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13 novembro, 2023

Dia da Gentileza (2023)

Bom para 13/11/2023

"Durante uma recente temporada sombria do espírito, uma querida amiga me animava com a mais maravilhosa, inspiradora e reumanizadora história. Alguns anos antes, quando um colega dela – outro físico – estava passando por uma temporada adversa, ela deu-lhe um bulbo de amarílis em um pequeno pote; o efeito que teve sobre ele foi inesperado e profundo, como sempre é o efeito de gentilezas não calculadas — profundo e de longo alcance, como um seixo de gentileza ondula círculos cada vez maiores no esplendor. À medida que a luz voltava lentamente à sua vida, ele decidiu dar uma aula sobre a física da animação. E foi assim que uma de suas alunas, Emily Johnstone, motivou-se a fazer "Bloom" (Flor), um tocante curta-metragem de animação, que tira de um pequeno gesto pessoal uma metáfora universal de como sobrevivermos às nossas mais densas trevas privadas."

Maria Popova, The Marginalian


21 outubro, 2018

Dilema da ignorância

por André Araújo
Os jornalistas “partiu pra cima” da nova ultra direita apresentam o seguinte dilema, se você não aceita todos os ditames do ultra neoliberalismo, desses que querem vender o Brasil de porteira fechada ou então você quer uma economia como a da Venezuela. Não há alternativa, ou é Goldman Sachs ou é Maduro, o analfabetismo político-econômico gerou essa necrosia intelectual, a vida é binaria, ou é branco ou é preto, não existe o azul, o cinza, o turquesa.
Nunca ouviram falar de Lord Keynes, um aristocrata inglês do mais refinado cérebro, ligado às artes e à literatura que não adotava o discurso do mercado e salvou a economia mundial com fórmulas que hoje seriam consideradas pelos ultra direitas como “comunistas”.
A carta que Keynes enviou ao Presidente Roosevelt, outro comunista, em 30 de Maio de 1933 pedia ao Presidente dos EUA que usasse o Estado para tirar os EUA da Depressão, que fez um quarto dos americanos ficarem desempregados. Roosevelt seguiu Keynes contra o “mercado “que queria curar a Depressão com “ajustes” como os neoliberais brasileiros de hoje querem fazer e que jamais dará certo porque o ajuste é necessário mas não é o remédio pata tirar o Pais da recessão. Ao contrário, o ajuste aprofunda a recessão enquanto promete resultados no longo prazo, esquecendo a frase celebre de Keynes “No longo prazo todos estaremos mortos”.
Os desempregados precisam comer no curto prazo e isso só será possível com um plano de emergência para reativar a economia, o que é da lógica da realidade, mas não da lógica do mercado financeiro, que pode funcionar desligado da economia da produção e dos empregos.
A chamada “escola neoliberal” é página virada na sua própria “alma mater”, a Universidade de Chicago, os legatários de Friedman tiveram que sair de Chicago e foram para a Carnegie Mellon University em Pittsburgh. O Estado americano salvou o mercado em 2008, com isso enterrando o credo neoliberal que partia do principio de que o “mercado se autoajusta”.
Apesar dessa evidência seguem se apresentando no Brasil certos personagens com a etiqueta de “ultraneoliberal”, porque sequer sabem que essa escola está em um ciclo findo.
Como estudaram nas faculdades de economia há 30 anos, guardam uma cartilha mental embolorada e completamente defasada e não tem a capacidade intelectual de reciclar aquilo que aprenderam, o que é típico de cérebros apostilados limitados e medíocres.
A operação da politica econômica se faz em todo lugar pela combinação de instrumentos e não com um cardápio fixo imutável, a famosa “lição de casa” do antigo FMI, até o FMI mudou muito desde os anos 90, a ponto de ser critico do ajuste excessivo na Grécia.
Politica econômica é uma arte de combinação de instrumentos sem regras fixas que variam a cada ciclo e circunstancia, é essencialmente arte e não matemática pura, aliás o estudo de ciência econômica que começou na França e na Inglaterra sempre foi tratado como da área da politica, foram os americanos que introduziram formulas fixas e matemáticas no estudo da economia, formulas originadas de seu modelo econômico e que raramente dão certo em outros países e contextos, é preciso tratar a economia como arte e não como experimento de laboratório como alguns cérebros mofados ainda querem operar na base de “tripés”. [...]

Siga lendo este artigo em Fora de Pauta, Jornal GGN

25 agosto, 2016

Psicoterapia para ratos deprimidos

CHICAGO – Emitido pela Northwestern University, o comunicado Psychotherapy for depressed rats shows genes aren’t destiny (Psicoterapia para ratos deprimidos mostra que genes não são destino) começa assim dizendo:
Os genes não são o único fator que determina se uma pessoa vai sofrer de depressão. O ambiente é também um fator importante e, quando estimulado, pode substituir a natureza.
Quando ratos geneticamente criados para a depressão receberam o equivalente a uma "psicoterapia de rato", seu comportamento depressivo foi aliviado. E, depois da terapia, estes ratos passaram a apresentar alguns dos seus biomarcadores no sangue para a depressão alterados para níveis não-deprimidos.
"O ambiente pode modificar uma predisposição genética para a depressão", disse Eva Redei, principal autora do estudo e professora de Psiquiatria e Ciências Comportamentais da Northwestern University Feinberg School of Medicine.
DESAFIO – Se você é um psiquiatra que, em uma base regular, vem atuando com êxito em psicoterapia para ratos, nós gostaríamos de ouvir detalhes de seus métodos e de sua tabela de honorários.