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29 março, 2025

Epístola do magneto

Pierre Pèlerin de Maricourt (em latim: Petrus Peregrinus) foi um estudioso francês do século XIII, que realizou experimentos sobre magnetismo e escreveu o primeiro tratado existente sobre as propriedades dos ímãs.
Uma carta que escreveu em 1269 indica que ele tinha conhecimento da polaridade magnética, sabia que os opostos se atraem, entendia que dividir um ímã de barra preservava dois polos em cada parte e estava ciente de que um ímã mais fraco poderia ter sua polaridade invertida por um mais forte.
Era hábil com metais, inventou armaduras e ajudava o rei Luís IX de França (mais do que o próprio armeiro real).

13 outubro, 2022

Vão-se as caudas, ficam os corpos

Formas adultas da espécie Actias luna que voam à noite, coletivamente referidas como "mariposas da lua", têm longas caudas nas asas posteriores. A cinemática de voo delas sugere que suas caudas têm um papel mínimo no desempenho do voo do inseto.
Uma hipótese de "falso alvo" sustenta que suas caudas evoluíram como um meio de reduzir o risco de predação por morcegos, que usam a ecolocalização para capturar as presas.


Um experimento foi conduzido com as mariposas Luna - com asas intactas vs. com as caudas removidas. Com as asas intactas, a maioria dos morcegos atacantes contatou as caudas das asas (que não são essenciais) em vez do corpo da mariposa. Assim, apenas 35% das mariposas intactas foram capturadas contra 81% daquelas em que as caudas foram previamente cortadas. Os resultados do experimento realizado sustentam que este tipo de distorção da ecolocalização se trata de uma contramedida eficaz.

DOI: 10.1073 / pnas.1421926112

17 janeiro, 2018

A carta de uma senhorita alemã sobre um assunto científico

1891 - A revista Nature publicou o que deve ter sido um dos artigos mais incomuns. Era uma carta de uma mulher alemã, Agnes Pockels, para John William Strutt, também conhecido como Lord Rayleigh.
A Srta. Pockels escreveu:
Meu senhor,
Por favor, desculpe por me aventurar a perturbá-lo com uma carta alemã sobre um assunto científico. Tendo ouvido falar das frutíferas pesquisas realizadas por você, no ano passado, sobre as propriedades superficiais da água, até agora pouco compreendidas, pensei que poderia lhe interessar o relato das minhas próprias observações sobre o assunto. Por várias razões, não estou em posição de publicá-las em periódicos científicos e, por isso, adoto este meio de comunicar-lhe a mais importante delas. Primeiro, vou descrever um método simples, que tenho empregado por vários anos, para aumentar ou diminuir a superfície de um líquido, em qualquer proporção, visto que sua pureza pode ser alterada ao bel-prazer. [...]
E a carta passava a descrever muitos dos resultados dos experimentos de John Strutt, acrescidos de conjecturas inéditas, e tudo a partir de observações feitas numa cozinha.
Felizmente para Pockels, Rayleigh era um cavalheiro no verdadeiro sentido da palavra, e enviou uma tradução inglesa da carta para a revista Nature, Juntamente com uma carta de apresentação em que pedia para publicá-la literalmente:
Ficarei muito grato se você puder encontrar espaço para a tradução que acompanha uma carta interessante que recebi de uma senhorita alemã que, com aparelhos caseiros, chegou a resultados valiosos quanto ao comportamento da superfície da água com impureza. A parte anterior da carta da Srta. Pockel cobre quase o mesmo fundamento de alguns dos meus recentes trabalhos e, em geral, harmoniza-se com eles. As seções posteriores me parecem muito sugestivas, levantando, se não respondendo plenamente, muitas questões importantes.
A história, com alguns detalhes adicionais sobre a curiosidade da Srta. Pockel com o fluxo da urina, e sua relação com a descoberta da técnica de impressão a jato de tinta, podem ser lida no blog do Dr. Len Fisher, aqui.

Poderá também gostar de ver
Marjorie Rice e seus pentágonos

02 janeiro, 2015

O elixir vem aí

Que tal chegar aos 150 anos?
Por enquanto, os experimentos (revelados pela revista Nature) que nos dão esta esperança só beneficiam os ratos.
A chave do envelhecimento está no hipotálamo e há grandes possibilidades de que possa ser ajustada para aliviar a humanidade das enfermidades da velhice como diabetes, artrose, demências etc.
Morrer continuará sendo o último ato, mas nunca em cama de hospital.
Em cama de motel e, de preferência, depois da terceira ereção.
Nelson Cunha