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11 fevereiro, 2025

No 42.º dia do ano

A resposta para a vida, o universo e tudo é 42. Não só no Mochileiro das Galáxias como também na Bíblia:

  • O primeiro livro do mundo impresso com o tipo móvel é a Bíblia de Gutenberg, que tem 42 linhas por página.
  • No livro do Apocalipse é profetizado que a Besta manterá o domínio sobre a terra por 42 meses.
  • O número de meninos despedaçados pelas ursas no segundo livro dos Reis é 42.
Então, Eliseu subiu dali a Betel; e, subindo ele pelo caminho, uns meninos saíram da cidade, e zombavam dele, e diziam-lhe: Sobe, calvo; sobe, calvo!
E, virando-se ele para trás, os viu, e os amaldiçoou no nome do Senhor; então duas ursas saíram do bosque, e despedaçaram quarenta e dois daqueles meninos.
2 Reis 2:24

As crianças eram, na verdade, rapazes maldosos - uma ameaça para Eliseu; o termo "sobe" era para menosprezá-lo com relação a Elias (este, sim, elevava-se ao céu em um redemoinho); em vez de calvo, Eliseu tinha uma tonsura que o identificava como profeta; e, neste ministério, ele podia amaldiçoar em nome do Senhor, que não podia faltar com seus oráculos.

Misericordiosos são os exegetas da internet que normalizam a vida, o universo e tudo, inclusive em se tratando dessa tragédia horrorosa no caminho de Betel!

https://blogdopg.blogspot.com/2017/02/a-vida-o-universo-e-tudo.html

https://blogdopg.blogspot.com/2019/02/42-resposta-para-vida-o-universo-e-tudo.html

https://blogdopg.blogspot.com/2020/02/o-calculo-do-42-de-douglas-adams.html

https://blogdopg.blogspot.com/2021/02/a-vida-e-o-que-voce-faz-dela.html

05 novembro, 2024

A Bíblia dos Construtores de Praças

Ao longo dos anos, ocorreram alguns erros notáveis e às vezes humorísticos em várias versões da Bíblia, em grande parte devido aos desafios de tradução e transliteração. Um exemplo notável é a edição de 1562 da Bíblia de Genebra. Nessa edição, um erro de tradução levou à frase "Bem-aventurados os pacificadores" (Blessed are the peacemakers) ser impressa como "Bem-aventurados os construtores de praças" (Blessed are the place-makers).
Esse erro engraçado não apenas alterou significativamente o significado do versículo, mas também deu a essa edição o apelido peculiar de "Bíblia dos Construtores de Praças". É um exemplo clássico de como um pequeno erro de tradução pode levar a uma interpretação consideravelmente diferente, destacando a natureza delicada deste trabalho.
(https://trendscatchers.co.uk/index.php/pt/2024/02/06/eruditos-afirmam-que-a-biblia-cometeu-um-monumental-erro-sobre-jesus/)
(https://www.churchpop.com/12-hilariously-bad-misprints-bible/)

11 setembro, 2021

Arboescultura


Na década de 1940, o arboescultor Axel Erlandson plantou seis sicômoros (*) em círculo e fez enxertias entre eles, de modo a crescerem formando uma unidade "tecida", digamos assim.
Agora é a peça central dos Jardins Gilroy da Califórnia.

(*) sicômoro ou figueira brava (Ficus sycomorus), uma espécie de figueira de raízes profundas e ramos fortes, que produz figos de qualidade inferior, cultivada há milênios no Oriente Médio e em partes da África


Lucas 19
… 3buscava ver quem era Jesus; todavia, sendo ele de pequena estatura, não o conseguia, devido à afluência do povo. 4Por esse motivo, correu adiante da multidão e subiu em uma figueira brava para observá-lo, pois Jesus ia passar por ali. 5Quando Jesus chegou àquele local, olhou para cima e o chamou: “Zaqueu! Desce depressa, pois preciso ficar hoje em tua casa”. …

25 abril, 2021

A Nova Terra

A sério: se nos prometessem uma "Nova Terra", como uma substituta da Terra, ficaríamos menos inclinados a cuidar da atual?
Esta foi uma das perguntas feitas em um artigo de 2010 para o The Expository Times. O autor, Professor Edward Adams, do King's College, em Londres, Reino Unido, aponta que:
"De acordo com a promessa, 'aguardamos novos céus e uma nova terra' (2 Ped 3.13). Esta promessa deu esperança, conforto e inspiração aos cristãos ao longo da história. Mas parece oferecer pouco incentivo para uma ação ambiental positiva. Se os cristãos estão esperando uma' Nova Terra', por que se envolveriam em atividades destinadas a preservar a antiga?
Após uma análise detalhada dos textos bíblicos relevantes, o professor argumenta que:
"[...] a esperança de uma nova criação cósmica nessas passagens não é totalmente desprovida de apelo ambiental. 'Esperar' pelos novos céus e nova terra não significa abdicar da responsabilidade moral e não é incompatível (sic) com a ação pró-ambiental."
Improbable Research

06 novembro, 2020

O vinho de Noé

"Antes de Noé, os homens que tinham apenas água para beber não conseguiam encontrar a verdade. Consequentemente... eles se tornaram abominavelmente iníquos, e foram justamente exterminados pela água que tanto adoravam beber. Esse homem bom, Noé, tendo visto que todos os seus contemporâneos haviam morrido com essa bebida desagradável, detestou-a; e Deus, para aliviar sua secura, criou a videira e ensinou-lhe a arte de fazer o vinho."
~ Benjamin Franklin

O vinho de Noé é uma alusão coloquial que significa bebidas alcoólicas . O advento desse tipo de bebida e a descoberta da fermentação são tradicionalmente atribuídos, por explicações de fontes bíblicas, a Noé. A frase tem sido usada na literatura ficcional e não ficcional.

Na Bíblia, os poucos capítulos que aparecem entre a criação de Adão e o nascimento de Noé não contêm menção a bebidas alcoólicas. Após o relato do grande dilúvio, diz-se que o Noé bíblico cultivou uma vinha , produziu vinho e ficou embriagado. Assim, a descoberta da fermentação é tradicionalmente atribuída a Noé porque esta é a primeira vez que o álcool aparece na Bíblia. O vinho de Noé foi descrito como um "alívio agradável para o homem do trabalho árduo da colheita".

Uma obra de 1889 que critica a embriaguez registra:
"Noé sobreviveu a um dilúvio, apenas para ser a fonte de outro: um dilúvio que, por seus resultados desastrosos e consequências, superou o grande dilúvio, pois o líquido cintilante e carmesim da prensa de vinho de Noé tem sido a causa da miséria de milhões de humanos desamparados ..."
~ Unkard, D. R. (1899). An Aged Sin Or The Modern Curse: Drunkenness a Product of the Ark, a Poor Heritage for the People. R. Stanley and Co., Pittsburgh, PA. p. 5. Um Pecado Envelhecido, apud Wiki. ISBN 978-1173760885.

30 abril, 2020

A Bíblia Escrava

Em 1807, três anos após a Revolução Haitiana, alguém decidiu editar a Bíblia que seria fornecida aos escravos do Caribe, de modo a suprimir qualquer incentivo à ideia de rebelião. O resultado foi a "Select Parts of the Holy Bible for the Use of the Negro Slaves in the British West-India Islands" (Partes selecionadas da Bíblia Sagrada para Uso dos Escravos Negros nas Ilhas Britânicas das Índias Ocidentais), uma versão fortemente dirigida que incluía a escravidão de José no Egito, mas omitia Moisés conduzindo os judeus à liberdade.
Os editores "realmente destacaram as partes que incutiam a obediência", declarou Anthony Schmidt, curador do Museu da Bíblia, ao History.com. Ao conservar, por exemplo, Efésios 6: 5: "Vós, servos, obedecei a vossos senhores segundo a carne, com temor e tremor, na sinceridade de vosso coração, como a Cristo".
Aqui está uma cópia.
(https://www.futilitycloset.com/2019/10/30/the-slave-bible/)

02 abril, 2020

Dragões, gigantes e a virtude plástica

O que as pessoas pensaram pela primeira vez quando encontraram ossos de dinossauros?
Karl Smallwood, Today I Found It
04/09/2019
De cerca de 250 a 66 milhões de anos atrás, muitas espécies de dinossauros vagavam pela Terra. Hoje, os únicos dinossauros que restam são os pássaros, que são dinossauros bípedes - e, o que é engraçado, do mesmo subgrupo a que o Tyrannosaurus pertenceu.
Além de sua descendência aviária, tudo o que principalmente resta dessas criaturas outrora dominantes são ossos fossilizados, pegadas e fezes. Enquanto muitos dinossauros eram, na verdade, muito pequenos, alguns eram comparativamente grandes, levando-nos à questão inicial - o que as pessoas pensaram quando puxaram aqueles enormes ossos da terra?
Para começar, geralmente se pensava que os ossos dos dinossauros são do mesmo tempo em que a humanidade existe. E parece que, pelo menos, algumas das criaturas gigantes da lenda antiga provavelmente se originaram da descoberta desses ossos e das tentativas subsequentes dos povos antigos para explicar o que eram.
Por exemplo, o historiador chinês Chang Qu, do século IV a.C., relatou a descoberta de "ossos de dragão" maciços na região de Wuchen. Na época e, de fato, por muitos séculos depois (incluindo alguns ainda recentes), os chineses sentiram que esses ossos tinham potentes poderes de cura, resultando em muitos deles serem moídos e transformados em elixires especiais.
Movendo-se para os gregos antigos, acredita-se que eles também tenham tropeçado em ossos de dinossauros maciços e, da mesma forma, assumiram que eles vieram de criaturas gigantes há muito tempo mortas, em alguns casos parecendo pensar que vieram de criaturas gigantes humanas.
Indo para a história mais bem documentada, nos séculos XVI a XIX, quando a ideia de que a Terra tinha apenas seis mil anos de idade estava firmemente enraizada no mundo ocidental, esses fósseis vieram a criar um grande quebra-cabeça para os cientistas que os estudavam. Até mesmo para Meriwether Lewis, da famosa expedição de Lewis e Clark, que encontrou um osso de dinossauro em Billings Montana. Mas, no caso específico, ele decidiu que devia ter vindo de um peixe enorme, o que era uma maneira comum de serem explicados, uma vez que em geral não pareciam combinar com qualquer criatura que caminhava sobre a Terra.
As várias idéias lançadas durante esses séculos foram descritas por Robert Plot, em sua "História Natural de Oxfordshire", em 1677. Inclusive a hipótese da "virtude plástica", em que os fósseis eram uma forma de cristais de sal que, por algum processo desconhecido, se formou e cresceu no solo assemelhando-se a ossos.
Assim, como se pensa haver acontecido com certos povos antigos, ele decidiu que alguns desses ossos devem ter vindo de humanos gigantes do passado. Durante a época de Plot, a menção bíblica de tais gigantes era frequentemente apresentada como evidência, como em Números 13, onde se afirma:
32 E infamaram a terra que tinham espiado, dizendo aos filhos de Israel: A terra, pela qual passamos a espiá-la, é a terra que consome os seus moradores; e todo o povo que vimos nela são homens de grande estatura.
33 Também vimos ali gigantes, filhos de Anaque, descendentes dos gigantes; e éramos aos nossos olhos como gafanhotos, e assim também éramos aos seus olhos.
Embora o osso que Plot descreveu tenha sido desde então perdido para a história, ele deixou desenhos detalhados, pelos quais se acredita que tenham vindo da parte inferior do fêmur de um Megalossauro (literalmente, Grande Lagarto).
Mas antes de ser chamado de Megalossauro, ele teve um nome um pouco mais engraçado. Em 1763, quando um médico chamado Richard Brookes, estudando os desenhos de Plot, apelidou-o de "Scrotum humanum" porque achou ele que parecia um conjunto de testículos petrificados.

A prosseguir ...

04 setembro, 2018

O jumento em comento

Animal, também chamado de asno, burro(*), burrico, jegue (do inglês jackass?), jerico, onagro etc. Seu nome científico é Equus africanus asinus.
(*) No Brasil, o termo "burro" pode designar não a espécie Equus africanus asinus, mas o cruzamento entre esta espécie e a Equus ferus caballus (cavalo) quando resulta num animal macho; porém, quando desse cruzamento, resulta num espécime fêmeo é designado como "mula". Wiki

Asinus asinum fricat. Provérbio latino
Um burro coça outro burro. Diz-se de pessoas sem merecimento que se elogiam mutuamente e com exagero.

O asno de ouro (Asinus aureus)
Título dado por Santo Agostinho a "Metamorfoses", de Lúcio Apuleio (século II d.C.), o único romance da literatura latina integralmente preservado. O livro compõe-se de narrativas das aventuras burlescas e fantásticas de um homem que se vê transformado em asno.

Não submeterás um boi e um jumento ao mesmo jugo para arar a terra.
Deuteronômio 22:10
O jugo é uma peça de madeira que une dois animais (geralmente uma parelha de bois) para puxar um arado ou um carroção de madeira. O jugo é usado, desde os tempos bíblicos até hoje, para fazer com que dois animais trabalhem juntos, dividindo o peso a ser carregado e/ou a resistência do arado ao sulcar o solo. Devidamente aparelhados com o jugo, dois bois produzem o dobro da força para a execução de um trabalho, e tarefas antes impossíveis se tornam possíveis para os dois animais.
O espírito da lei bíblica é proteger os animais. Dois animais de tamanho, força, estrutura física e temperamento diferentes, presos ao mesmo jugo, passariam por problemas. O animal mais forte (boi) certamente trabalharia mais do que o animal mais fraco (jumento), o que causaria fadiga e sofrimento no primeiro. Enquanto o jugo, machucando o pescoço do animal de menor tamanho (o jumento), logo o deixaria esfolado. Assim, na labuta feita pela dupla, tanto sofreria o boi quanto o jumento.


O passo do asno corresponde ao tanto de cevada que lhe dás. Provérbio judaico

Asno de Buridan
Asno imaginário que, segundo a filosofia de Buridan (século 14), tendo ao mesmo tempo fome e sede, hesita entre um molho de feno e um balde de água e, incapaz de se decidir, deixa-se morrer.

A cruz nas costas
Trecho de uma entrevista dada pelo Padre Antonio Vieira, o Padre do Jumento, no dia 13 de março de 1987, ao radialista Amorim Filho. AQUI

"Eu vim no lombo dum jumento com pouco conhecimento / Enfrentando chuva e vento e dando uns peido fedorento."
Jumento Celestino, banda Mamonas Assassinas

"Político quando está por cima é como jumento que carrega cana. Até a bunda é doce, né?"
Citado por Luiz Vieira, no programa "Sr. Brasil" de Rolando Boldrin (17/08/14)

"Discutir com um eleitor de Boçalnaro é como dar banho num jumento: perde-se a água e o tempo." Anônimo

05 setembro, 2016

Castidade, mas não ainda

A procrastinação é corriqueira e interessante, mas também intrigante. Embora seja geralmente considerada como prejudicial e irracional, estudos recentes sugerem que a maioria de nós ocasionalmente procrastinamos, e muitos de nós procrastinamos persistentemente.
Nem mesmo os santos são imunes. Santo Agostinho registra, em sua obra "Confissões" como, depois de anos de hedonismo sexual, ele prometia voltar ao cristianismo e rezava para a castidade e a continência.
É desse período de esbórnia uma famosa oração de Agostinho, "Senhor, concedei-me castidade e continência, mas não ainda".
Ele abominava a vida que levava e, sinceramente, desejava mudar seu curso, mas adiou a mudança em sua vida até o verão de 386.
Como ele próprio relatou, a sua conversão foi incitada por uma voz infantil que ele ouviu, pedindo-lhe para "tomar e ler" (em latim: tolle, lege). O que ele entendeu ser um comando divino para abrir a Bíblia, abri-la e ler a primeira coisa que encontrasse.

Ilustração: Conversão de Agostinho.1756. Por Charles-Antoine Coypel, atualmente no Palácio de Versalhes, na França. WIKIPEDIA

15 agosto, 2015

A santidade do casamento

Lendo as Escrituras, G.W. Fortnight compreendeu que ela incluía as seguintes formas:

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A fórmula química do casamento

11 julho, 2015

Habilitando-se...

Um adolescente que havia passado no exame de habilitação para dirigir perguntou a seu pai quando começaria a usar o carro.
Seu pai lhe propôs que fizessem um acordo:
"Você melhora suas notas no colégio, estuda a Bíblia um pouco e corta esse seu cabelo. Então, falamos sobre o carro."
O menino pensou por um momento e decidiu concordar com a proposta.
Depois de um mês, seu pai lhe disse:
"Filho, você melhorou suas notas, eu tenho observado que vem estudando a Bíblia, mas estou decepcionado com você porque ainda não cortou o cabelo."
O menino respondeu:
"Sabe, pai, eu estive pensando sobre o assunto. Em meus estudos bíblicos, eu observei que Sansão, Moisés e João Batista tinham cabelos longos. Além disso, há uma forte evidência de que Jesus teria o cabelo comprido."
E o pai:
"Mas você não notou que eles iam a todos aqueles lugares... a pé ?"

New teen driver, Bits and Pieces

08 maio, 2015

A natureza inexata de Behemoth

Beh, Lev e Ziz em iluminura de uma Bíblia
de Ulm, 1238 – Wikipedia
Behemoth é o monstro da terra por excelência, em oposição a Leviatã, o monstro do mar, e a Ziz, o monstro do ar. Diz uma lenda judaica que Behemote e Leviatã se enfrentarão no final dos tempos, matando-se um ao outro. Então, sua carne será servida em banquete aos humanos que sobreviverem.
As pessoas envolvidas no estudo de textos bíblicos discordam sobre a natureza exata do Behemoth, como descrito na Bíblia, em Jó 40: 15-24. Poderia ter sido um touro, um elefante, um hipopótamo...
Dr. Dave Miller, escrevendo na revista "Reason and Revelation", de dezembro de 2011, nº. 12, oferece uma interpretação alternativa: Behemoth foi um dinossauro herbívoro. Um Apatosaurus, um Argentinosaurus ou mesmo um Diplodocus (o que justificaria "a cauda tão forte como um cedro").

Contrarreferência
A arca dos dinos

06 janeiro, 2015

O poder de Deus


Há cerca de seis mil anos o poder de Deus era incomensurável. Criou todo o Universo em apenas seis dias para, daí em diante, dar-se ao desfrute do que Cícero chamaria de otium cum dignitate.
Algumas gerações bíblicas após, teve que deixar a dolce vita para reassumir o comando da Terra. Insatisfeito com os rumos que a humanidade vinha tomando, submergiu-a com as demais espécies no terrível Dilúvio Universal. Ficaram fora da punição Noé, a família deste e um casal de cada espécie. Naquilo que, aliás, foi uma demonstração de força e tanto, já que não havia (nem degelando os polos) água suficiente para cobrir as mais altas montanhas do planeta.
Depois disso, os descontentamentos divinos ficaram reduzidos ao envio de pragas. Como fez aos egípcios que relutavam em dar a baixa nas carteiras de trabalho do povo judeu.
No início da Era Cristã, os milagres ficaram ao cargo do Filho que veio à Terra. Sendo o mais espetacular deles o episódio em que o Filho andou sobre as águas para impressionar o apóstolo Pedro. Outro momento inesquecível foi o dom de línguas em que o Espírito Santo fez uma ponta.
No século 17, Deus iluminou a mente dos cientistas. Mas foram estes que, de fato, deram os primeiros passos para a cura da sífilis.
De uns tempos para cá, Ele anda meio disperso. Com tanta gente ávida por milagres e com os pastores que apascentam seus rebanhos com o discurso da teologia da prosperidade, também pudera!
Agora, para que ninguém diga que se esconde do mundo, de tempos em tempos, Deus faz aparecer sua imagem em torradas, parede e até em fiofó de cachorro. Mas como sarça ardente já era.

30 outubro, 2014

Geraldo na Bíblia das Celebridades

segundo David Butter
"O anjo do Senhor encontrou Geraldo, o Médico, às portas do palácio, e disse: ‘Filho do homem, a tu, que vestes o manto de penas para reinar sobre os itaqueritas, participo-te em nome do Senhor: Cairá sobre os teus domínios uma praga nunca percebida desde o tempo dos faraós do Egito, e será essa praga a da seca’. Então respondeu o Médico: ‘Sou um rei penitente. Oro sobre a pedra. Amasso o barro. Mortifico a carne. E a justiça ao justo?’. O anjo retrucou: ‘Filho do homem, por agora, a paga dos teus será a água morta. Com essa água amarga derramarão os vasos e banhar-se-ão os teus’. Sete semanas se passaram, e a seca veio. Geraldo assim falou ao povo: ‘Os céus testam nosso reino e nossa casa milenar. Os açudes, eles mesmos, têm sede. Ipanemitas e tijuqueus viraram-nos as costas. As aldeias e as cidades sofrem, mas a culpa é de ninguém. Pela fé, extraí do fundo um maná em goles, uma água limpa, viva, digna dos príncipes da Pérsia, Assíria e Babilônia. Goza dela como a uma dádiva’."
BdC

Geraldo, o Úmido, como ele livrou o seu povo da praga da seca, segundo o Livro dos (Volumes) Mortos


15/11/2014 - Atualizando...
O problema da seca no sudeste preocupa. O Estado de São Paulo não realiza obras para melhorar a captação de água há 20 anos. Há 10 anos o primeiro sinal de alerta foi dado, mas os governos tucanos nada fizeram além de privatizar a Sabesp e permitir a distribuição dos lucros auferidos pela companhia. No ano passado os reservatórios paulistas quase secaram. Neste ano, eles estão ficando secos meses antes do início do período das chuvas.
Apavorado pelo problema que criou, Alckmin pediu aproximadamente 3,5 bilhões de reais ao governo federal para sanar a crise hídrica em São Paulo. O governo Dilma Rousseff reclama que o governador paulista não detalhou como e onde pretende usar o dinheiro público dos brasileiros.
Por mais que a grande imprensa blinde o habitante do Palácio dos Bandeirantes, é público e notório que os lucros da Sabesp foram fartamente distribuídos aos acionistas da empresa nos últimos anos. Quanto deste dinheiro voltou para os cofres tucanos em forma de doações eleitorais?
de Fábio de Oliveira Ribeiro. In: Jornal GGN

15 julho, 2014

Viver nos tempos bíblicos

Deve ter sido muito difícil.
Você está super ocupado, e sua mulher diz:
"Homem, acabaram de abrir o Mar Vermelho, e você está aí perdendo o seu tempo com essas ovelhas..."
Tradução: PGCS
Comentário
Se pisou num peixe-pedra, é a senhora que está frita!

30 junho, 2014

Um Ano de Vida Bíblica

por Marcos Nogueira
O jornalista americano A.J. Jacobs (foto) fez uma lista de 72 páginas com mais de 700 regras, do Gênesis ao Apocalipse, que arbitram a conduta do homem comum. Decidiu que passaria um ano vivendo de acordo com os preceitos bíblicos, interpretando sozinho as escrituras. E encarnou o “fundamentalista máximo”, como ele define na introdução do livro que resultou desse projeto, "The Year of Living Biblically" (“Um Ano de Vida Bíblica”, Editora Caleidoscópio).
Jacobs, um judeu que se define como agnóstico no início do livro, dividiu sua missão da seguinte forma: apenas os 3 últimos meses seriam dedicados ao Novo Testamento, exclusivo dos cristãos; os 9 primeiros abordariam o Velho Testamento, que cobre um período histórico muito mais extenso e também é adotado pelo judaísmo. Muitos dos ditames dos livros mais antigos já são observados pelos judeus de correntes ortodoxas.
No decorrer do tal ano bíblico, Jacobs foi se metamorfoseando numa espécie de Moisés a perambular pelas ruas de Nova York. Parou de aparar a barba (Levítico, 19:27), usou azeite como condicionador capilar e passou a vestir uma túnica branca (Eclesiastes, 9:8). Ainda no quesito ves­tuário, livrou-se das peças cujo tecido misturava lã e linho, pois a lei sagrada proíbe tal combinação (Levítico, 19:19). Jacobs esperava ser o único americano do século 21 a cumprir tal norma, mas encontrou um inspetor religioso especializado em examinar as roupas alheias ao microscópio, para detectar as fibras proibidas. [...]
Manter escravos também não pega muito bem no Ocidente do século 21, mas era prática corrente em todo o mundo na Antiguidade. O Velho Testamento, inclusive, traz instruções para espancar o servo sem causar sua morte imediata (Êxodo, 21:21) e recomenda não arrancar seu olho (Êxodo, 21:26), sob pena de ter de libertá-lo. Jacobs já havia desistido do personal escravo quando recebeu o seguinte e-mail: um universitário se oferecia como estagiário particular. “Qual é a coisa mais próxima da escravidão nos EUA?”, pergunta o autor. “Estágio não remunerado”, responde ele mesmo. “Caiu do céu.” O rapaz aceitou a condição do escritor – que exigiu chamá-lo de “escravo” –, mas o pior castigo que recebeu foi tirar algumas cópias xerox.[...]
Aparentemente, o cara conseguiu encontrar o sentido que buscava. E uma explicação, embora nem sempre convincente, para cada uma das regras bíblicas. A enorme barba, por exemplo, serve para indicar que se trata de um homem de paz. Um guerreiro nunca a usaria, pois o inimigo se agarraria aos seus pelos – assim lhe disse um líder religioso em Jerusalém.
Jacobs encontra sentido até no mais estapafúrdio dos mandamentos, que ordena decepar as mãos da mulher que agarrar “as vergonhas” do oponente de seu marido em uma briga (Deuteronômio, 25:11-12). Aqui, a mensagem oculta é: a mulher causou vergonha tanto ao próprio marido (que venceu a luta injustamente) quanto ao inimigo dele. A interpretação rabínica das escrituras diz que a mulher que envergonha o marido deve pagar uma multa – a mutilação é metafórica.
Se os judeus aceitam como metáfora uma ordem divina e os cristãos ignoram muito do Velho Testamento – a vinda de Cristo teria anulado a necessidade de circuncisão, entre outras coisas –, quem segue a Bíblia ao pé da letra, de cabo a rabo? “Ninguém”, conclui Jacobs, “nem os fundamentalistas”. Quem se propõe a fazer uma leitura literal da Bíblia acaba sempre escolhendo o que vai obedecer.
Ler o artigo completo em Superinteressante.

06 junho, 2014

Tiririca na Bíblia das Celebridades

segundo David Butter

"Contam os sábios de um certo Tiririquias, que pregava na Terra da Fortaleza e, um dia, resolveu descer. Aos discípulos, Tiririquias ora falava como criança, ora como um antílope descarnado, sempre entre zombarias. Ensinava fórmulas simples para enxergar a glória dos Céus, se repetidas à exaustão. Uma dessas fórmulas de palavras falava do amor por uma mulher, e outra, dos cabelos de uma donzela. Sua fama cresceu a ponto de os itaqueritas fazerem dele príncipe. Assim sucedeu: uma noite, Tiririquias foi à praça, e perguntou: ‘Sabeis vós o que faz um príncipe?’. Ninguém respondeu. ‘Erguei-me e sabereis’. Então Tiririquias foi carregado nos ombros até a cidade de Roriz, flor dura do planalto. Lá perguntaram se conseguiria ler a letra da Lei. Ao que Tiririquias respondeu: ‘Trago a Lei marcada em meu coração’."

26 março, 2014

16 fevereiro, 2014

O modo anônimo

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SMBC by Zachweiner

"Os ímpios fogem sem que ninguém os persiga." – Provérbios 28:1

04 fevereiro, 2014

A Foquinha de Deus

Uma vez, eu ouvi um missionário descrever a grande dificuldade que ele teve em traduzir a Bíblia para os esquimós.
Era inútil falar de milho ou de vinho a um povo que não sabia mesmo o que essas palavras queriam dizer. Então, ele teve que usar termos e situações equivalentes que fossem compreensíveis para os esquimós.
Assim, na versão esquimó das Escrituras, o milagre de Caná, na Galileia, foi descrito como a transformação da água em gordura e o versículo 8 do capítulo 5 da Primeira Epístola de São Pedro foi modificado para "... vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, rugindo como um urso polar, buscando a quem possa tragar".
Da mesma forma, '"a terra que mana leite e mel" tornou-se "a terra que mana gordura de baleia", e, em todo o Novo Testamento, a palavra "Cordeiro de Deus" foi traduzida para "Foquinha de Deus", por ser o equivalente mais próximo possível.
O missionário acrescentou que seus convertidos não entenderam mesmo porque Jonas não utilizou as oportunidades excepcionais que teve para matar e comer a baleia.

Lord Frederic Hamiliton, The Days Before Yesterday, 1920