábado, 19 de maio, seguido de um almoço de recepção.
Traje para os homens
Para os homens, há três opções: uniforme (caso o convidado tenha algum cargo militar), fraque (o chamado "morning coat") ou terno (o chamado "lounge suit"), que pode ser usado tanto nas cerimônias diurnas quanto nas noturnas.
Traje para as mulheres
Já para as mulheres, a moda dos vestidos combinando com os chapéus extravagantes foi preservada, pois o convite apenas indica que as convidadas estejam com "vestido para o dia e chapéu". Tradução: elas vão repetir a fórmula usada no CASAMENTO PRINCIPAL do príncipe William com Kate Middleton, em 2011.


21/05/2018 - Atualizando ...
Parabéns do blog EM a Kate Middleton. Ela foi a esta cerimônia com o vestido que já usou em três oportunidades anteriores. Lembrando a todos que existe algo conhecido pelo nome de máquina de lavar. Lavou, tá limpo.

13 outubro, 2016

Este homem se permite ser humilhado

Ele é Black Rod, o Bastão Preto.


A sua principal função é escoltar gentilmente os deputados da Câmara dos Comuns para a Câmara dos Lordes.
Ele tem um pouco de momento difícil a cada ano. É quando os deputados batem-lhe a porta nas fuças para simbolizar a independência da Câmara dos Comuns.
Na sequência, ele tem que bater na porta três vezes com – você adivinhou – a sua vara preta. A porra da porta é então aberta, e os deputados são convidados a segui-lo até a Câmara dos Lordes para ouvir a fala da Rainha.
Este ritual é derivado do que aconteceu em 1642, quando Charles I tentou prender cinco deputados, o que foi visto como uma violação de direitos. Após esse incidente, os Comuns têm mantido o privilégio de questionar se o representante do monarca pode entrar na Câmara, embora eles não possam de todo impedi-lo.

15 janeiro, 2015

A pena aplicada ao blogueiro Raif

Raif Badawi é um blogueiro da Arábia Saudita e foi condenado por criticar o governo monárquico da dinastia Saud, cuja família controla o poder e a economia do país, um estado islâmico.
A pena – não está escrito errado, não – é de mil chibatadas, "parceladas" em 20 sessões semanais de lambadas a serem cumpridas em praça pública.
Além de dez anos de cadeia.
Está marcado para amanhã o pagamento da "segunda parcela" da brutalidade, e a mulher de Raif, que fugiu para o Canadá com os filhos, teme que ele não resista aos novos ferimentos sobre as chagas abertas na semana passada.
Os governos ocidentais fizeram "protestos" pró-forma.
Ninguém retirou embaixador.
Ninguém ameaçou com sanções econômicas.
Os suprimentos de jatos, tanques e mísseis norte-americanos ao governo saudita segue em ritmo animador, armando o seu maior aliado na região.
Ninguém é Raif, porque Raif critica "o governo errado".
Não é a Yoani Sanchez, a blogueira cubana.


24 maio, 2014

O legado etílico de Dona Carlota

Fernando Gurgel Filho
A personalidade e o caráter de Dona Carlota Joaquina ainda ecoa em terras tupiniquins, quase duzentos anos depois. Seus atributos estão presentes, mais vivos do que nunca, em alguns de ilustres moradores do Patropi que ainda se dizem brasileiros.
O escritor português Alexandre Borges, no livro "Histórias Secretas de Reis Portugueses" afirma que: "Terra de mosquitos e carrapatos" era a expressão com que ela gostava de descrever o Brasil. Procurou, repetidas vezes, contrariar o ímpeto governamental para o desenvolvimento do território e tudo fez para que jamais aqui passasse de uma colônia."
Além disso, vivia tentando desestabilizar o reinado do próprio marido, o rei D. João VI, e, por diversas vezes, jogou filho contra pai, irmão contra irmão, tudo o que sabia fazer para atrapalhar o governo. E era a única coisa que sabia fazer.
Alguma semelhança com o comportamento de alguns "brasileiros"?
Pois tem mais, segundo Alexandre Borges: "Não descansou um só dia enquanto não regressou à Europa e era frequente ouvi-la gritar que ficaria cega quando entrasse em Lisboa, dado que vivera anos no escuro, vendo somente negros."
A primeira imperatriz dessa tribo, a julgar pelos historiadores, deixou uma única contribuição positiva ao povo brasileiro, a invenção da caipirinha. "A confirmar-se, terá sido o único contributo da megera-rainha para o bem do Brasil. Ou melhor, da humanidade", afirma Alexandre Borges.
Em suma, apenas isto a distingue de alguns de nossos ilustres moradores do Patropi, que ainda se dizem brasileiros: Carlota Joaquina nos deixou a caipirinha, fruto de suas bebedeiras. Os que herdaram sua personalidade, pretendem deixar o quê? Terra arrasada e miséria?
N. do E.
Essa da invenção da caipirinha pela Dona Carlota Joaquina de Bourbon, embora não confirmada, acabo de incluí-la em meu artigo Inventos Brasileiros. Tem jeito de cultura assimilada dos nativos, uma suspeita que, aliás, não existiria se ela tivesse inventado o bourbon. Mas, tudo bem, do lado de baixo do Equador, é melhor a gente pecar por embriaguez do que por sobriedade.

19 julho, 2013

O bebê de Kate

A partir das 8h de hoje (horário local), a câmera do jornal The Sun realizará uma transmissão ao vivo do Hospital de Santa Maria, no centro de Londres. A câmera irá capturar todas as idas e vindas das pessoas, para dentro e fora do hospital em que a duquesa de Cambridge, Kate, 31 anos, irá dar à luz.
Centenas de fãs, jornalistas, fotógrafos e técnicos já se estabeleceram no local para aguardar a chegada do primogênito real.
Se você é dessas pessoas que ansiosamente aguardam o nascimento da criança real (de olho nas imagens fornecidas pela webcam do jornal londrino, of course), lembro que os inventores George e Charlotte Blonsky, em 1965, apresentaram uma proposta pertinente ao assunto. Sobre o uso de um dispositivo que apressaria o trabalho de parto pela aplicação da força centrífuga. AQUI

22/07/2013 - Atualizando...
The Guardian sabe que nem todo mundo está disposto a ver notícias do novo herdeiro do trono britânico o tempo todo, para onde quer que olhe. Pensando nisso, está deixando seus leitores bloquearem o conteúdo relacionado ao bebê real. Instalou em sua homepage os botões ‘Republicano’ e ‘Monarquista’. Quem não quiser seguir a cobertura frenética da mídia sobre o filho de Kate e William só precisa apertar o botão ‘Republicano’ – e, automaticamente, a página inicial some com as todas as notícias sobre a monarquia. A publicação já fez a mesma coisa na época do casamento de Kate e William e também no Jubileu de Diamante da rainha Elizabeth. Débora Schach, Blue Bus

21 novembro, 2012

Os costumes por trás da história

por Urbano, LN Online
Fora da pauta de hoje mas dentro da pauta de ontem
Nosso Brasil tem uma intelectualidade muito peculiar:
Hoje em dia já ninguém se lembra do dia do aniversario do Imperador Pedro II (nos 47 anos de seu reinado era a festa mais comemorada por seus súditos). Em compensação no dia em que se comemora a Proclamação da Republica, retornam os muitos saudosistas da Monarquia. Algo mudou? Em vez de comemorar o alegre natalício do Sereníssimo Imperador, o que restou foi execrar o Marechal Deodoro que o mandou passear.
Apesar de sermos todos, mais ou menos personagens machadianos, não é irrelevante alguma dose de realismo nestas horas de saudades do bom pai. (Realismo de realidade e não de rei.)
O Imperador era o pináculo de nossa nobreza. E como se formou essa nobreza em país tão sem tradições guerreiras?
Alguns a trouxeram em suas tralhas quando vieram de Portugal mas a maioria se candidatou aqui mesmo. O candidato deveria provar, entre outras coisas, que:
1- Era limpo de sangue (Os espíritos mais sensíveis não se ofendam com os termos. São os mesmos usados nos documentos da época). Isso é: tinha de provar que não descendia de judeu, mouro, negro ou de alguma outra Nação Infecta.
2 - Deveria viver segundo as leis da nobreza. Isto é: não trabalhar com as mãos.(Ser trabalhador manual ou viver do comercio era quase fatal para as pretensões dos candidatos). Andar sempre a cavalo, ter espada, contar com pagens para todos os serviços e andar trajado adequadamente eram requisitos essenciais.
O Marquês de Pombal modernizou as condições e terminou com a distinção entre cristãos velhos e novos e decretou que viver do comércio não era um impedimento tão essencial. Desde que o comerciante fosse um atacadista e não vendesse em loja a retalho (viver com vara e metro, se dizia).
Mesmo assim nosso infeliz poeta Claudio Manuel da Costa esteve em apuros para ser aprovado porque se descobriu um avô ou bisavô que vendia azeite de porta em porta e isso quase lhe foi fatal nas pretensões para um "Hábito de Cristo".
Por via das dúvidas, o paulista Pedro Taques, cuidadosamente omitiu as atividades mercantis de seus maiores e preferiu louvar as "guerras" de preação de índios dos insignes paulistas.
Entrado o seculo XIX, com a independência, algo deveria mudar e mudou, mas bem pouco, porque a tradição pesa e impõe suas regras. Assim, apesar de não existirem mais as "Ordenanças" muitos fazendeiros continuaram a ostentar seus títulos de "Capitão Mor". ( Muitas vezes obtidos por seus pais e herdados pelos filhos - sabe-se lá baseado em que lei.)
Avançando o século, alguma coisa foi mudando e, ao final do inefável reinado de Pedro (o segundo), já poucos tinham a coragem de Bernardo Pereira de Vasconcelos que declarou solenemente na Câmara de Deputados: "A África civiliza o Brasil". Em poucas palavras: a África fornecia os negros para os trabalhos duros para permitir aos senhores brancos que se dedicassem às coisas do Espirito e às Letras. ( Já naquela época, como ainda hoje, a Civilização Brasileira dependia da educação.)
O ideal a ser imitado era a nobreza inglesa com seus pajens impecáveis e louros, Mas, por aqui, os nobres tinham que se contentar com os negros no serviço, vestidos mais ou menos decentemente, já que qualquer branco, só por ser branco, se considerava com fumos de nobreza e, portanto, inapto para trabalhos manuais e pesados.
Velhos fazendeiros enriquecidos gastavam parte substancial da fortuna acumulada para terminar a vida ostentando um titulo de nobreza. Nossa famosa "nobreza de pijama".
Outra modernidade do seculo XIX era que os títulos de nobreza brasileiros não eram herdados pelos filhos mas, como a tradição tinha suas exigências, a Baronesa de São João del Rei aparecia, na procissão de endoenças, com alguns negrinhos carregando copos de prata com água fresca para matar a sede dos fiéis compungidos com a encenação do sofrimento do Cristo.
Dispensado o Imperador, por inútil, depois de consumada a Abolição da Escravatura, uma das primeiras medidas da jovem República dos Fazendeiros foi criar o STF, onde os filhos letrados poderiam seguir exercendo o seu poder de justiça e sem trabalharem muito mas muito mandando.
O STF já nasceu senil. Um agrupamento de fazendeiros assustados com a necessidade de ter que pagar salários a seus trabalhadores. Mas sempre, como ainda hoje, um bastião da tradição mandonista etc.

10 setembro, 2012

Subiu princesa, desceu rainha

Eis a anotação feita pelo caçador Jim Corbett, em 6 de fevereiro de 1952, no livro de visitantes do Treetops Hotel:
"Pela primeira vez na história do mundo, uma jovem subiu em uma árvore como princesa e, depois de ter o que ela descreveu como sendo a sua experiência mais emocionante, desceu da árvore, no dia seguinte, como rainha. Deus a abençoe."
A jovem foi a filha de George VI que, ao saber da morte de seu pai, teve de retornar do Quênia para a Inglaterra, onde assumiu o trono britânico como Elizabeth II.
O Treetops Hotel é um hotel no Quênia, literalmente construído no topo das árvores do Aberdare National Park, que oferece aos hóspedes uma visão próxima da vida selvagem local - com total segurança. A partir de uma modesta casa da árvore de dois quartos, construída sobre uma figueira em 1932, por Eric Walker, o hotel foi sendo ampliado até os atuais 50 quartos.

Imagem: A capa do livro de Eric Walker sobre o Hotel Treetops que ele fundou e dirigiu.

14/06/2013 - Atualizando...
Se Elizabeth II ainda estiver no trono britânico em 10 de setembro de 2015, ela vai superar Victoria como a monarca de mais longo reinado na história de seu país.
Mas... ninguém sabe dizer precisamente quando ela se tornou rainha. George VI morreu durante o sono, em algum momento entre 22h30 do dia 5 e 7h30 do dia 6, de fevereiro de 1952. Naquele instante, Elizabeth subiu ao trono. Na época, ela estava hospedada no Treetops Hotel, no Quênia , De acordo com a biografia The Queen, de Ben Pimlott, a rainha, no momento da morte de George, estava dormindo ou assistindo ao sol nascer ou tomando o café da manhã.

05 junho, 2012

Jubileu de Diamante

£ 36 por ano para cada um de nós, 60 anos e... contando.
Um desperdício de nosso dinheiro, um símbolo de uma sociedade saudável (sic) ou uma atração turística lucrativa?
O que você acha?

Espero não perder minha cabeça por este desenho:

elizabeth ii

05 agosto, 2011

Beliscando...



Nos raros momentos disponíveis, entre o ócio e o dolce far niente, o Príncipe Charles tem-se dedicado a estudar Música. Aqui, ele aparece com o instrumento que ele já domina como poucos. Há inclusive quem o aponte como o maior do mundo na categoria.
O mordomo do Palácio de Buchingham, por exemplo.
E o instrumento é o ukulele ou ukelele, que tem quatro cordas, originário da Ilha da Madeira (Portugal) com passagem pelo Havaí, e que é tocado de uma forma "beliscada".
O ukulele do Príncipe Charles foi feito com um pote vazio de gordura hidrogenada (margarina), mas isso não vem ao caso. Está à altura do régio instrumentista. PGCS


Awesome!
Sophie Madeleine com seu "uke" em "Pure Imagination".

02 maio, 2011

O Casamento Principal

Se você não estava no planeta quando aconteceu o casamento real, digo, principal, do Príncipe Guilherme contra a Plebeia Kate, na Velha Inglaterra, não dê o espetáculo como perdido.
Com imagens gentil e desconhecidamente cedidas pelo site AmyOops foi aqui preparado um álbum que reúne as melhores fotografias do acontecimento.