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05 junho, 2019

Último recurso

"Home! Sweet Home!" (Lar! Doce Lar!) deve ter sido a única canção no mundo que já foi cantada em um tribunal. Para ser mais específico: que foi cantada por um advogado de defesa em um tribunal do  júri.
"Home! Sweet Home!" é uma canção adaptada da ópera "Clari" (de 1823), do ator e dramaturgo norte- americano John Howard Payne, tendo sido a melodia composta pelo inglês Sir Henry Bishop para a letra de Payne.
Supostamente, essa música foi proibida de ser tocada em acampamentos do Exército da União durante a Guerra Civil Americana por incitar a deserção.
------------------------------"Lar! Lar!
------------------------------Lar! Doce Lar!
------------------------------Não há lugar como o lar!
------------------------------Oh, não há lugar como o lar!"
O advogado que cantou "Home! Sweet Home!" para um corpo de jurados foi John Brett. Ele cantou essa música numa tentativa de salvar um cliente da prisão. O mecânico de automóveis Lloyd Grable, da cidade de Oklahoma, que estava ali sendo julgado por haver assaltado um banco.
Depois de ouvir a interpretação de John Brett, o júri deu o veredito: prisão perpétua.

12 maio, 2014

O júri

A, B, C, D, e E compõem um júri de cinco membros. Eles vão decidir a culpa de um prisioneiro por maioria simples de votos.
A probabilidade para A dar o veredito errado é de 5%, para B, C e D é de 10%, e para E é de 20%. Quando os cinco jurados votam de forma independente, a probabilidade de que eles deem o veredito errado é de cerca de 1%. Mas, se E (cujo julgamento é pior) abandonar sua autonomia e ecoar o voto de A (cujo julgamento é melhor), a chance de erro sobe para 1,5%.
Ainda mais surpreendente, se B, C, D, e E resolvem seguir A, então a chance de um mau veredito sobe para 5%, cinco vezes pior do que quando todos votam de forma independente.
Chang escreve:
"Este paradoxo implica que é melhor ter a sua própria opinião, mesmo que em geral não seja tão boa quanto a opinião do líder."
De Gábor J. Székely, em Paradoxes in Probability Theory and Mathematical Statistics, através de Mark Chang, em Paradoxology of Scientific Inference.