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16 novembro, 2023

Argônio, o preguiçoso

Os principais elementos químicos que compõem o ar da Terra são o nitrogênio e o oxigênio. O primeiro ocupa 78% da atmosfera e o segundo, 21%. O restante é ocupado pelo gás carbônico (1%) e pelos gases nobres (0,03%), compreendidos estes pelos elementos argônio, criptônio, hélio, neônio, radônio e xenônio.

Em 1785, Henry Cavendish, ao analisar a composição do ar, percebeu a existência de um gás cujas propriedades eram parecidas com as do nitrogênio (gás descoberto em 1772, por Rutherford). No entanto, esse gás apresentava uma densidade maior e tampouco era reativo, o que o fez suspeitar de que se tratava de um novo elemento.
Mesmo sendo descoberto por Cavendish, o crédito dessa descoberta foi dado a Sir William Ramsay e Lord Rayleigh, que, no ano de 1894, conseguiram isolar o gás argônio através da destilação do ar líquido. Em 1904, o primeiro recebeu o Prêmio Nobel de Química e o segundo, o Prêmio Nobel de Física.
Por ser um gás inerte, ele recebeu o nome de argônio, que deriva do grego “argos”, que quer dizer preguiçoso.

16 dezembro, 2021

A ciência do familiar

A "ciência do familiar" sempre atrai o interesse público. Isso aconteceu em 1861, quando Michael Faraday, o descobridor da eletricidade, deu palestras populares sobre "A História Química de uma Vela" para audiências lotadas da sociedade londrina. Isso acontece hoje. Meu colega Peter Barham invariavelmente tem a casa cheia para sua palestra sobre "A Física do Sorvete", com experimentos durante a palestra e uma degustação a seguir.
Como alguém que usa a ciência subjacente a objetos e atividades comuns para tornar a ciência mais acessível ao público, fiquei feliz em experimentar "The Physics of Biscuit Dunking". Parecia que havia uma boa chance de produzir uma pesquisa alegre que mostrasse como a ciência realmente funciona, bem como de produzir alguma publicidade na mídia em nome da ciência e dos anunciantes.
Os anunciantes tinham seus próprios preconceitos sobre como a ciência funciona. Eles queriam nada menos do que uma "descoberta"que atrairia as manchetes dos jornais.
Anunciantes e jornalistas não são os únicos que veem a ciência em termos de "descobertas". Até mesmo alguns cientistas o fazem. Pouco depois que a Royal Society foi fundada em 1660, Robert Hooke foi nomeado "curador de experimentos" e encarregado de fazer "três ou quatro experimentos consideráveis" (ou seja, descobertas) a cada semana e demonstrá-los aos membros da Sociedade.
Dada essa pressão, não é de admirar que Hooke tenha sido de temperamento irritável, com cabelos caindo em mechas desgrenhadas sobre seu semblante abatido. Na verdade, ele fez muitas descobertas, originando muito, mas pouco aperfeiçoando. Tive de dizer aos anunciantes que Hooke pode ter conseguido, mas não consegui. A ciência geralmente não funciona assim.
Os cientistas não pretendem fazer descobertas; eles se propuseram a descobrir histórias. As histórias são sobre como as coisas funcionam. Às vezes, a história pode resultar em um conhecimento totalmente novo ou em uma nova maneira de ver a natureza das coisas. Mas não frequentemente. Achei que, com a ajuda dos meus amigos e colegas da física e da ciência alimentar, haveria uma boa chance de descobrir uma história sobre a imersão de biscoitos, mas dificilmente resultaria em uma "descoberta". Para seu crédito, os anunciantes aceitaram meu raciocínio e começamos a trabalhar.
A primeira pergunta que fizemos foi "Como é um biscoito do ponto de vista do físico?" É uma pergunta típica de um cientista, que deve ser lida como "Como podemos simplificar este problema para que possamos respondê-lo?" A abordagem às vezes pode ser levada a extremos, como aconteceu com o famoso físico a quem foi pedido que calculasse a velocidade máxima possível de um cavalo de corrida. Sua resposta, de acordo com a lenda, foi que ele poderia fazer isso, mas somente se ele pudesse assumir que o cavalo era esférico.
A maioria dos cientistas não chega a tanto para reduzir problemas complicados a formas solucionáveis, mas todos nós fazemos isso de alguma forma - o mundo é muito complicado para entender tudo de uma vez. Os críticos nos chamam de reducionistas, mas, não importa como nos chamem, o método funciona. Crick e Watson, descobridores da estrutura do DNA, não encontraram a estrutura olhando para as complicadas células vivas cujo destino o DNA impulsiona. Em vez disso, eles retiraram todas as proteínas e outras moléculas que constituem a vida e olharam apenas para o DNA. Nos cinquenta anos seguintes, os biólogos colocaram gradualmente as proteínas de volta para descobrir como as células reais usam a estrutura do DNA, mas eles não saberiam o que era essa estrutura se não fosse pela abordagem reducionista original.
Decidimos ser reducionistas em relação aos biscoitos, tentando entender sua resposta ao mergulho em termos físicos simples e deixando as complicações para depois.

28 agosto, 2020

AMÉRICA DO BRASIL

Nos primeiros anos do século 16, os demais países europeus não reconheciam a divisão do mundo feita por Portugal e Espanha. Em muitos casos, adotavam seus próprios nomes às regiões descobertas.
Em 1501, Américo Vespúcio, depois de acompanhar a primeira expedição exploratória ao Brasil, publicou os primeiros textos em que se afirmava que aquelas terras seriam um Novo Mundo e não parte da Ásia (Índias), como se pensava até então.
Diz Hugh Thomas:
"Quando Vespúcio regressou do Brasil, declarou que o território frente ao qual havia navegado estendia-se demasiadamente para o sul para se tratar da Índia. De Lisboa escreveu a Pier Francesco dei Medici: ´Chegamos a uma nova terra que, por muitas razões que enumero a seguir, observamos tratar-se de um continente'. Estava seguro de ter descoberto um território completamente novo, não simplesmente um prolongamento para leste da Ásia. O que Colombo tinha descoberto era um continente que bloqueava o caminho para a Ásia pelo oeste, a menos que se descobrisse uma passagem que tornasse desnecessário rodeá-lo. A assombrosa observação se fez pela primeira vez em Lisboa, e a corte, os cartógrafos e os comerciantes da cidade, não tardaram em levá-la muito em conta. O excelente mapa portulano, que data de 1502, mostra o novo continente em duas partes não unidas."
Ao confeccionar seu monumental planisfério, em 1507, o alemão Martin Waldseemüller  colocou o nome AMERICA em cima do Brasil, em homenagem ao navegador florentino.
O BRASIL tem mais a ver com a origem desse nome do que qualquer outro país do Novo Mundo.

http://www.historia-brasil.com/nomes-brasil.htm
http://pt.wikipedia.org/wiki/Ameico_Vespucio
http://www.atlasobscura.com/articles/waldseemuller-gores-maps-world-globes-first-america

01 março, 2020

Terra rica

Por que os elementos Itérbio, Ítrio, Térbio e Érbio têm nomes semelhantes?
É que todos os quatro foram encontrados na mesma rocha escura proveniente de uma mina localizada perto da vila sueca de Ytterby.


Hólmio, Túlio e Gadolínio também foram encontrados na mesma fonte, levando alguns a chamar Ytterby de "Galápagos da Tabela Periódica".

Rich Earth, Futility Closet

Março
No calendário romano, o terceiro mês do nosso calendário era o primeiro mês. Foi nomeado em homenagem a Marte, o deus romano da guerra e identificado com o deus grego Ares. Era hora de retomar a guerra depois que a neve do inverno havia derretido no Hemisfério Norte.

01 agosto, 2018

A simpatia entre relógios pendulares

Trecho de uma carta de Christiaan Huygens (1665) a seu pai, Constantyn Huygens, em que ele descreve a descoberta de sincronização entre dois relógios pendulares:
Enquanto eu fui forçado a ficar na cama por alguns dias, ao fazer observações sobre os meus dois relógios do novo escritório, eu notei um efeito maravilhoso que ninguém poderia ter imaginado antes. Os dois relógios, pendurados na parede da sala, lado a lado, com uma distância de um ou dois pés entre eles, mantinham um ritmo relativo com uma precisão tão alta que os dois pêndulos sempre se moviam em sincronia. Admirando o fenômeno por algum tempo, finalmente descobri que isso aconteceu devido a uma espécie de simpatia: quando fiz os pêndulos balançarem em momentos diferentes, observei que, meia hora depois, eles sempre retornaram ao sincronismo e daí em diante o mantiveram constantemente, contanto que eu não mais interferisse.

Curva tautocrônica:
O holandês Huygens também descobriu que. numa descida cicloidal acelerada pela gravidade, o tempo de queda é o mesmo independentemente da posição inicial.


Choro para metrônomo:
http://blogdopg.blogspot.com.br/2013/04/choro-para-metronomo.html
Onde, além de ouvir uma uma música do genial Baden Powell, o leitor poderá ver dois vídeos com a sincronização de 5 e 32 metrônomos.

Via Reddit:
A sincronização entre as moças do tempo

11 dezembro, 2017

Epifanias de Kepler

Em 1595, Kepler recebeu a inspiração para seu primeiro modelo do universo. Aos 23 anos, quando Kepler ensinava, fez a primeira de uma série profunda de descobertas. Ele desenvolveu completamente estas descobertas em seu Mysterium Cosmographicum, publicado menos de um ano depois. Parecia-lhe que os respectivos raios das órbitas dos planetas correspondiam aos comprimentos determinados por uma sequência específica, na qual os cinco sólidos regulares eram colocados um no outro, com uma esfera separando cada sólido do outro. A esfera (órbita) de Saturno envolvia um cubo que, por sua vez, envolvia outra esfera, a órbita de Júpiter. Este circunscreveu um tetraedro, uma esfera (a órbita de Marte), um duodecaedro, uma esfera (a órbita da Terra), um icosaedro, uma esfera (a órbita de Vênus), um octaedro e uma esfera  (a órbita de Mercúrio). A ideia foi o tema principal de seu Mysterium cosmographicum, de 1596.
Dave Richeson, em Euler's Gem, escreve:
"Naquele dia, enquanto estava no quadro negro desenhando uma figura geométrica para seus alunos, Kepler teve uma epifania. Ele acreditou que fosse uma inspiração divina. Kepler desenhou um triângulo com um círculo circunscrito ao redor, o que significava que cada um dos cantos do triângulo tocava a borda do círculo. Então ele desenhou outro círculo dentro do triângulo, o que significava que o centro de cada lado do triângulo tocava o círculo interno.
Quando Kepler recuou e olhou o que havia desenhado, percebeu com um choque que as proporções dos dois círculos eram as mesmas que as razões das órbitas de Saturno e Júpiter. E, com essa percepção, a inspiração o atingiu. Jupiter e Saturno eram considerados os planetas mais externos do sistema solar, e o triângulo era o polígono mais simples. Kepler então se perguntou se poderia ajustar as órbitas dos outros planetas em torno de outras figuras geométricas e tentou seus melhores círculos em quadrados e pentágonos. Mas as órbitas planetárias se recusaram a se adequar.
Então, Kepler teve uma segunda epifania. O sistema solar era tridimensional - então por que ele pensaria que esse padrão seria encontrado com apenas duas figuras dimensionais? Kepler voltou-se para objetos tridimensionais e encontrou sua resposta nos cinco sólidos perfeitos. Um sólido perfeito é uma figura tridimensional, como um cubo, cujos lados são todos idênticos. Convenientemente para Kepler, existem apenas cinco sólidos perfeitos: o tetraedro (que tem quatro lados triangulares), o cubo (seis lados quadrados), o octaedro (oito lados triangulares), o duodecaedro (doze lados pentagonais) e o icosaedro (vinte lados triangulares). Cada sólido perfeito pode ser inscrito e circunscrito em torno de uma esfera." (apud Pat Ballew, em  http://pballew.blogspot.com.br/2017/07/on-this-day-in-math-july-9.html#links)
O epitáfio de Kepler, por si próprio
Mensus eram coelos, nunc Terrae metior umbras. Mens coelestis erat, corporis umbra jacet. Eu costumava medir o Céu, agora eu meço as sombras da Terra. A mente pertencia ao Céu, a sombra do corpo aqui jaz.

19 maio, 2016

Fatos curiosos, ou não, sobre Mendeleiev

Sonhando com a tabela periódica
Reza a lenda que, durante um cochilo, Mendeleiev sonhou com a tabela periódica e logo ao acordar passou tudo para o papel. O próprio Mendeleiev lidava com esse boato com ironia. "Fiquei pensando na tabela por cerca de 20 anos e vocês dizem: 'sentou-se e, de repente, está pronto'", disse certa vez. V. Rodapost inserido em 09/03/2019

Criando o padrão da vodca
Há relatos de que Dmítri Mendeleiev teria estabelecido como padrão o teor alcoólico de 40 graus para a vodca. Pelos boatos, ele teria escrito uma tese sobre a relação entre o álcool e a água, alegando que esse percentual era o menos prejudicial ao organismo. Mas fato é que ele não disse nada parecido com isso, e o foco de suas teses era outro. Além do mais, o padrão russo de graduação alcoólica foi introduzido quando o cientista tinha oito anos, ainda na época tsarista, quando o governo tentava combater as vodcas clandestinas.

Interessando-se pela navegação ártica
Mendeleiev tinha grande interesse e envolvimento em questões ligadas à construção naval e à adaptação em mares gelados, assuntos sobre os quais escreveu cerca de 40 obras. Participou diretamente do projeto de construção do primeiro navio quebra-gelo ártico, o Iermak, lançado em outubro de 1898. Devido à grande contribuição para as pesquisas na região, uma cordilheira submarina no Oceano Ártico foi nomeada em sua homenagem, em 1949.

Produzindo maletas
Poucos sabem, mas o químico gostava de produzir malas nas horas vagas. O gosto por tal ofício surgiu em Simferopol, quando, durante a Guerra da Crimeia, a escola onde lecionava acabou sendo fechada.

Descobrindo a pólvora
Mendeleiev também já foi uma espécie de espião industrial. Em 1890, o então ministro Nikolai Tchikhatchiov pediu ao cientista que ajudasse na fabricação de pólvora sem fumo. Depois de aceitar o pedido do governo tsarista, Mendeleiev, que teve acesso a dados e relatórios secretos, fabricou dois tipos de pólvora sem fumo.

Fonte (garimpada por Jaime Nogueira): GAZETA RUSSA

Slideshows TABELAS PERIÓDICAS 1 e 2

Rodapost
Em 1869, Dmitry Mendeleiev publicou sua primeira versão da tabela periódica dos elementos. Ele foi o químico russo que desenvolveu a classificação periódica dos elementos. Em sua versão final da tabela periódica (1871), ele deixou lacunas, prevendo que elas seriam preenchidas por elementos não conhecidos e prevendo também as propriedades de três desses elementos. Mendeleiev escreveu as propriedades dos elementos em cartões e a tradição diz que, depois de organizá-los enquanto estava com paciência, ele de repente percebeu que, organizando os cartões dos elementos em ordem crescente de peso atômico, certos tipos de elementos ocorriam regularmente.

16 julho, 2015

Descobertas ao acaso

A história da ciência está repleta de descobertas que aconteceram ao acaso. Mas elas não teriam acontecido se não houvesse por perto, como disse Louis Pasteur, uma mente preparada.
Arquimedes
Arquimedes (287-212 a.C.), um grande matemático grego, tomava seu banho imerso em uma banheira, quando teve o que hoje chamamos de insight e, repentinamente, encontrou a solução para um problema que o atormentava havia tempos. Seria a coroa do rei de Siracusa realmente de ouro? Dizem que Arquimedes teria saído à rua nu, gritando Eureka! Eureka! (Encontrei!). Ele havia descoberto um dos princípios fundamentais da hidrostática, que seria conhecido futuramente como o "Princípio de Arquimedes". [1]
Kekulé
O químico alemão August Kekulé (1829-1896), durante uma noite do ano de 1865, apos uma década pesquisando as ligações das moléculas de carbono, adormeceu defronte a lareira sonhando com uma cobra que mordia o próprio rabo, a Ouroboros. Essa visão onírica serviu-lhe de inspiração para o entendimento da estrutura molecular do hidrocarboneto benzeno. [2]
Fleming
Ao se preparar para entrar em férias por duas semanas, Alexander Fleming semeou estafilococos em uma placa de cultura e, ao invés de colocá-la na incubadora, como normalmente fazia, resolveu deixá-la sobre a bancada.
No andar de baixo do laboratório de Fleming, trabalhava um perito em mofos. Imagina-se que os esporos desses fungos, muito leves, tenham sido levados pelo vento e estavam flutuando em grande quantidade no ar do laboratório de Fleming, cuja porta sempre ficava aberta.
Retornando das férias, ele observou que a placa de cultura que ficara sobre a bancada apresentava uma zona totalmente desprovida de estafilococos, justamente a parte que estava cercada por um mofo, o Penicillium notatum. Fleming havia descoberto a penicilina, a primeira droga capaz de curar inúmeras infecções bacterianas. [3]
Galvani
Em seus estudos, dissecando rãs em uma mesa enquanto conduzia experimentos com eletricidade estática, um dos assistentes de Galvani tocou em um nervo ciático de uma rã com um escalpelo metálico, o que produziu uma reação muscular na região tocada sempre que eram produzidas faíscas em uma máquina eletrostática próxima. Tal observação fez com que Galvani investigasse a relação entre a eletricidade e a animação - vida. Por isso é atribuída a Galvani a descoberta da bioeletricidade. [4]
Georges de Mestral
O velcro foi inventado em 1941 pelo engenheiro suíço Georges de Mestral. Ele se inspirou nas sementes de uma planta (Arctium) que grudavam frequentemente em sua roupa e no pelo de seu cão, durante as caminhadas que faziam pelos Alpes. Após examinar atentamente essas sementes ao microscópio, Georges distinguiu nelas filamentos entrelaçados que terminavam em pequenos ganchos: era isso a causa da aderência das sementes a pelos ou tecidos.
E concluiu ser possível a criação de um produto que unisse os dois materiais de uma maneira simples, porém reversível. Desenvolveu e patenteou o velcro, e passou em seguida a comercializá-lo através de sua companhia Velcro S.A. O nome faz referência a duas palavras em francês: velours (que significa veludo) e crochet (que significa gancho). [5]

[1} Isso é divertido!
[2] Ouroboros
[3] Pinturas microbianas
[4] 719 - Luigi Galvani, Acta
[5] 321 - Velcro, Acta

Em inglês existe a palavra "serendipity" para designar essas descobertas afortunadas, feitas aparentemente por acaso. Foi criada pelo escritor britânico Horace Walpole, em 1754, a partir do conto persa infantil "Os três príncipes de Serendip". Esta história de Walpole conta as aventuras de três príncipes do Ceilão, actual Sri Lanka, que viviam fazendo descobertas inesperadas, cujos resultados eles não estavam procurando realmente. Graças à capacidade deles de observação e sagacidade, descobriam “acidentalmente” a solução para dilemas impensados. Esta característica tornava-os especiais e importantes, não apenas por terem um dom especial, mas por terem a mente aberta para as múltiplas possibilidades.