Mostrando postagens com marcador foguetes. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador foguetes. Mostrar todas as postagens

25 fevereiro, 2020

Pare o mundo que eu quero descer

"Ligo o rádio
E ouço um chato
Que me grita nos ouvidos
Pare o mundo
Que eu quero descer."
– Raul Seixas, em "Eu também vou reclamar" (1976), referindo-se ao cantor/compositor Silvio Brito, de "Pare o mundo que eu quero descer" (1976), que à época imitava-lhe o estilo.

Se você está entediado com a Terra e quer ir embora, vai ter que se lançar daqui a uma velocidade de escape de 11 km/s. Com esta velocidade você percorre a ponte Rio-Niterói em 1.2 segundos.
A velocidade de escape é a velocidade necessária para que um foguete deixe um planeta e depende da massa total desse planeta. Se você reparar bem, a velocidade dos foguetinhos para sair dos planetas gasosos é maior do que para sair dos planetas rochosos. É que queles são bem mais massivos (Júpiter, então nem fala) do que estes.


Como os australianos resolveram o seu problema de lançamento de foguete
http://blogdopg.blogspot.com/2016/12/o-lancamento-de-um-foguete-na-australia.html

03 novembro, 2014

A tirania da equação do foguete

Como se aprende ao ler "A tirania da equação do foguete de Tsiokolvsky", um texto de Don Pettit (foto), viajar da superfície da Terra até os 400 quilômetros em que orbita a Estação Espacial Internacional corresponde à metade do gasto energético de uma viagem a Marte.
Os foguetes são motores de impulsão. Expelem em um sentido gases em alta velocidade, do que resulta em que se movem para o sentido oposto. Isaac Newton estabeleceu a matemática para esse fenômeno em 1867.
Sobre a quantidade de conservação aplicada ao movimento de um foguete, foi inicialmente formulada pelo visionário cientista russo Konstantin Tsiolkovsky, em 1903. Todos os nossos foguetes são regidos pela equação do foguete de Tsiolkovsky.
Um turismo, a partir da superfície da Terra, para orbitar a própria Terra é uma das etapas de custos de energia mais altos, mais do que qualquer outro. Este primeiro passo, um salto de cerca de 400 km da Terra, exige a metade da energia total necessária para ir até a superfície de Marte. E viajar entre a Terra e a Lua exige apenas uma fração da energia necessária para entrar em órbita.
Se o nosso planeta tivesse um raio maior, haveria um ponto cuja velocidade de escape seria de tal magnitude que não se poderia construir um foguete. Ao mover esses números à equação do foguete, pode-se calcular a velocidade de escape e o raio equivalente do planeta. Este raio seria de cerca de 9680 km (o da Terra é 6670 km). Se o nosso paneta tivesse um diâmetro 50% maior, não seríamos capazes de ir ao espaço, pelo menos nos foguetes atuais.
Se queremos acabar com a tirania da equação do foguete precisaremos de novos padrões de desempenho e novas tecnologias. Uma das habilidades básicas mais elementares seria aprender a usar matérias-primas de fontes externas da Terra. O nosso vizinho planetário mais próximo, a Lua está próximo, é rentável e interessante. A extração e produção de produtos úteis a partir de matérias-primas oferecidas pela Lua nos aliviariam da necessidade de levar tudo o que precisamos para o espaço, enfrentando a forte gravidade da Terra, e alterariam significativamente as consequências da equação do foguete em nosso favor.
A descoberta de um novo princípio físico poderia também quebrar a tirania da equação e permitir escaparmos da Terra fora das regras do paradigma do foguete.

Extraído de La tiranía de la ecuación del cohete, Astrocuenca

22 setembro, 2013

A cadeira voadora



De acordo com uma antiga lenda, um funcionário chinês chamado Wan-Hoo tentou um voo para a Lua, por volta do ano de 1500, usando uma grande cadeira de vime na qual foram presos 47 foguetes. Um igual número de assistentes - com tochas - ficou encarregado de disparar simultaneamente os foguetes.
Aconteceu um estrondo enorme, acompanhado por nuvens espessas de fumaça.
Quando a fumaça se dissipou, a cadeira voadora e Wan-Hu haviam desaparecido.

09 abril, 2013

O Pai da Contagem Regressiva

10-9-8-7-6-5-4-3-2-1 ... Decolar!
Todos nós já vimos a contagem regressiva clássica: nos  filmes sobre astronautas, nos documentários da TV sobre astronautas, nos desenhos animados sobre astronautas etc.
Curiosamente, o criador da contagem regressiva não trabalhou na NASA, tampouco em Cabo Kennedy. Na verdade, foi um diretor de cinema. E seu nome era Fritz Lang.
No final da década de 1920, Lang dirigiu um dos primeiros filmes de ficção científica. Com o título de Frau in Mond (A Mulher na Lua, de 1929), um dos destaques do filme era o lançamento de um foguete (que parecia estranhamente com aqueles que mais tarde seriam lançados do Cabo Canaveral).
Ocorreu a Lang que o suspense poderia ser ser maior caso saísse do convencional. Então, ao invés do esperado "um-dois-três" na contagem para o lançamento do foguete, Lang usou exatamente o inverso em seu filme (vídeo).



Portanto, a contagem regressiva ocorreu pela primeira vez há mais de 80 anos. Em um filme de ficção científica! E logo ciência trataria de imitar a arte na contagem inversa, tal como a conhecemos, a ponto de torná-la um procedimento operacional padrão em todos os lançamentos de foguetes.

16 abril, 2012

Metendo UNHA

A Coreia do Norte reconheceu na última sexta-feira (13) o fracasso do lançamento do foguete UNHA-3, numa atitude rara e constrangedora para as autoridades de Pyongyang, considerado como um dos regimes mais fechados do mundo. EUA e Japão, que viam o lançamento do foguete como o teste disfarçado de um míssil balístico, divulgaram que o foguete caiu no mar, após percorrer uma distância muito inferior à de um lançamento norte-coreano anterior (de 2009).


Isso exemplifica a dificuldade que um país, qualquer país, encontra para poder avançar em tecnologia de foguetes. Além dos custos financeiros do empreendimento, desenvolver a tecnologia requer o conhecimento de uma ampla gama de domínios: dinâmica de fluidos, de voo, ciência de materiais, metalurgia, informática e, por último (mas não menos importante), sobre o manuseio de produtos químicos perigosos.

Falar nisso...
A experiência Coca-Cola e Mentos