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03 janeiro, 2026

"Melhor atuação com cigarro"

Até os 72 anos, Tânia Maria nunca tinha assistido a um filme no cinema. Moradora de Santo Antônio da Cobra, um povoado com menos de mil habitantes no Rio Grande do Norte, ela passava os dias trabalhando como artesã e costureira. Hoje, atriz de 78 anos, que é um dos destaques do filme "O Agente Secreto" interpretando Dona Sebastiana, ela é citada pela imprensa internacional como uma possível candidata ao Oscar. 
Fumante por mais de 60 anos, ela decidiu abandonar o cigarro justamente depois que o reconhecimento internacional passou a exigir deslocamentos e viagens longas. Tânia chegou a recusar um convite para ir ao Festival de Cannes, na França, por não suportar as horas de voo sem fumar. "Eu fumava três carteiras por dia. Quero dizer que não tirava o cigarro da boca, né", conta. 
O jornal "The New York Times" destacou sua atuação como uma das melhores de 2025, e revistas especializadas como "Variety" e "The Hollywood Reporter" passaram a incluí-la em listas de apostas para a categoria de "Melhor Atriz Coadjuvante". A decisão de parar de fumar veio então, com um objetivo: não perder mais oportunidades. Inclusive, o Oscar. Com passaporte pronto, a atriz aguarda agora o visto americano para viajar. 
A entrada de Tânia Maria no cinema aconteceu por acaso. Em 2018, a equipe de "Bacurau", filme de Kleber Mendonça Filho e Juliano Dornelles que estrearia no ano seguinte, estava na região do Seridó em busca de figurantes locais. A produtora de elenco Renata Roberta entrou na casa de Tânia. "Eu estava costurando e escutei umas conversas na sala de jantar. Quando chego e digo 'boa noite', ela diz 'é dela que estou precisando' e me perguntou se eu toparia ser figurante. Ganhando R$ 50 todo dia, eu achei bom demais", lembra. 
Depois do sucesso de Bacurau, vieram outros convites. Hoje, ela soma seis filmes no currículo — todos iniciados depois dos 70 anos. 
Em "O Agente Secreto", filme brasileiro recente dirigido por Kleber Mendonça Filho, a atuação de Tânia Maria ao fumar foi tão marcante que "The New York Times" a elegeu como a "melhor atuação com cigarro" de 2025. No papel de Dona Sebastiana, fumando de "uma forma magnética e poderosa", ela dirige uma pousada em que cuida de refugiados políticos durante a ditadura militar brasileira.
Descreveu "The New York Times" sua performance como "best cigarette acting" (melhor atuação com cigarro), comparando a forma como ela segura o cigarro ao uso de uma bengala por idosos, e elogiando como ela traz toda a vida que já viveu para a tela. 
Significado 
A crítica aponta que o ato de fumar de Dona Sebastiana seria uma metáfora para superar a opressão. Como se ela afirmasse: "Se eu consigo vencer esses cigarros, consigo vencer essa ditadura".

20 abril, 2020

O primeiro cigarro aceso com uma bomba atômica

Embora pareça incrível, alguém já acendeu um cigarro com a explosão de uma bomba atômica. Esse personalidade foi um físico teórico chamado Ted Taylor, que era precisamente dedicado a projetos desses artefatos destrutivos após a Segunda Guerra Mundial.
A história é contada no livro Under the Cloud: The Decades of Nuclear Testing, por Richard L. Miller. Aparentemente, em um dos muitos testes que os Estados Unidos realizaram em Nevada, em 1952, Taylor estava perto o suficiente para criar um dispositivo engenhoso com um espelho parabólico capaz de concentrar a luz de uma explosão atômica na ponta de um cigarro. Enquanto os cientistas e militares procuravam refúgio, ele instalou o dispositivo do lado de fora.
Quando a bomba atômica de 15 quilotons que eles estavam testando, na chamada Operação Tumbler-Snapper, explodiu em 1.º de junho de 1952, às 15h54, a 1.200 metros de distância do abrigo, a intensa luz emitida pela reação de fissão e concentrada pelo espelho acendeu o cigarro.
Taylor nem sequer fumou aquele "cigarro da vitória": uma vez aceso, ele cuidadosamente o recolheu e o levou para seu escritório, no laboratório de Los Alamos, onde o exibia em uma mesa como sendo "o primeiro cigarro aceso com um isqueiro atômico".
Ted ficou conhecido como o homem que acendeu um cigarro usando para isso uma bomba nuclear. Esse pequeno projeto pessoal lhe trouxe grande reputação, e ele ainda participou de outros grandes projetos. No entanto, enquanto trabalhava em outro grande projeto, não prestando muita atenção ao que estava acontecendo, ele fumou o lembrete de seu grande feito.

Nuclear Bomb Cigarette Lighter, awesci.com

09 maio, 2019

O cigarro de palha


"Meu cigarro de palha 
Meu cavalo ligeiro
Minha rede de malha
Meu cachorro trigueiro."
(Luiz Gonzaga)

Todos os produtos do tabaco quando inalados são prejudiciais à saúde. Esta regra também se aplica ao cigarro de palha, o cigarro enrolado manualmente.
Um cigarro de palha equivale a 2-3 cigarros de papel. Como ele não tem filtro, maior quantidade de sua fumaça é tragada ao ser consumido.
A maioria das marcas do cigarro artesanalmente fabricado não segue padrões de qualidade nem de controle sanitário durante sua produção. Um levantamento feito pelo Instituto Brasileiro de Ética Concorrencial apontou que existem no Brasil pelo menos 18 fabricantes irregulares (12 só em Minas Gerais). Estes cigarros são geralmente feitos em locais improvisados, com equipamentos precários e sem registro na Anvisa.
Na lista da Anvisa, apenas 13 empresas no país possuem a devida autorização.

[https://globoplay.globo.com/v/7140767/programa/]
Imagem: http://guilkato.blogspot.com/2009/04/cigarro-de-palha.html

28 janeiro, 2014

O Homem de Marlboro

Foi o personagem de uma das campanhas publicitárias mais bem sucedidas de todos os tempos.
Até os anos 50, o Marlboro era um cigarro para mulheres por causa do filtro. Em 1954, a Philip Morris contratou o publicitário Leo Burnett para executar o chamado reposicionamento da marca. No caso: a agência de Burnett organizaria uma campanha que fizesse da marca um produto também consumido pelos homens.
Com essa intenção o publicitário apelou para um personagem caubói. Antes de revelado o segredo de Brokeback Mountain, como observou Kiko Nogueira, nada era tão viril quanto um caubói. E a campanha, pelo impacto que teve sobre o imaginário masculino, elevou as vendas da marca a níveis inacreditáveis.
Nos anos 70, com a incorporação da música-tema "Mundo de Marlboro" aos filmes da capanha, o faturamento da marca de cigarro (que já era a mais vendida no mundo) cresceu ainda mais.
Parecia que apenas as evidências científicas dos danos à saúde causados pelo fumo estavam a atuar em sentido contrário.

A morte do Homem de Marlboro é o fim de uma era que nunca foi inocente. Kiko Nogueira, DCM
Epílogo
No último dia 10, morreu aos 72 anos Eric Lawson (foto), que encarnou o Homem de Marlboro nos anos 70. Ele foi apenas um entre muitos atores e modelos que, em tempos diferentes, desempenharam o papel.
Morreu Lawson de DPOC, uma doença pulmonar. Assim como também morreram, em decorrência de doenças pulmonares relacionadas ao hábito de fumar, outros colegas que o precederam: David Millar, Wayne McLaren, Davie McLean e Richard Hammer (*).

N. do E.
(*) Dos citados, o único que não fumava era Richard Hammer. Talvez se possa colocar o câncer pulmonar de Hammer  na conta de Tutancâmon.

03 fevereiro, 2010

Um cigarro explosivo

O indonésio Andi Susanto, 31, pilotava uma motocicleta quando o cigarro que fumava explodiu em sua boca, arrancando-lhe seis dentes.
Ele aceitou uma indenização de 5 milhões de rúpias indonésias (cerca de R$ 996), além do pagamento das despesas médicas e odontológicas, por parte da empresa PT Nojorono Tobacco, fabricante do Clas Mild, a marca do cigarro que fumava.
A polícia da Indonésia prossegue em suas investigações sobre a causa da explosão do cigarro. E o fabricante, através de seu porta-voz, declarou que aguarda a conclusão do laudo do laboratório forense para só então se pronunciar a respeito do acidente. E que, no momento, não tem planos para fazer qualquer recall.
Susanto, que fuma desde a adolescência, pensa agora em deixar o vício. O que deve contribuir para baixar a taxa de fumantes da Indonésia, que está entre as mais altas do mundo, mas sem que o mesmo efeito se observe com relação à taxa de desdentados do país.

01 julho, 2008

Fissura

É o nome que se dá a isto...

quando o fumante já não escolhe mais...

o local em que vai fumar.