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09 maio, 2019

O cigarro de palha


"Meu cigarro de palha 
Meu cavalo ligeiro
Minha rede de malha
Meu cachorro trigueiro."
(Luiz Gonzaga)

Todos os produtos do tabaco quando inalados são prejudiciais à saúde. Esta regra também se aplica ao cigarro de palha, o cigarro enrolado manualmente.
Um cigarro de palha equivale a 2-3 cigarros de papel. Como ele não tem filtro, maior quantidade de sua fumaça é tragada ao ser consumido.
A maioria das marcas do cigarro artesanalmente fabricado não segue padrões de qualidade nem de controle sanitário durante sua produção. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial apontou que existem no Brasil pelo menos 18 fabricantes irregulares (12 só em Minas Gerais). Estes cigarros são geralmente feitos em locais improvisados, com equipamentos precários e sem registro na Anvisa.
Na lista da Anvisa, apenas 13 empresas no país possuem a devida autorização.

[https://globoplay.globo.com/v/7140767/programa/]
Imagem: http://guilkato.blogspot.com/2009/04/cigarro-de-palha.html

06 novembro, 2012

Proibido o chumbinho

O aldicarbe, um agrotóxico utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, no mês de outubro. Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que o produto é responsável por quase 60% dos oito mil casos de intoxicação relacionados a agrotóxicos do tipo chumbinho, no Brasil, todos os anos.
“Os motivos do banimento do aldicarbe do mercado nacional estão relacionados à alta incidência de intoxicações humanas e de envenenamento de animais, devido ao desvio de uso do referido agrotóxico”, explica o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Além disso, o aldicarbe possui a mais elevada toxicidade aguda entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos, até então autorizados para uso no Brasil.
O único produto a base de aldicarbe que possuía autorização de uso, no país, era o Temik 150, da empresa Bayer S/A. Trata-se de um agrotóxico granulado, classificado como extremamente tóxico, que tinha aprovação para uso exclusivamente agrícola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplicação nas culturas de batata, café, citros e cana-de-açúcar.
Chumbinho


O uso do aldicarbe como raticida doméstico, sob a forma do popular chumbinho, não é autorizado pelas autoridades brasileiras. “O chumbinho é um produto ilegal e perigoso para a saúde da população, sendo o uso e comércio deste agrotóxico como raticida doméstico enquadrado como uma atividade ilícita e criminosa”, afirma Álvares.
Por se tratar de um produto clandestino, o chumbinho não possui rótulo com orientações quanto ao manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição do ingrediente ativo e antídotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento. “Sem essas informações os profissionais de saúde tem mais dificuldade de agir para salvar a vida das pessoas intoxicadas pelo chumbinho”, diz o diretor da Anvisa.
Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho ocorrem em menos de uma hora após a ingestão e os principais sinais clínicos são: náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores, taquicardia, entre outros.
Em caso de intoxicação deve-se ligar, de forma gratuita, para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. O serviço é disponível para todo país e conta com profissionais especializados na orientação do tratamento de casos de intoxicação.
Ineficaz como raticida
Além de possuir elevada toxicidade aguda, o chumbinho é ineficaz no combate doméstico de roedores. Normalmente, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e não consomem aquele alimento envenenado.
Já os raticidas legalizados, próprios para esse fim e com registro junto a Anvisa, agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento nos ratos. Dessa forma, a morte do animal não fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da colônia ingiram esse tipo de veneno.
Cancelamento
Com o cancelamento do registro, estão proibidos no Brasil a produção, a comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe.
Clique aqui para saber mais sobre o chumbinho.

Fonte: Anvisa

03 maio, 2011

O tabaco disfarçado

Segundo dados da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), entre 2007 e 2010, o número de marcas de cigarros com sabor cresceu de 21 para 40 e já representa 22% dos tipos à venda. Essas marcas são populares entre os jovens. Uma pesquisa do Inca (Instituto Nacional de Câncer) aponta que 45% dos fumantes de 13 a 15 anos consomem os produtos com sabor.
Para Alberto José de Araújo, presidente da Comissão de Tabagismo da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, o sabor doce leva ao maior consumo do produto.
O médico afirma que os aditivos não amenizam o efeito nocivo do cigarro e que não é possível ainda medir as consequências do consumo dos aditivos.
"Não sabemos a fórmula desses produtos adicionados ao tabaco. Por ser uma informação tratada com confidencialidade, tampouco sabemos quais vão ser as interações entre essas substâncias e aquelas tradicionais que o fumante já inala."
Itapiúna - CE

30 janeiro, 2011

E a leve impressão de que já vem tarde

...
As novas bulas que irão para as caixas dos medicamentos adquiridos pelos consumidores conterão letras maiores: Times New Roman, tamanho mínimo 10. Já as bulas dos profissionais de saúde, que estarão disponíveis no Bulário Eletrônico da Anvisa, terão tamanho 8.

Essa resolução da Anvisa é somente aplicável à indústria farmacêutica no Brasil. Os blogs, por enquanto, não são obrigados a cumpri-la em sua postagens. PG

Comentário de Carla Simone Rodrigues
Depois que virei os quarenta senti certa dificuldade de me entreter com bulas, passatempo que eu amava.
Agora poderei ler todos os sintomas colaterais e ficar esperando um por um.
Rsrsrsrsrs...

28 novembro, 2010

Antibióticos: só com receita sob retenção na farmácia

A partir de hoje (28/11), os antibióticos vendidos nas farmácias e drogarias do país só poderão ser entregues ao consumidor mediante receita de controle especial em duas vias. A primeira via ficará retida no estabelecimento farmacêutico e a segunda deverá ser devolvida ao paciente com carimbo para comprovar o atendimento.
A nova norma da Anvisa definiu, também, o prazo de validade para essas receitas, que passa a ser de 10 dias, devido às especificidades dos mecanismos de ação dos antimicrobianos. E os prescritores devem estar atentos, para a necessidade de entregar, de forma legível e sem rasuras, as duas vias do receituário especial a seus pacientes.
Isto vale para mais de 90 substâncias antimicrobianas, que abrangem todos os antibióticos com registro no país, com exceção dos que têm uso exclusivo em ambiente hospitalar. O objetivo da Anvisa, ao ampliar o controle sobre esses produtos, é contribuir para a redução da resistência bacteriana na comunidade.

A íntegra da resolução da Anvisa.

19 junho, 2009

Consumo de ovos e salmonelose

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária, a Anvisa, aprovou, nesta terça-feira (16), uma norma que determina, nos rótulos de todos os ovos comercializados no país, a obrigatoriedade das seguintes advertências:
"O consumo deste alimento cru ou mal cozido pode causar danos à saúde" e "Manter os ovos preferencialmente refrigerados".
A Anvisa pretende, com isso, alertar a população para os riscos do consumo deste alimento quando cru e orientá-la quanto aos procedimentos que ajudam a evitar a transmissão da Salmonella pelo ovo. Essa bactéria, que é muito comum na casca e no interior do ovo, pode causar infecções alimentares. Além disso, ela é encontrada em outros alimentos de origem animal como o leite e as carnes.
Nessa decisão, fundamentou-se a Anvisa em estudos do Ministério da Saúde que, nos surtos de doenças transmitidas por alimentos no Brasil, se considerado como agente causador a Salmonella, apontaram o ovo como o principal alimento envolvido.
A salmonelose, que é a infecção alimentar causada pela bactéria Salmonella, tem como seus principais sintomas: dores abdominais, diarréia, calafrios, náuseas e vômitos.
Com essas novas exigências nas rotulagens dos ovos comercializados (com o prazo de 180 dias para serem implantadas) não é objetivo da Anvisa reduzir o consumo do produto, já que se trata de um alimento muito importante do ponto de vista nutricional. É apenas o de esclarecer a população que, ao consumir esse produto, alguns cuidados precisam ser tomados para evitar o adoecimento pela salmonelose.

Para evitar a salmonelose
1. Lavar bem os utensílios e as mãos depois de manipular carne de aves e ovos crus.
2. Cozinhar bem os alimentos.
3. Evitar consumo de produtos preparados com ovos crus (exemplos: maionese caseira, gemada).
4. Não utilizar os mesmos utensílios para preparar alimentos crus e cozidos.
5. Guardar na geladeira os alimentos preparados no fogão, mesmo que ainda estejam quentes.
6. Proteger os alimentos do contato com animais como aves, insetos e roedores, que podem transmitir a bactéria.
"2 FILHOS DE FRANCISCO"

"Aqui diz para não consumir ovos crus."

03 dezembro, 2008

"Bombinhas" sem CFC

A partir de 2011, as "bombinhas" para doenças pulmonares que usam os CFC como gás propelente terão o uso proibido em todo o território nacional. É o que estabelece a Resolução Nº. 88, de 25 de novembro de 2008, aprovada pela Direção Colegiada da Anvisa.
CFC é a sigla que identifica os clorofluorcarbonos, um grupo de gases ainda utilizados (mas que estão sendo gradativamente abolidos em escala mundial) para "dar impulso" a medicamentos encontrados nessas "bombinhas". E estas, por sua vez, constituem um recurso prático e quase indispensável para a administração desses medicamentos, por via inalatória, em casos de asma e de outras pneumopatias.
No Brasil, 12 medicamentos que usam CFC como gás propelente encontram-se registrados na Anvisa. Seus fabricantes, porém, vão dispor de um prazo (até 01/01/2011) para se adequarem à proibição, substituindo-o por outro gás (o hidrofluoralcano - HFA, por exemplo).
O motivo da proibição dos CFC nas "bombinhas" é que a emissão destas substâncias contribui para destruir a camada de ozônio da atmosfera, de modo a resultar em efeitos adversos à saúde humana (câncer de pele, danos à visão, supressão do sistema imunológico) e ao meio ambiente.

27 outubro, 2007

Leite adulterado

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu ontem, 26, a comercialização em todo o país de alguns lotes do leite “longa vida” das empresas Parmalat, Calu e Centenário. A proibição é baseada em laudos laboratoriais que constataram “não conformidades” em lotes do leite comercializado pelas três empresas.