Mostrando postagens com marcador nascimento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador nascimento. Mostrar todas as postagens

30 outubro, 2022

Um pequeno passo para um bebê...

Cinquenta e três anos atrás, em 29 de outubro de 1969, nascia a Internet. Foi um começo humilde – um único login de um terminal de computador na UCLA em Los Angeles para o Stanford Research Institute (SRI) na Bay Area. Mas foi um pequeno passo de bebê que acabaria por catapultar o mundo para a era da informação.
Surpreendentemente, na verdade, temos um pedaço de papel que documenta esse momento importante da Internet, chamado Arpanet pela primeira vez, porque era um projeto financiado pelo ARPA. Hoje você provavelmente conhece melhor o ARPA com o nome DARPA, a agência governamental que trabalha com tecnologia de ponta, como robôs de combate na guerra e implantes cerebrais.
Os operadores de terminais de computadores que estavam trabalhando na UCLA em 1969 mantinham um diário detalhado de tudo o que estava acontecendo ao estabelecer sua rede. E em um caderno de anotações em 29 de outubro de 1969, podemos ver uma notação particularmente importante às 22:30: "Conversei com o SRI, host para host".


Essa folha de papel, que atualmente está nos arquivos da UCLA, é mais ou menos a certidão de nascimento da Internet – um registro escrito daquele momento em que os dois computadores host da UCLA e do SRI começaram a se comunicar.

Esta era a situação de toda a Internet no fim do ano de 1969:

29 setembro, 2022

Dawkins e o privilégio de viver

Em "Unweaving the rainbow" (Desvendando o arco-íris), o biólogo evolucionário Richard Dawkins escreve:
"Vamos morrer, e isso nos torna os felizardos. A maioria das pessoas nunca vai morrer porque nunca vai nascer. As pessoas em potencial que poderiam estar aqui, em meu lugar, mas que de fato nunca verão a luz do dia, superam os grãos de areia da Arábia. Certamente, esses fantasmas não nascidos incluem poetas maiores do que Keats, cientistas maiores do que Newton. Sabemos disso porque o conjunto de pessoas possíveis permitidas por nosso DNA excede enormemente o conjunto de pessoas reais. Diante dessas probabilidades estonteantes, somos você e eu, em nossa normalidade, que estamos aqui. Nós que fomos algo privilegiados, ao ganharmos na loteria do nascimento contra todas as probabilidades, como ousamos reclamar de nosso inevitável retorno àquele estado anterior do qual a vasta maioria nunca saiu?"

02 agosto, 2022

Nascimentos

Nasceu no último domingo (31 de julho de 2022) Gorge J. Jetson, operador de índice digital da Space Sprockets.



06 junho, 2021

O 13.º signo

Algumas pessoas vivem suas vidas de acordo com o zodíaco, consultando as estrelas em uma base diária para ver o que está vindo e usando o seu signo de nascimento como um guia para saber como devem viver suas vidas. Essas pessoas astrologicamente ocupadas acreditam que as estrelas ditam seus destinos, e elas estão vivendo sob a suposição de que nasceram sob um dos doze signos, um para cada mês do ano.
Mas outras pessoas cientificamente ocupadas da NASA (em 2016) perguntaram-se por que os babilônios deram ao zodíaco 12 signos, quando o sol realmente se move através de 13 constelações. Elas descobriram que os babilônios tinham um 13.º signo chamado Ophiuchus, Ofiúco, Serpentário ou Portador da Serpente, os quais decidiram descartá-lo para fazer o ajuste do Zodíaco a um calendário de 12 meses.
Três mil anos depois, a vida daqueles que acreditam em astrologia foram alteradas para sempre porque eles estiveram vivendo uma mentira baseada em signos.


Nascido que sou em 6 de junho, com o advento da nova ordem astrológica, deixei o signo de Gêmeos (21 de junho - 20 de julho) para entrar no signo de Touro (13 de maio - 21 de junho). Isto significa que eu vou ser mais calmo e estável, e como bônus o meu nível de maldade vai diminuir um bocado. Meno male. Agora só falta eu acreditar em horóscopos.

08 julho, 2019

Abra os charutos e a champanhe

Break out the cigars and champagne. É uma frase muito usada em países anglófonos para celebrar os bons acontecimentos.
Charutos e champanhe são símbolos de celebração para negócios bem conduzidos. É claro que esses símbolos seriam rejeitados por alguém que não goste de fumar e beber. Uma alternativa criativa é distribuir charutos de chocolate, afinal, quem não gosta de chocolate?
O verbo frasal (break out) refere-se à circunstância de que os charutos, sendo embalados em celofane (à exceção dos produzidos em Cuba), e as garrafas de champanhe, cujas rolhas são protegidas com papel alumínio, serão logo mais abertos. A fim de que o pai orgulhoso com o nascimento de um filho possa festejar com os amigos.


Um nordestino autêntico preferiria convidar os amigos para BB o mijo do BB.

Bom para o Dicionário Brasileiro de Frases.

03 janeiro, 2011

Cegonha a jato


Esta é um tipo de cegonha que faz a entrega de bebês aos pais que não podem esperar. Mas estes pagam uma taxa de emergência.

De onde vêm os bebês?
Como explicar aos filhos dessa nova geração a mais antiga das questões: "Pai, como é que eu nasci?"
"Muito bem, tínhamos de ter essa conversa um dia!!!... O que aconteceu foi o seguinte: eu e sua mãe nos conhecemos e nos encontramos num chat desses da web, que existem para conversar. O papai marcou um interface com a mamãe num cybercafé e acabamos plugados no banheiro do mesmo. A seguir, a mamãe fez uns downloads no joystick do papai e, quando estava tudo pronto para a transferência de arquivo, descobrimos que não havia qualquer tipo de firewall conosco. Como era tarde demais para dar o esc, papai acabou fazendo o upload de qualquer jeito com a mamãe e, nove meses depois, apareceu você... o Vírus." (do Blog de Marcelo Gurgel)

06 junho, 2010

Há 20 anos...

... nascia Natália
Nasceu hoje (6 de junho de 1990) na Maternidade-Escola Assis Chateaubriand, aos primeiros minutos do dia, a filha de Elba e Paulo Gurgel, que receberá o nome de Natália. Forte, chorando idem (até o momento sem parar), a recém-nascida fará companhia, heranças à parte, ao irmão mais velho Érico. A data de seu nascimento, uma feliz coincidência com a data de nascimento de seu pai (exceto o ano), dará ensejo, daqui em diante, a que ambos ganhem presentes com festa conjunta de aniversário. E, para que isso se tornasse realidade, contaram os pais de Natália com a cumplicidade do obstetra, Dr. Eduardo, que imprimiu um ritmo mais lento à operação cesariana iniciada na noite anterior. A redação deste jornal (*) faz votos de congratulações aos pais e também augura que os mesmos não sejam trocados na saída da maternidade.

(*) O POVO, onde a notícia não foi publicada. Mas o blog Linha do Tempo, vinte anos após, repara essa falha.

17 dezembro, 2009

Seis de setembro, seu aniversário

Nelson José Cunha(*)

Já me doíam as costas pelas horas de espera. As mãos inquietas e frias queriam escapulir do corpo e junto delas o coração. Tudo para evitar o confronto iminente da aflição com a alegria. Nossa alma vive em permanente conflito e a vida a nos cobrar decisões. O corpo também é nação desunida, se uma parte quer a outra evita, e assim seguimos divididos.Aliviei a cadeira do peso e da espera e fui experimentar o sol de fora e de setembro. Eram seis os dias do mês e as últimas lufadas de vento frio vinham despedir-se do inverno de 1976. Lá fora um jardim adornava o hospital. Mais rosas do que margaridas, mas eram estas que emprestavam o nome à Instituição – Hospital Margarida (na imagem). Escolhi um canteiro para roubar-lhe uma rosa defendida por placa de proibido. Coitada da lei que proíbe a rosa de enfeitar a alegria de um pai orgulhoso: engrossará o rol das leis descumpridas. Era a melhor hora do dia e o sol acabava de vencer a herança fria da madrugada. As rosas agradecidas flertavam com seus beija-flores e maltratavam os botões com a arma surda da inveja.

Esperem, botões de rosa! Chegará o dia de mostrarem suas roupas de festa. Aproveitem a sua juventude de botões e logo viverão os esplendores das rosas. Saibam que é melhor a expectativa do que o baile, melhor o aroma do que o melão.
Também estou aqui impaciente, à espera de um botão prestes a desabrochar!


Escolhi a rosa mais bonita e livrei-a do seu cabo, mas o arrancado da excitação fui eu, um pai principiante.


- Nelson ! É homem, é normal, dêcá um abraço!

Meu sempre amigo Aloísio chegava esbaforido com a notícia.
Pediatra e meu compadre, esbanjava um sorriso assim de grande: (HHHHHHHHHH), caberia em duas caras de gente. Livrei-me do seu abraço porque não há pais aflitos e educados ao mesmo tempo e corri para ver o meu nascido. Não quero pecar contra a exatidão - quem flutua de alegria não corre, melhor dizê-lo, voa, e voei para o quarto de Conchita para encontrar a trouxa de menino. Abri o pacote com sofreguidão e lá dentro estava um rapazinho completo e grande - do pé ao saco, da boca ao grito. Era um patola de menino.

A mãe, esquecida das dores recentes, com meia boca chorava e com ela inteira sorria. Tinha os olhos enfiados nos panos que eu removia e de onde desabrochava um menino cuja cara já se conhecia: Veio um pé, depois o outro, pernas e braços gordos com dobrinhas, o tubinho do xixi sobre duas ensacadas bolinhas e a barriga marcada pelo umbigo enrabichado. Só faltava um carimbo no peito:


-------------------
Menino Perfeito
Made in Brazil
-------------------

A mãe então exclamou para si e para todos, sem os escrúpulos da modéstia e num espanhol de nascença:


- Qué precioso éres mi niño! Qué fuerte!
No me lo imaginaba tan hermoso!

A mão tremia ao tocá-lo, fazia-o com toque de penugem, examinava-o à lente para descobrir imperfeições que não haviam, só saúde, beleza e fome, fome de leite e de carinho: legítima fome de gente.


- Deixe estar Conchita! Nosso menino veio sem reparos,
agora é meter-lhe todo o leite que queira e depois limpá-lo
do mau perfume dos seus efeitos.

Estava entregue ao mundo a encomenda. Veio conforme o pedido, sem defeitos ou escoriações. Venceu, o menino, a primeira jornada de riscos de uma natureza que, às vezes, prega peças e entrega bebês incompletos. O nosso, como vencedor, teria que se chamar Victor e assim ficou como primeiro nome, depois lhe penduramos um bico, um chocalho e um sobrenome: Lupiañez da Cunha, para que o cartório lhe enfiasse completo no livro dos cidadãos. Está lá, à espera de que outros meninos venham repetir-lhe o sobrenome.
Foi esse o capítulo primeiro da história de uma vida começada com a alegria de um nascimento. Fazer meninos e nascê-los é fácil, conduzi-los pelos caminhos certos da vida é caminhar de joelhos numa estrada de pedrinhas, começam raros seixos rolados e terminam numerosas e pontiagudas. Não se sabe se é melhor tê-los e sofrê-los ou esconder-se da cegonha. Nessa arena o destino é mestre em desmoralizar os sonhos paternos, mais por culpa destes por agigantarem expectativas quase sempre cevadas pelo amor. O amor quando não é cego tem olhos feridos, vê sempre a parte sadia de tudo. Há filhos adoráveis que bendizem o nascimento e outros que são simplesmente filhos e destes não falo e não digo. Digam os outros dos seus maus filhos.


Tal sucedeu, meu querido primogênito, hoje é dia do seu aniversário, da sua estreia nesse mundo que, feito para ser adorável, não o é tanto assim por culpa dos vivos - aos mortos não adianta mais imputá-los. Melhore o mundo fazendo da vida que lhe demos a melhor para si e para os outros.
Essa lembrança comovida aplica-se aos meus Henrique, Diego e Julia que produziram em mim o mesmo deslumbrante efeito, e se não estão aqui nomeados é pelo ataque de modéstia que me acomete justamente agora ao concluir o texto. Vocês foram igualmente formosos e tinham os mesmos atributos de homens, exceto Julinha que o ciúme de pai não me permite descrevê-la despida. Ela não foi rosada como os outros, puxou a morenice do pai e da avó, mas foi e continua sendo a morena rosa da família.
Atenção marmanjos: Essa Júlia, morena flor, não leva placa de proibida, mas não se atrevam a arrancá-la desta casa!

(*) Num seis de setembro em que o filho mais velho, Victor, estava a aniversariar, Nelson se recordou das deslumbrantes sensações que teve quando se transformou em pai. E que se repetiram com relação aos filhos Henrique, Diego e Julia. É um primor de crônica deste meu colega, que é oftalmologista em João Monlevade - MG. PGCS