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04 outubro, 2020

Magnetismo nasal

The Guardian relatou em 30 de março de 2020:
Um astrofísico australiano foi internado no hospital depois de colocar quatro ímãs no nariz, na tentativa de inventar um dispositivo que impedisse as pessoas de tocarem no rosto durante a pandemia de coronavírus.
Daniel Reardon, pesquisador de uma universidade de Melbourne, estava construindo um colar que faria soar um alarme ao contato facial quando ocorreu o acidente.
O astrofísico de 27 anos, que estuda pulsares e ondas gravitacionais, disse que estava tentando combater o tédio do autoisolamento com quatro poderosos ímãs de neodímio.
ASSISTA: massa de borracha come um ímã (blog EM mostra a força do campo magnético de um deles)

"Eu tenho alguns equipamentos eletrônicos, mas realmente não tenho experiência ou conhecimento na construção de circuitos ou coisas parecidas", disse ele. "Eu imaginei que: 1) se construísse um circuito que pudesse detectar o campo magnético; 2) se usasse os ímãs de neodímio nos pulsos e 3) o dispositivo poderia acionar um alarme ao aproximar as mãos do rosto. Um pouco de tédio pelo autoisolamento me fez pensar assim".
No entanto, o astrofísico montou a parte eletrônica ao contrário - - só completava o circuito quando o campo magnético não estava presente. "Inventei acidentalmente um colar que vibra continuamente, a menos que você aproxime a mão do rosto", disse ele.
“Depois de desistir dessa ideia, eu ainda estava um pouco entediado e fiquei brincando com os ímãs. Prendi-os nos lóbulos das orelhas e depois prendi-os em minhas narinas... e as coisas degringolaram".
Reardon disse que colocou dois ímãs dentro de suas narinas e dois do lado de fora. Quando ele removeu os ímãs do lado de fora, os dois que estavam dentro ficaram juntos. Infelizmente, o pesquisador tentou usar os ímãs restantes para removê-los.
"Nesse momento, meu parceiro que trabalha em um hospital estava rindo de mim", disse ele. “Eu estava tentando puxá-los para fora, mas há uma septo no fundo do nariz que você não consegue superar".
"Depois de 20 minutos de luta, decidi procurar a solução no Google e encontrei um artigo sobre um garoto de 11 anos que havia passado por igual problema. A solução era mais ímãs. Colocados do lado de fora para compensar a atração dos que estão dentro."
“Enquanto eu estava puxando para baixo para tentar remover os ímãs, eles se prenderam e eu perdi o controle. E esses dois ímãs terminaram em minha narina esquerda. Nesse ponto, fiquei sem ímãs."
Antes de ir ao hospital, Reardon tentou usar um alicate para retirá-los, mas eles ficaram magnetizados pelos ímãs dentro de seu nariz.
"Toda vez que eu colocava o alicate perto do nariz, meu nariz inteiro se deslocava em direção ao alicate e, em seguida, o alicate grudava no ímã", disse ele. "Foi um pouco doloroso neste momento".
"Meu parceiro me levou ao hospital em que trabalha porque queria que todos os seus colegas rissem de mim. Os médicos acharam engraçado, fazendo comentários como 'Esta é uma lesão devido ao autoisolamento e ao tédio'."
No hospital, uma equipe de dois médicos aplicou um spray anestésico e removeu manualmente os ímãs do nariz de Reardon.
"Quando eles tiraram os três da narina esquerda, o quarto caiu em minha garganta", disse ele. "Isso poderia ter sido um problema se eu o engolisse ou inspirasse, mas felizmente consegui me inclinar para a frente e tossir ... Desnecessário será dizer que não vou mais brincar com ímãs".

O relatório de alta de Daniel Reardon

O astrofísico garantiu ao Guardian Australia que havia descartado novas experiências com os ímãs e com o rosto tocado, e que encontraria outras maneiras de passar o tempo em casa.

http://www.theguardian.com/australia-news/2020/mar/30/astrophysicist-gets-magnets-stuck-up-nose-while-inventing-coronavirus-device

09 janeiro, 2020

Ímãs líquidos

Embora os ímãs possam assumir todos os tipos de formas, geralmente são sólidos. Mas pela primeira vez, os cientistas criaram um líquido permanentemente magnético.
E eles fizeram isso por acidente.
A descoberta, feita no Laboratório Nacional Lawrence Berkeley, na Universidade da Califórnia, permite que os cientistas manipulem a matéria magnética. Thomas Russell, um eminente professor de ciência e engenharia de polímeros da Universidade de Massachusetts Amherst, disse à LiveScience que os cientistas poderiam "fazer ímãs que sejam líquidos e que pudessem se adaptar a diferentes formas - e as formas são realmente você que decide."
Tudo começou quando a equipe de pesquisa estava examinando óxidos de ferro, que são compostos químicos feitos de ferro e oxigênio. Os pesquisadores haviam criado minúsculas gotículas de água, óleo e óxidos de ferro (imagem). Então, depois de separar as gotículas, eles colocaram-nas perto de uma bobina magnética, que as magnetizou.


Por si só, isso não é notável: ímãs flexíveis, conhecidos como ferromagnetos, podem existir na forma líquida quando estão próximos a objetos magnéticos. Mas o que aconteceu em seguida surpreendeu os cientistas: as gotículas permanecem magnetizadas.
"Para mim, isso representa uma espécie de novo estado de materiais magnéticos", diz Russell à LiveScience. Para fazer esses materiais, o próximo passo é determinar exatamente como essas partículas são capazes de manter seus campos magnéticos.

Fonte: LiveScience

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O ímã mais forte do mundo

24 fevereiro, 2015

ASSISTA: massa de borracha come um ímã


Isto não é uma cena da vida animal em que o maior engole o menor.
Você está vendo uma massa de borracha magnética ($13.00 na Amazon) arranjando-se em torno de um ímã de neodímio.
A massa, que foi tornada magnética pela adição de milhões de partículas de óxido de ferro, "procura" distribuir-se, do modo mais uniforme possível, em torno do neodímio, que é um ímã forte para o seu tamanho (poderia apagar tarjas magnéticas de cartões de crédito por exemplo).
Este time-lapse resume em 52 segundos um vídeo que dura 90 minutos.

13 agosto, 2014

Por que a geladeira?

Recomendo a leitura de um estudo, "Notes on Fridge Surfaces" ("Notas sobre as Superfícies de Refrigeradores"), realizado pelo Dr. Laurel Swan, da Universidade Brunel, e por Alex Taylor, do Laboratório de Pesquisas da Microsoft (In: Proceedings CHI 2005).
No qual os pesquisadores perguntam:
"Por que a geladeira?"
E, em seguida, dão a resposta a essa questão crucial e simples.
É que a geladeira oferece uma superfície relativamente grande para uma aleatória multi-funcionalidade de itens. Mas, ainda assim, por que a geladeira? Existem quadros de avisos, portas e até mesmo paredes, igualmente amplos, que permitem que as coisas sejam afixadas nelas por meio de tachinhas ou fitas adesivas. Contudo, falta nestas últimas superfícies uma indispensável qualidade: a magnética.
É isso que facilita a interação das superfícies frigoríficas com os ímãs, seus complementos úteis.

O teste da geladeira