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20 outubro, 2025

Mudanças positivas

O inventor do domo geodésico falou uma vez sobre a melhor maneira de realizar mudanças positivas. Ele disse que raramente se muda algo lutando contra isso diretamente. Em vez disso, deve-se construir um novo sistema ou modelo que torne o modelo existente obsoleto.
Em 1995, Mike Vance e Diane Deacon publicaram "Think Out of the Box". O casal era consultor de negócios. Anteriormente, Vance havia trabalhado para The Walt Disney Company, onde fazia parte de uma equipe que trabalhava em ideias inovadoras para o parque temático Walt Disney World.
Vance entrevistou pensadores criativos para ajudar a desenvolver novos conceitos. Ele descreveu o encontro que teve com Buckminster Fuller em um pequeno motel de praia em Santa Monica. A entrevista deve ter ocorrido em 1983 (antes da morte de Fuller).
Bucky sentou-se em uma confortável poltrona reclinável, tomando chá pensativamente em sua xícara, enquanto conduzíamos uma entrevista inesquecível com uma das pessoas mais incomuns do mundo...
Ele falou calmamente:
"Você nunca muda nada lutando contra isso; você muda as coisas tornando-as obsoletas por meio de tecnologia superior. A Telstar substituiu 500 toneladas de cabo transoceânico. Costumava-se levar três anos para circunavegar o globo em uma nau com casco de madeira, três meses em um navio de aço, 90 minutos em uma cápsula espacial e, agora, é tudo instantaneamente com as telecomunicações."

14 maio, 2020

Haverá mudanças?

Fernando Gurgel Filho
Em uma entrevista para O Estado de SP, à pergunta "Há muita expectativa sobre o que está por vir – do ponto de vista emocional, o que mudará na humanidade depois da pandemia: a solidariedade será maior? Haverá mais transcendentalismo ou materialismo?", Mia Couto respondeu: "Não sou muito otimista em relação a uma mudança total. Não iremos despertar amanhã, no final desse surto epidêmico, com uma mentalidade coletiva nova. Tenho dúvidas das mudanças que se alcançam por via do medo. Gostaria, no entanto, de acreditar que haverá lições importantes: por exemplo, uma percepção mais clara da importância do Estado, dos sistemas públicos de saúde e de educação, do ideal da cooperação solidária em vez da competição e da exclusão." 
Por coincidência, outro dia, estava justamente escrevendo algo sobre isto. Sobre o que mudará. E o que escrevi parece que está dentro da linha de pensamento do Mia Couto.
Tenho uma amiga que sempre repete: "Sobreviventes são perigosos porque sabem que podem sobreviver".
E, na solidão do isolamento social, comecei a pensar nesta frase, a partir de outra que as pessoas divulgam quase todos os dias: "O mundo depois da pandemia nunca mais será o mesmo". Querendo dizer, com isto, que a humanidade mudará radicalmente. E, da forma como anunciam isto, tende a mudar para melhor. O que a frase de início nos deixa em dúvidas quanto a esta mudança para melhor.
Ora, sabemos que o mundo não muda, assim, do dia pra noite. Pode ter mudado muito, depois do cataclismo da dimensão do que destruiu os dinossauros e quase toda a vida na superfície do planeta. Mas não existe nenhuma comprovação científica de que o que ficou, principalmente vidas, tenha sido melhor para o planeta do que o que foi destruído.
Aconteceram mudanças importantes depois das Grandes Guerras? Aconteceram mudanças importantes depois das grandes pandemias: peste negra, gripe espanhola...? Talvez. Algumas instituições, algumas formas de organização do Estado começaram a ser questionadas, mas, na minha opinião, o ser humano, em sua unicidade e, por consequência, em sua totalidade, não parece ter mudado muito, não.
E os sobreviventes, muitos dos quais, fortes o suficiente para sobreviver a uma tragédia, não parecem ter sido "escolhidos" por serem mais solidários, humanistas ou fraternos, do que os outros. Foram apenas por uma questão de melhor adaptabilidade às novas condições. Mas a essência do ser humano não mudou. Seus hábitos, sua luta pela sobrevivência, suas crenças, sua organização social... Nada disso mudou.
Não para melhor. Pelo menos, não a curto prazo. E somente aconteceram mudanças importantes no mundo, na sociedade, com muita luta dos que sobreviveram e que já tinham, antes da tragédia, outra perspectiva de vida para o mundo.
Enfim, uma pandemia, por si só, não quer dizer que a sociedade, a humanidade, vá melhorar. Muito pelo contrário. Infelizmente. Mesmo que a maioria dos seres humanos sofra muito com a doença e o isolamento social.

Eu sou uma cientista louca


A ilustração acima (legendada para o português) não faz parte do artigo proximal.

por Kate Marvel * - Driled News
Já ouvi isso algumas vezes, de um jornalista, um amigo da família, um vizinho: você deve estar feliz com tudo isso. A implicação é que, como sou cientista do clima, devo estar empolgada com esse período de atividade econômica reduzida e emissões de efeito estufa. A Terra está se curando, eles dizem. A natureza está voltando. Por que eu não ficaria feliz com isso?
Amigos, definitivamente não estou feliz. Eu nem estou triste. O que estou, mais do que tudo, é zangada.
Estou com raiva da própria idéia de que possa haver um lado positivo nisso tudo. Não há. O dióxido de carbono tem uma vida tão longa na atmosfera que uma pequena redução nas emissões não será páreo para o aumento esmagador que ele vem apresentando desde o início da Revolução Industrial. Todo esse sofrimento não tornará o planeta mais frio. Se a qualidade do ar está melhor agora, se menos pessoas morrem por inalar poluição, esse não é um desenvolvimento bem-vindo, mas sim uma acusação de como as coisas estavam antes.
Estou com raiva dos políticos por criarem esse status quo. Estou com raiva por terem ignorado os cientistas e colocado suas próprias carreiras ou bolsos à frente da sobrevivência de seus cidadãos. É irritante ver a ignorância deliberada e cínica: atacar modelos (como se existisse alguma ciência não construída sobre modelos, simples ou complexos) e armar incertezas. Um modelo epidemiológico, como um modelo do sistema climático, é uma maneira de explorar diferentes futuros e os impactos de diferentes escolhas. É uma ferramenta, não uma bola de cristal. Mas o cerne de todos os modelos úteis reside em algo verdadeiro: os fatos inevitáveis ​​de que massa e energia são conservadas, de que um gás de efeito estufa retém o calor e de que um vírus pode transformar uma célula hospedeira em uma fábrica para autorreplicação. Desinformação, rumores e ódio podem se tornar virais, mas nada é melhor para se espalhar do que o próprio vírus.
Também estou zangada com os cientistas, ou pelo menos com as instituições que os empregam. Estou com raiva de uma cultura da precariedade e do medo que torna os cientistas tímidos, obedientes e relutantes em falar a verdade ao poder. Fico com raiva porque falar a verdade a alguém, poderoso ou não, é desencorajado, a menos que resulte em uma publicação, concessão ou outra recompensa que aumenta o currículo. Como os cientistas podem ser ouvidos se estamos com muito medo de levantar a voz?
Mas, mais do que qualquer outra coisa, estou com raiva da implicação de que "nós" somos culpados. Há uma narrativa ruim, mas persistente, de que as mudanças climáticas e as pandemias são causadas não por gases e vírus do efeito estufa, mas pela natureza humana. Somos ávidos por comida, abrigo, aventura, autorrealização, contato humano e - diz essa narrativa - devemos ser punidos por nossos pecados. Mas a situação atual - morte, pobreza, solidão - é um plano ineficaz para soluções climáticas. Nunca seríamos capazes de sacrificar nosso caminho para sair da mudança climática, especialmente não sendo nas costas das pessoas que historicamente fizeram a maior parte do sacrifício. Existe um sistema entrincheirado que extrai o CO2 do solo e o bombeia para a atmosfera, que resulta não da maldade humana inerente, mas das escolhas de alguns humanos com poder. Precisamos construir coisas: turbinas eólicas, painéis solares, transporte público, cidades planejadas, sociedades mais justas. Nós não precisamos de purificação. Não precisamos de absolvição. Nós precisamos trabalhar.
Eu tenho medo de me deixar sentir raiva, porque sou cientista. Devemos ser objetivos, impedir que as emoções nublem nosso julgamento. Mas me parece pouco científico fingir que algo que existe claramente não existe, e não tenho certeza de que mentir sobre nossos sentimentos de alguma forma nos torne mais honestos. Eu li muita literatura britânica para acreditar que reprimir emoções levará a um resultado saudável para qualquer pessoa.
Também relutei em ficar brava publicamente por causa de quem eu sou. Eu quero ser apreciada e aceita. Aprendi a me tornar pequena e agradável, a usar "eu sinto" em vez de "eu sei", mesmo quando discuto soluções para equações matemáticas. Eu conheço o léxico para mulheres zangadas: amarga, difícil, vadia. Mas há uma diferença entre o ressentimento pequeno e insular que brilha no escuro e o tipo de fúria iluminadora que ilumina o caminho para fora do túnel.
Essa é a fúria que sinto. É essa raiva incandescente, brilhando como um farol nos tempos sombrios, iluminando o caminho para algo melhor.
* Kate Marvel é uma cientista climática do Instituto Goddard da NASA de Estudos Espaciais e da Universidade de Columbia. Tradução PGCS

14 de maio: Dia Internacional do Clima

10 junho, 2017

Vamos em frente!

1) O Mp3 faliu as gravadoras.
2) O Netflix faliu as locadoras.
3) O Booking complicou as agências de turismo.
4) O Google faliu a Listel, Páginas Amarelas e as enciclopédias.
5) O Airbnb está complicando os hotéis.
6) O Whatsapp está complicando as operadoras de telefonia.
7) As mídias sociais estão complicando os veículos de comunicação.
8) O Uber está complicando os taxistas.
9) A OLX acabou com os classificados de jornal.
10) O Smartphone acabou com as revelações fotográficas e com as câmeras amadoras.
11) O Zip Car está complicando as locadoras de veículos.
12) A Tesla está complicando a vida das montadoras de automóveis.
13) O e-mail e a má gestão complicou os Correios.
14) O Waze acabou com o GPS.
15) O 5º andar está acabando com as imobiliárias administradoras de aluguéis.
16) O Original e o Nubank ameaçam o sistema bancário tradicional.
17) A "nuvem" complicou a vida dos "pen drives".
18) O Youtube complica a vida das TVs. Adolescentes não assistem mais canais abertos.
19) O Facebook complicou a vida dos portais de conteúdo.
20) O Coaching mudou a forma de aprender, pensar e agir, levando a um novo modelo mental, gerando resultados extraordinários em um curto espaço de tempo nas organizações.
21) O Tinder e similares complicaram as baladas e "similares".
22) ... 23) ... 24) ....
...e você quer viver como vivia há 10 anos?
Temos que nos reinventar diariamente para continuarmos neste "jogo" chamado VIDA.
Vamos em frente... Não porque atrás vem gente... Mas, porque já tem muita gente em nossa frente!!!

(enviado por JB Serra e Gurgel)