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15 fevereiro, 2025

Topo Gigio

Em italiano, Topo quer dizer rato. Gigio é um apelido derivado de Luigi. Foi um personagem de um programa infantil exibido na televisão italiana na década de 1960.
Imensamente popular na Itália, seu país de origem, Topo Gigio se tornou uma sensação mundial depois de suas aparições recorrentes, começando nos Estados Unidos em 1963, no The Ed Sullivan Show, pela rede de televisão CBS.
No México, Topo Gigio teve um programa próprio no final da década de 1960, que foi apresentado pelo ator argentino Raúl Astor (na foto, com ele).
Em 1969, o personagem estreou no Brasil no programa Mister Show, na TV Globo. Topo Gigio contracenava com o humorista Agildo Ribeiro e a voz era dublada pelo italiano Peppino Mazzullo, que não sabia falar português e decorava as frases a serem ditas apenas de maneira fonética, sem saber a tradução.

07 novembro, 2020

🐭2020, Ano do Rato

Éramos
Rios, florestas e mares
Mares profundos, imensos
Florestas densas, fechadas
Rios caudalosos, velozes
Impetuosos, invencíveis
Engrossados por tempestades
De sonhos e imaginação

Hoje,
Esgotos, cinzas e poças
Poças sujas nas ruas esburacadas,
Cinzas de florestas em chamas,
Esgotos fétidos no asfalto quente,
Que evaporam na canícula
Da realidade cruel, assassina,
Consumindo a vida, voraz,
De sonhos à imaginação
Fernando Gurgel

29 outubro, 2015

O efeito cobra

1
O termo "efeito cobra" decorre de uma anedota do tempo em que a Índia era uma colônia da Grã-Bretanha. O governo britânico estava preocupado com a grande quantidade de cobras venenosas em Delhi . Então, passou a oferecer aos indianos uma recompensa por cada cobra que fosse morta. Inicialmente, foi uma estratégia de sucesso com um grande número de cobras sendo mortas para a obtenção da recompensa. No entanto, pessoas empreendedoras começaram a criar cobras para aumentar a renda. Quando o governo se deu conta disso, o programa de recompensa foi desfeito, e os criadores, descontentes com a suspensão da recompensa, libertaram as cobras. Como resultado, o número de cobras aumentou ainda mais. Uma solução aparente para o problema tornou a situação ainda pior.
2
Um incidente semelhante ocorreu em Hanói, Vietnã , sob o domínio colonial francês. O regime colonial criou um programa de recompensas para cada rato morto pela população. Para obter a recompensa, as pessoas tinham de apresentar a cauda do rato cortada. Autoridades coloniais, no entanto, começaram a notar ratos em Hanói sem caudas. Os coletores de ratos vietnamitas capturavam os ratos, cortavam suas caudas, e depois os libertavam de volta para os esgotos, a fim de que pudessem procriar, aumentando assim as receitas dos apanhadores de ratos. O historiador Michael Vann argumenta que a história da cobra na Índia britânica não pôde ser provada, mas que os ratos no caso do Vietnã pode ser provada, de modo que o termo deveria ser alterado para "efeito rato".

N. do E.
A melhor solução teria sido levar as cobras da Índia para o Vietnã, onde elas comeriam os ratos. O Vietnã ficaria sem ratos, mas com muitas cobras. E a Índia, com muitos ratos, pois estaria sem cobras. Na fase seguinte, as cobras seriam levadas de volta para a Índia etc.

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O efeito cão

27 março, 2014

Seguindo os passos de Penfield

Você provavelmente já viu mapas sensoriais (homúnculos) que mostram o quanto o cérebro se dedica aos sentidos nas diferentes partes do corpo humano. Foram desenhados de foram pioneira pelo neurocirurgião Wilder Penfield, a partir dos resultados de experimentos que ele realizou nos cérebros de seus pacientes.
A imagem ao lado (►) mostra uma espécie de mapa sensorial de um rato em que as partes do corpo são redimensionadas de acordo com seus tamanhos no cérebro do animal. Os grandes pontos no rosto, por exemplo, representam os bigodes.
Parece a versão de um rato dos desenhos animados para crianças, não é? Mas é o mouseunculus (que traduzo como "ratúnculo") de O'Leary.

Leia mais sobre o assunto neste artigo de Carl Zimmer, publicado na National Geographic.

06 novembro, 2012

Proibido o chumbinho

O aldicarbe, um agrotóxico utilizado de forma irregular como raticida doméstico (chumbinho), foi banido do mercado brasileiro, no mês de outubro. Estimativas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) apontam que o produto é responsável por quase 60% dos oito mil casos de intoxicação relacionados a agrotóxicos do tipo chumbinho, no Brasil, todos os anos.
“Os motivos do banimento do aldicarbe do mercado nacional estão relacionados à alta incidência de intoxicações humanas e de envenenamento de animais, devido ao desvio de uso do referido agrotóxico”, explica o diretor de Controle e Monitoramento Sanitário da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Agenor Álvares. Além disso, o aldicarbe possui a mais elevada toxicidade aguda entre todos os ingredientes ativos de agrotóxicos, até então autorizados para uso no Brasil.
O único produto a base de aldicarbe que possuía autorização de uso, no país, era o Temik 150, da empresa Bayer S/A. Trata-se de um agrotóxico granulado, classificado como extremamente tóxico, que tinha aprovação para uso exclusivamente agrícola, como inseticida, acaricida e nematicida, para aplicação nas culturas de batata, café, citros e cana-de-açúcar.
Chumbinho


O uso do aldicarbe como raticida doméstico, sob a forma do popular chumbinho, não é autorizado pelas autoridades brasileiras. “O chumbinho é um produto ilegal e perigoso para a saúde da população, sendo o uso e comércio deste agrotóxico como raticida doméstico enquadrado como uma atividade ilícita e criminosa”, afirma Álvares.
Por se tratar de um produto clandestino, o chumbinho não possui rótulo com orientações quanto ao manuseio e segurança, informações médicas, telefones de emergência, descrição do ingrediente ativo e antídotos que devem ser utilizados em casos de envenenamento. “Sem essas informações os profissionais de saúde tem mais dificuldade de agir para salvar a vida das pessoas intoxicadas pelo chumbinho”, diz o diretor da Anvisa.
Os sintomas típicos de intoxicação por chumbinho ocorrem em menos de uma hora após a ingestão e os principais sinais clínicos são: náuseas, vômito, sudorese, salivação excessiva, visão borrada, contração da pupila, dor abdominal, diarreia, tremores, taquicardia, entre outros.
Em caso de intoxicação deve-se ligar, de forma gratuita, para o Disque-Intoxicação: 0800-722-6001. O serviço é disponível para todo país e conta com profissionais especializados na orientação do tratamento de casos de intoxicação.
Ineficaz como raticida
Além de possuir elevada toxicidade aguda, o chumbinho é ineficaz no combate doméstico de roedores. Normalmente, como o primeiro animal que ingere o veneno morre de imediato, os demais ratos observam e não consomem aquele alimento envenenado.
Já os raticidas legalizados, próprios para esse fim e com registro junto a Anvisa, agem como anticoagulantes, provocando envenenamento lento nos ratos. Dessa forma, a morte do animal não fica associada ao alimento ingerido, o que faz com que todos os ratos da colônia ingiram esse tipo de veneno.
Cancelamento
Com o cancelamento do registro, estão proibidos no Brasil a produção, a comercialização e o uso de qualquer agrotóxico à base de aldicarbe.
Clique aqui para saber mais sobre o chumbinho.

Fonte: Anvisa

07 abril, 2011

O choro afrodisíaco do rato

Um estudo realizado por Kazushige Touhara, da Universidade de Tóquio, concluiu que as lágrimas dos ratos machos contêm um ferormônio sexual considerado irresistível pelas fêmeas da espécie.
Para esse ferormônio atuar, diz Touhara, a fêmea "tem que tocá-lo, porque não é um composto orgânico volátil como um perfume". O fato acontece quando ela entra em contato com o macho e/ou com o seu ninho, estando estes impregnados pelo ferormônio. Detectado por receptores específicos existentes em suas narinas, o ferormônio desencadeia as reações que tornam a rata propensa ao acasalamento.
Na espécie humana, não se conhece a produção de uma substância análoga nem a existência de receptores do tipo. Portanto, entre nós, chorar não funciona como afrodisíaco.

23 setembro, 2010

"Não é o DNA, estúpido!"

A pergunta de um leitor no Art of Trolling:
"O que no DNA de um gato doméstico impede que ele cresça até o tamanho de um grande felino?"
E a resposta de outro leitor:
"Não está no DNA do Felis catus. Está no fato de que o DNA alinha suas partes por meio de uma fosfatase que existe no rato. E, ao comê-lo, é isso o que mantém o gato pequeno."
Mark Johnson, o autor da resposta, mostrou ainda - em detalhes - como a coisa se processa:

>refNM_053473.1 Rattus norvegicus protein phosphatase 1, regulatory (inhibitor) subunit 9A (Ppp1r9a), mRNA
gbU72994.1RNU72994 Rattus norvegicus neurabin mRNA,
complete cds Length=3850
GENE ID: 84685 Ppp1r9a protein phosphatase 1, regulatory (inhibitor) subunit
9A [Rattus norvegicus] (Over 10 PubMed links)
Sort alignments for this subject sequence by:
E value Score Percent identity
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Query 526 ACCTTTCTGAGCCACTTCCGGTACTGGCACAGCCT 560
Sbjct 1086 ACCTTTCTGAGCCACTTCCGGTACTGGCACAGCCT 1052

20 junho, 2010

A ratoeira

A publicidade não respeita o drama de um rato aprisionado numa ratoeira.

Se você tem nervos fortes, assista!


10 novembro, 2007

Rato sem medo

O Google News em português traz hoje oito links para o assunto do rato que, após ter sido geneticamente modificado por cientistas da Universidade de Tóquio, ficou sem medo do gato.


Será que é o caso?